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quarta-feira, 5 de julho de 2017

PMDB - O maior inimigo da Rede Globo



A debandada de corruptos sendo soltos pela nova elite do judiciário brasileiro chamou a atenção do mundo inteiro, até a Rede Globo perdeu a pose golpista. Como num passe, aqueles que já são considerados os maiores bandidos da história política do país foram soltos. Aécio conseguiu a maior façanha até agora, voltou ao senado, deixando os raríssimos políticos honestos, se é que há algum, desanimados e, ao mesmo tempo, reacendeu a certeza da impunidade  no país e a esperança nos corruptos de que ninguém mais será preso.

Não dá para negar que  a democracia elitista voltou a reinar, por aqueles que foram eleitos pela população mal informada de um sistema político, judiciário e midiático,completamente insustentável. 

O sistema é corrupto e deixa bem claro que é preciso financiamento corporativo para formar seus políticos corruptos favoritos, o financiamento de campanhas políticas  por empresas é permitido, mas é preciso que seja declarado, ou seja, caixa dois é crime sim, apesar dos corruptos afirmarem que não, foi assim que a Rede Globo e o PSDB enviou mais de um trilhão para o exterior com a ajuda da República de Curitiba. Quando o financiamento privado não vem, o financiamento público das empresas privadas, objetivando propinas, torna-se ainda mais escandaloso. Lembrando que o financiamento de uma campanha federal é caríssima e depende de financiamento. Cada político chaga a gastar dezenas ou até centenas de milhões numa única campanha, dinheiro que jamais será recuperado pelo seus salários, apesar de serem milionários, acima de cem mil mensais.

Michel Temer não pensou muito para mudar toda a elite do judiciário, mostrando como é fácil fazer política com a ajuda da justiça de direita. Eu já dissera que o PMDB é muito mais forte que a Globo, eu estava certo, a Globo subestimou   a influência do PMDB em relação aos outros partidos, principalmente o PSDB que muita  gente parece esquecer que surgiu do próprio PMDB. Lembrando que Temer e Calheiros sempre se suportaram em nome da tal unidade do partido, mas fica claro que Temer parece uma marionete nas mãos de grupos obscuros da elite que cobiçam o poder e utilizam o PMDB para fazer a parte suja para que eles consigam chegar ao poder, em 2.018. totalmente inocentes em relação as reformas.



A primeira grande derrota da Rede Globo e seus asseclas foi contra Renan, Renan é um dos fundadores do PMDB e do PSDB e sempre manteve uma relação forte com a cúpula desses partidos, foi por isso que escapou até agora. A maioria dos golpistas concordou com a lava-jato até a destruição dos partidos da esquerda, principalmente do PT, mas quando a investigação chegou no PMDB, a ficha caiu. Primeiro foi Renan que demonstrou sua influência em relação ao judiciário e ao próprio PSDB e outros aliados do governo, quem começa a fazer isso agora é Michel Temer, trocando toda a cúpula do judiciário, polícia e até a liderança de Calheiros será substituída. O único vestígio de toda a sujeira dos últimos anos está nos vídeos publicados na internet.

Como eu disse, a preferência da Globo é um governo militar com a volta do monopólio midiático, o plano B, naturalmente, seria o governo extremista do PSDB, como já fizeram com FHC. Naquele tempo, o PMDB fez toda a parte suja, antes que o PSDB de FHC assumisse com um salário mínimo de 60 dólares.

O início do golpe começou aproveitando uma estratégia de 1.964, utilizaram um movimento que ganhou muita força, MPL, que foi acompanhado por uma sequência de denúncias promovidas pela Globo e judiciário, foi aí que o Movimento do Passe Livre, MPL, saiu de cena e foi ocupado pelos oportunistas do MBL. Junto ao MBL, foram formados vários grupos patrocinados pela direita, mídia, judiciário, magnatas e bangueiros. Os efeitos colaterais que foram controlados em outros escândalos, como o mensalão e Carlinhos Cachoeira, mas que deixaram sequelas.

Utilizando a estratégia de teoria de conspiração, foram denunciados vários escândalos que sempre passavam para o anonimato quando atingia o PSDB. As sequelas foram as gravíssimas denúncias arquivadas contra Aécio Neves e que acabaram sendo desengavetadas e consequentemente arquivadas novamente, escândalo de Furnas, queda do helicóptero e a delação dos irmãos Batista, acompanhada de gravações e operação da PF. 

A conspiração da JBS, dona da Friboi, começou com a investigação de fiscais do governo e, consequentemente, quebra de sigilos telefônicos, bancários, etc. Se isso fosse aplicado no escândalo do Banestado, até a Globo teria os sigilos quebrados e consequentemente todos seriam presos, ou não. E eu digo "ou não" porque eu dava como certo a investigação contra a Globo nos escândalos da FIFA e CBF, processo que já estava praticamente acabado mas que acabou seguindo para os EUA, já que a Globo é um grupo encarregado de controlar o sistema político sul americano para os EUA. 

Michel Temer era informante da CIA, mas apenas na área política, já que a espionagem telefônica americana já sabia de tudo o que se passa no sul do equador, assim como no norte, leste, oeste...

O que deu errado?

