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sábado, 25 de julho de 2015

Esporte de pobre


Há um ditado que diz: "Pobre só vai para frente quando a polícia corre atrás".

Essa frase expressa bem algumas modalidades olímpicas dos jogos pan-americanos de Toronto. Enquanto a natação saiu com dez medalhas de ouro dos jogos, o atletismo sonha em conseguir pelo menos dez medalhas de prata. É sobre a sina do atletismo que trata este texto, a sina de pessoas pobres.

Infelizmente a  Rede Record, talvez inspirada pelas igrejas pentecostais, não tenha contado as histórias destas pessoas pobres, como várias outras tvs fizeram durante décadas. Histórias policiais bizarras parecem ter o script pronto, então, por que não pegar as histórias prontas?

O que ninguém sabe é que as tristes histórias dos atletas olímpicos também já estão anunciadas. Basta conversarmos dez ou quinze minutos com algum maratonista ou outro atleta para conhecermos suas histórias.

Em meio a tanto sofrimento, alguns brasileiros sonham em acertar na loteria ou na tele-sena, sem notar os bilhões que saem da Caixa Econômica ou outros bancos públicos, através de contatos políticos. Vamos relembrar alguns desses casos famosos de sucesso, em meio ao sofrimento do esporte.

Robson Caetano - foi o primeiro atleta do país a se consagrar na prova mais veloz do atletismo. Além de representar o país muito bem nas olimpíadas, também ajudou a elevar o nível da modalidade nos jogos pan-americanos.

Robson Caetano ficou famoso por denunciar a falta de apoio dos atletas que só eram reconhecidos quando se  tornavam celebridades. Devido aos seus discursos inflamados, hoje ele é um dos comentaristas mais disputados pelas TVs, um dos mais bem pagos também.

Joaquim Cruz - durante muito tempo foi considerado o único atleta brasileiro detentor de recorde olímpico. Mas a vida nem sempre foi assim tão alegre para ele.  

Joaquim Cruz sofreu na pele a falta de apoio e  quando finalmente ganhou a tão sonhada medalha de ouro solitária nas olimpíadas, foi-lhe oferecido um prêmio em dinheiro. Além de recusar o dinheiro, sugeriu que o dinheiro fosse oferecido a quem não havia conquistado nenhuma medalha, deixando claro a sua mágoa pela injustiça com os atletas.

Mais tarde, Joaquim ainda chamou a atenção para a aparência bombada de alguns atletas olímpicos, deixando claro que a tecnologia anti-doping estava perdendo feio para as drogas farmacológicas utilizadas pelos atletas. 

Zequinha Barbosa - entre os ganhadores de medalhas mais famosos, Zequinha talvez seja o que mais tenha sofrido com a falta de reconhecimento, mesmo sendo um dos melhores do mundo em sua modalidade.

O ensino de línguas avançou muito no país, nota-se pela quantidade de brasileiros que fazem sucesso lá fora, a natação deixa bem claro esse perfil mais elitizado dos atletas olímpicos, já o atletismo continua sofrendo e vivendo de milagres para poder participar, exceto aqui no Rio, quando todos poderão viajar até de bicicletas.

Esporte de competição por equipes vivem uma realidade bem diferente, alguns conseguem até jogar em dois campeonatos simultaneamente. O vôlei até conseguiu um descendente olímpico, o vôlei de praia, além de chegar a competir com o futebol em número de praticantes.

Entre as equipes, o handebol foi uma das modalidades que mais evoluíram nos últimos anos, apesar de ser ensinado e praticado pelas escolas normais.

Lembrando que o Brasil, por ser sede, terá direito a ter um esporte especial local de exibição.

By Jânio

O que os jogos pan-americanos nos mostram

Medalhas de ouro ganhas pelos brasileiros na primeira semana


sexta-feira, 19 de abril de 2013

Torcendo contra o Brasil




O mundo inteiro torce contra o Brasil, e não é só no futebol, não, é na economia, política, sociologia, etc. Ironicamente, essa torcida dos contras ajudou a manter uma certa disciplina em nossa bagunça, apesar dos roubos de dinheiro e contrabando de ouro, pedras preciosas, sonegação, etc.

