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quarta-feira, 13 de abril de 2016

Partidos que são a favor e contra o impeachment



Os grandes partidos sabem que o PT não conseguirá protegê-los contra a PF e que inevitavelmente eles serão investigados, aliás, o PT não consegue proteger nem os seus próprios políticos. A Globo também sentiu na pele as investigações que vieram de fora do país e, pela primeira vez, balançou diante dos escândalos da FIFA, nem mesmo as empresas offshore e outras administradas por laranjas foram suficientes para evitar as investigações. Offshore são empresas fantasmas criadas em paraísos fiscais apenas para realizar uma operação específica, pagamento, sendo encerradas em seguida.

No caso dos grandes partidos, apenas o PMDB está com o pescoço na forca, Michel Temer e Eduardo Cunha. Ironicamente, o maior partido do país demonstra ser mais forte que a presidente, por isso, a presidente será julgada antes do presidente da câmara. 

Essa situação tem chamando a atenção da imprensa mundial, já que Cunha é o único que teve seus crimes confirmados e só poderá escapar da cadeia com o impeachment da presidente. Por conta disso, o PMDB também será o único grande partido que punirá os deputados que votarem contra o impeachment.

Mas o PMDB não é o único partido que tem a perder com o impeachment, muitos políticos são bons de história e muitos sofreram nas mãos da ditadura da Globo, por isso, mesmo com seus partidos a favor do impeachment, não seguem com sua bancada. 

Esse fato criou uma situação interessante, alguns partidos não irão punir seus deputados que votarem contra, isso poderá abrir caminho para novos acordos depois do julgamento do impeachment. Isso demonstra uma política de aparências, a liderança é a favor e alguns deputados são contra. Essa é uma bela maneira de driblar a mídia golpista, especificamente a Globo.

Aliás, a Globo conseguiu o que queria ao jogar o PT contra o PMDB, só com o Temer foram dois vazamentos: uma carta e agora um áudio. Já a ideia de jogar o PT contra o STF não deu tão certo assim, nem todos os juízes tem o rabo preso.

O PDT segue caminho inverso do PMDB de Sarney, querido pelos militares e dono da Rede Globo do Maranhão. O PDT de Brizola sofreu com a ditadura e com o golpe de 64, por isso, prefere esperar as próximas eleições para decidir o que fazer. Brizola foi o único político a humilhar a Globo ao forçá-la a provar de seu próprio veneno.

O PSOl tomou uma postura dura contra o golpe - eu não esperava, já que o PSOL sempre foi contra o PT.  Acho que eles não querem um golpe contra a democracia. Enquanto a Rede de Marina Silva deixa os deputados livres para decidir. 

O Senado já tem maioria pró-impeachment, seguindo a decisão da câmara dos deputados, entretanto, a decisão mais esperada será mesmo a votação aberta, transmitida pela Globo, onde os deputados decidirão se votam em prol dos beneficiados pelos projetos sociais do governo ou seguem seus financiadores de campanha que estarão acompanhando tudo pela TV.

Por decisão de Cunha, a votação começará pelo Sul, onde a oposição tem mais força. Naturalmente, a intensão de cunha é demonstrar sua força. A maior votação do PSDB foi no Paraná, onde ocorre o processo do lava a jato. Ironicamente, Moro foi o defensor da lavagem de 600 bilhões  do Banestado, considerado o maior roubo do mundo. No centro-oeste o governo também não deve estar muito bem, já que Delcídio é justamente do Mato-Grosso. Em seguida já vem para o Sudeste e decidem o processo. No Nordeste, maiores aliados do Governo, ficam para o final, assim como o Norte.

Enquanto a direita finge estar fazendo a justiça, um bandido chamado Eduardo Cunha continua decidindo o que deve ser feito, como e quando deve ser feito.

A parte jurídica vai sendo decidida pelos delatores corruptos, exceto pelo fato de que as denúncias feitas em relação a direita serão logo arquivadas.

Durante os impeachment de Collor, os deputados deixaram bem claro que não acreditavam que ocorreria, apesar de PC Farias deixar bem claro que todos os deputados haviam sido comprados e, portanto, a única chance de se livrarem da encrenca seria cassando Collor e matando PC Farias.

