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segunda-feira, 27 de março de 2017

França pede terceira prisão perpétua para Carlos o Chacal




Da Agência DPA

A Procuradoria francesa pediu hoje (27) prisão perpétua para o famoso ex-terrorista venezuelano Ilich Ramírez Sánchez, mais conhecido como Carlos, o Chacal. Desta vez, por um atentado cometido em Paris há mais de 42 anos e que, se confirmada a sentença, seria a terceira condenação desse tipo para o réu. As informações são da agência alemã DPA.

O procurador Rémi Crosson du Cormier mostrou-se convencido de que foi Chacal, ded 67 anos, quem cometeu o ataque com uma granada em uma galeria comercial de Paris em 1974, quando morreram duas pessoas e dezenas ficaram feridas.

A defesa, contudo, criticou o que considera uma condenação prévia do acusado e assegura que não há  provas que o incriminem.  Também alega que o caso já prescreveu. "Isto não é um processo normal, não é um acusado normal, é, ao que parece, um processo político", disse a advogada de Chacal, Isabelle Coutant-Peyre.

Carlos, que se apresentou perante o tribunal como "revolucionário profissional" em  nome da resistência palestina, rechaçou as acusações. A sentença deverá ser conhecida possivelmente amanhã (28).

Fama mundial

A Justiça francesa já havia condenado o venezuelano, um dos terroristas mais procurados do mundo nos anos 70 e 80, a duas penas de prisão perpétua, por vários atentados e assassinatos. Um de seus golpes de maior relevância foi o sequestro de 11 ministros da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) em 1975, em Viena, que terminou com três mortos.

O terrorista recebeu o apelido de Chacal quando a polícia francesa invadiu um de seus esconderijos e achou o livro O Dia do Chacal, de Frederick Forsyth, obra de suspense baseada em uma tentativa de fato de assassinar o presidente francês Charles de Gaulle, em 1963.

Agência Brasil



quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Polícia Federal prende Eduardo Cunha



O deputado cassado Eduardo Cunha foi preso hoje (19) em Brasília, no âmbito da Operação Lava Jato. O pedido de prisão preventiva do ex-presidente da Câmara dos Deputados foi emitido pelo juiz Sérgio Moro, que conduz as investigações da Lava Jato, na primeira instância.

A Polícia Federal (PF) confirmou a prisão preventiva e informou que Cunha está sendo levado para Curitiba, onde estão sendo conduzidas as investigações. A previsão é de que Cunha chegue entre as 17h e as 18h à capital do Paraná. Ele embarcou no hangar da PF, no Aeroporto de Brasília.

Entre os argumentos utilizados para justificar o pedido de prisão de Cunha, a força-tarefa de procuradores da Lava Jato afirmou que a liberdade do ex-deputado representava risco às investigações.

Segundo a acusação, "há evidências" de que existem contas pertencentes a Cunha no exterior que ainda não foram identificadas, fato que coloca em risco as investigações. Além disso, os procuradores ressaltaram que Cunha tem dupla nacionalidade (brasileira e italiana) e pode fugir do país.

“Enquanto não houver rastreamento completo do dinheiro e a total identificação de sua localização atual, há risco de dissipação do produto do crime, o que inviabilizará a sua recuperação. Enquanto não for afastado o risco de dissipação do produto do crime, presente igualmente um risco maior de fuga ao exterior, uma vez que o acusado poderia se valer de recursos ilícitos ali mantidos para facilitar fuga e refúgio no exterior”, disse Moro na decisão.

A prisão foi decretada na ação penal em que o deputado cassado é acusado de receber R$ 5 milhões, que foram depositados em contas não declaradas na Suíça. O valor seria oriundo de vantagens indevidas, obtidas com a compra de um campo de petróleo pela Petrobras em Benin, na África. O processo foi aberto pelo Supremo Federal, mas após a cassação do ex-deputado, a ação foi enviada para o juiz Sérgio Moro porque Cunha perdeu o foro privilegiado.

A matéria foi alterada às 14h56 para atualização de informações

Agência Brasil

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Senadores criticam política da Polícia Federal



Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil
A detenção do ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci, preso temporariamente hoje (26) na 35ª fase na Operação Lava Jato, repercutiu entre os senadores. Na semana passada, Guido Mantega, outro ministro da Fazenda nos governos do PT, também foi alvo da força-tarefa da Lava Jato.

