segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Prefeitos eleitos no primeiro turno




01) São Paulo - Eu não gosto de acompanhar as pesquisas mas, pelo que eu me lembre, Russomano estava bem, Haddad mal. Acontece que o PSDB de Serra e o PT de Haddad ficaram quase empatados e vão para o segundo turno - Luta de classes?

José Serra - 1,88 milhão de votos válidos

Fernando Haddad - 1,77 milhão de votos válidos

02) Rio de Janeiro - Os bombeiros estão em baixa e o PMDB em alta, pelo menos foi isso o que mostrou as urnas, com o candidato  Eduardo Paes com mais  2 milhões votos, mais de 60% dos votos válidos.

O candidato do PSOL, Marcelo Freixo, vem bem atrás, 28% dos votos, 900 mil votos.

03) Belo Horizonte

Márcio Lacerda (PSB) foi eleito com mais de 670 mil votos

Patrus Ananias (PT)  ficou com cerca de 520 mil votos

04) Salvador -  Votação vai para o segundo turno

ACM (DEM) - 488 mil votos

Nelsom Pelegrino (PT) -  466 mil votos

Obs: 92% das urnas

05) Porto Alegre

José Fortunati (PDT) - 424 mil votos

Manuela D'Ávila (PC do B) - 141 mil votos

06) Curitiba - Vai para o segundo turno

Ratinho Jr. (PSC) - 332 mil votos

Gustavo Fruet (PDT) - 265 mil votos

07) Recife

Geraldo Júlio (PSB) 453 mil votos

Daniel Coelho (PSDB) 245 mil votos

Comentário: Eu diria que o destaque dessa eleição foi o PC do B, que ganhou em algumas cidades importantes como Olinda, ficou em segundo lugar em Porto Alegre  e disputa até segundo turno em Manaus. No caso do PSB, que já era destaque, tanto no quesito de votação, quanto na escolha de seus candidatos, passa a ser uma das maiores forças políticas nas capitais brasileiras.

Nessa primeira rodada, tivemos uma disputa entre o veterano PMDB e a nova força PSB. PT e PSDB só serão testados para valer no segundo turno.

Entre as maiores cidades que vão para o segundo turno, os três maiores partidos são:

01 - PT

02 - PMDB

03 - PSDB

Entre as grandes cidades, PT venceu em oito e o PSDB venceu em 6.

A oposição deverá ser a grande derrotada dessa eleição, salvando-se apenas o PSDB,

PSDB e PT são os partidos com mais candidatos no segundo turno.

RESUMÃO DA VOTAÇÃO NAS CAPITAIS

01) AC - Rio Branco

2º - turno - Marcus Alexandre (PT) e Tião Bocalom (PSDB)

02) AL - Maceió

1º - turno - Rui Palmeira (PSDB)

03) AM - Manaus

2º - turno - Artur Neto (PSDB) e Vanessa Grazziottn (PCdoB)

04) AP - Macapá

2º - turno - Roberto Góes (PDT) e Clécio (PSOL)

05) BA - Salvador

2º - turno - ACM Neto (DEM) e Nelson Pelegrino (PT)

06) CE - Fortaleza

2º - turno - Elmano de Freitas (PT) e Roberto Claudio (PSB)

07) ES - Vitória

2º - turno - Luciano Resende (PPS) e Luiz Paulo (PSDB)

08) GO - Goiânia

1º - turno - Paulo Garcia (PT) - reeleito

09) MA - São Luís

2º - turno - Edivaldo Holanda Júnior (PTC) e João Castelo (PSDB)

10) MG - Belo Horizonte

1º - turno - Márcio Lacerda (PSB) - reeleito

11) MS - Campo Grande

2º - turno - Alcides Bernal (PP) e Giroto (PMDB)

12) MT - Cuiabá

2º - turno - Mauro Mendes (PSB) e Lúdio (PT)

13) PA - Belém

2º - turno - Edmilson Rodrigues (PSOL) e Zenaldo Coutinho (PSDB)

14) - PB - João Pessoa

2º - turno - Luciano Cartaxo (PT) e Cícero Lucena (PSDB)

15) PE - Recife

1º - turno - Geraldo Julio (PSB)

16) PI - Teresina

2º - turno - Firmino Filho (PSDB) e Elmano Férrer (PTB)

17) PR - Curitiba

2º - turno - Ratinho Jr. (PSC) e Gustavo Fruet (PDT)

18) RJ - Rio de Janeiro

1º - turno - Eduardo Paes (PMDB) - reeleito

19) RN - Natal

2º - turno - Carlos Eduardo (PDT) e Hermano Moraes (PMDB)

20) RO - Porto Velho

2º - turno - Lindomar Garçom (PV) e Dr. Mauro Nazif (PSB)

21) RR - Boa Vista

1º - turno - Teresa Surita (PMDB)

22) RS - Porto Alegre

1º - turno - José Fortunati (PDT) - reeleito

23) SC - Florianópolis

2º - turno - Cesar Souza Júnior (PSD) e Gean Loureiro (PMDB)

24) SE - Aracaju

1º - turno - João Alves Filho (DEM)

25) SP - São Paulo

2º - turno - José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT)

26) TO - Palmas

1º - turno - Carlos Amastha (PP)

Fontes diversas, organizadas por Jânio

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Difícil vida fácil




Não acredite se alguém um dia disser que a vida de uma prostituta é fácil, também não pense que as p****  são todas iguais.

O sonho da maioria das prostitutas é encontrar o amor de sua vida, o que não é nada fácil num bordel, e ir para longe dali.

A maioria dos gigolôs exploram as prostitutas assim como os políticos exploram a população, através de impostos, e o objetivo é o mesmo, tornar suas vítimas dependentes, frágeis e sem capacidade de reagir contra tudo o que está errado.

Foi por isso que eu aliviei a barra das prostitutas em minha teoria da PPP, afinal, as prostitutas são diferentes  de vagabundas.  Vagabundas não cobram mas, com o tempo, acabam se tornando muito mais caras.

O preconceito contra as prostitutas é tão grande que até os marginais preferem se distinguir delas.

Por exemplo: Garotas de programas dizem que não devem ser consideradas prostitutas pois elas podem escolher os clientes, não moram em bordéis, são graduadas, tem etiqueta, são prendadas, nem sempre tem gigolôs controlando a suas carreiras e vivem infiltradas na sociedade, inclusive podendo se tornar esposas de deputados, senadores, donos de TVs, empresários ou outras autoridades importantes.

Atrizes pornôs também não admitem ser confundidas com prostitutas, segundo elas, atrizes pornôs só representam - mesmo depois da declaração bombástica da estonteante Regininha Poltergeist: "Para não sentir nada num filme pornô, só se fôssemos robôs."

Eu não tenho dúvidas de que a condição psicológica de Leila Lopes tenha se agravado, sob pressão social, depois dela ter participado de duas produções pornográficas. Ela já havia participado de ensaios para revistas masculinas e, segundo ela, um filme pornô não diferenciava muito de um ensaio para revista masculina.

Através dessa declaração, ficou claro que um simples ensaio sensual pode expor, e muito, a privacidade, o pudor de uma pessoa.

Leila Lopes não tinha a sua sexualidade bem trabalhada na cabeça, ela era bem diferente de outras ex-atrizes de pornochanchada, como Gretchem, Rita Cadilac ou a própria Regininha Poltergeist.

A internet expôs de maneira explícita, muitas celebridades mundiais, mas as mulheres sempre foram as maiores vítimas, não todas as mulheres mas só aquelas que não sabem lidar com tal situação. Gena Lee Nolin (Shenna a Rainha das Selvas), Pamela Anderson (SOS Malibu), Kate Middleton e até a Xuxa, que deixa bem claro que mudou.