Dessa vez a Globo enfrenta a internet, por isso, sempre haverá uma divisão nas ruas. Além disso, nunca houve tantos políticos de esquerda eleitos, por isso, eles sabem muito bem as consequências de um golpe.

A única certeza é a de que muitos políticos serão expulsos de seus partidos e muitos sairão por vontade própria, principalmente do PMDB. Eu tenho certeza que o PMDB não suportará essa crise e deixará de ser o maior partido do Brasil. 

Vale lembrar a unanimidade do golpe: Maluf (São Paulo), Sarney (Maranhão), ACM (Bahia), Barbalho (Pará), todos se reencontrarão como em 64. A turma do Brizola e Lula estarão do outro lado.

Conseguir dois terços dos deputados não é fácil, nem mesmo com a Globo mostrando para os financiadores de campanha a votação ao vivo.  A disputa do parlamentarismo contra o presidencialismo será emocionante, principalmente pelo fato de Eduardo Cunha ter deixado bem claro que tem mais alguns pedidos de impeachment para analisar, aí, a direita mata o Cunha e coloca a culpa no PT.

Partidos que são a favor e contra o impeachment.

PSD A FAVOR
PV A FAVOR
PMDB A FAVOR
PSDB A FAVOR
PSB A FAVOR
DEM A FAVOR
PRB A FAVOR
PTB A FAVOR
PSC A FAVOR
PPS A FAVOR
PSL A FAVOR
PT CONTRA
PDT CONTRA
PCDOB CONTRA
PSOL CONTRA
PROS CONTRA
PTDOB CONTRA
PEN CONTRA
PP LIVRE
PTN CONTRA
PHS LIVRE
REDE LIVRE
PR CONTRA

Partidos que apoiaram o golpe de 64

Globo e PMDB -  tudo a ver

Entenda o rito do impeachment

Pronunciamento do presidente Michel Temer

Vencedor do pulitzer e o golpe no Brasil 

A política do PMDB

Globo vira vergonha internacional novamente




quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Por que impostos são altos



Muita gente não se conforma com os impostos cobrados no Brasil,  com taxas que sobem a cada dia e não deixam nenhuma esperança para os empreendedores.

Os empreendedores são os que  reclamam, protestam, mas os consumidores são as maiores vítimas.

Os consumidores são as maiores vítimas na medida em que pagam inocentemente por uma mercadoria,  sem nem saber que estão pagando também pelos impostos. Todos os impostos cobrados, naturalmente tem de ser recuperados de alguma forma, e são os consumidores quem pagam, no final das contas.

Quando alguém divulga os salários dos deputados, senadores, vereadores, prefeitos, presidentes, etc., é garantia de escândalo. O escândalo aumenta quando, em seguida, divulgam as regalias desses políticos: limusines, imóveis, verbas de gabinete, passagens e funcionários fantasmas - para que pagar por um funcionário, se o dinheiro pode ir para o seu próprio bolso?

Se alguém questiona a legalidade desses custos, os políticos logo comparam seus salários e regalias com salários de políticos da Alemanha, Inglaterra, Japão, EUA, etc.

Naturalmente, o judiciário não quer ficar em desvantagem, assim, o presidente do STJ quer ganhar igual ao presidente da câmara, que quer ganhar igual ao STF, que quer ganhar como o presidente do senado, e por aí vai...

Para pagar todos os cabos eleitorais empregados e políticos aliados, é necessário aumentar os impostos. E os impostos também são comparados com os impostos do primeiro mundo, acontece que a infra-estrutura de primeiro mundo é infinitamente superior.

Aqui, no terceiro mundo, o que vemos são mensalões, privataria, empreiteiras vendo construções desabarem antes mesmo do término das obras,  e consultores de empreiteiras enriquecendo ilicitamente.

Aí, nem precisamos perguntar porque os impostos são tão altos, afinal, quando o dono de uma rede de televisão entra em um banco que deveria destinar seus recursos para financiamentos populares, saindo do banco com quatro bilhões e meio na mala, sabemos para onde vão nossos impostos.

Diferentemente das taxas de telefone, água e luz, saúde, etc., os impostos são impostos literalmente as pessoas, ou seja, o governo não tem obrigação de fazer nada pelos impostos, não há nem contrato unilateral, aquele em que o governo decidiria quanto vai cobrar e teria de fazer algo em troca.