Durante muitos anos o Brasil caminhou na corda bamba, com muito dinheiro, mas sem nenhuma reputação, já que não temos reservas em ouro.

Acontece que o Brasil aprendeu a viver na m****, os brasileiros aprenderam a viver sem sonhos e os poderosos ameaçaram criar uma tradição de ladrões, passando o fruto de seu roubo de geração para geração.

Essa crise mundial deixou o Brasil numa situação privilegiada e até reputação de rico, coisa que nunca tivemos, foi nos concedida.

Ganhamos a Copa e as Olimpíadas de uma única vez. Os capitalistas ocidentais realmente acreditaram no Brasil por um tempo, enquanto FHC defendia a privatização e a globalização, financiando os grandes fazendeiros - o socialismo nunca mais seria o mesmo.

O governo do PT mudou todo o cenário político-sócio-econômico do país e, mesmo sem reputação nenhuma, o Brasil conseguiu crédito, avalizado pela China. Os especuladores que enriqueceram no governo FHC, colocaram o r*** entre as pernas e desapareceram - a moeda nacional nunca foi tão forte, a partir daí.

Era muito dinheiro para a nossa pouca ideologia, então, políticos de direita passaram a migrar para os partidos de centro, procurando se aproximar do dinheiro público. Até ex-políticos cassados, processados, amaldiçoados, voltaram ao cenário político nacional, graças a um veículo de comunicação que não falha quando o assunto é publicidade política, a TV.

Para não dizer que sou pessimista, eu confesso que o Brasil está melhorando, eu não posso dizer para quem, mas está melhorando.

Se, em nossa ignorância, sempre culpamos a polícia pelas injustiças da vida brasileira, agora descobrimos que é a própria justiça a culpada por nossos problemas, ou seja, o judiciário.

O STF faz um joguinho, tentando se valorizar e escapar das rédeas da política, mas não consegue mais do que consolidar o elitismo brasileiro de quinhentos anos.

Escândalos do judiciário passam a estampar as manchetes dos sites, mafiosos como Roberto Marinho e Ricardo Teixeira saem de cena, parecendo que o país vai melhorar, mas tudo continua na mesma. A máfia de Ricardo Teixeira continua lá, firme e forte, inclusive fazendo alianças com a poderosa Rede Globo.

No país, parece que tudo está bem, mas a mídia internacional mostra o que a Globo e Ricardo Teixeira fizeram durante muito tempo, nem João Havelange escapa.

O ataque de onze de setembro colocou Maluf na mira da polícia internacional, demonstrando o preconceito dos países ricos contra os bandidos com nome árabe, libanês, ou sabe se lá de onde seja.

O Juiz Lalau foi pego pela polícia federal, Fernando Collor foi cassado, mas nem tudo são flores.

A morte de PC Farias demonstrou como a direita é forte, capaz de manipular a elíte da polícia mais poderosa do país. O arquivo demorou para ser aberto, mesmo assim, nunca saberemos os nomes dos bois, ou das bestas que estavam envolvidos no esquema de PC.

O PT bagunçou toda a ordem da corrupção, incapaz de organizar e gerir a criminalidade, foi pego em cada golpe e o mensalão entrou para a história suja do país.

Agora torcemos contra o país, para ver se esses pilantras vão para a cadeia, mesmo sabendo que o único pilantra preso, Maluf, foi preso por pressão internacional, para evitar que o país fosse alvo de boicote.

Os países ricos, mesmo durante a crise, mantém seu IDH, ou seja, não sacrificam o povo pela economia. Isso pode ser observado na Argentina também, que passou por uma crise econômica recente terrível, mas continua na elite dos países mais desenvolvidos socialmente, contrariando o que é divulgado pela TV.