Alguns escândalos chegam a se tornar a manchete do dia e grandes processos de sempre, como foi o caso da Angelical Daniella Cicarelli.

Só há uma coisa pior que um grande escândalo para as vítimas, uma grande fofoca, e nós sabemos que um bom fofoqueiro sempre faz fofocas baseados nas verdades.

Nem sempre a fofoca é pior que a verdade, afinal, algumas verdades derrubam qualquer celebridade e os fofoqueiros precisam levantá-las para que elas possam dar suas entrevistas escandalosas.

Podemos notar o desejo quase incontrolável das mídias de massa em noticiar escândalos, mas o controle da sociedade sobre essas mídias é considerável.

Recentemente, uma modelo, atriz e apresentadora que frequentemente posa para revistas masculinas, comentou as fofocas sobre Gretchem e outros brasileiros que supostamente estariam levando vidas difíceis e fáceis no exterior: "A vida não está fácil para ninguém."

Nem as celebridades mais acostumadas com escândalos, escapam de ser agredidas nas ruas, devido as suas liberdades e libertinagens.

Mais recentemente ainda, uma celebridade de Hollywood desabafou: "Somos como prostitutas e somos pagos para fingir ou fazer coisas que ninguém faria, a não ser com seu parceiro."

Eu costumo dizer que nós pobres somos forçados a viver como prostitutas, servindo a quem pagar mais, apesar de ninguém ser obrigado a ceder sexualmente.

Num dos mais famosos casos policiais de todos os tempos, segundo reza a lenda, a decisão do juiz surpreendeu a todos que testemunharam tal sentença. A vítima de estupro argumentou que havia cedido depois de ser ameaçada com uma arma.

O advogado poderia ter perguntado:

... mas ele atirou?

 - Não, mas mostrou a arma para intimidar.

 - E quem poderia lhe garantir que ele iria realmente atirar? Quem poderia lhe garantir que a arma não era para sua própria defesa pessoal? A arma estava apontada para você? Você entende de armas? A arma era de verdade?

Não sei o que aconteceu em tal julgamento, o que eu sei é que o réu foi inocentado. Na justiça é assim, se o réu não for malandro, nunca terá a menor chance, já os bandidos...

É preciso testemunha, além disso, bandidos sempre tem um bom álibi, restando às inocentes vítimas, mentir, mas nós sabemos que é muito feio mentir e que os anjinhos lá do céu não gostam, não é mesmo?

Noventa por cento dos negócios feitos no Brasil, hoje, tem um bom suporte de pessoas experientes. Alguns negócios necessitam de seguranças, polícia, pilantras, advogados, burocratas, políticos, jornalistas, TVs, grupos empresariais, etc.

Essa é a melhor forma de levar uma vida fácil.

By Jânio

O fim das aparências

Publicidade grátis com a mulher melância

Teoria da Puta velha

A crise da PPP

O país rico mais pobre

Sérgio Cabral prendeu os bombeiros

Pobre classe média


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Político quase perfeito



Para sabermos qual é o candidato perfeito, primeiro é preciso saber quais as funções de cada cargo dessas eleições. Nessas eleições iremos votar para prefeito e para vereador, eleições bem mais simples que as eleições para deputados, senadores e presidente.

Os vereadores não são eleitos para comprar dentaduras, óculos, passagens ou remédios para as pessoas, apesar de isso ser muito comum no Brasil, vereadores são eleitos para fiscalizar os atos, gestão dos prefeitos e, principalmente, legislar no município.

Quando alguém pede uma dentadura para um candidato, está corrompendo esse candidato, mas o eleitor não é obrigado a votar em tal candidato, por isso imagina que sua consciência está tranquila, não está.

A partir do momento em que um candidato é levado a crer que conseguiu comprar um voto, tal candidato procura financiadores, patrocinadores, parceiros para a sua campanha, isso leva um candidato a ter o seu mandato comprometido, mesmo antes de ser eleito. Tal candidato abandona os objetivos de servidor público e passa a adotar um perfil totalmente corporativo.

Vale lembrar que os melhores candidatos sempre serão aqueles que estão mais próximos do eleitor. Naturalmente, você não vai deixar de votar num candidato que você vê e convive no dia-a-dia, para votar num candidato que você considera muito bom, mas que não tem convivência com ele.

Isso acontece porque vivemos numa sociedade em que a burocracia é tão forte quanto a gestão pública é fraca.

Quando estiver numa fila de hospital, transplante, cirurgia, tratamento de doença grave, etc., sempre que conseguir um desses serviços, saiba que dez, vinte, talvez trinta outras pessoas pereceram para que você sobrevivesse; quando ligar para a polícia e ela não vier, não se irrite, ela estará apenas atendendo a dez por cento das chamadas possíveis de serem atendidas; quando não passar num concurso, saiba que apenas um por cento dos candidatos passaram.

É assim que funciona o nosso sistema desigual e, por incrível que possa parecer, alguns burgueses imbecis ainda tem a coragem de se valer de discursos ultrapassados como: "Somos nós que damos emprego para milhões e milhões de empregados que dependem da classe média alta para sobreviver, nós temos privilégios porque nós estudamos, lutamos muito por isso e é preciso muito esforço para ter o privilégio de ter uma quitinete no centro de São Paulo.

Acontece que o sistema tem evoluído muito nos últimos quinhentos anos, evoluído suficientemente para mostrar que países errados como o Brasil, desigualdade e sociedade elitizada, China, desigualdade e ditadura, e Índia, uma mistura de tudo o que não dá certo nesses países citados, podem crescer. Nesse tipo de sistema, que já começou a influenciar até as grandes economias de países ricos, todas as riquezas ficam concentradas numa determinada região, ou regiões, onde um grupo restrito de pessoas passam por duras provas secretas para provar que poderão ter direito a um lugar no topo.

Nesse nosso sistema, os políticos tem autoridade mas não exercem, ou por covardia, incompetência, insuficiência de representantes capazes de fazer a diferênça, ou porque o sistema já se tornou tão decadente que os nossos representantes de fato representam uma sociedade ainda mais falida que eles.

Apenas as mídias de massa ainda tem a sua utilidade para os donos do poder, assim, eles são pagos pelos poderosos para manipular as pesquisas, criando um jogo onde vence quem blefar melhor e a qualidade do blefe será proporcional àquele que pagar mais.

Quedas de políticos de direita, como Demóstenes Torres, demonstram um político conformado que conhece muito bem as regras do jogo, lembrando políticos famosos que nunca foram de direita ou esquerda, apenas escolheram um lado, como é o caso de José Sarney e Paulo Maluf.

Políticos de esquerda que não obedeceram a principal regra do jogo político, corporativismo do poder, caíram. José Dirceu  tornou-se o político mais odiado pela oposição brasileira, nem seus pardidários o defenderam, exceto os líderes de partidos da base aliada do governo.

Muita gente não observa, mas a maior corrupção não está em nível federal, mas em nível municipal. É aqui em baixo onde ocorre mais desvios de verba pública e é aqui que os deputados, senadores e até o presidente, estabelecem a base para o seu poder político.

Num sistema político como o nosso, podemos saber que um palhaço como o Tiririca vai vencer, quantos votos vai ter e até quem serão os seus suplentes - Eu confesso que não sabia que ele iria eleger o delegado da polícia federal.

O eleitor é livre para anular o voto ou para votar em branco, mas é preciso moderação, caso contrário, estará fazendo o mesmo joguinho sujo das pesquisas e mídias de massa, acreditando em números.