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) pediu a convocação do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, para que compareça à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado para explicar o “uso político da Polícia Federal”, por ter antecipado, durante atividade de campanha eleitoral de um candidato do PSDB em Ribeirão Preto (SP) neste domingo (25), que “haveria mais Lava Jato” esta semana.

Vanessa disse considerar muito grave a declaração do ministro da Justiça em um comício partidário de que essa semana seria deflagrada nova fase da Operação Lava Jato. “E hoje fomos surpreendidos com a notícia da prisão do ex-ministro Palocci, que é exatamente da mesma cidade [Ribeirão Preto] em que ele [ministro da Justiça] se encontrava ontem. A Lava Jato está tropeçando nas próprias pernas. Para além do combate à corrupção, é uma operação de perseguição a determinadas figuras da política brasileira”.

Por meio de sua conta no Twitter, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) questionou a autonomia da Polícia Federal pelo fato de o ministro da Justiça saber “com antecedência” as operações da PF na Lava Jato. Para a senadora, há seletividade nas operações da força-tarefa.

Nota do ministro da Justiça

Em nota, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse que, desde que assumiu o cargo, a Polícia Federal vem tendo total apoio. “Em quase todas as semanas, houve operação e que, certamente, continuariam nessa semana, na próxima e enquanto houver necessidade”, informou o comunicado.

Moraes reiterou que as investigações da Lava Jato são compromisso do governo federal e garantiu a continuidade da atuação independente da Polícia Federal.


Polícia Federal

A Polícia Federal também divulgou nota para esclarecer que somente as pessoas diretamente responsáveis pela investigação têm conhecimento de seu conteúdo. “Como já foi amplamente demonstrado em ocasiões anteriores, o Ministério da Justiça não é avisado com antecedência sobre operações especiais. No entanto, é sugerido ao seu titular que não se ausente de Brasília nos casos em que possam demandar sua atuação, não sendo informados a ele os detalhes da operação”, diz o comunicado.

Repercussão governista

Para o senador Álvaro Dias (PV-PR), a prisão de Palocci revela que a investigação está chegando ao núcleo central do esquema de corrupção. “Ele era o principal elo do governo do PT com o empresariado brasileiro. Tinha muita influência no governo e no partido. Certamente, tinha influência nesse esquema de corrupção. Isso mostra que a força-tarefa responde às críticas infundadas com ação”, afirmou.

O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), também comentou a nova etapa da Lava Jato. “A Lava Jato começa a chegar no BNDES que, sob o comando do PT, teve como finalidade direcionar recursos para operações corrompidas”, afirmou, em sua conta no Twitter.

A suspeita é de que Palocci teria ligação com o comando da empreiteira Odebrecht, uma das principais do país. A operação investiga se o ex-ministro e outros envolvidos receberam dinheiro para beneficiar a empreiteira em contratos com o governo.

Segundo a PF, as negociações envolviam a Medida Provisória 460, de 2009, que tratava de crédito-prêmio do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), além do aumento da linha de crédito da Odebrecht no Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para um país africano, além de interferência em licitação da Petrobras para a aquisição de 21 navios-sonda para exploração da camada pré-sal.

Edição: Kleber Sampaio

Agência Brasil


terça-feira, 3 de junho de 2014

Juiz Lalau vai sair da prisão



Vocês se lembram do Lalau? Isso mesmo, aquele velhinho velhaco safado que usava dinheiro público para comprar apartamentos nos Estados Unidos e torrar dinheiro com a família querida, até que o genro enciumado entregou tudo a polícia federal e acabou com a festa. Foi quando todos nós descobrimos que a fortuna roubada era apenas uma pequena comissão de todo o dinheiro desviado da construção do prédio público. A maior quantia ficou com o temível Luiz Estevam, um político de Brasília que nem sequer viu a cara de um tribunal e chegou a montar um time para melhorar a imagem, o Brasiliense, mas que não deu muito certo, já que nunca mais se falou dele, a não ser eu, mas eu falo mal dele. rsrsr

Pois é, o velhaco Lalau vai ser libertado depois de uma lei que não permite presos com mais de 70 anos. Isso quer dizer que você deve evitar encontrar com algum mafioso com mais de setenta anos, sob o risco de ser assassinado, sem que a polícia possa prendê-lo.