Foram vários os fatores que levaram ao fim do poder da lava-jato e consequentemente a decadência da República de Curitiba:

01 - Morte de Teori

A morte de Teori deveria acabar com os ânimos dos adeptos da lava-jato, mas isso não ocorreu. Entretanto, isso inspirou Temer a indicar Alexandre de Moraes para o STF, diminuindo a possibilidade de possíveis condenações por parte do judiciário. O problema é que o  diretor da PF parecia seguir diretrizes do judiciário tucano, complicando a vida de Temer, seria preciso um ministro da justiça forte para controlar a PF.

02 - O levante do STF

Fachin parecia decidido a seguir os passos de Teori, o que indicava que Temer e seus ministros teriam poucas chances, foi aí que o PSDB foi atingido na cabeça. Aécio Neves, presidente do partido, foi entregue pelos irmãos batista em gravação e delação, com furo exclusivo do Globo. É impressionante como a Globo não utilizou nenhuma revista ou jornal para vazar tais informações, nem as autoridades mais importantes do país tiveram acesso as tais informações em primeira mão. Assim como nos tempos de Moro, Janot precisava encerrar seu mandato na procuradoria geral com chave de ouro, e a Globo teria a única chance de finalmente completar o seu golpe, derrubando Temer. Foi aí que Gilmar Mendes, juiz de porta de delegacia, famoso por soltar os maiores corruptos do país da cadeia e quase prender o então delegado da PF, Protógenes Pereira que foi afastado e hoje está no exílio,na Suíça, entrar em favor de Temer. Gilmar parece que fez Fachin lembrar de Teori e isso foi suficiente para que muita coisa estranha começasse a acontecer, como a soltura de Rocha Loures, flagrado pela PF recebendo uma mala com propina e que deveria ser um problema para Temer que já estava com a vida enrolada. Lembrando que prisão de Rocha Loures havia ocorrido depois que Michel trocou seu ministro que parecia não estar disposto a arriscar sua pele por ele. Acontece que o tal ministro paranaense, Serraglio, não aceitou outra pasta e reassumiu sua vaga de deputado, deixando Rocha Loures nas mãos da PF. Foi um erro de estratégia terrível do extremismo de Temer, com medo de ser preso. Seu medo só diminuiu quando Gilmar Mendes resolveu mostrar para os companheiros do Supremo com quem eles estão mexendo.

03 - O fim de Sérgio Moro

Apesar de ter começado toda essa "operação mãos limpas", mas com características de Revolução Francesa, não fazia ideia dos objetivos da justiça tucana. Quase destruiu o PT, atrás de Lula, e esse foi o confronto mais esperado da recente história política brasileira.  os coxinhas foram ao delírio, toda a mídia foi mobilizada e o país parou. Os petistas ameaçaram invadir Curitiba e cumpriram, os coxinhas já estavam desamparados pelos golpistas de Temer  e justiça tucana. E pareceu-me que o MBL é muito forte utilizando influência alheia, MPL, mas em Curitiba os galos viraram galinha. O depoimento inicial de Moro, dizendo que Lula não poderia ser preso e que seria um depoimento normal, desmentiu a mídia, os fofoqueiros de internet  e fez Lula crescer mesmo com alguns bolas foras durante o depoimento. A popularidade de Lula cresceu tanto que desistiram de fazer pesquisa. 

04 - A popularidade de Lula 

Todos os cientistas políticos são unânimes em afirmar que os tucanos erraram na estratégia,  e a culpa foi a influência de Aécio Neves que se tornou presidente do partido e não aceitava a derrota para a presidente Dilma. Não aceitar o resultado das urnas foi um grande erro pois são 54 milhões de pessoas acompanhando as decisões da elite eleita por eles. Dilma foi destituída dois anos antes do fim de seu mandato e os golpistas teriam esses dois anos para acabar com todas as conquistas sociais, muito populares e que eles deveriam saber que não seria fácil de concluir com um presidente sem apoio popular como Temer. Eu diria que os golpistas superestimaram a paciência, o conformismo do povo que ganhava 60 dólares mensais e passou a canhar 300 dólares, sem incluir todos os projetos sociais e infraestrutura na saúde, educação e na Polícia Federal. As ideias de Temer assustou o povo e continuará assustando até que haja uma nova eleição em 2.018, e a popularidade de Lula tende a aumentar, principalmente quando ele relembrar dos projetos sociais promovidos pelo PT e aliados.

05 - Ataque a democracia

O povo é quase unânime em afirmar que só uma eleição direta traria a paz no país, mas a burocracia insiste em afirmar que isso é quase impossível em um período de tempo tão curto. Mesmo que isso fosse possível, a justiça tucana e os coxinhas sabem que a popularidade de Lula está muito alta para arriscarem uma eleição direta. A eleição indireta objetivando as reformas, sepulta de vez as aspirações dos tucanos para as próximas eleições, por outro lado, oferecem a chance de Lula voltar nos braços do povo. 

06 - A lógica brasileira

Pessoalmente, e eu vejo como anarquista que sou, mais de quinhentos anos de história do Brasil  em que nada deu certo, toda a nossa história é uma farsa e nossos heróis  são vilões, pior, essas mentiras são contadas nas escolas que tem medo de perder a história que não tem, somos obrigados a desfilar no dia sete de setembro, uma data que forja um farsa descarada de fatos de nosso passado obscuro. Em meio ao caos que se instaurou pelas mentiras e interesses que não se sustentou e que trouxe toda a força de um sistema elitizado e corrupto de volta, a única esperança seria fazer a coisa certa, ou seja, aceitar a derrota e o fato de que o PMDB ainda é mais forte que a Globo e que o STF, STJ, TSE, PGR e PF, estão nas mãos de Temer, e, portanto, o melhor seria lutar contra as suas reformas e pensar nas próximas eleições que, se tudo continuar nesse caminho, será o fim dos grandes partidos e uma mudança completa dos políticos que aí estão, o que não quer dizer que os novos serão melhores, já que temos mais de quinhentos anos de absolutamente nada senão nossa falsa história. Vamos rezar?