O país não tem mais estradas e nem consegue uma empreiteira que não seja flagrada pelo TCU, isso porque essas empreiteiras que normalmente financiam campanhas, tem muita força política e não se acham obrigadas a cumprir a lei.

Aos poucos, o sistema tirou a força do empreendedorismo, dominou as comunicações e está quase eliminando o poder da classe média. Com o fim da classe média, não haverá ninguém para negociar com a burguesia rica.

Ninguém mais tem interesse em ser empreendedor, sabendo que será escravizado pela força política que lhe impõe impostos impossíveis de serem pagos. É por isso que baixar as taxas de juros não está mais resolvendo a ameaça de recessão econômica.

Parece que os oligopólios tem funcionado melhor no México que no Brasil. Aqui, esses cartéis ainda são um sonho dos donos do poder.

Pelo menos é isso que está refletindo o baixo PIB, apesar da taxa de juros ter baixado.

A velha filosofia política também não deverá retornar, filosofias como: "rouba mas deixa roubar", "rouba mais faz", etc.

O velho motor político emperrou faz tempo, agora, terão de fazer alguma coisa.

By Jânio

País rico mais pobre

Incompetência Política

Organizando o crime

Políticos com problemas na justiça

Trinta anos de escândalos

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Promessas de eleitores




Promessas de políticos deixaram de ser levadas a sério há muito tempo, o discurso retrógrado está fadado ao fracasso. Os novos políticos procuram não subestimar a inteligência dos eleitores e inspiram outros candidatos que criam discursos semelhantes.

Com a velocidade das informações, tornou-se quase impossível manter-se impassível diante do público.

As grandes lideranças criam seus projetos que são submetidos aos demais candidatos, suas opiniões inevitavelmente chegam aos eleitores e mesmo quando isso não acontece, são considerados políticos dispensáveis, dificilmente conseguem se reeleger.

Traduzindo: Com tantas informações circulando e com o potencial da internet, torna-se indispensável que o candidato esteja na mídia e, melhor, esteja bem. Seus eleitores querem saber a sua opinião, exigem isso.

Tornou-se necessário, mais do que nunca, que o político faça política, preocupando-se com seus companheiros de partido mas, principalmente, com seus eleitores, são eles que devem decidir o seu futuro.

O político deve ter consciência que só terá autoridade se houver respeito a lei e ao povo, deve estar ciente de que não manda mas executa, não é o patrão e, sim,  um servidor.

Outro dia, um candidato fez uma relação de suas principais obras mas, sendo um funcionário público, não me convenceu. Servidores públicos tem obrigação de atender aos anseios do povo e não devem achar que fizeram muito, mas apenas a sua obrigação.

O candidato insistiu, prometendo o que faria pessoalmente por mim. Nesse momento eu avisei-lhe que a política tinha mudado. Agora, eu disse, o político tem de fazer antes, a época das promessas já passou.

 - Eu não tenho dúvidas de que o senhor terá muitos votos por onde executou suas obras mas, aqui, ainda ficou devendo - lembrei-lhe.

 - Pelas obras que eu fiz, o senhor pode ver que eu posso atender também o seu bairro mas, para isso, o senhor tem de me eleger - insistiu.

 - Depois que suas obras chegarem aqui, mesmo sendo sua obrigação, como servidor público, eu terei motivo para votar no senhor - concluí.

Sem querer, eu estava fazendo, ali, a minha promessa de eleitor.

Eu achava quase impossível que as obras chegassem até a minha casa, afinal, desde que eu me conheço por gente e acompanho a política, sempre prometeram e nada foi feito.

Acontece que as obras chegaram, em cima da hora, e será quase impossível de concluí-las antes das eleições.

Eu até entendo que as obras sejam executadas todas na época da eleição, já que o brasileiro tem memória curta, entendo que o meu bairro foi o último a ser atendido, mesmo sendo um dos mais antigos da cidade, mas eu fiz questão de dizer isso para o candidato e acho que isso é novidade na política moderna.