Você sabe quis são os velhinhos que já passaram dos 70 anos? Eu vou dar algumas dicas:



01) Um deles é procurado pelo FBI e foi muito votado em São Paulo.

02) Um senador que gosta de empregar namorados das netas e cujos filhos, também políticos federais, enviam quantias de dinheiro para os paraísos fiscais. A polícia federal descobriu mas, por problemas burocráticos na investigação, as provas foram anuladas e tudo foi recomeçado, se é que restaram algumas.

03) Temos grileiros de terras matadores de seringueiros e que ameaçam até diretor da polícia federal e senadores,.

04)  Alguns mafiosos que criaram bancos no Paraguai e Nova York, para lavar dinheiro de nossas redes bancárias corruptas.

Temos todo tipo de bandido na política, por isso, muito cuidado.

By Jânio

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Google Glass mostra primeira prisão ao vivo



A cidade americana de Nova Jersey foi cenário da primeira prisão filmada em tempo real com a ajuda do polêmico dispositivo Google Glass.

O vídeo do incidente foi registrado por Chris Berrett, fundador de uma agência de publicidade, durante as celebrações de 4 de Julho, e mostra gente incitando a violência e,  em seguida, a Polícia procurando envolvidos na briga. É justamente nesse momento que as lentes do publicitário captam um dos envolvidos, sem camiseta, e sua posterior detenção diante de uma loja. Depois de ter sido filmado por uma câmera tradicional ou dispositivo móvel, o sujeito perseguido muito provavelmente haveria agredido o autor do vídeo.

Com o sucesso das imagens, ressurge o debate sobre as polêmicas derivadas do Google Glass. A defesa por esse invento  por parte da Google, ressalta as grandes vantagens do dispositivo, considerando que poderia capturar desde os mais ínfimos detalhes da vida diária, até catástrofes e crimes. Entretanto, os riscos evidentes que representa este dispositivo para a privacidade das pessoas, tem sido denunciado por alguns Governos e organizações vinculadas com a sociedade do conhecimento.

Comentário: Falar em riscos devido a tecnologia, dá vontade rir, não é mesmo?

É evidente que não se pode parar a tecnologia, é evidente que as pessoas querem mais realismo nas notícias, a ponto de não ser possível que uma imagem seja editada. Entretanto, mesmo assim, ou até por causa disso, surgiu a teoria do ataque as torres Gêmeas do World Trade Center, olha só que ironia.

Acontece que com tanta tecnologia, tantas câmeras, webcam e vídeos de vigilância na maior metrópole do mundo, simplesmente não haviam imagens suficientes dos aviões que atacaram as torres.

O caso é muito curioso, já que o avião invadiu a cidade e quase matou a população de susto.

Privacidade dentro das casas, eu acho correto, quem deve decidir isso é a própria família. Privacidade nas ruas, eu discordo, as ruas são públicas e só um imbecil iria vetar imagens públicas.

Na minha opinião, o que se tem medo é do popular. No Brasil, até as câmeras de vigilâncias eram vetadas pela legislação, pelo menos até o PCC fazer aquela "festa" em São Paulo.

Hoje, algumas pessoas preferem participar de manifestações mascaradas, e são justamente essas pessoas que deveriam ser barradas e presas pelos próprios manifestantes e entregues a polícia.

Fonte: RT-TV

Imagem de tirar o fôlego

Imagens em 3D de Marte

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Diretor da Google é liberado pela Polícia Federal




Eu fiquei sabendo sobre a decisão do TRE da Paraíba de querer prender o diretor da Google mas não levei muito a sério. A primeira coisa que eu pensei foi: Se os países ricos não conseguiram afetar  a poderosa Google, porque o Brasil acha que vai conseguir?