As novelas brasileiras sempre foram o retrato de nossa falta de percepção e educação, mas nunca apresentou a interatividade dos realities shows modernos, onde as novelas são criadas de forma diferente e a interpretação também, só a manipulação continua a mesma de sempre.

Novos tempos, novos políticos, assim, esses novos políticos fingem se importar com a opinião dos eleitores, inclusive questionando-os sobre os problemas a serem resolvidos, algumas vezes isso até dá certo mas é preciso a participação das massas.

By Jânio

Promessas de eleitores

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Promessas de eleitores




Promessas de políticos deixaram de ser levadas a sério há muito tempo, o discurso retrógrado está fadado ao fracasso. Os novos políticos procuram não subestimar a inteligência dos eleitores e inspiram outros candidatos que criam discursos semelhantes.

Com a velocidade das informações, tornou-se quase impossível manter-se impassível diante do público.

As grandes lideranças criam seus projetos que são submetidos aos demais candidatos, suas opiniões inevitavelmente chegam aos eleitores e mesmo quando isso não acontece, são considerados políticos dispensáveis, dificilmente conseguem se reeleger.

Traduzindo: Com tantas informações circulando e com o potencial da internet, torna-se indispensável que o candidato esteja na mídia e, melhor, esteja bem. Seus eleitores querem saber a sua opinião, exigem isso.

Tornou-se necessário, mais do que nunca, que o político faça política, preocupando-se com seus companheiros de partido mas, principalmente, com seus eleitores, são eles que devem decidir o seu futuro.

O político deve ter consciência que só terá autoridade se houver respeito a lei e ao povo, deve estar ciente de que não manda mas executa, não é o patrão e, sim,  um servidor.

Outro dia, um candidato fez uma relação de suas principais obras mas, sendo um funcionário público, não me convenceu. Servidores públicos tem obrigação de atender aos anseios do povo e não devem achar que fizeram muito, mas apenas a sua obrigação.

O candidato insistiu, prometendo o que faria pessoalmente por mim. Nesse momento eu avisei-lhe que a política tinha mudado. Agora, eu disse, o político tem de fazer antes, a época das promessas já passou.

 - Eu não tenho dúvidas de que o senhor terá muitos votos por onde executou suas obras mas, aqui, ainda ficou devendo - lembrei-lhe.

 - Pelas obras que eu fiz, o senhor pode ver que eu posso atender também o seu bairro mas, para isso, o senhor tem de me eleger - insistiu.

 - Depois que suas obras chegarem aqui, mesmo sendo sua obrigação, como servidor público, eu terei motivo para votar no senhor - concluí.

Sem querer, eu estava fazendo, ali, a minha promessa de eleitor.

Eu achava quase impossível que as obras chegassem até a minha casa, afinal, desde que eu me conheço por gente e acompanho a política, sempre prometeram e nada foi feito.

Acontece que as obras chegaram, em cima da hora, e será quase impossível de concluí-las antes das eleições.

Eu até entendo que as obras sejam executadas todas na época da eleição, já que o brasileiro tem memória curta, entendo que o meu bairro foi o último a ser atendido, mesmo sendo um dos mais antigos da cidade, mas eu fiz questão de dizer isso para o candidato e acho que isso é novidade na política moderna.

By Jânio

domingo, 30 de setembro de 2012

Binóculo que lê a mente




Agência de projetos de defesa (DARPA) apresentou ao exército dos EUA binóculos que analisam ondas cerebrais dos soldados e alertam para o perigo antes que sua consciência tenha percebido.

O novo dispositivo da Agência de Projetos de defesa dos EUA (DARPA) é na verdade um sistema eletrônico composto de binóculos e um capacete especial equipado com sensores capazes de analisar os sinais eletrônicos emitidos pelo cérebro humano quando uma pessoa vê algo.

A principal vantagem do dispositivo, chamado de CT2WS, é que alerta ao militar para os perigos que o cérebro registra a nível subconsciente, antes que o sinal eletrônico cerebral chegue a consciência.

Ensaios em uma base militar no estado do Arizona demonstraram a eficácia do sistema, já que de 2.304 acontecimentos que ocorreram diante dos olhos dos voluntários, só cinco foram mal interpretados pelo CT2WS.

Outras provas feitas para comparar a eficácia da interpretação do perigo com estes binóculos, mostram que o dispositivo registra 91% dos riscos.  Sem o CT2WS, o percentual era de 60%.

Agora os especialistas contratados pela DARPA irão incorporar estes binóculos em sistemas de visão noturna militar e tentar eliminar a necessidade de usar gel de contato para fixar os sistemas de  eletrodos ao corpo. tentarão também instalar um sofisticado sistema de radar que reduziria a margem de erro do CT2WS a zero.

Foi informado que o dispositivo, que custou mais de US$10 milhões, contará com uma câmera de 120 megapixels para registrar o que o usuário vê, numa tela de visão de 120 graus.

Fonte: RT-TV

Leituras de pensamento

Lavagem cerebral

Partes independentes do cérebro

Quando a mente tem um ataque

Com os dois lados do cérebro

Dispositivo permite controlar as máquinas com o cérebro

O controle do cérebro

A zona cega do cérebro

A memória inconsciente

Os olhos da língua

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Diretor da Google é liberado pela Polícia Federal




Eu fiquei sabendo sobre a decisão do TRE da Paraíba de querer prender o diretor da Google mas não levei muito a sério. A primeira coisa que eu pensei foi: Se os países ricos não conseguiram afetar  a poderosa Google, porque o Brasil acha que vai conseguir?

Cheguei até a pensar num possível monopólio da Google no futuro, já que a Google foi a única empresa de internet a conseguir resistir a censura e a essas leis fajutas, depois que todos os discos virtuais foram alvos da justiça americana, principalmente o Megaupload. Fábio José Silva Coelho acabou sendo preso por outro juiz do Mato Grosso do Sul, Amaury da Silva Kuklinski, sob a acusação de não tirar videos contra o candidato a prefeito  Alcides Bernal (PP).

Não há dúvidas que a justiça federal é implacável na execução dos processos, mas Fábio não ficou preso. A pena prevista era de até um ano de detenção por desobediência e o argumento da google é o mesmo, a empresa afirma não ser responsável pelo conteúdo publicado no site.

De certa forma, tudo é apenas um jogo onde os donos do poder não sabem o que fazer da internet e se utilizam de leis arbitrárias, enquanto a Google procura livrar-se da responsabilidade.

O que a justiça teria de fazer seria identificar o usuário e tratar diretamente com ele. Acontece que para fazer isso, teria de apresentar os motivos, teria de convencer com a Google, e voltaríamos a estaca zero.

Essas brigas entre a Google e a justiça tem sido acompanhadas pelo mundo todo, afinal, o que está em jogo, aqui, é a nossa liberdade. Se um dia a Google aceitar os termos imposto pelos corporativistas, o mundo inteiro perderá a sua liberdade.

No caso desse processo específico, serviu para expor o Brasil e o nome desse juiz no mundo todo e o bom senso falou mais alto

O meu maior temor é que essas prisões sejam apenas para "batizar" essas empresas e/ou nomes importantes da internet, como ocorreu com a Megaupload, The Pirate Bay, Wikileaks e a própria Google.

Podemos entrar na era do chamado "secretismo", com milhões de pequenos grupos trocando arquivos através da Darknet, enquanto na internet pública ficariam apenas os grandes grupos de hackers que, além de divulgar os pequenos grupos, teriam capacidade de resistir, utilizando marcas que não identifiquem uma empresa mas, sim, vários pequenos grupos. Isso já acontece com o Annonimos, Unknown e vários outros grupos que só podem ser identificados pelas suas técnicas, mas nunca pelos nomes.