By Jânio

STF autoriza volta de Aécio ao Senado

PMDB será o relator da denúncia  contra Temer



segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Ranking dos partidos por prefeituras



Ivan Richard Esposito e Ana Cristina Campos – Repórteres da Agência Brasil
O PSDB saiu do primeiro turno da eleição municipal deste ano como o partido que mais cresceu na comparação com os resultados do pleito anterior, em 2012. Em número de prefeituras conquistadas na eleição de domingo (2), o partido ficou em segundo lugar, atrás do PMDB. O PSDB, que elegeu 695 prefeitos há quatro anos, conquistou agora, no primeiro turno, 793 prefeituras, com crescimento de 14%, e está na disputa do segundo turno em vários municípios.

O PT, que em 2012, havia conquistado 638 prefeituras, caiu para 256 cidades e passou a ser o décimo colocado no ranking dos partidos.

Apesar de não ter passado para o segundo turno no Rio de Janeiro, segundo maior colégio eleitoral do país, o PMDB manteve-se como o partido com maior número de prefeituras. O PMDB fez 1.021 prefeitos em 2012 e, este ano, elegeu 1.028. O PSD passou de 498 prefeitos eleitos em 2012 para 539 neste ano e é a terceira legenda com mais vitórias. Em seguida, vem o PP, que tinha 476 eleitos há quatro anos e agora tem 496.

Mesmo perdendo 46 prefeituras em relação ao último pleito, o PSB é o quinto partido com mais vitórias nesta eleição municipal: 416. Atrás do PSB, ficou o PDT, que conquistou 27 prefeituras a mais do que em 2012, passando de 307 para 334. O PR conquistou 20 prefeituras a mais do que 2012 e passou de 275 para 295, ficando na sétima posição. O DEM perdeu 13 prefeituras, na comparação com 2012, e aparece em oitavo lugar, com 265 prefeituras.

Com 262 vitórias este ano, o PTB encolheu em 37 cidades e está logo à frente do PT, que perdeu 382 prefeituras na comparação com 2012.

Os dados deste ano consideram o resultado em 5.507 cidades em que a disputa foi finalizada no primeiro turno. Em 55 municípios, o pleito foi para o segundo turno e, em seis, o resultado depende ainda de decisão judicial.

Nacionalização do pleito

Para o cientista político e professor do curso de relações internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Maurício Santoro, o cenário político nacional atual influenciou diretamente no resultado das eleições municipais. Para Santoro, a perda de votos do PT deve-se ao fato de o eleitor atribuir à sigla a culpa pela recessão econômica e pelos casos de corrupção investigados na Operação Lava Jato. “O PMDB e o PSDB se beneficiaram muito do clima contra a [presidenta cassada] Dilma [Rousseff] e contra o Lula, e surfaram nessa onda”, afirmou Santoro.

“Houve uma influência das questões nacionais para o bem ou para o mal. A gente não entende a derrota do [Fernando] Haddad [candidato à reeleição na capital paulista pelo PT] sem considerar esse quadro político mais amplo de uma rejeição muito grande ao PT. Se o PMDB e o PSDB foram os dois grandes vencedores, o PT é o grande derrotado”, acrescentou.

Já o professor do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Jorge Almeida disse que o resultado de ontem (2) é reflexo de uma eleição “atípica”. Para Almeida, normalmente é comum existir algum grau de nacionalização de campanhas municipais, o que não se verificou no primeiro turno.

“O cenário só vai se completar quando terminar o segundo turno, mas, de modo geral, o critério para as eleições foram mais as questões municipais. Como regra geral, ninguém queria nacionalizar as campanhas. No campo do atual governo, os candidatos fingiram que não existia governo federal e os ligados ao PT, como regra geral, não exploraram muito essa proximidade”, ressaltou o professor.

Santoro destacou que, embora o resultado do primeiro turno represente uma vitória da base aliada ao governo, os candidatos fizeram a campanha procurando se distanciar do presidente Michel Temer. “Eles não transformaram Temer em um cabo eleitoral. Não foram com ele para comícios, para a praça pública, porque a figura do presidente é impopular, por causa da agenda [de ajuste fiscal e de reformas da Previdência e trabalhista] que ele está implementando, e as controvérsias com relação ao impeachment”, enfatizou Santoro.

Edição: Nádia Franco

Agência Brasil

domingo, 18 de setembro de 2016

Eleições 2.016 - pesquisa para prefeito de São Paulo


Pesquisa Eleitoral para Prefeitura de São Paulo

CandidatoIntenções de Votos (%)
Celso Russomano (PRB)30%
Marta (PMDB)20%
João Doria (PSDB)17%
Fernando Haddad (PT)9%
Luiza Erundina (PSOL)5%
Major Olimpio (SD)1%
João Bico (PSDC)1%
Levy Fidelix (PRTB)1%
Altino (PSTU)0%
Ricardo Young (Rede)0%
Henrique Áreas (PCO)0%
Branco/nulo13%
Não sabe/não respondeu3%

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Venezuela e a decadência da esquerda política na AL



Em um curto espaço de tempo, como num passe de mágica, a esquerda sofreu uma queda absolutamente espetacular na América latina e se a Rússia já tinha motivos para não confiar tanto em sua influência nas Américas, agora terá de tomar as rédeas sozinha.