Cheguei até a pensar num possível monopólio da Google no futuro, já que a Google foi a única empresa de internet a conseguir resistir a censura e a essas leis fajutas, depois que todos os discos virtuais foram alvos da justiça americana, principalmente o Megaupload. Fábio José Silva Coelho acabou sendo preso por outro juiz do Mato Grosso do Sul, Amaury da Silva Kuklinski, sob a acusação de não tirar videos contra o candidato a prefeito  Alcides Bernal (PP).

Não há dúvidas que a justiça federal é implacável na execução dos processos, mas Fábio não ficou preso. A pena prevista era de até um ano de detenção por desobediência e o argumento da google é o mesmo, a empresa afirma não ser responsável pelo conteúdo publicado no site.

De certa forma, tudo é apenas um jogo onde os donos do poder não sabem o que fazer da internet e se utilizam de leis arbitrárias, enquanto a Google procura livrar-se da responsabilidade.

O que a justiça teria de fazer seria identificar o usuário e tratar diretamente com ele. Acontece que para fazer isso, teria de apresentar os motivos, teria de convencer com a Google, e voltaríamos a estaca zero.

Essas brigas entre a Google e a justiça tem sido acompanhadas pelo mundo todo, afinal, o que está em jogo, aqui, é a nossa liberdade. Se um dia a Google aceitar os termos imposto pelos corporativistas, o mundo inteiro perderá a sua liberdade.

No caso desse processo específico, serviu para expor o Brasil e o nome desse juiz no mundo todo e o bom senso falou mais alto

O meu maior temor é que essas prisões sejam apenas para "batizar" essas empresas e/ou nomes importantes da internet, como ocorreu com a Megaupload, The Pirate Bay, Wikileaks e a própria Google.

Podemos entrar na era do chamado "secretismo", com milhões de pequenos grupos trocando arquivos através da Darknet, enquanto na internet pública ficariam apenas os grandes grupos de hackers que, além de divulgar os pequenos grupos, teriam capacidade de resistir, utilizando marcas que não identifiquem uma empresa mas, sim, vários pequenos grupos. Isso já acontece com o Annonimos, Unknown e vários outros grupos que só podem ser identificados pelas suas técnicas, mas nunca pelos nomes.

Não há motivo para pânico entre os internautas, afinal, há muitos interesses envolvidos com a internet e algumas das maiores empresas do mundo estão na rede, como é o caso da Google, Facebook, Twitter, Microsoft.

As próprias empresas que censuram, tem muito a perder com o fim da rede mundial, a internet está virando uma ferramenta de marketing.

By Jânio

Co-fundador do The Pirate Bay é preso

Sopa - A guerra pela liberdade

O site que sabia demais

Darknet - Os filhos da revolução digital


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Fundador do The Pirate Bay é preso no Camboja




Um dos co-fundadores do multirastreador de arquivos sueco, "The Pirate Bay", Gottfrid Svartholm, foi detido em seu apartamento, na cidade de Nom Pen, Camboja.

As autoridades cambojanas declararam que o co-fundador do site foi preso por "uma infração relacionada a tecnologia de informática", relatou ainda que entre o Camboja e a Suécia não há acordos de extradição, acreditando que, apesar disso, não haverá nada que impeça a extradição de Svartholm para seu país.

Svartholm, 27 anos, deveria regressar ao seu país natal, Suécia, dia 2 de janeiro para comparecer diante do tribunal, em um processo contra o site que ajudou a fundar e pelo qual é acusado por pirataria e divulgação de arquivos BitTorrent livremente.

Em abril de 2.009, acusados de violar leis de direitos autorais, Svartholm e seus três co-fundadores, Fredrik Neij, Peter Sunde e Carl Lundstroem, foram condenados a um ano de prisão por um tribunal de Estocolmo e a pagar uma multa total por danos materiais, no valor de 4,57 milhões de dólares.

Dentro de um ano, outro tribunal examinou a apelação dos criadores do The Pirate Bay e reduziu as penas de prisão para eles, entre 4 e 10 meses, mas aumentou a multa para 6,57 milhões de dólares.

Svartholm não compareceu diante do tribunal, alegando problemas de saúde, por isso em 2.011 foi condenado, em sua ausência, a um ano de prisão.

Fundado no final de 2.003, The Pirate Bay é agora o portal mais perseguido do mundo, já que as empresas do setor de música e cinema consideram que este site facilita as ferramentas de intercâmbio de arquivos, principalmente filmes, músicas e outros produtos protegidos por leis de direitos autorais.