Não há motivo para pânico entre os internautas, afinal, há muitos interesses envolvidos com a internet e algumas das maiores empresas do mundo estão na rede, como é o caso da Google, Facebook, Twitter, Microsoft.

As próprias empresas que censuram, tem muito a perder com o fim da rede mundial, a internet está virando uma ferramenta de marketing.

By Jânio

Co-fundador do The Pirate Bay é preso

Sopa - A guerra pela liberdade

O site que sabia demais

Darknet - Os filhos da revolução digital


terça-feira, 25 de setembro de 2012

Lavagem cerebral



Controle da mente (também conhecido como persuasão, lavagem cerebral coercitiva, abuso
. O controle do pensamento, ou reforma do pensamento) refere-se a um processo em que um grupo ou indivíduo "utiliza-se da antiética ou métodos de manipulação para persuadir os outros a estarem de acordo com os desejos do manipulador(es), muitas vezes em detrimento da pessoa que está sendo manipulada".  O termo tem sido aplicado em várias áreas, entre elas psicológica, o que pode ser visto como subverter o sentido de um indivíduo do controle sobre seu próprio pensamento, comportamento, emoções ou tomada de decisão. Em Propaganda: A Formação de atitudes dos homens, Jacques Ellul sustenta que as "principais objetivos destes métodos psicológicos é destruir padrões habituais de um homem: espaço, hora, meio, e assim por diante".

Teorias da lavagem cerebral e de controle da mente foram originalmente desenvolvidos para explicar como regimes totalitários apareceram, tendo sucesso em doutrinar sistematicamente prisioneiros de guerra através de  técnicas de propaganda e tortura. Essas teorias foram posteriormente ampliada e modificada para explicar uma ampla gama de fenômenos, especialmente conversões para novos movimentos religiosos (NMR).

A primeira citação da expressão "lavagem cerebral" foi publicada em um artigo de Edward Hunter, em New Leader, O7 de outubro de 1950. Hunter era jornalista e agente da inteligência, referia-se às técnicas chinesas.

Lavagem cerebral vem de uma expressão chinesa "Xi Nao", lavar o cérebro, no regime maoísta, visando a transformação da mentalidade de determinadas pessoas, criando o "pensamento correto" de acordo com o novo regime.

Essa técnica visava quebrar a integridade psíquica dos indivíduos, em relação ao processamento da informação. Entre essas técnicas estavam a desumanização dos indivíduos, mantendo-os no lixo, privação parcial do sono, privação sensorial, assédio moral, culpa, pressão social.

Segundo essa teoria, Hunter pretendia explicar um fenômeno que nunca ocorrera antes, ou seja, soldados desertaram após se tornarem prisioneiros de guerra. O operador de rádio, Robert W. Ford, e o coronel do exército britânico, James Carne, também alegaram que os chineses haviam submetido-os a técnicas de lavagem cerebral, durante sua prisão, na Coréia do Norte. Frank Shwable confessou ter  participado da guerra bacteriológica, enquanto era prisioneiro.

O método de lavagem cerebral priva as pessoas de condições básicas para sua sobrevivência, em seguida lhes oferece boas condições, tornando-os submissos ao sistema.

Em um resumo publicado em 1963, Edgar Schein apresentou sua visão das origens precursoras do fenômeno lavagem cerebral:

Reforma do pensamento contém elementos que são evidentes na cultura chinesa (ênfase na sensibilidade interpessoal, aprendizagem por memorização e auto-cultivo), com métodos de extrair confissões, bem conhecidos na Inquisição Papal (século 13) e elaborado através dos séculos, especialmente pela polícia secreta russa, em métodos de organização prisional corretivas, hospitais psiquiátricos e outras instituições para a indução de mudança de valores, em métodos usados por seitas religiosas, ordens fraternais, elites políticas ou sociedades primitivas para a conversão ou iniciação de novos membros. Técnicas de reforma do pensamento são consistentes com princípios psicológicos, mas não foram explicitamente derivada de tais princípios.

Teorias do controle da mente da época da Guerra da Coréia foram criticada em anos subsequentes. De acordo com a psicóloga forense Dick Anthony, a CIA inventou o conceito de "lavagem cerebral" como uma estratégia de propaganda para minar reivindicações comunistas que os prisioneiros de guerra americanos, em campos de coreanos comunistas, voluntariamente expressam simpatia pelo comunismo. Anthony afirmou que a pesquisa definitiva demonstrou que o medo e coação, causada nos prisioneiros de guerra ocidentais para colaborar, não era lavagem cerebral. Ele argumentou que os livros de Edward Hunter (que ele identificou como uma técnica secreta da CIA "especialista em guerra psicológica" passando como jornalista) divulgou a teoria de lavagem cerebral da CIA para o público em geral. Ele ainda afirmou que por vinte anos, a partir de início de 1950, a CIA e o Departamento de Defesa realizaram uma pesquisa secreta (incluindo nomeadamente o Projeto MKULTRA) em uma tentativa de desenvolver prática em técnicas de lavagem cerebral, e que a tentativa falhou.

Os militares dos EUA e do governo apresentaram acusações de "lavagem cerebral" em um esforço para minar confissões detalhadas feitas por militares americanos de crimes de guerra, incluindo a guerra biológica, contra os coreanos. Frank Schwable, Chefe de Gabinete do Primeiro Asa Marine Air, foi derrubado na Coréia do Norte. Depois de transmissões de rádio chinesas citá-lo admitindo a participação em guerra bacteriológica, comandante das Nações Unidas, general Mark W. Clark, denunciou dizendo:. "Se estas declarações saíram dos lábios desses homens infelizes é duvidoso Se eles fizeram, no entanto, livremente, os métodos exterminadores de mente destes comunistas em extorquir as palavras que eles querem.... Os próprios homens não são os culpados, e eles têm o meu mais profundo pesar por terem sido usados desta forma abominável".  O secretário de Defesa Charles E. Wilson criou uma força-tarefa para estudar a resposta de prisioneiros de guerra americanos a lavagem cerebral.

Relatório do exército desmascara lavagem cerebral de prisioneiros de guerra americanos

Em 1956, o Departamento do exército dos EUA publicou um relatório intitulado "Interrogatório Comunista, Doutrinação e Exploração dos Prisioneiros de Guerra", que chamou lavagem cerebral "um equívoco popular".  O relatório afirma que "pesquisa exaustiva de várias agências governamentais não revelaram ainda, conclusivamente, um caso documentado de 'lavagem cerebral' de um prisioneiro de guerra americano na Coréia ".

Enquanto EUA POW é capturado pela Coréia do Norte foram brutalizados pela fome, espancamentos, marchas da morte forçados, exposição a temperaturas extremas, a ligação em posições de stress, e retenção de cuidados médicos, o abuso não tinha nenhuma relação com a doutrinação ou informação de recolha de informações "em que não era particularmente do interesse da Coreia do Norte".  Em contraste americano, prisioneiros de guerra em poder dos comunistas chineses, enfrentaram um interrogatório  e um programa de doutrinação, mas os chineses não utilizam o abuso físico deliberado. "Uma extensa pesquisa revelou que a tortura, física sistemática não foi empregada em conexão com interrogatório ou doutrinação", afirma o relatório.