By Jânio

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A corrupção brasileira é laranja



Alguém está acompanhando a CPI do Carlinhos Cachoeira? Aquela CPI que foi criada para assustar os defensores da CPI do mensalão, mas que acabou se misturando, pior, com a força que o governo tem no congresso e na câmara, e com uma pequena economia de cerca de quatrocentos bilhões de dólares, deixa seus opositores sem muito ânimo para lutar, já que eles conhecem muito bem o sistema no qual estiveram durante os últimos quinhentos anos, se é que alguém leva o sistema bipartidário a sério no Brasil.

Enquanto a CPI do mensalão entra em sua fase mais formal, no maior desfile de advogados que esse país já viu, apresentando seus argumentos para as autoridades máximas desse país, mas que ninguém leva muito a sério, na CPI do Carlinhos Cachoeira está tudo muuuiito caaaalmo. Não sei se é só impressão minha, mas todos os envolvidos que aparecem, não sabem de nada, não viram nada e não conhecem ninguém.

Para quem quer aprender um pouco de Direito Público, essa é a sua chance.

 - A senhora conhece fulano de tal?

 - Sim senhor, é meu ex-marido - é impressionante como tem ex-maridos e ex-esposas nesse processo, parece até novela das nove.

 - Seu marido conhecia algum senador ou deputado?

 - Não senhor, no máximo vereadores.

 - A senhora conhece algumas dessas cinco empresas que está em seu nome?

 - Não senhor, inclusive eu tenho o nome no SERASA, não posso obter financiamentos em meu nome. A única empresa que eu tenho, foi o meu  ex-marido contador que abriu para mim.

 - Senhor presidente, foi um engano convocar a senhora Roseli, que por sinal não sabe de nada. Precisamos convocar o ex-marido dela.

Discurso da direita:

Fica claro, até agora, que o Sr. Carlinhos Cachoeira é só um instrumento de corrupção da empresa Delta, e outras, e que teremos que expandir as investigações para o Rio de Janeiro e outros estados brasileiros.

Obs: Até agora, as negociatas envolvendo Carlinhos Cachoeira já chegam a aproximados 300 milhões, só na região de Goiás e Brasília, além de envolver tanto o Governo quanto a oposição, mas é o governo que tem mais a perder. Segundo as estimativas da oposição, o escândalo já está ultrapassando um bilhão de reais em todo o país.

A única saída do governo, seria abafar o caso, como aconteceu no escândalo PC Farias, privataria, escândalos dos bancos e outros, no governo FHC, o problema é que o PT sempre trabalhou junto com a polícia federal, enquanto estava na oposição, o problema é que agora eles estão no governo.

Caso a investigação siga para o Rio de Janeiro, a quantidade de pessoas e empresas envolvidas poderia ser superior ao escândalo do Banestado, no Paraná, onde toda a alta burguesia brasileira foi flagrada pela PF, enviando dinheiro ilegalmente para o exterior, via Paraguai, para os EUA, mostrando pela primeira vez, o lado obscuro do inferno fiscal americano.

Só a Senhora Roseli, uma pacata micro-empresária que supostamente anda de circular e é ex-esposa de um contador, está registrada como sócia de cinco empresas fantasmas - e o processo nem começou a convocar os grandes executivos, que terão tempo de queimar todos os papéis e blindar todos os que for possível, numa verdadeira campanha de ajuda (des)humanitária.

Eu creio que o governo tenha mudado de estratégia nesse meio tempo, se a CPI do Cachoeira seria só para assustar os defensores da CPI do mensalão, o final da CPI do mensalão, teoricamente, eliminaria o interesse do governo na CPI do Cachoeira. O problema é que a oposição descobriu o potencial da CPI do Cachoeira, e não medirá esforços para constranger o governo, mesmo tendo minoria  no congresso e na câmara.

Dependendo das pessoas afetadas, poderão ocorrer alguns acidentes de percurso, como ocorreu com o PC Farias.

A morte do policial federal e o suicídio do escrivão foram fáceis de disfarçar, mas depois das chantagens sofridas pelos juízes, o STF tem a dura missão de fazer o que nunca conseguiu, ser levado sério.

By Jânio


A política torta do Brasil

Eu não acredito em teoria da conspiração

Mortes misteriosas de celebridades


Presidentes do Brasil

A história de José Sarney

PT acerta o próprio pé

Políticos com problemas na justiça


O massacre do sítio caldeirão


A crise da PPP

Ficha Limpa

Trinta anos de escândalos no Brasil





quinta-feira, 28 de junho de 2012

Cadê os corruptos famosos



Um fato que ninguém pode negar, nessa CPI do Cachoeira, é que estamos passando por um momento de mudanças estratégicas na política brasileira. Alguém reparou a ausência dos famosos corruptos que frequentemente comandavam essas Comissões Parlamentares de Inquérito?