Texto completo em: RT-TV

Comentário: Essa velha história dos direitos autorais é antiga, e fajuta também.  Não são os autores das músicas e filmes quem reclamam seus direitos, são as empresas que faturam alto as suas custas.

Quando os verdadeiros autores se calam, em troca de migalhas, tornam-se cúmplices dessa indústria desonesta que os explora.

Infelizmente, o mercado da internet ainda não oferece uma estrutura que possa servir como alternativa para os donos do mundo do entretenimento. Assim, os artistas batem de frente com seus próprios fãs, na medida em que os processam.

Alguns artistas alegam que não tem como sobreviver, mas isso não é certo, muitas bandas já estão no mercado há décadas e poderiam muito bem sobreviver só de shows, distribuindo suas músicas gratuitamente na rede.

... e a Suécia é mais uma vez o centro da discussão, o que prova que Julian Assange tinha razão num ponto: A Suécia defende os interesses dos EUA, já que os direitos autorais são quase todos de americanos.

É bom lembrarmos que a prisão dessas pessoas não diminuirá a pirataria, a pirataria não depende da internet para sobreviver, apenas facilitava. The Pirate Bay apenas buscava os arquivos, diferentemente do Megaupload que hospedava os arquivos.

Nem todos os países tem as mesmas leis em relação a pirataria, portanto, sempre haverão novos aventureiros dispostos a fazer fortuna, mesmo tendo de ficar até um ano preso.

As consequências dessas ações policiais internacionais é que os clubes de compartilhamento se tornarão cada vez mais secretos, assim como uma verdaderia Darknet deveria ser.

By Jânio

A prisão do fundador do Megaupload

Espionagem na internet

Revolucionários da terceira guerra mundial

Prisão do hacker mais famoso do mundo

EUA querem controlar a internet

Julian Assange discursa na embaixada do Equador

O site que sabia demais

Dark net - Revolução digital

EUA preparam o Armagedon

The Pirate Bay lançará servidores em aviões


sexta-feira, 27 de abril de 2012

Quem pagará mais?



Clodovil costumava chamar a constituinte  de prostituinte e perdeu o emprego por isso, perdeu o emprego mas não perdeu a majestade. Anos mais tarde ele seria eleito, entrando para a história como uma das maiores votações já registradas no Brasil.

Ele estava certo num ponto, os políticos corruptos comportam-se como prostitutas.

É muito difícil ser político com tanta burocracia, criada por eles mesmos, assim, quanto mais honesto, mais exposto o político fica. Se os novos políticos não tiverem uma boa orientação jurídica e burocrática, serão chantageados até cairem na rede da corrupção, criada pela máfia do poder.

Como eu temia, o Brasil não tem uma única e exclusiva máfia, tem várias.

Temos máfias dos combustíveis, roubo de carro, fiscais, tráfico de drogas, contrabando, sindicatos, consultorias, polícia, licitações, judiciário, remédios, etc., todas controladas pela política.

No caso da política, que controla tudo, temos várias máfias que ajudam a contar a nossa história obscura.

PC Farias criou a máfia que elegeria Fernando Collor e garantiria sua governabilidade, mesmo não tendo maioria na câmara e no senado; a máfia do mensalão, criada por Marcos valério, garantiu a governabilidade do PT; ACM e José Roberto Arruda faziam questão de quebrar a privacidade dos políticos, burlando o painel de votos; Brasília tornou-se também a capital da corrupção expondo, primeiro, Durval Barbosa; mais tarde, Carlinhos Cachoeira mostraria ao país que o país inteiro era controlado pela corrupção, e que a política era financiada por dinheiro ilegal, pelo menos agora sabíamos quem pagava mais.

Durante quinhentos anos o país foi controlado por poderes obscuros, muita gente morreu por isso. A Maçonaria ajudou a idealizar a Inconfidência Mineira, mas foi também um inconfidente que entregou Tiradentes, como o único traidor a ser morto, não é à toa que a história de Judas ainda causa polêmica - A elite pode ser muito inteligente, mas não é tão criativa.