Os chineses levantaram informações usando truques inofensivos com aparência de questionários escritos, seguido por entrevistas. A técnica chinesa mais eficaz, de acordo com o relatório do exército dos EUA, foi uma exibição de convívio de amizade falsa:

"Quando um soldado americano era capturado pelos chineses, era dado um aperto de mão vigoroso e um tapinha nas costas. O inimigo era 'induzido' a si mesmo, como um amigo dos" trabalhadores "da América ... em muitos casos a chineses não interrogaram os prisioneiros americanos, mas freqüentemente lhes ofereciam cigarros americanos. Esta exibição de amizade pegou a maioria dos americanos totalmente fora de guarda e eles nunca se recuperaram da impressão inicial feita pelos chineses....  depois do contato inicial com o inimigo, alguns norte-americanos pareciam acreditar que o inimigo era sincero e inofensivo. Eles relaxavam e permitiam ser pegos em uma armadilha bem disfarçada de cooperar com o inimigo astuto".

Foi este tratamento, surpreendentemente amigável, que "foi bem sucedido em algum grau", conclui o relatório, em minar o ódio dos comunistas entre os soldados americanos, em persuadir alguns a assinar confissões anti-americanas, e até mesmo levando alguns a rejeitar a repatriação e permanecer na China comunista.

Cultos e ao deslocamento do foco

Depois da Guerra da Coréia, aplicações de teorias de controle da mente nos Estados Unidos mudaram de foco de política de religião . A partir da década de 1960 um número crescente de jovens norte-americanos começaram a entrar em contacto com os novos movimentos religiosos (NRM), e alguns se converteram de repente, crenças e comportamentos adotados diferiam muito dos de seus familiares e amigos e, em alguns casos, negligenciavam ou até mesmo rompiam contato com seus entes queridos. Na década de 1970, o movimento anti-cult aplicava teorias de controle da mente para explicar essas súbitas e aparentemente dramática conversões religiosas. A mídia foi rápida a seguir o exemplo, e cientistas sociais simpáticos ao anti- movimento de culto, que geralmente eram psicólogos, desenvolveram modelos mais sofisticados de lavagem cerebral.  Enquanto alguns psicólogos foram receptivos a essas teorias, sociólogos eram, na maior parte cética da sua capacidade de explicar a conversão para NRMs.

Teorias de controle da mente e conversão religiosa

Ao longo dos anos, várias teorias de conversão e retenção de membros têm sido propostas, que o controle da mente seja ligado para NRMs, e em particular os movimentos religiosos referidos como "seitas" por seus críticos. Essas teorias se assemelham às originais teorias de lavagem cerebral políticas, com algumas pequenas alterações. Philip Zimbardo discute controle da mente como "o processo pelo qual a liberdade individual ou coletiva de escolha e de ação é comprometida por agentes ou agências que modificam ou distorcem a motivação, percepção, afeto, cognição e / ou resultados comportamentais", e ele sugere que qualquer ser humano é suscetível à manipulação.  Em um livro de 1999, Robert Lifton também aplicou suas idéias originais sobre a reforma do pensamento Aum Shinrikyo , concluindo que neste contexto pensado. reforma era possível sem violência ou coerção física. Margaret Singer, que também passou um tempo estudando a lavagem cerebral política de prisioneiros de guerra coreanos, concordou com esta conclusão:

Em seu livro, Cultos em nosso meio, ela descreve seis condições que criam um ambiente em que a reforma do pensamento é possível.

Aproximando-se o tema a partir da perspectiva da neurociência e psicologia social, Kathleen Taylor sugere que a manipulação do córtex pré-frontal ativa "lavagem cerebral", tornando a pessoa mais suscetível ao pensamento preto-e-branco. Enquanto isso, em Influência, Ciência e Prática , o psicólogo social Robert Cialdini afirma que o controle da mente é possível através da exploração encoberta das regras inconscientes que estão obscuras e facilitando interações sociais humanas saudáveis. Ele afirma que as regras sociais comuns podem ser usadas para abduzir os incautos. Usando categorias, ele oferece exemplos específicos, tanto do controle da mente leve e extrema, observa as condições em que cada regra social é mais facilmente exploradas para fins falsos, e oferece sugestões sobre como resistir a tais métodos.

Desprogramação e o movimento anti-cult

Ambos os críticos acadêmicos e não-acadêmicos de seitas destrutivas que adotaram e adaptaram as teorias, Lifton e outros pesquisadores, desde o início do movimento anti-cult em diante. Tais críticos muitas vezes argumentam que certos grupos religiosos se utilizam de técnicas de controle mental para, de maneira  antiética recrutar e manter membros. Muitos destes críticos tem defendido ou se envolvido em desprogramação como um método para libertar os membros do grupo de lavagem cerebral aparente. No entanto, a prática de desprogramação caiu em desuso no Ocidente e foi em grande parte substituída por aconselhamento. O conselheiro Steven Hassan promove em seu livro, uma forma de Soltar os Laços: capacitando as pessoas para pensar por si mesmas (2000).  O modelo BITE descreve vários controles sobre o comportamento humano, informação, pensamento e emoção. Hassan afirma que cultos de recrutamentos e retenção de membros usando, entre outras coisas, enganação sistemático, modificação de comportamento, e a retenção de
informações e técnicas de persuasão emocionalmente intensos (tais como a indução de fobias). Ele se refere a todas estas técnicas coletivamente como "controle da mente".

Os críticos das teorias de controle da mente alertam contra as implicações mais amplas desses modelos de conversão. No relatório de 1998 da Comissão Enquete sobre "Os chamados Seitas e Psychogroups" na Alemanha, uma revisão foi feita do modelo BITE. O relatório concluiu que "o controle das áreas de ação é um componente inevitável das interações sociais em um grupo ou comunidade. O controle social que é sempre associada com intenso compromisso de um grupo deve ser claramente distinguido do esforço de influência, intencional metódica para o propósito expresso de manipulação".  Na verdade, praticamente todos estes modelos compartilham a noção de que estão de fato convertendo inocentes "vítimas" das técnicas de controle da mente. Hassan sugere que mesmo os membros da seita de manipulação, os novos convertidos podem ser eles próprios pessoas sinceramente enganados. Ao considerar membros NRM inocentes "vítimas" de coerção psicológica dessas teorias, abre a porta para tratamentos psicológicos.

O movimento anti-culto não livre de seus críticos. Embora a maioria dos estudiosos pareçam aceitar que a lavagem cerebral existe, uma minoria de sociólogos que comumente se referem a si mesmos como "sociólogos da religião" afirmam que o movimento anti-seitas usa lavagem cerebral para seu próprio ganho financeiro. Talvez a mais notável entre os sociólogos da religião é Eileen Barker, que critica as teorias de conversão justamente porque eles objetivam  justificar intervenções dispendiosas, como a desprogramação ou aconselhamento. Por razões semelhantes, Barker e outros estudiosos têm criticado a saúde mental de profissionais como Margaret Singer para aceitar lucrativos trabalhos de testemunhas, especialistas em processos judiciais envolvendo NRMs.  Ela foi talvez a defensora mais publicamente notável de "culto", nas teorias de lavagem cerebral, e ela tornou-se o ponto focal da morte relativa dessas mesmas teorias dentro de sua disciplina.

O movimento anti-seitas e estudiosos são rápidos em apontar que Barker e outros sociólogos da religião são frequentemente pagos por cultos para prestar serviços jurídicos em seu nome.