O único político conhecido que participa dessa CPI é Álvaro Dias - Senador e ex-Governador aposentado do Paraná - pelo menos dos que eu conheço e vi até agora. Enquanto o Governo se sente confiante, a ponto de não indicar nomes mais experientes, indiretamente desclassificando a CPI, a oposição segue o mesmo caminho, mas com um objetivo diferente, evitar o desgaste de nomes importantes de um grupo que já anda desfalcado.

Não é preciso ser especialista em política para saber que o governo tem o controle total do processo, transformando a CPI numa espécie de tablóide, com a presença até de um jornalista de fofocas. Quem realmente deveria falar, já decidiu que é melhor fazer uso da lei do silêncio, para não expor os políticos que estão por trás de tudo.

Segundo esses criminosos, seu silêncio deverá continuar até que tenham conhecimento de todas as provas que ainda não foram apresentadas - eu nem sei para que tanto medo, já que os dois lados estão envolvidos nos escândalos.

É tudo um jogo para saber quem vai ganhar mais para desistir do processo, uma grande perda de tempo para os eleitores, a não ser que você goste de realities onde alguém acaba levando uma grande "bolada" para casa.

A principal mudança que eu venho verificando até agora, é a direita que não se preocupa em proteger os seus mafiosos, com o objetivo de acertar o governo com mais força.  No caso do Governo, parece que eles estão se divertindo muito, desviando a atenção de mega empresas envolvidas no escândalo, para mirar o calcanhar de aquiles da oposição - eu sinceramente achei a privataria tucana muito mais interessante.

É claro que o governo teria muito mais a perder, isso se o sistema não fosse como nós sabemos que é. Se o governo tem mais força, mesmo tendo de se aliar com políticos como José Sarney e Paulo Maluf, quem acaba perdendo o jogo será sempre a oposição.

Políticos que ficaram para a história da corrupção, como José Roberto Arruda e Demóstenes Torres, acabam sendo entregues a justiça para livrar a oposição do vexame - PC Farias até morreu por isso, mas quando morreu não era oposição.

Se alguém é preso na direita política, deve ficar calado pois sempre haverá bons advogados para defendê-los, como Marcio Tomás Bastos, Tourinho Neto, etc.

No caso da esquerda, parece que eles nem estão se importando mais com isso, afinal, nossa sociedade elitizada dá mais valor ao dinheiro e dinheiro não falta para o governo, mesmo com tanta gente morrendo na saúde, transporte, segurança, etc.

Parece que a esquerda perdeu o sentido da lei e da ordem e, com tanto dinheiro, está disposta a comprar a elite da direita também.

By Jânio


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Blocos de países ricos



O mundo passa por uma grande transformação, uma transformação como nunca se viu antes. Essa crise de poder dos ricos certamente não tornará os pobres mais pobres, mas tornará o controle das massas menor e o povo voltará a sentir o gosto pela liberdade, sem a ditadura do dinheiro.

Nessa época de transformações, nada como fazer um pequeno retrospecto com a ajuda da Wikipedia, a respeito dos objetivos, interesses de cada um.

Durante muito tempo, o G7 tornou-se sinônimo de fama, poder e dinheiro, desfilar pelo G7 significava ser importante, não só politicamente, mas artisticamente, cientificamente, politicamente, etc. Resumindo, indicava reputação.

No topo dessa pirâmide, sempre esteve os EUA, mas eles sempre tiveram a presença de algum país estranho no ninho, por mais que tentassem controlar o mundo.

Até os terremotos no Japão e no Haiti, próximo de Cuba, o que justificaria a presença dos americanos por lá, é visto como conspiração, mas isso remotamente possível.

Ao G7, depois da crise do comunismo, juntou-se a eles a Rússia, tornando-se o G8, e o controle parecia perfeito.

... mas aí veio o Japão e enquanto todos os olhares e cobiça se voltavam para o país do sol nascente, surgiu o fenômeno China, polêmico, arcaico e com cara de Idade Média, mostrando que tudo o que é errado, pode dar certo, inclusive com a ajuda do Brasil.