É por isso que algumas pessoas torcem para a Argentina, quando ela joga contra o Brasil. É por isso que o mundo inteiro está sempre torcendo para que nosso país não tenha muito sucesso em nenhuma área, eles acham que se o país quebrar, a situação dos pobres irá melhorar, ou seja, o governo será forçado a ser popular, agradar o povo.

Logo se vê que eles não sabem que durante quinhentos anos fomos domesticados e que, em caso de crise, o povo brasileiro passaria fome, mesmo sendo o maior produtor de alimentos do mundo.

Nossa infra-estrutura é tão ruim que já é melhor viajar de avião que viajar de carro. Talvez no futuro a produção passe a escoar por dutos, canais, através de gravidade, ou talvez passe a escoar por trens, mas será muito difícil que as rodovias possam ser recuperadas por governos tão ligados às empreiteiras que estão mais interessadas em roubar que em construir.

By Jânio

Ranking de países pelo IDH 2.013

Trinta anos de escândalos na política

Mapa de ricos do Brasil

Julgamento do mensalão

Seguranças de PC são presos


terça-feira, 24 de julho de 2012

Paraíso dos ricos



Quando os brasileiros querem ganhar dinheiro, viajam pelo mundo inteiro lavando privadas; quando os estrangeiros querem ganhar dinheiro no Brasil, quem lava as privadas são os próprios brasileiros - acho que nós já estamos acostumados.

Para arrumar um bom emprego no Brasil, é muto importante ter um nome estrangeiro - italiano, alemão, etc. Nomes como Paulo Roberto, Luis Carlos, não significam muito e tem de ser traduzido para outras línguas.

Mas não são só os pobres que viajam pelo mundo, os executivos também, e não são só os brasileiros.

O mercado globalizado começou a se insinuar no Brasil, novamente. Pessoas importantes do mercado financeiro dizem que os bancos europeus devem se unir, tudo o que o mundo não precisa, quase um apocalipse, sob o ponto de vista socialista.

Enquanto isso, no Brasil, as operadoras de celular, cujos donos trocam de lado como quem troca de roupa, terão de compartilhar suas antenas, se quiserem estar preparadas para a geração 4G. Estaria tudo bem se fosse só isso, mas é assim que começa o fim da concorrência - Compartilhamentos, acordos e dependência.

Cidades favoritas dos investidores:

01 - Xangai 14% - No exterior, o mundo virou um caos,  com empresas aproveitando a mão-de-obra escrava da China, com a parte financeira controlada pelos Rothchilds e Rockfeller. Xangai ainda tem a zona portuária, o país que mais cresce  no mundo, tanto economicamente, quanto tecnologicamente, como seu aliado.

02 - Londres 14% - A Inglaterra (Londres) disputa com os EUA (Nova York), como o maior centro financeiro do mundo. Certamente é para lá que os americanos enviam seus executivos, assim como executivos do mundo inteiro.

03 - Cingapura 4% - Pode ser menor em território e população que a China, mas conseguiu obter êxito às custas de muito trabalho. Quinze por cento da população  são milionários, com mais de um milhão de dólares em patrimônio.

04 - Berlim 4% - A Alemanha é, depois de Londres, o maior centro financeiro da Europa, o país mais forte do Euro. Além da área financeira, Berlin ainda é referência em tecnologia.

05 - Amsterdã 4% - A holanda é escolhida por quinhentas grandes empresas internacionais, para instalar suas filiais.

Em todas as listas elaboradas no mundo, desde melhor lugar para viver, trabalhar, etc., a austrália sempre está entre as melhores, principalmente para os executivos.

06 - Camberra 4%  - e Sydney são bons exemplos de cidades do futuro.

07 - Hong Kong 3% - A mais ocidental das cidades (Estado) da Ásia, Hong Kong possui o maior centro financeiro da Ásia. Segundo lugar para negócios, na Ásia, nona moeda mais forte do mundo, etc.

08 - São Paulo 3% - O Brasil aparece na lista das melhores cidades para executivos, graças a cidade de São Paulo. São paulo não é apenas popular entre os emigrantes, é o centro comercial e financeiro da América do Sul.