Pelo menos em um momento em nossa história, toda a verdade esteve visível.  Foi nesse momento que o STF, uma organização de passado misterioso,  deixou o país conhecer o banqueiro Daniel Dantas.

Além de Daniel Dantas, outros banqueiros ajudaram a escrever a nossa história suja, Salvatore Cacciola e Naji Nahas foram alguns deles.

Em São Paulo, Paulo Maluf e Sílvio Santos certamente sabem como funciona o nosso sistema, só isso explica como pessoas tão ricas podem ser tão pilantras. Enquanto Demóstenes torres recebe um milhão de comissão, Sílvio Santos consegue um financiamento fraudulento de quatro bilhões  meio de reais.

Se os líderes  de partido recebem apenas um milhão, o segundo grupo da máfia ganha ainda menos, trezentos mil cada um, segundo a Polícia Federal.

Eu fico imaginando como Demóstenes Torres entrou nessa, eu até já comentei como tantos advogados tornaram-se ministros do governo Dilma e depois cairam. A resposta poderia estar no fato de todos terem algo em comum, ambição, só isso explicaria tamanha decadência.

Político não fica preso, como provou Luis Estevão, é mais fácil prender um juiz como Lalau.

Não há a menor dúvida que o prostíbulo dá nojo, mas as pessoas que comandam esse chiqueiro são ainda mais repugnantes.

By Jânio

Marcos Valério é preso novamente


A vergonha dos corruptos brasileiros


Durval Barbosa prendeu Arruda e ainda ameaça


Carlinhos canhoeira, o culpado útil


A história da corrupção brasileira


Tiririca elege ex-Delegado da Polícia Federal


Eu não acredito em teoria da conspiração


O maior prêmio pago do Brasil


Governadores aposentados

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Pimenta Neves é preso novamente




Antônio Pimenta Neves nasceu em Uberlândia, 1.937, e, pelo seu currículo, passa a impressão de um homem muito inteligente. Ele era Jornalista, Advogado e analista econômico-financeiro.

A idéia de que só pobres, analfabetos e classes menos favorecidas podem ficar na cadeia, ainda prevalesce no país.

O sistema carcerário brasileiro é uma pena de morte, prender pessoas com mais de 65 anos não é uma prática muito comum. Ao menor sinal de problemas de saúde, o presidiário idoso é solto.

A morte de um idoso dentro de uma cela, em caso de pessoas ricas, pode acarretar sérios problemas para o Estado. Mesmo em caso do idoso ser pobre, seria preciso um "acordo", trazendo enormes prejuízos.

Pimenta Neves, com setenta e quatro anos, será um sério problema na penitenciária onde ele está. Se uma pessoa nessa idade já vive com dificuldades fora da prisão, imaginem dentro dela.

Foi o caso de Paulo Maluf, outro criminoso famoso. Chorou tanto que o delegado não teve dúvidas em soltá-lo, ocorrendo o mesmo com Juiz Lalau.

É aquela velha história, um jovem de dezesseis anos pode votar, discutem se poderá dirigir, mas não poderá ser preso. O voto obrigatório já é um crime.

Se um político comete um crime, não poderá ser preso, a maioria é idosa e não teria a menor condição de sobreviver na cadeia. O pior é que o político honesto ainda não nasceu.

No caso específico de Pimenta Neves, ele poderia ter sido preso antes, acho que esperaram que ele morresse de velhice. A burocracia funciona muito bem, quando há dinheiro e nomes importantes envolvidos nesses crimes.

Pimenta Neves já cumpriu sete meses em 2001, deverá cumprir uma pena ainda menor agora.

Toda vez que ocorre um escândalo político, como aconteceu com o Palocci, a Justiça parece que está funcionando, mas é só impressão.

Ver um pobre velhinho de setenta e quatro anos na prisão, tomando banho em água fria, é de dar pena, mas pensar no crime que ele cometeu - um tiro pelas costas e outro no ouvido de uma jovem, além das agressões físicas anteriores - enche-me de revolta e sede de justiça.

Ainda sou humano, ainda tenho sentimentos, mas se a prisão for uma pena de morte, melhor que essa pena de morte seja natural, na cadeia.