Que a esquerda seja do contra, todo mundo sabe, mas o problema não é tão fácil assim de ser explicado. O jogo bipartidário é tendencioso para a direita e a esquerda é controlada como um cavalo no cabresto, isso pode gerar violência.

O fato de a esquerda não ter força corporativa pode explicar o motivo de os presidentes socialistas ficarem tanto tempo no poder, se eles saíssem antes, dificilmente poderiam retornar, e isso impediria suas conquistas ideológicas e populares.

Fidel Castro deixou o poder depois de algumas longas décadas, mas noventa por cento das pessoas que o criticam nem imaginam como Fidel chegou ao poder e porquê. Se ele ficasse apenas quatro anos, nada teria mudado, nem para melhor e nem para pior.

Vamos tomar como exemplo o governo militar no Brasil, que a poderosa Rede Globo chama de ditadura, fazendo as pessoas esquecerem que o maior símbolo de ditadura do Brasil não são os militares mas, sim, a própria Rede Globo. A medida de segurança tomada pelos militares em época de instabilidade governamental é normal, ocorre em todos os países, mas o monopólio de informação, isso, sim é anormal, principalmente se for financiado com o dinheiro público em prol de mídias multinacionais.

A derrota da esquerda na Argentina foi a mais destacada e surpreendente. A presidente da Argentina vinha lutando bravamente contra o controle financeiro mundial, patrocinado pelos banqueiros que controlam o mundo. A estatização de empresas de petróleo provocou polêmica e irritou os donos do mundo. Esta também é a vitória mais importante da direita, já que a Argentina nunca passara por um período socialista tão forte.

A derrota dos socialista na Venezuela deixa Maduro com a corda no pescoço, já que sua base conquistou apenas 112 das vagas no legislativo, enquanto a oposição conseguiu 167. 

Só restou o país mais pobre da América, Bolívia, como um representante legítimo do socialismo, e que só não perdeu sua importância poque possui o gás que o Brasil necessita, nem a farsa do pre-sal assustou Evo Morales.

No Brasil, podemos acompanhar de perto como dar um golpe no governo. É impressionante como a burguesia usa a internet como ferramenta de propaganda política, quase nos fazendo esquecer da mídia golpista que sabe que não consegue tirar o governo de outro modo.

Antes das eleições, as notícias eram descaradas e imparciais, indicando uma suposta vitória da direita, parece até que eles subestimavam a máquina corporativa que eles mesmos criaram no governo, um gigantesco cabide de empregos, além das bolsas famílias, escola, ou sabe se lá como isso se chamava antes da era petista. 

O governo petista teria acabado com as reservas internacionais já no primeiro ano se pudesse, Dilma não tem as mesmas ideias de Palocci, mas não pôde, então, escolheu outras formas de distribuir rendas. As bolsas para estudantes no exterior agradou a classe média baixa e isso garantiu a sustentabilidade do governo durante algum tempo. Muito dinheiro para financiamentos, muitas faculdades novas, etc. 

Todo esse poder do governo despertou a inveja do PMDB, provocando uma grande crise na base aliada. Com a crise, a mídia sentiu que era agora ou nunca, e passou a divulgar os escândalos petistas, protegendo a oposição.

É bom que se diga que crise não existe, são forjadas pelas mídias de massa, oitenta por cento do dinheiro tem destino certo, paraísos fiscais.

O PMDB foi jogado contra o PT, enquanto o PT foi jogado contra o PMDB, com direito a cartas vazadas para a imprensa, só se esqueceram de dizer que os dois partidos estão no mesmo barco. O PMDB até acha que deve derrubar o governo para evitar o desgaste, mas nem imagina que afundará junto.

É preciso que se diga que o PMDB nunca protegeu o PT, sempre fez jogo duplo, prova disso é que os corruptos presos são todos petistas. Por outro lado, os petistas ajudaram a conseguir maioria e livrar a cara de famosos como Barbalho, Sarney, Calheiros, etc. 

Se as pessoas tivessem boa memória, lembrariam do escândalo de Renan Calheiros, um dos maiores escândalos da história envolvendo um político, escândalo que a mídia deixou de divulgar, depois que descobriram que politicamente Renan era inatingível.

Tudo leva a crer que Dilma será cassada, principalmente se a votação for aberta, o que ninguém sabe é o que acontecerá com o PT e o PMDB depois. Lembrando que o fato de o PT ter ganhado as últimas eleições deve-se principalmente ao fato das mídias de massa insistirem na volta do PSDB ao poder, e também ao bipartidarismo que matou mais uma oportunidade de termos uma nova força na disputa das eleições, quando o avião do terceiro candidato foi derrubado.

By Jânio

Agonia da direita política

Alegrias de um governo petista

A crise da PPP

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Eleições 2.014 - O dia seguinte




Durante 500 anos o Brasil foi controlado por uma aristocracia implacável, separando o país em dois, e a eleição de 2.014 mostrou bem isso. Como eu já disse várias vezes, num país com mais pobres que ricos, a direita terá poucas chances na era da internet.

De fato, nossa política sempre foi populista e esse populismo sempre foi útil para acalmar a sociedade, diante de tantos políticos orruptos.