Sendo uma das cinco maiores regiões metropolitanas do planeta, 63% das empresas estrangeiras escolheram São Paulo como a melhor cidade brasileira para transferências internacionais.

09 - Mumbai 2% - Assim como o Brasil, a Índia é um país de desigualdades. Deve ser por isso que Mumbai aparece na lista justamente atrás de São Paulo.

10 - Bruxelas 2% - A Bélgica, Holanda e Luxemburgo, formaram o primeiro mercado comum do mundo e inspiraram outros, como o mercado comum europeu. No caso específico da Bélgica, sua abrangência comercial vai de diamantes a petróleo - Precisa mais?

OBS: Para investir em determinados países, as empresas analisam sua infraestrutura, reputação, risco, etc.

Para evitar o capital especulativo, com o qual o país não está preparado para lidar, por ser uma economia extremamente conservadora e frágil, para não dizer outra coisa pior, o Brasil adotou medidas de restrição, evitando investimento de curto prazo, investimentos que tem de pagar uma taxa maior de impostos.

Assim, enquanto o mundo inteiro sonha com um boom especulativo pró, o Brasil evita essa especulação a seu favor. Só quem poderia explicar isso são: PC Farias, Tancredo neves, Celso Daniel, etc., infelizmente, eles já estão mortos.

Fonte: Sullivan

Comentários, texto e tradução: By Jânio

Melhores países em ambiente de negócios


Melhores países segundo o IDH

Os países mais ricos das Américas

Cidades mais odiadas pelos turistas

Paraísos fiscais


domingo, 6 de maio de 2012

Site promove encontro de ricos com pobres





"Pessoas bonitas não precisam de dinheiro para viajar". Este é o slogan de um novo site que conecta as pessoas ricas às pessoas atraentes, que além de encontros não querem pagar pela viagem.

Esta página web americana denominada Miss Travel é uma agência de contatos criadas com finalidade de satisfazer o desejo tanto de homens e mulheres solteiros que querem viajar pelo mundo, mas não tem recursos econômicos suficientes, como esses endinheirados que, cansados de fazer turismo solitário, estão dispostos a custear a viagem de seu, ou sua,  acompanhante.

Diante das polêmicas de todo tipo pela criação deste portal, Brandon Wade, fundador do site, diz que a Web é como um bar em algum lugar onde as pessoas com interesses em comum, nesse caso a paixão por viajar, conhecem-se e decidem conhecer o mundo juntos. Além disso, segundo Wade, "é muito mais fácil se apaixonar viajando por lugares exóticos".

No site o usuário pode escolher registrar-se grátis como "atraente" ou pagar 50 dólares e juntar-se ao grupo dos "generosos".

Desde o lançamento do site, no começo de abril, cerca de 16.000 usuários, 70% dos registrados, já formam parte da comunidade Miss Travel e sonham em fazer a viagem de sua vida grátis.

Fonte: RT-TV

Comentários: Como podemos notar pelo texto acima, trata-se de um site para feios e bonitos, onde os feios entram com o dinheiro  e os bonitos com a beleza e simpatia.

Eu, pessoalmente, não notei nenhuma diferença com os acordos fora da internet, mas eu ainda preciso pesquisar melhor o site, afinal, sem uma ferramenta de reputação, fica difícil saber quem é de confiança, além disso, esse tipo de relacionamento, baseado em dinheiro/beleza, é muito perigoso.

É aquela velha história de sempre, na teoria  é tudo muito bonito, mas na prática não funciona.

Se pedíssemos para que o dono do site se responsabilizasse pelos encontros, será que ele toparia? Como eu disse, eu ainda tenho que pesquisar melhor, mas vale a curiosidade.

Hoje em dia, as meninas que tem mais liberdade costumam ganhar muitas viagens como essas e sempre haverá um homem disposto a oferecer viagens gratuitas. Naturalmente, há uma diferença entre aceitar e planejar uma viagem com uma pessoa conhecida e negociar uma viagem planejada virtualmente, com alguém que nunca vimos antes, só de lembrar das histórias de canibais pelo mundo afora e do filme Psicose, já dá calafrios pela espinha.