By Jânio

quarta-feira, 2 de março de 2011

A história do Wikileaks



Julian Assange nasceu em Townsville, Queensland - 03 de Julho de 1971. Devido a separação de sua mãe, mudou-se várias vezes.

Filho de artistas intinerantes, estudou matemática e física, em casa, e pelas várias escolas e universidades por onde passou.

Desse contato com vários povos, várias culturas, desenvolveu sua personalidade rebelde.

Ainda garoto, aos dezesseis anos - 1.987 - Julian Assange começou a hackear no grupo "subversivos internacionais". cuja ideologia era: "Não danificar os sistemas de computador que você acessar (incluindo cometer falhas neles); não alterar as informações contidas nesses sistemas (exceto para alterar registros a fim de cobrir seus traços de acesso), e compartilhar informações."

Em 1.991, teve seu primeiro problema com a Polícia Federal, acusado de invadir computadores de uma Universidade da Austrália, Nortel canadense, além de outras invasões via modem, totalizando 24 atividades hacking. Julian confessou essas atividades, pagou fiança e foi liberado.

Segundo Assange: "É um pouco chato, na verdade, porque eu escrevi um livro sobre isso - ser hacker - existem documentários sobre isso, as pessoas falam muito sobre isso. Elas podem cortar e colar, mas isso foi há 20 anos.

É muito irritante ver artigos modernos me chamando de hacker de computador. Eu não me envergonho disso, estou muito orgulhoso disso, mas eu entendo a razão pela qual sugerem que eu sou um hacker de computador agora, há uma razão muito específica."

Julian Assange passou a morar com sua namorada - 1.989, aos dezoito anos - mas após a invasão de sua casa, pela Polícia Federal - em 1.991 - sua namorada foi embora, levando seu filho com ela.

Junto com sua mãe, fundou uma organização chamada "Parent Inquiry into Child Protection", cuja finalidade era ajudar os pais a terem acesso aos dados, referentes aos processos de custódia de seus filhos.

Em 2.006 fundou o Wikileaks, foram necessários apenas quatro anos, para que o wikileaks abalasse as estruturas do poder no mundo todo.

Suas denúncias sobre execuções extra-judiciais, no Quênia, garantiu-lhe um prêmio internacional, mas ele não parou por aí:

2.009 - Suas denúncias de execuções extrajudiciais no Quênia, deram-lhe o prêmio Amnesty International Media Award de 2009.

Resíduos tóxicos na África, de Guantánamo.

2.010 - Esse foi o ano em que Julian Assange começou a se tornar um obstáculo às estratégias dos EUA, principalmente com divulgação de documentos das guerras do Afeganistão e Iraque.

Em novembro de 2.010, Assange conseguiu parceiros renomados internacionalmente: El País, Le Monde, Der Spiegel, The Guardian e The New York Times.

Junto a seus parceiros, Assange passou a se tornar inconveniente às pretensões imperialistas americanas, foi aí que seus inimigos passaram ao contrataque.

A fama de Assange cresceu, após a divulgação de documentos em massa, sobre crimes nas guerras do Afeganistão e Iraque, sua vida foi investigada e a pressão americana sobre o Governo sueco, deixou Assange na mira do FBI.

O governo Sueco expediu dois mandatos de prisão contra assange, um por estupro, outro por agressão. Os processos foram arquivados, mas o processo de agressão foi reaberto, surgindo a teoria de conspiração contra Assange.

Em 28 de novembro, o WikiLeaks voltou à carga, publicando cerca de 250 mil documentos diplomáticos dos Estados Unidos. Esses documentos revelam como Hillary Clinton deu instruções a seus diplomatas para que atuassem como espiões e recolhessem informações sobre líderes políticos e nas Nações Unidas, inclusive dados bio-métricos e cartão de crédito do secretário geral da ONU, Ban Ki-moon.

Assange foi preso em uma penitenciária de segurança máxima, isolado, nos dez minutos que falou com sua mãe, passou a seguinte mensagem: "Faço um apelo a todo o mundo para que meu trabalho e meus seguidores sejam protegidos desses ataques ilegais e imorais."

Segundo a Wikipedia, "o Departamento de Justiça dos Estados Unidos busca provar que Assange encorajou ou ajudou o soldado Bradley Manning a extrair do sistema de computadores do governo material militar reservado e arquivos do Departamento de Estado. Com isso, as autoridades americanas pretendem processar o fundador do WikiLeaks por conspiração.