Cada vez que pesquisamos algumas das instituições que formam o sistema, como é o caso do STF, notamos que a democracia é uma grande farsa capitalista. Assim como as pessoas não decidem qual será o salário de um político que é eleito com  financiamentos obscuros de empresários e banqueiros interessados no controle do sistema, também não elegemos os ministros do STF.

Essa é uma realidade que nunca interessou muito as mídias de massa, exceto agora que sentiram que dificilmente a esquerda deixará o poder. Não houve muitas mudanças, é verdade, mas foi o suficiente para muitos empresários decidirem investir em outros países

A queda das ações da Petrobrás no dia seguinte às eleições, foi uma mensagem melancólica dos derrotados. A mídia lembrou que o STF poderá estar totalmente sobre o controle da esquerda, apenas um dos ministros não será indicação do governo petista, depois do último pedido de aposentadoria.

A direita continua forte no sul e sudeste, mas o clima ajuda a demonstrar que nem tudo são flores na política de direita. Os candidatos chegam a adiar o comunicado de suas candidaturas por causa das chuvas e, quando acabam as chuvas, começa a seca e a falta de água. Muitos burgueses já sentem a falta do tempo em que Roberto Marinho decidia quem seria o Presidente, ou quando arquivos eram queimados, como foi o caso de PC farias.

A Privataria Tucana e a Mária do Asfalto não foi suficiente para derrubar a direita, até porque o governo sabe que se pressionar a direita, sobrará para a esquerda. Corruptos da direita que escaparam da cadeia graças a supostos problemas no coração, como José Roberto Arruda e outros que tentam sair das fichas sujas, bem que tentam voltar, mas está difícil mostrar suas caras sujas com tantas informações na internet.

Eu vi o final melancólico da carreira de Marina Silva, quando decidiu optar por apoiar direita. É preciso tirar o chapéu para o Aécio, quando se trata de estratégias. Primeiro ele lembrou aos eleitores que Marina era de esquerda, PT, protegendo seus votos de direita, garantindo o bipartidarismo no segundo turno, em seguida, garantiu o apoio de Marina no Segundo turno, sabendo que a maioria dos eleitores de Marina eram de direita.

Eu diria que Aécio só falhou ao divulgar o apoio de Dilma ao seu governo, isso demonstrou que ele se importava com a opinião dela, além de deixar uma suspeita de que os dois eram mais próximos que se imaginava. Enquanto os eleitores do PT poderiam imaginar que isso seria opinião do passado, para os eleitores do PSDB passou a ideia de reaproximação.

Conclusão: Segundo os controladores do sistema, há verdades que só aparecem em época de eleição, outras verdades só aparecem depois das eleições, mas existem verdades que nunca irão aparecer, pelo menos para nós, pobres mortais.

By Jânio

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Obama é eleito indiretamente




Será que um sistema democrático é estabelecido democraticamente ou é imposto por aristocratas?

Vejam bem: Reza a lenda que os EUA são o templo da democracia, mas os presidentes são eleitos indiretamente, ou seja, o total de votos não conta mas, sim, a representatividade da confederação.

Urnas eletrônicas? Nem pensar, afinal, foram eles que inventaram essas parafernálias tecnológicas, o que passa a ideia de que alguém está sendo enganado nessa história da democracia mundial.

(In)felizmente, as eleições são diretas no Brasil, temos até urnas eletrônicas. Quem decide o resultado das eleições é a mídia, ou era, até pouco tempo atrás.

Essa reviravolta da esquerda política no mundo inteiro, poderia ser um sinal do descontentamento dos povos, mas também poderia ser apenas um jogo bipartidário. Esse é o caso dos EUA.

Abraham Lincoln, assassinado, era republicano; John Kennedy, também assassinado, era democrata; Franklin Roosevelt, homem forte da Segunda guerra, era democrata, assim como Harry Truman, o homem que deu a ordem para detonar a bomba atômica.

O presidente eleito nas últimas duas eleições americanas é negro - mostrando como a cultura afro é forte nos EUA - árabe e democrata. Apesar de todas essas características, o presidente não é ousado, nem polêmico e passa longe de preocupar sua segurança.

O Brasil que não tem muita pretensão com as armas, elegeu uma mulher, antes disso, foram 16 anos de governos socialistas, apesar do PSDB ter postura não assumida de direita.

Um presidente não consegue fazer nada sozinho, mas tem uma forte influência sobre lideranças, autoridades e até sobre a própria oposição.

Eleger um presidente afro-árabe, poderia ser uma demonstração democrática, mas também poderia ser apenas marketing politico internacional, para equilibrar as visões positivas e negativas que o mundo tem dos americanos.

Treinam um assassino idealista como Osama Bin Laden, anos mais tarde encabeçam a lista dos mais procurados do FBI com o nome dele.

O caso do Wikileaks já virou teoria de conspiração, mas Julian Assange foi precavido. Odiado tanto pela direita, como pela esquerda, Assange tem muitos aliados famosos e um presidente sul-americano disposto a lutar por ele, evitando que ele siga o caminho de Osama Bin Laden.

Agora, os EUA ameaçam o Irã, sem condições econômicas para cumprir a ameaça, enquanto novas grandes potências avançam, inclusive desenvolvendo tecnologias bélicas.

Aqui no Brasil, com crise ou sem crise, não muda nada na vida dos pobres brasileiros, entretanto, a classe média está muito próxima dos mais pobres, mesmo com eleições diretas.