Wikipédia: "O Grupo dos Sete e a Rússia (inglês:Group of Seven and Russia, alemão: Sieben führende Industrieländer und Russland, antigo G7), mais conhecido como G8, é um grupo internacional que reúne os sete países mais industrializados e desenvolvidos economicamente do mundo, mais a Rússia. Todos os países se dizem nações democráticas: Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e o Canadá (antigo G7), mais a Rússia - esta última não participando de todas as reuniões do grupo. Durante as reuniões, os dirigentes máximos de cada Estado membro discutem questões de alcance internacional.

O G8 é muito criticado por um grande número de movimentos sociais, normalmente integrados no movimento anti-globalização, que acusam o G8 de decidir uma grande parte das políticas globais, social e ecologicamente destrutivas, sem qualquer legitimidade nem transparência. Em 2001 na cimeira anual, em Gênova, um manifestante foi morto a tiro pela polícia. Em Portugal, a associação ecologista GAIA e um conjunto de cidadãos na Rede G8 desenvolveram iniciativas de oposição à do G8 em Rostock, no Norte da Alemanha, em 2007.

A maior polêmica relacionada ao G8, certamente gira em torno de sua luta para acabar com a miséria quando, na realidade, são eles que provocam esse desnível. Quando tentam ajustar esse controle, estão na verdade tentando corrigir o seu próprio erro e manter o controle em níveis suportáveis para mundo, mas o suportável também é discutível.

Se o grupo representava o poder econômico no início, a exclusão da China, mostrou que nem a isso eles são fiéis, a China é o país que tem mais pobre no mundo e eles não querem se aproximar muito dos pobres.

Como a China se tornou a segunda maior economia do mundo, e com a crise que ameaça derrubar os ricos e tornar os países socialistas mais ricos, surge uma nova ameaça aos G7.

Eu acredito que o Clube de Bilderberg deva ter uma grande influência nesse grupo de países ricos, principalmente quando se trata de defender a globalização, e também pelo fato dos presidentes desses países pertenceram ao clube de Bilderberg.

Se eles pregam o fim da lavagem de dinheiro, isso já é difícil de acreditar. Eles podem até combater  a movimentação financeira de supostos terroristas, mas nunca se importaram com as movimentações financeiras dos antigos presidentes da Líbia e Egito, até que esses caíssem, naturalmente.

Outros Grupos:

G4 - Formado por Alemanha, Japão, Índia e Brasil, tem o objetivo de apoiar uns aos outros e conseguir um lugar no Conselho de Segurança da ONU.

Isso até seria interessante, caso os EUA não tivessem passado por cima da ONU, ao atacar o Iraque, mostrando que a ONU tem uma função um tanto quanto obscura nessa história.

Wikipédia: "A ONU possui atualmente cinco membros permanentes com poder de veto no Conselho de Segurança: China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia.

A República Popular da China é contra a entrada do Japão e a Alemanha não recebe apoio dos EUA.

A França e o Reino Unido anunciaram que apoiam as reivindicações do G4, principalmente o ingresso da Alemanha e do Brasil. Uma questão importante são os países vizinhos (com chances menores de ingressar) aos que propõem a entrada que frequentemente são contra os esforços do G4: o Paquistão é contra a entrada da Índia; a Coréia do Sul e a China são contra o Japão; a Argentina e o México são contra o Brasil e a Itália é contra a Alemanha; formando um grupo que ficou conhecido como Coffee Club, contra a expansão do Conselho por aqueles que a propõem.

O Japão chegou abandonar o grupo dos quatro, por não acreditar na força de suas propostas,  mas acabou voltando atrás."

G10 - Formado por Bélgica, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Holanda e Reino Unido, além dos bancos centrais da Alemanha e Suécia. A suíça foi a última convidada pelo grupo.

O grupo forma o General Arrangements to Borrow (GAB), (Acordo geral para a obtenção de empréstimos). O acordo visa obter empréstimos, quando os recursos do FMI estiverem abaixo das expectativas.

As atividades do G10 são fiscalizadas por instituições internacionais.