Debate acadêmico

James Richardson observa que, se as NRMs tiveram acesso às técnicas de lavagem cerebral poderosas, seria de se esperar que NRMs tivessem altas taxas de crescimento, ainda mais no fato de não ter tido sucesso notável no recrutamento. A maioria dos adeptos participaram apenas por um período curto de tempo, e o sucesso em membros de retenção é limitado. Por esta e outras razões, os sociólogos da religião, incluindo David Bromley e Anson Shupe consideraram a idéia de que "seitas" são lavagem cerebral para a juventude americana. Além de Bromley, Thomas Robbins, Dick Anthony, Eileen Barker, Newton Maloney, Massimo Introvigne, John Hall, Lorne Dawson, Anson Shupe, Gordon Melton, Marc Galanter, Saul Levine (entre outros estudiosos que pesquisam NRMs) argumentaram e estabelecidos para a satisfação de tribunais, de associações profissionais relevantes e das comunidades científicas de que não existe nenhuma teoria científica, geralmente aceitos e com base em pesquisas metodologicas, que suporte as teorias de lavagem cerebral avançados pelo movimento anti-culto.

Outros estudiosos discordam desta consenso entre os sociólogos da religião. Benjamin Zablocki afirma que é óbvio que a lavagem cerebral ocorre, pelo menos para qualquer observador objetivo, o "verdadeiro problema sociológico", diz ele, é se a "lavagem cerebral ocorre com freqüência suficiente para ser considerado um importante problema social".  Zablocki discorda de estudiosos como Richardson, afirmando que a observação de Richardson é falha. De acordo com Zablocki, Richardson não entende de lavagem cerebral, concebendo-o como um processo de recrutamento, em vez de um processo de retenção.  Assim, embora os dados de Richardson estejam corretos, Zablocki, bem entendido, lavagem cerebral não implica que NRMs terá um notável sucesso na contratação, de modo que a crítica é inapta. Além disso, Zablocki tenta desbancar as outras críticas de Richardson: aplicar a lavagem cerebral: se Zablocki está correto, há uma infinidade de provas em favor da alegação de que alguns NRMs fizeram lavagem cerebral em alguns de seus membros. Talvez, mais notadamente, Zablocki diz, o grande número de líderes de cultos antigos e ex-membros que atestam a lavagem cerebral em entrevistas (realizadas em conformidade com as diretrizes do Instituto Nacional de Saúde Mental e da National Science Foundation) é muito grande para ser um resultado de qualquer coisa que não seja um fenômeno genuíno.  Zablocki também revela que de duas revistas mais prestigiadas, dedicadas à sociologia da religião, o número de artigos "apoiam a perspectiva da lavagem cerebral" ter sido zero, enquanto mais de cem tais artigos foram publicados em outras revistas "não especializadas".  A partir deste fato, conclui Zablocki que 'lavagem cerebral' é um conceito da "lista negra" de forma injusta no campo da sociologia da religião.  Além disso, Zablocki afirma que alguns estudiosos proeminentes que não compartilham seu ponto de vista receberam "financiamentos generosos" de NRMs.  Stephen A . Kent também publicou vários artigos sobre a lavagem cerebral.  Estes estudiosos tendem a ver se há consenso, enquanto que Melton vê como a maioria dos estudiosos que consideram como uma rejeição de lavagem cerebral e de controle da mente como teorias legítimas.

Questões jurídicas, a APA e DIMPAC

Desde a sua criação, as teorias de controle da mente também têm sido utilizadas em vários processos judiciais contra o grupos de "culto". Em 1980, o ex-cientologista Lawrence Wollersheim processou com sucesso a Igreja da Cientologia em um tribunal da Califórnia, que decidiu em 1986 que as práticas da igreja haviam sido realizadas em um ambiente psicologicamente coercitiva e por isso não foram protegidos por garantias de liberdade religiosa.  Outros que tentaram reivindicar uma "defesa da lavagem cerebral" por crimes cometidos enquanto supostamente sob o controle da mente, incluindo Patty Hearst, Steven Fishman e Boyd Lee Malvo, não foram bem sucedidos.

Em 1983, a Associação Americana de Psicologia (APA) pediu Margaret Singer para presidir uma força-tarefa chamado de Força-Tarefa APA em Técnicas Deceptive e indireta de persuasão e Controle (DIMPAC) para investigar se lavagem cerebral ou "persuasão coercitiva" de fato desempenham um papel no recrutamento por tais movimentos. Antes  o grupo de trabalho tinha apresentado o seu relatório final, a APA apresentado em 10 de fevereiro 1987, um Curiæ amicus breve em um processo judicial em curso relacionado à lavagem cerebral. Embora os amicus curiae, escrito pela APA, negue a credibilidade da teoria lavagem cerebral, a APA submetida a breve "pressão intensa por um consórcio de religião pró-acadêmicos (estudiosos aka NRM)". No entanto, em 11 mai 1987, o Conselho da APA de Responsabilidade Social e Ética de Psicologia (BSERP), rejeitou o relatório de DIMPAC porque o relatório "não tem o rigor científico e a abordagem crítica imparcial necessário para APA r", e concluiu que "depois de muita consideração, BSERP não acredito que nós temos informação suficiente para nos guiar e em tomar uma posição sobre esta questão". Portanto, a posição da APA sobre lavagem cerebral como equivalente a:. são necessárias mais pesquisas até que um veredicto definitivo científica pode ser dado.

Duas cartas críticas de revisores externos Benjamin Beit-Hallahmi e Jeffery D. Fisher acompanharam o memorando de rejeição. As letras criticaram a "lavagem cerebral" como um conceito reconhecidamente teórico e o raciocínio de Singer como tão falho que era "quase ridículo".  Após suas conclusões terem sido rejeitadas, Singer processou a APA, em 1992, por "difamação, fraudes, cumplicidade e conspiração "e perdeu.  Benjamin Zablocki e Alberto Amitrani interpretaram a resposta da APA no sentido de que não houve decisão unânime sobre a questão, de qualquer forma, sugerindo também que Singer manteve o respeito da comunidade psicológica após o incidente. No entanto, sua carreira como perito terminou neste momento. Ela foi feita para aparecer com Richard Ofshe no v EUA 1990, Caso Fishman, em que Steven Fishman alegou ter estado sob o controle da mente pela Igreja da Cientologia, a fim de se defender contra as acusações de peculato, mas os tribunais indeferiram o seu testemunho. Nos olhos da corte, "nem a APA nem o ASA endossou a opinião de Singer e Ofshe Dr. sobre reforma do pensamento ".

Após esse tempo nos tribunais dos EUA consistentemente rejeitado, testemunhos sobre o controle da mente e de manipulação, afirmando que tais teorias não eram parte da linha principal, aceitaram a ciência de acordo com o padrão Frye (Anthony Robbins & 1992: 5-29). de 1923.

Outras áreas

Controle da mente é um termo geral para uma série de teorias controversas que propõem que o pensamento de um indivíduo, o comportamento, as emoções ou decisões podem, em maior ou menor grau, ser manipulado à vontade por fontes externas. De acordo com o sociólogo James T. Richardson , alguns dos conceitos de lavagem cerebral que se espalhou para outros campos e são aplicados "com algum sucesso" em contextos não relacionados com as controvérsias de culto anteriores, como batalhas de custódia e de abuso sexual infantil", onde um dos pais é acusado de lavagem cerebral da criança para rejeitar o outro genitor, e, em casos de abuso sexual infantil, onde um pai é acusado de lavagem cerebral a criança a fazer acusações de abuso sexual contra o outro progenitor".

Stephen A. Kent analisa e resume o uso da lavagem cerebral por não sociólogos no período 2000-2007, encontrando o termo útil não só no contexto das "Novas Religiões / Cultos", mas igualmente sob os títulos de "programas de modificação do comportamento adolescente; grupos terroristas ; disfuncional cultura corporativa; violência interpessoal, e Alegadas violações de direitos Governamentais pelos chineses, além dos direitos humanos Falun Gong".