Nesse jogo político é difícil saber o que é melhor ou pior, já que a vontade do povo não está de fato sendo respeitada, como no caso do quociente eleitoral/legenda

By Jânio

Top 10 nobel polêmicos

Top 10 procurados pelo FBI

O erro americano

A morte de Osama Bin Laden

Imagens de onze de setembro

domingo, 28 de outubro de 2012

Prefeitos eleitos no segundo turno



Pode ser que São Paulo tenha confirmado as pesquisas, mesmo assim, foi um resultado bem diferente das primeiras prévias, onde Fernando Haddad aparecia bem distante do primeiro colocado.

Há muito tempo o PSDB vem fazendo tudo errado e mesmo parecendo que iria se partir ao meio, manteve-se aparentemente unido. Se era forte em São Paulo, já não parece tão forte assim, pior, terá de dividir o poder com o PT em São Paulo, sem se esquecer que o governo federal também é do PT.

O PSD mostrou que a estratégia de mudar o nome do partido, pode ser uma ideia velha, mas funciona. Logo na primeira eleição já mostrou a força da direita política, coisa que não aconteceu com o PSOL, por exemplo.

Se os dissidentes fossem considerados radicais, o PSOL seria considerado extremista de esquerda, assim como o PSD de direita. Mas não é o que acontece na luta pelo poder, onde o partido mais radical seria o PC do B, que vem crescendo e mostrando o descontentamento dos eleitores, como pode ser conferido na lista abaixo: Jundiaí, Contagem e Belford Roxo.

O PSB consolida sua força nas capitais, sendo o partido com mais vitórias. O partido com mais voto é o PT que também continua crescendo, principalmente entre os aliados.

A queda de prestígio de Renan Calheiros possibilitou que Michel Temer arrumasse a casa  no PMDB.

Com exceção do PSB, os partidos pequenos continuam sendo vítimas da força dos banqueiros.

Em Curitiba, o mesmo nome, Ratinho, que levou o candidato para o segundo turno, pode ter pesado no segundo.

Em Salvador, a maldição de ACM continua forte, resta aos baianos torcerem para que a oposição não seja ainda pior.

A vitória em Macapá e Diadema, PSOl e PV, mostra que a luz no fim do túnel  está longe para os pequenos partidos. Mas não são todos iguais, enquanto Gabeira pôde apoiar Serra para Presidente, o PSOL é bem mais neutro.

By Jânio

Prefeitos eleitos no segundo turno das eleições 2012

Belém-PA: Zenaldo Coutinho (PSDB)

Belford Roxo-RJ:  Dennis Dauttman (PC do B)

Blumenau-SC: Napoleão Bernardo (PSDB)

Campina Grande-PB: Romero Rodrigues (PSDB)

Campinas-SP: Jonas Donizette (PSB)

Campo Grande-MS: Alcides Bernal (PP)

Cariacica-ES: Juninho

Cascavel-PR: Edgar Bueno

Contagem-MG: Carlin Moura (PC do B)

Cuiabá-MT: Mauro Mendes

Curitiba-PR: Gustavo Fruet (PDT)

Diadema-SP: Lauro Michels (PV)

Duque de Caxias-RJ: Alexandre Cardoso (PSB)

Florianópolis-SC - César Souza Junior (PSD)

Fortaleza-CE: Roberto Claudio (PSB)

Franca-SP: Alexandre Ferreira (PSDB)

Guarujá-SP: Antonieta Brito (PMDB)

Guarulhos-SP: Sebastião Almeida (PT)

João Pessoa-PB: Luciano Cartaxo (PT)

Joinville-SC: Udo Dohler (PMDB)

Juiz de Fora-MG: Bruno Siqueira

Jundiaí-SP: Pedro Bigardi (PCdoB)

Londrina-PR: Alexandre Kireff (PSD)

Macapá-AP: Clécio (PSOL)

Manaus-AM: Artur Neto (PSDB)

Maringá-PR: Pupin (PP)

Mauá-SP: Donisete Braga (PT)

Montes Claros-MG: Ruy Muniz (PRB)

Natal-RN: Carlos Eduardo (PDT)

Niterói-RJ: Rodrigo Neves (PT)

Nova Iguaçu-RJ: Nelson Bornier (PMDB)

Pelotas-RS: Eduardo Leite (PSDB)

Petrópolis-RJ: Rubens Bontempo (PSB)

Ponta Grossa-PR: Marcelo Rangel (PPS)

Porto Velho-RO: Mauro Nazif

Ribeirão Preto-SP: Dárcy Vera (PSD)

Rio Branco-AC: Marcus Alexandre (PT)

Salvador-BA: ACM Neto (DEM)

Santo André-SP: Carlos Grana (PT)

São Gonçalo-RJ: Neilton Mulim (PR)

São Luís-MA: Edivaldo Holanda Junior (PTC)

São Paulo-SP: Haddad (PT)

Sorocaba-SP: Pannunzio (PSDB)

Taubaté-SP: Ortiz Júnior

Teresina-PI: Firmino Filho (PSDB)

Uberaba-MG: Paulo Piau (PMDB)

Vila Velha-ES: Rodney Miranda

Vitória-ES: Luciano Resende

Vitória da Conquista-BA: Guilherme Andrade (PT)

Volta Redonda-RJ: Neto do PMDB

Direitos autorais: Creative Commons - CC BY 3.0

Prefeitos eleitos no primeiro turno

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Prefeitos eleitos no primeiro turno




01) São Paulo - Eu não gosto de acompanhar as pesquisas mas, pelo que eu me lembre, Russomano estava bem, Haddad mal. Acontece que o PSDB de Serra e o PT de Haddad ficaram quase empatados e vão para o segundo turno - Luta de classes?