G15 - Formado por Argélia, Argentina, Brasil, Chile, Egito, Índia, Indonésia, Irã, Jamaica, Quênia, Nigéria, Malásia, México, Peru, Senegal, Sri Lanka, Venezuela e Zimbawe.

O Irã entrou para o G15, países não alinhados, na reunião de cúpula de 2.006 em Havana.

Focaliza áreas de investimentos, comércio e tecnologia.

Depois do crescimento dos BRICS, o G8 decidiu convidá-los para a criação de um novo e polêmico grupo, o G20. Quem não gostou nada dessa história, formam os ativistas anti-globalização.

Com objetivos claramente econômicos, apesar das aparências, o G20 é formado por:

Veja Os vinte países da lista do grupo G20.

África do Sul

Alemanha

Arábia Saudita

Argentina

Austrália

Brasil

Canadá

China

Coreia do Sul

Estados Unidos

França

Índia

Indonésia

Itália

Japão

México

Reino Unido

Rússia

Turquia

By Jânio

Blocos econômicos latino-americanos

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

O problema não é a corrupção




A marcha contra a corrupção, em Brasília,  contou com a participação de mais de 25 mil pessoas. O número de pessoas surpreendeu, mas poderia ser maior.

Uma pergunta que muitos brasileiros  tem feito é: Por que os brasileiros se preocupam mais com futebol que com o próprio futuro e com a política?

A resposta é simples: Quando uma pessoa vai ao estádio de futebol, ela sabe muito bem porque está ali, sabe qual o seu objetivo. Se alguém perguntar qual é o placar esperado, cada pessoa terá o seu palpite na ponta da língua.

A conspiração das minorias faz com que cada grupo de pessoas se preocupe com o seu próprio interesse, assim, os professores estarão preocupados com o aumento de seus salários, assim como os bombeiros, sem tetos, sem terra, gls, mulheres, afros, sêniors, etc.

Mesmo quando há interesses em comum, quando o destino de um afeta  a vida do outro, isso passa despercebido.

Os pais de alunos não se preocupam em saber quanto os professores recebem, mesmo sabendo que disso dependerá a qualidade na educação. Um professor que trabalha além do normal, ou que dá aulas para quarenta alunos numa mesma sala, nunca terá um bom rendimento.

Querer acabar com a corrupção no grito, é muito bonito, mas poderá ficar difícil, sem saber qual é a causa do problema.

É preciso estudar o problema, saber as causas e, além disso, mostrar para as classes mais afetadas pelas desigualdades,  as vantagens  de se lutar por melhores condições.

Se os argumentos dessa organização não forem convincentes, dificilmente haverá adesão de todas as classes ao movimento.

A corrupção é a consequência de altos impostos, provocando uma situação bizarra de taxa de câmbio, Selic, dívida interna e decadência da estrutura do governo. Banqueiros como Chico da Fossa, Sílvio Santos, Daniel Dantas, Cacciola, Nagi Nahas, José Eduardo, todos se acham no direito de financiarem projeto fantasmas, fraudulentos.

Empresas se vêem obrigadas a viver na marginalidade, assim como toda a sociedade. Não há concorrência justa e as empresas preferem se unir a competir uma com as outras.

Quando não é possível pagar taxas exorbitantes, surge a corrupção, máfia de fiscais, caixa dois etc.

É preciso lutar contra os impostos altos, mas como convencer as pessoas de que elas estão pagando impostos muito altos. Alguns postos de gasolina até fazem protestos, mas quem leva a sério?

Ninguém está preocupado com os problemas alheios, mesmo que esse problema também o afete.

Não adianta tirar um governo e colocar outro, a corrupção sempre haverá, enquanto houverem impostos altos.

O governo sempre reclama que não tem dinheiro, mas os banqueiros como Sílvio santos não tem dificuldade em retirar 4 bilhões e meio do Banco central.

É preciso baixar os impostos imediatamente, além de prender os banqueiros que levam todo esse dinheiro arrecadado.

Será muito difícil convencer as pessoas de que suas vidas poderá mudar, caso todas as classes se unam.

Quem estará disposto a pagar o preço?

By Jânio

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Casos de polícia Brasil




Com tantos casos de polícia sendo divulgados nos últimos dias, ficou até difícil saber qual comentar. Enquanto acompanhávamos as finais dos campeonatos estaduais de futebol e da Copa Brasil, as delegacias brasileiras trabalhavam como nunca se viu antes na história desse país, chegando a prender a própria polícia (bombeiros) injustamente.