APA Task Force on Técnicas Deceptive e indireta de persuasão e Controle

Fonte: Wikipedia

domingo, 23 de setembro de 2012

Chefe de polícia paraguaio recusa-se a obedecer ordem de desapropriação



Um Chefe da polícia paraguaia recusou-se a obedecer uma ordem de despejo de famílias indígenas, em uma fazenda particular, argumentando que "eles são nossos irmãos".

A atuação do comissário de polícia de Alto Paraná, Serafin Nunes,  ocorreu depois que mais de 150 ocupantes dessas terras mostrarem-se dispostos a resistir a qualquer tentativa de retirá-los do local.

Uma empresa privada alegou ser dona da fazenda e solicitou a desapropriação, entretanto, Nunez disse que vidas humanas não poderiam ser recuperadas: "Eles são nossos irmãos indígenas e são protegidos por lei internacional".

Comentário: É notável como o socialismo tem ganhado força no hemisfério sul americano, até o Paraguai que foi vítima de um golpe, recentemente, está de volta com movimentos de resistência.

Antes de dar um golpe de estado, normalmente as forças políticas solicitam apoio internacional e, assim, começa uma disputa dentro e fora de um país. Pior para o povo que está sempre alheio ao que se passa nos bastidores e dos interesses locais.

Agora foi a vez da Argentina se mobilizar em busca de investidores estrangeiros, optando pelos socialistas que apavoram os capitalistas mas que parecem ter mais dinheiro em caixa.

Todos nós sabemos que o socialismo não é igual em todo o mundo, sabemos também que nos poucos casos em que o socialismo deu certo, BRICS, os resultados não foram assim tão satisfatórios.

... entretanto, quem foi que disse que devemos seguir um sistema?

Fonte: RT-TV

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A evolução da Bíblia


Observando bem a Bíblia, desde a criação, notamos uma evolução constante, até o nascimento de Jesus, quando a evolução deu um salto e tivemos uma verdadeira revolução. A partir de Jesus, o tempo parou e e recomeçou do zero,  foi quando a Bíblica passou a ser contada no tempo passado.

Apesar de, nas palavras de Maomé e do islamismo, o tempo ter continuado de maneira distinta do cristianismo, o cristianismo é aceito até pelos poderosos que se beneficiam do martírio e da pobreza para atingirem seus objetivos, essa foi uma das formas como os países do ocidente se tornaram os mais ricos e poderosos do mundo, até a atual crise econômica.

Muitas verdades nos são negados e, caso fossem reveladas, todo o imperialismo chegaria ao fim. A Idade Média trouxe muitas verdades à tona, acabou assustando muita gente, apesar de muitas sociedades secretas terem se organizado nessa época.

Nas palavras da Bíblia Cristã podemos notar como o criador era rígido com as leis e implacável com os seus escolhidos. Entretanto, em algumas ocasiões, a humanidade ganhava uma nova chance para não ser exterminada da face da Terra.

O Criador da Terra destruiu a Torre de Babel e  movimentou as águas do mar Vermelho, promoveu grandes milagres na história de um povo de memória curta, mas consciente da importância da tradição para preservar nossos ensinamentos. Em alguns momentos da história bíblica, Nosso Senhor fez  alianças com os seres humanos, em alguns momentos da história sagrada, nosso criador nos deu uma nova chance, mas até quando seremos merecedores dela?

As histórias da Bíblia são muito antigas e correm o risco de perderem espaço para as teorias de evolução. Normalmente, eu teria dificuldades para aceitar tanto a resposta da religião, como a resposta da ciência, entretanto, foi a partir de Jesus que tudo ficou mais simples.

A simplicidade nas palavras de Jesus nos tornou seres muito mais humanos, mas passamos a abusar de sua capacidade de perdoar.

Fica claro que a Bíblia é um instrumento de auto-ajuda, auto-controle, mas controlar a vida dos outros já não é tão fácil.

Além dos donos do mundo que só pensam em aproveitar o final dos tempos até que não haja mais nada para ser sugado, temos mania de fazer coisas erradas, achando que tudo ficará bem, depois do arrependimento, depois do perdão. Essa certeza de que tudo tende a acabar bem, leva-nos a errar e então enfrentamos o purgatório do arrependimento que parece nunca ter fim.

Graças ao Nosso Senhor, Jesus nos livrou do fundamentalismo e nos apresentou os primeiros princípios, mesmo assim, muita gente tem a estranha mania de achar que as antigas leis são mais importantes que os princípios.

Algumas interpretações minhas:

0 - Amar a Deus sobre todas as coisas:

Para qualquer pessoa que tenha uma vida normal e envelheça, sempre estará com Deus no final da vida.

0 - Não tomar seu santo nome em vão:

Amar a Deus, não quer dizer explodir o mundo em nome dele. Se uma pessoa pensa em fazer isso, jamais deve tomar o seu amor por desculpa.

0 - Honrar pai e mãe:

Aqui, começam os problemas. Alguns pais são normais e são honrados, já outros...

0 - Não matar:

A legítima defesa faz parte da lei dos homens, e normalmente não se deve matar, mas no mundo de hoje...

0 - Não furtar:

Realmente não há nada pior que ser um ladrão, se bem que alguns filósofos consideram a mentira como o pior defeito de um covarde.

0 - Não cometer falso testemunho:

Mais do que um pecado, é a falta de caráter. Ser covarde e mentir é quase reconhecer não ser digno de viver.

0 - Guardar domingos e festas:

"Então o filho do Homem também não é senhor do sábado."

0 - Não pecar contra a castidade:

Talvez esse seja o pecado mais polêmico de hoje. Culpa da hipocrisia, falta de educação, etc.

As consequências de atos impensados, tentativa de casamentos forçados, golpes do baú, aborto, família, marginalidade... acho que já chega, não é mesmo?

0 - Não desejar a mulher do próximo e as coisas alheias.

Por mais que a modernidade  mostre o contrário, sempre dá confusão envolver-se com a mulher do próximo. Já na hora da inveja, talvez o melhor a fazer seja fechar os olhos e buscar outros valores que realmente importam.

Há um pastor que diz que a Bíblia não deve ser interpretada porque ela já é complicada demais e a interpretação só iria complicar ainda mais, o problema é que o literalismo pode ser ainda mais complicado, em alguns casos.

Jesus ensinava através de parábolas e, nesse caso, o fato não tinha necessariamente que ter acontecido para conter a verdade, aliás, em alguns casos, a representatividade é mais importante que os fatos.

Em toda legislação, as questões mais importantes surgem quando há conflito entre as regras, leis, normas.

Uma grande personalidade disse uma frase importante: "Na dúvida, faça a coisa certa", seguindo a mesma linha de: "Só fale quando tiver certeza".

Eu diria que se não temos certeza, melhor procurar outra coisa para fazer, não é mesmo?

Algumas pessoas estão além de nosso tempo e andam nuas ou vivem em comunidades alternativas, sem nenhuma maldade, desejo ou cobiça, outras se aproveitam dessa situação e apenas fingem, pagando um preço alto por isso.

De um modo geral, as consequências de nossos atos devem ser previamente analisados, devemos ter responsabilidade.

By Jânio

O homem que venceu o tempo

Milagres existem?

A duvidosa teoria de Darwin

Da genética ao nazismo

Verdades proibidas

A natureza obscura da mente humana

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Inocente encrenca de Maomé




Depois de muita polêmica em cima do história de Jesus Cristo, a polêmica do vídeo que faz insinuações à Maomé  mostra que a sociedade passou dos limites.