José Serra - 1,88 milhão de votos válidos

Fernando Haddad - 1,77 milhão de votos válidos

02) Rio de Janeiro - Os bombeiros estão em baixa e o PMDB em alta, pelo menos foi isso o que mostrou as urnas, com o candidato  Eduardo Paes com mais  2 milhões votos, mais de 60% dos votos válidos.

O candidato do PSOL, Marcelo Freixo, vem bem atrás, 28% dos votos, 900 mil votos.

03) Belo Horizonte

Márcio Lacerda (PSB) foi eleito com mais de 670 mil votos

Patrus Ananias (PT)  ficou com cerca de 520 mil votos

04) Salvador -  Votação vai para o segundo turno

ACM (DEM) - 488 mil votos

Nelsom Pelegrino (PT) -  466 mil votos

Obs: 92% das urnas

05) Porto Alegre

José Fortunati (PDT) - 424 mil votos

Manuela D'Ávila (PC do B) - 141 mil votos

06) Curitiba - Vai para o segundo turno

Ratinho Jr. (PSC) - 332 mil votos

Gustavo Fruet (PDT) - 265 mil votos

07) Recife

Geraldo Júlio (PSB) 453 mil votos

Daniel Coelho (PSDB) 245 mil votos

Comentário: Eu diria que o destaque dessa eleição foi o PC do B, que ganhou em algumas cidades importantes como Olinda, ficou em segundo lugar em Porto Alegre  e disputa até segundo turno em Manaus. No caso do PSB, que já era destaque, tanto no quesito de votação, quanto na escolha de seus candidatos, passa a ser uma das maiores forças políticas nas capitais brasileiras.

Nessa primeira rodada, tivemos uma disputa entre o veterano PMDB e a nova força PSB. PT e PSDB só serão testados para valer no segundo turno.

Entre as maiores cidades que vão para o segundo turno, os três maiores partidos são:

01 - PT

02 - PMDB

03 - PSDB

Entre as grandes cidades, PT venceu em oito e o PSDB venceu em 6.

A oposição deverá ser a grande derrotada dessa eleição, salvando-se apenas o PSDB,

PSDB e PT são os partidos com mais candidatos no segundo turno.

RESUMÃO DA VOTAÇÃO NAS CAPITAIS

01) AC - Rio Branco

2º - turno - Marcus Alexandre (PT) e Tião Bocalom (PSDB)

02) AL - Maceió

1º - turno - Rui Palmeira (PSDB)

03) AM - Manaus

2º - turno - Artur Neto (PSDB) e Vanessa Grazziottn (PCdoB)

04) AP - Macapá

2º - turno - Roberto Góes (PDT) e Clécio (PSOL)

05) BA - Salvador

2º - turno - ACM Neto (DEM) e Nelson Pelegrino (PT)

06) CE - Fortaleza

2º - turno - Elmano de Freitas (PT) e Roberto Claudio (PSB)

07) ES - Vitória

2º - turno - Luciano Resende (PPS) e Luiz Paulo (PSDB)

08) GO - Goiânia

1º - turno - Paulo Garcia (PT) - reeleito

09) MA - São Luís

2º - turno - Edivaldo Holanda Júnior (PTC) e João Castelo (PSDB)

10) MG - Belo Horizonte

1º - turno - Márcio Lacerda (PSB) - reeleito

11) MS - Campo Grande

2º - turno - Alcides Bernal (PP) e Giroto (PMDB)

12) MT - Cuiabá

2º - turno - Mauro Mendes (PSB) e Lúdio (PT)

13) PA - Belém

2º - turno - Edmilson Rodrigues (PSOL) e Zenaldo Coutinho (PSDB)

14) - PB - João Pessoa

2º - turno - Luciano Cartaxo (PT) e Cícero Lucena (PSDB)

15) PE - Recife

1º - turno - Geraldo Julio (PSB)

16) PI - Teresina

2º - turno - Firmino Filho (PSDB) e Elmano Férrer (PTB)

17) PR - Curitiba

2º - turno - Ratinho Jr. (PSC) e Gustavo Fruet (PDT)

18) RJ - Rio de Janeiro

1º - turno - Eduardo Paes (PMDB) - reeleito

19) RN - Natal

2º - turno - Carlos Eduardo (PDT) e Hermano Moraes (PMDB)

20) RO - Porto Velho

2º - turno - Lindomar Garçom (PV) e Dr. Mauro Nazif (PSB)

21) RR - Boa Vista

1º - turno - Teresa Surita (PMDB)

22) RS - Porto Alegre

1º - turno - José Fortunati (PDT) - reeleito

23) SC - Florianópolis

2º - turno - Cesar Souza Júnior (PSD) e Gean Loureiro (PMDB)

24) SE - Aracaju

1º - turno - João Alves Filho (DEM)

25) SP - São Paulo

2º - turno - José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT)

26) TO - Palmas

1º - turno - Carlos Amastha (PP)

Fontes diversas, organizadas por Jânio

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Promessas de eleitores




Promessas de políticos deixaram de ser levadas a sério há muito tempo, o discurso retrógrado está fadado ao fracasso. Os novos políticos procuram não subestimar a inteligência dos eleitores e inspiram outros candidatos que criam discursos semelhantes.

Com a velocidade das informações, tornou-se quase impossível manter-se impassível diante do público.