Lembrando que o perigo é para ambas as partes, mas quem não tem dinheiro sempre estará nas mãos do outro, essa é a principal regra do poder.

Eu conheci um veterano na internet que costumava dizer: "Eu me mantenho à distância de tudo o que é grátis ou muito barato".

Se quiser saber como é a vida de pobre, é só ler esse post. Quanto mais longe de casa, falta de conhecimento da língua, amigos, parentes, apoio, maior o perigo.

Adaptação do texto e comentários: By jânio

Vida de pobre

Porque pobre só tem direito de morrer


Pobre não tem medo de ladrão


segunda-feira, 5 de março de 2012

Vida de rico




Há vários tipos de ricos  e os burgueses, classe média alta, são ricos que não tem a pretensão de serem patrões e preferem servir, sendo conhecidos e respeitados como ricos.

Os verdadeiros ricos, seus patrões, banqueiros, lobistas, consultores, são muito discretos e raramente são vistos.

Os verdadeiros ricos fazem parte de um pequeno grupo de pessoas ligadas ao poder, são mais conhecidos pela imprensa internacional que no país  onde moram.

Os ricos de fachada, burgueses, são funcionários que  ganham salários que o pobre sequer sonha, alguns gostam de processar empresas de comunicação que expõem seu nome, e nem é pelo dinheiro, mas pelo poder que exercem. Outros trabalham em redes de TV e ganham salários que não gostam de revelar, mas acaba vazando, são fundamentais no papel de formação planejada de opinião pública.

Os patrões ricos tem como característica principal, identificar talentos, pessoas capazes de descobrir tesouros, com grandes idéias e habilidades. Alguns desses talentos despertam tanto a admiração desses patrões ricos que acabam se tornando da família, literalmente falando.

Também há ricos playboys, aqueles que  fazem questão de ter uma namorada bonita, as Marias-banqueiros ou marias-empresários, mas essas nunca tem bens em seu nome, pelo menos enquanto não provarem que merecem. Para os patrões ricos, seu gerente ainda é mais importante que suas namoradas.

Grandes empresários só conhecem a língua do dinheiro, e acreditam que tudo pode ser conseguido através do dinheiro, mas espertos que são, utilizam o dinheiro apenas como um meio para adquirir bens.

Empresários passam o tempo pensando em negócios e raramente deixam passar uma oportunidade. Nem sempre terão um herdeiro a altura, mas quando identificam alguém com talento suficiente, fazem questão de passar sua administração para o escolhido.

Não temos tantas tradições de homens ricos no Brasil, a maioria prefere manter suas fortunas em infernos fiscais. O banqueiro brasileiro Daniel Dantas ficou conhecido no mundo inteiro, chegando a ser citado pela Financial Times.

Ser rico no Brasil, sempre representou ser desonesto, por isso, ninguém gosta de ser chamado de rico por aqui, exceto algumas famílias que criaram verdadeiras comunidades em torno de si, sem muito contado com outras classes da sociedade.

Ricos gostam de criar ONGs, isso tem se tornado cada vez mais comuns. Os ricos transferem toda a sua fortuna para suas ONGs e  administram-nas acompanhados de seus funcionários de confiança.

Outro comportamento assustador de homens ricos, tem sido a sua capacidade de formar grandes consórcios, que por sua vez formam grandes corporações. Os bancos pagam juros altos para atrair capitais de pessoas ricas, inclusive negociando pessoalmente com elas.

Pessoas Ricas são o oposto das pessoas pobres e quase nunca as encontram, sempre vivendo por cima, mas, pelo menos uma vez na vida, os ricos tem de descer e encontrar os pobres, esses encontros nem sempre são amigáveis.


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Vida de Pobre

By Jânio

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Países mais pobres do mundo



País menos desenvolvido ou Least developed country (LDC) é o nome dado a um país que, de acordo com as Nações Unidas, apresenta os menores indicadores de desenvolvimento sócio-econômico e com o menor Índice de Desenvolvimento Humano das classificações de todos os países do mundo.