Em nome de uma tal liberdade de expressão, muitas pessoas trouxeram à tona uma discussão inconveniente sobre a vida pessoal de Jesus, como se isso fosse da conta deles. Além disso, insinuaram que a tal prostituta, perdoada por Jesus e que se tornou a Santa Maria Madalena, teria se casado com Jesus e que teria um filho dele.

Além do fato de Jesus significar a pureza, para quem é cristão, e que não somos perfeito diante dele, a castidade é muito importante para quem segue a Bíblia.  Se alguém não concorda com a parte polêmica da Bíblia, poderia pelo menos ter um pouco de educação e pensar na des(importância) que seus questionamentos implicam.

... mas como contornar uma polêmica dessa magnitude?

Eu já disse e torno a repetir: "Macho que é macho, não fica difamando o nome de Jesus, já que não lhe acontecerá nada e é muito fácil, macho de verdade critica Maomé". É, porque Maomé deixou bem claro em suas palavras, o castigo para quem profanar o seu nome.

Quem profana o nome de Maomé, é condenado a morte e não há discussão quanto a isso. Assim, quando um jovem muçulmano rebelde quer criticar a religião, ao invés de estudar a vida de Maomé, para poder criticá-lo,  estuda e critica Jesus.

É preciso sentir na pele, para saber a dor que os outros sentem.

Se Maomé deixou sua lei, está na hora dos cristãos criarem a sua, ou seja, antes de alguém se prestar ao serviço de falar mal da crença dos outros, melhor que receba a punição que merece, seguindo uma lei pré-estabelecida.

Não é só o caso do Islamismo, cristianismo, budismo ou outra religião, é uma questão de viver em sociedade. Analisando bem, não somos tão diferentes.

Todas as religiões pecam, quando pregam o fundamentalismo como a única alternativa de vida. Cada grupo tem o direito de decidir como desejam viver e quais doutrinais obedecer, mas tem de respeitar a liberdade das pessoas, entretanto, a sociedade também deve moderar nas suas manifestações, ou seja, manter o bom senso.

Quando um grupo de pessoas sai pelado nas ruas, está exercendo o seu direito de liberdade e qualquer religioso fundamentalista sabe o que deve fazer nessa hora, fechar os olhos. Por outro lado, se a polícia é avisada, se há um acompanhamento de um advogado, tudo é controlado, não que isso seja necessário, mas porque essa é a forma de respeitar as outras pessoas.

Se a sociedade não sabe porque a vaca é sagrada na Índia, então o problema é da educação, as escolas tem uma grande culpa nisso tudo.

É interessante porque uma pessoa pode amar e respeitar o seu cão ou gato, algumas pessoas tem cobras, tigres ou cavalos, mas não conseguem entender e respeitar o seu semelhante. Para mim isso também é problema da educação, educação cidadã.

Os burgueses estufam o peito e empinam os seus narizes para afirmar o que consideram certo, mas diante de questões polêmicas, não sabem o que é certo ou errado.

Eu não assisti e nem pretendo assistir ao filme Innocence of Muslims, acredito que quem deveria estar interessado em assistir, está revoltado, então já é um bom motivo para não assistir. Por esse motivo, eu não sei se é sátira, comédia, épico ou drama, o que eu sei é que o autor do filme vai ter mais problemas com os muçulmanos que com a burocracia das leis.

Há alguns temas que não se deve discutir, segundo a filosofia popular brasileira: religião, futebol e política.

Cada vez que se discute sobre esses temas, o resultado é sempre o mesmo, briga. Tudo começa com algumas pessoas desajustadas, encrenqueiras ou pilantras, em seguida, essas pessoas adquirem um olhar de mal caráter, pessoas sem nenhuma personalidade, para depois fazerem insinuações e provocar outras pessoas que pensam diferente.

Notem, aqui, que discutir é diferente de julgar ou aplicar a lei. Se a pessoa comete um crime, deve pagar por isso.

Se o direito de uma pessoa termina onde começa o direito da outra, então será nessa fronteira onde a lei deverá ser aplicada, antes disso, nada haverá para ser conversado.

A desobediência a esse preceito, provocou a morte do embaixador americano na Líbia, juntamente com alguns de seus funcionários. Naturalmente que o embaixador e seus funcionários não tinham nada a ver com o filme, isso quer dizer que o problema não é só o filme.

Quando alguma bomba explode e a mídia chama os autores de terroristas, pode querer dizer que os autores de tal delito são simples criminosos. Talvez eles tenham cometido um crime por vingança, sim, mas não são simples criminosos, aqui começam os problemas provocados pelo monopólio da mídia, mas não é só isso, há muitos interesses por trás disso.

No caso da religião, especificamente falando, e no caso do Oriente Médio, mais especificamente ainda, temos que respeitar muito o sentimento dessas pessoas. Normalmente ocorrem conflitos sociais, mas quando um povo sofre e tem na religião a sua única referência de vida, tirar esse seu único sentido de vida, poderá ser muito perigoso.

O cristianismo tem os seus principais fundamentos formulados em uma época difícil, sofrida, onde um homem sábio, Jesus, sabia que brigar contra o império não iria resolver muita coisa. O cristianismo ensina a resistir a dor, vencer o sofrimento e, nesse caso, a morte é a redenção. No caso do islamismo, eu não conheço nada, mas esses extremistas que misturam a religião e o estado, criam uma forma perigosa de pensar, onde a morte também traz a redenção mas, nesse caso, além de morrer, pode-se matar também.

Na Idade Média, tanto o catolicismo, quanto o protestantismo, podiam ser violentos em algumas regiões. A caça as bruxas não caçavam as verdadeiras e inocentes bruxas mas, sim, pessoas que não se enquadravam ao sistema ou que eram inconvenientes para ele.

É preciso moderação e educação, para evitar excessos, mas quando um erro grave é cometido, fica difícil de se contornar a situação. Esse filme de Nakoula Basseley não tem nada a ver com o governo mas será uma boa desculpa para se fazer a guerra, coisa que os americanos entendem muito bem, e os extremistas também, o filme até parece coisa mandada.

Agora os muçulmanos que brigam com a Google, para que o site retire o filme do ar, mostrando o quanto as estruturas religiosas são frágeis no Oriente Médio - Ou seriam fundamentalista? - por outro lado, os americanos já encontraram alguém para pagar o pato, um criminoso chamado Nakoula Basseley.

Como podemos ver, não há nada de inocente nessa história e o Youtube tem até um discurso politicamente correto, entretanto, já começa a desativar o vídeo em alguns países.

Eu acredito que esse tipo de conflito deverá ser cada vez mais frequente nos próximos anos e que a internet terá uma participação fundamental em tudo isso. Mais do que nunca, será preciso analisar cada fato e em qual contexto ele está incluído, será preciso também muita educação para que esse mundo resista mais alguns séculos.

Se a filosofia popular nos diz que há males que vem para o bem, e esse filme serviu para desenterrar problemas mal resolvidos entre os muçulmanos e  americanos - eu fico pensando o que teria ocorrido se em suas últimas horas de vida, Hitler tivesse algumas bombas atômicas com ele.

Os americanos estão ficando cada vez mais frágeis, sem dinheiro, mas, ao invés de abandonar os ossos, estam começando a dividi-lo. Eu só espero que os novos países imperialistas pensem melhor antes de tomar uma atitude.

Talvez já tenha passado da hora de mudar as táticas de negociação, como Bill Clinton provou, ao negociar com o ditador norte coreano.

Para cada interesse de negociação, haverá sempre uma conspiração para por tudo a perder e gerar um novo crescimento para as indústrias bélicas, mostrando que esses gananciosos empreendedores da morte não acreditam que o fim do mundo possa ocorrer.

Está na hora de abrirmos os olhos, todos os três.

By Jânio