As grandes lideranças criam seus projetos que são submetidos aos demais candidatos, suas opiniões inevitavelmente chegam aos eleitores e mesmo quando isso não acontece, são considerados políticos dispensáveis, dificilmente conseguem se reeleger.

Traduzindo: Com tantas informações circulando e com o potencial da internet, torna-se indispensável que o candidato esteja na mídia e, melhor, esteja bem. Seus eleitores querem saber a sua opinião, exigem isso.

Tornou-se necessário, mais do que nunca, que o político faça política, preocupando-se com seus companheiros de partido mas, principalmente, com seus eleitores, são eles que devem decidir o seu futuro.

O político deve ter consciência que só terá autoridade se houver respeito a lei e ao povo, deve estar ciente de que não manda mas executa, não é o patrão e, sim,  um servidor.

Outro dia, um candidato fez uma relação de suas principais obras mas, sendo um funcionário público, não me convenceu. Servidores públicos tem obrigação de atender aos anseios do povo e não devem achar que fizeram muito, mas apenas a sua obrigação.

O candidato insistiu, prometendo o que faria pessoalmente por mim. Nesse momento eu avisei-lhe que a política tinha mudado. Agora, eu disse, o político tem de fazer antes, a época das promessas já passou.

 - Eu não tenho dúvidas de que o senhor terá muitos votos por onde executou suas obras mas, aqui, ainda ficou devendo - lembrei-lhe.

 - Pelas obras que eu fiz, o senhor pode ver que eu posso atender também o seu bairro mas, para isso, o senhor tem de me eleger - insistiu.

 - Depois que suas obras chegarem aqui, mesmo sendo sua obrigação, como servidor público, eu terei motivo para votar no senhor - concluí.

Sem querer, eu estava fazendo, ali, a minha promessa de eleitor.

Eu achava quase impossível que as obras chegassem até a minha casa, afinal, desde que eu me conheço por gente e acompanho a política, sempre prometeram e nada foi feito.

Acontece que as obras chegaram, em cima da hora, e será quase impossível de concluí-las antes das eleições.

Eu até entendo que as obras sejam executadas todas na época da eleição, já que o brasileiro tem memória curta, entendo que o meu bairro foi o último a ser atendido, mesmo sendo um dos mais antigos da cidade, mas eu fiz questão de dizer isso para o candidato e acho que isso é novidade na política moderna.

By Jânio

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O fim do império americano




Antes da operação que resultou no assassinato mais caro da história, Barack Obama enfrentava queda de sua popularidade, talvez até por isso ninguém tenha acreditado na morte de Osama Bin Laden.

Desde a época do ataque de onze de setembro, o governo norte-americano falava da impossibilidade de sobrevivência de Osama Bin Laden. Na época, o governo dos EUA afirmava que Bin Laden teria problemas sérios de saúde nos rins, devido ao fato de ter passado a vida em campos de batalha, boa parte desse tempo como aliado dos Estados Unidos, fato que tornaria a sua sobrevivência impossível.

Diante desses fatos ficou uma grande questão, ou os EUA estariam mentindo antes, ou estão mentindo agora. O motivo da mentira, evidentemente, seria para alavancar a popularidade de Barack Obama para a próxima eleição, uma estratégia um pouco menos desastrosa que os governos anteriores, mesmo assim incompatível com os novos tempos.

Depois da operação que matou Bin Laden, Obama teve um aumento em sua popularidade, mas a crise econômica impossibilitou que esse aumento se mantivesse por muito tempo. É justamente no setor econômico que Obama enfrenta seu maior problema com popularidade.

A economia precisa de dados concretos, para acalmar os empresários, e a realidade mostra dados desagradáveis para esse grupo de pessoas bem informadas.

Apesar disso, Obama também não tem adversários, os republicanos ainda não se recuperaram de suas decisões mal pensadas, ou pensadas demais mas de maneira discutível.

As próximas eleições americanas poderão trazer resultados nunca esperados pela democracia, mostrando que a verdadeira democracia deve controlar o capitalismo e não o contrário.

É claro que estamos falando dos EUA. No Brasil enfrentamos uma situação bem diferente, aqui o passado está apenas começando.

O Brasil começa a sentir o gosto do capitalismo, apoiado pelo socialismo capitalista chinês e com uma oposição que entende mais de acordões do que de política.

Mesmo na política externa, Barack Obama não tem onde se apoiar. Os emergentes trazem enraizadas em suas tradições anti-sociais as marcas da miséria, tendo como símbolo a ditadura da China.

No Oriente Médio, as quedas dos ditadores do Egito e Tunísia, motivando outros movimentos populares na Líbia, Bahrein, Síria, Iêmen e Jordânia, mostram o fim do império americano.

Em minha modesta opinião, os novos tempos exigem mudanças rápidas.

As mudanças rápidas só seriam possíveis se as decisões fossem tomadas baseadas na lógica, independente de manipulação e interesse.

Resumindo: Está na hora da elite abandonar os ossos e a caveira, promoverem novas organizações populares, transparentes. Lembrando que, normalmente, quanto menores as orgs, maior será sua representatividade democrática.

Veja os números de Obama:

Quarenta e cinco por cento dos norte-americanos acreditam na reeleição de Obama.

A aprovação do presidente dos EUA, depois do assassinato mais caro da história, ficou em 49 por cento.

Apenas 34% acreditam em sua gestão econômica.

Gallup - aprovação de Obama era de 46%.

By Jânio