Glenn Greenwald declarou que, caso os EUA consigam processar Assange, com base na lei de espionagem, de 1917, e na lei de fraude e abuso de computadores, de 1986, jornalistas ficarão mais vulneráveis a ações judiciais. Além disso, segundo o advogado, o caso pode gerar algum tipo de repressão ou censura na Internet. "As pesquisas com o público americano mostram que a maioria acredita que o WikiLeaks causou mais danos do que benefícios e que Assange deve ser encarcerado. Os governos sempre querem controlar a Internet. A razão pela qual não podem fazer isso é a oposição pública. O compromisso do WikiLeaks com a transparência pode aumentar o apoio público ao controle da Internet."

Desde Hugo Chaves, os EUA não encontravam um adversário tão forte, tentam passar a teoria de conspiração pelo avesso, só não contavam com a velocidade da internet, nem com a experiência e habilidade de Assange.

Já não dá mais para parar esse processo de mudança, visto que só nos últimos dias, quando Assange foi preso, foram mais de 250 mil documentos, a maioria telegramas sobre o processo de guerra.

Todos nós sabemos que, durante um processo de guerra, não há leis, mocinhos ou bandidos, talvez seja por isso que os americanos gostem tanto de guerrear. Além disso, as ligações dos políticos americanos com o clube de Bilderberg, não vão ajudar em nada.

Julian Assange mostrou que a informação é importante, e que a informação, somada a tecnologia, pode ser invencível.

Seus antigos companheiros, que não concordavam com seus métodos, ameaçam criar um novo site de vazamento de informações e denúncias, parecido com o Wikileaks.

Thomas Flanagan, assessor do primeiro-ministro canadense Stephen Harper: Recomendou ao presidente americano que oferecesse uma recompensa a quem mate o australiano, ou que usasse "um avião sem piloto para acabar com ele."

Senador republicano Mitch McConnell: "Acho que esse homem - Asssange - é um terrorista high tech. Ele causou um enorme dano ao nosso país. E eu penso que ele deva ser processado até que sejam esgotados todo os limites da lei; e se esses limites forem um problema, é preciso mudar a lei."

Vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden: Declarou que o Departamento de Justiça explora vias legais para deter Julian Assange. Iniciativas visam estrangular tecnica e financeiramente o WikiLeaks. O Bank of America, seguindo os passos da MasterCard, Visa, PayPal e Amazon, deixaram processar transações da WikiLeaks.

Primeiro-ministro da Rússia Vladimir Putin declarou que a prisão de Assange é contra a democracia, que alguns países se "orgulham" de ter.

O cineasta inglês Ken Loach, a milionária Jemima Khan e o jornalista investigativo australiano John Pilger tinham se oferecido para pagar a fiança de Assange e também compareceram à corte de Westminster no dia do julgamento. Michael Moore e Bianca Jagger também contribuíram para o pagamento. Além de dezenas de jornalistas, uma multidão de simpatizantes do ativista australiano se concentrou em frente ao tribunal londrino, recebendo com alegria a notícia de que ele seria posto em liberdade.

Eu não sei qual será o próximo passo da tecnologia, o que eu sei é que muitas mudanças que só eram possíveis em sonho, hoje, já podem ser lidas pela internet.

Cada dia que passa, os ditadores vão ficando mais isolados. Em alguns casos, a elite do poder americano assiste à distância, até ter certeza que não há outra solução, senão ceder.

Todas as estratégias de um século foram inúteis, diante da democracia da internet.

As mudanças deverão se intensificar, com as redes wireless.

Eu continuo achando que os Estados Unidos não farão mal algum ao ciberativista Julian Assange, não porque não queiram, mas porque não podem.

Pode até ser que Juliam fique preso por dois anos, mas o site não sairá do ar, sua equipe sabe como funciona o processo de divulgação, e ainda restam documentos dos banqueiros suiços à serem divulgados.

È bom o clube de Bilderberg ficar atento, a nova ordem já veio, mas parece que em processo inverso.

Fonte: Wikipedia

Comentários: Jânio

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