Quando a polícia começa trabalhar demais, eu desconfio que estão querendo desviar a atenção de algum figurão muito importante, como foi o caso de Palocci.

O pior de tudo é que até os casos de polícia internacionais lembram o Brasil.

Por exemplo: "A polícia italiana prendeu cerca de 150 pessoas suspeitas de fazer parte da máfia" - A notícia não diz que prenderam 150 mafiosos, mas diz que prenderam 150 suspeitos.

Eles não teriam sido presos, se viessem para o Brasil.

Enquanto na Itália já estão prendendo até suspeitos, eles estão corretos, fazem isso em nome da preservação da sociedade, aqui no Brasil, nem os réus confessos ficam na cadeia. Acontece que nem cadeias temos.

Sabem aquela teoria de que o Brasil tem máfia como a Itália? - Não faz mais sentido, descemos o nível e estamos piores que eles.

Alguns crimes recentes nos fazem lembrar de crimes antigos.

Por exemplo: Ao soltar o banqueiro Dantas, a máfia brasileira ameaçou prender o Delegado da Polícia Federal que o Havia prendido. Eu pensei comigo: "Eles não ousariam".

Eu estava certo, eles não ousaram inverter os valores, eles sabiam das consequências de um ato como esse.

Quando Sérgio Cabral prendeu os bombeiros, ele comete um erro terrível, invertendo os valores. Um profissional não confiável prende os profissionais mais confiáveis, heróis internacionais que ganham cerca de 950,00 reais mensais para arriscar a vida.

Soltando Cesare Battisti, o Brasil chamou a atenção do mundo inteiro, passou a ser caso de polícia internacional. Foi destaque, também, os assassinatos do Pará e, nesse caso, os americanos viram tudo de perto, afinal, eles nem precisam de passaporte para entrar no Brasil.

Sendo destaque nas colunas policiais do mundo inteiro, podemos nos informar sobre o Brasil. Lendo ou assistiindo noticiários internacionais, podemos saber que Ricardo Teixeira, chefão da CBF, genro do ex-todo poderoso da FIFA, é acusado de receber propina para apoiar a dinastia da elite mundial dos cartolas do futebol.

Aqui no Brasil, o genro de Ricardo Teixeira (Presidente da CBF), que é genro de João Havelange (Presidente da FIFA), foi campeão da Copa Brasil pelo Vasco, talvez seja o futuro Presidente de alguma coisa, afinal ele já tem o sangue azul.

No Peru e Portugal, o reinado da esquerda chega ao fim, aqui no Brasil nós nem sabemos o que é esquerda, muito menos o que é direita.

Enquanto o PSDB preparava uma grandiosa festa para os oitenta anos de FHC, Fernando Henrique que é aliado de Fernando Gabeira, está engajado com a descriminalização da maconha. Festa de oitenta anos...maconha...isso não vai acabar bem...

Descriminalização da maconha e criminalização da homofobia, parece até primeiro mundo - Quem eles estão querendo enganar?

Jaqueline Roriz, de Brasília, foi condenada pelo Conselho de Ética, mas poderá recorrer da sentença - Nós sabemos como isso vai terminar.

Pimenta Neves foi finalmente preso, talvez fique menos que os seis meses da última vez. Agora terão que montar uma enfermaria dentro de sua cela, para que ele não morra preso e o estado seja processado.

A polícia criou um mecanismo para manchar o dinheiro de caixas eletrônicos arrombados, até aí tudo bem, mas transferir a responsabilidade para as pessoas não deu certo - É bom lembrar que quando pegamos uma nota falsa, sem saber, estamos sendo vistos como co-autores de um crime que não cometemos, o verdadeiro criminoso tem um perfil sistemático, completamente diferente de um cidadão comum.

Eu poderia dizer que tudo isso são coisas de latino-americanos, mas os argentinos resolveram processar um político da época da ditadura; no Chile, a família Allende quer exumar os restos mortais de Salvador Allende, ex-presidente do Chile, até o Uruguai está pensando em processar um ex-Ditador no país.

Então não são coisas de latino-americanos, é complexo de vira-lata mesmo.

By Jânio