Para entrar para uma lista de países menos desenvolvidos, um país precisa preencher esses critérios:

Renda trienal de menos de 905 dólares, para sair da lista deverá ultrapassar os 1.086 dólares.

Baseando-se em indicadores de nutrição, saúde, educação, alfabetização de adultos, vulnerabilidade econômica (com base na instabilidade agrícola, exportações de bens e serviços, importância econômica de atividades não tradicionais, concentração de exportação de mercadorias, deficiência de pequenez econômica e a porcentagem de população deslocada por desastres naturais.

Os critérios são revistos a cada três anos, pelo comitê de politica de desenvolvimento da ONU e do conselho de desenvolvimento

A partir de 01 de janeiro de 2.011, a lista de países menos desenvolvidos listaram quarenta e oito países.

Desde o início da classificação de países menos desenvolvidos, apenas três países se habilitaram a deixar essa lista, passando a países em desenvolvimento.

01) Botswana - Em 1.994, a Botswana foi o primeiro país a deixar essa lista.

02) Ilhas de Cabo Verde - Em 2.007, foi a vez das ilhas de cabo verde.

03) Maldivas - Foi o terceiro país a alcançar o status de país em desenvolvimento.

Guiné Equatorial, Samoa, Tuvalu, Vanuatu, são os países com mais possibilidades de deixar o grupo de países menos desenvolvidos.

Os países menos desenvolvidos estão distribuídos de acordo com as seguintes regiões: África (33 países), Ásia (14 países), América (01 país).

A classificação da ONU é discutível, considerando essa baixa renda. Podemos notar que os países com maior chance de desenvolvimento, são os países de território pequeno.

É muito fácil promover uma organização como a ONU, através de países com pequeno território e população.

Guerra civil, corrupção política e falta de estabilidade político-social, são fatores que podem levar um país a se encontrar em condições de extrema pobreza.

Autoritarismo, ditadura, cleptocracia e até problemas de saúde pública como a AIDS, são verificados em países subdesenvolvidos.

Note, no entanto, que as características acima, geralmente não se aplicam a países menos desenvolvidos localizado na Oceania. Quiribati , Samoa , Tuvalu e Vanuatu são democracias estáveis politicamente, e a falta de qualquer forma de guerra civil ou étnica.

Isso nos leva a conclusão de que a pobreza pode ser consequência de canibalismo econômico, onde nem todos os povos reagem da mesma maneira. Isso poderia explicar a ausência de conflitos em alguns países pobres, mas isso a ONU não pode publicar.

Embora tenham economias pequenas, muitas vezes dependentes de monoculturas , a população geralmente não sofrem de pobreza extrema, graças a um duradouro setor de subsistência na economia.

As Ilhas de Salomão são as únicas da Oceania atualmente afetadas pela instabilidade política e tensões étnicas.

 ÁFRICA  (33 países)

 Angola

 Benin

 Burkina Faso

 Burundi

 República Central Africana

 Chad

 Comoros

 República Democrática do Congo

 Djibouti

 Guiné Equatorial

 Eritreia

 Etiópia

 Gâmbia

 Guiné

 Guiné-Bissau

 Lesotho

 Libéria

 Madagáscar

 Malawi

 Mali

 Mauritânia

 Moçambique

 Niger

 Ruanda

 São Tomé e Príncipe

 Senegal

 Serra Leoa

 Somália

 Sudão

 Togo

 Tanzânia

 Uganda

 Zâmbia

ASIA (14 países)

 Afeganistão

 Bangladesh

 Butão

 Camboja

 Timor Leste

 Laos

 Mianmar

 Nepal

 Iémen

 Quiribati

 Samoa

 Ilhas Salomão

 Tuvalu

 Vanuatu

AMÉRICAS (1 país)

 Haiti

Fonte: Wikipedia



quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Famílias abandonadas




Hoje, eu vi uma notícia muito interessante, relacionada ao futuro de delinquentes com menos de doze anos. Está se tornando cada vez mais comum, uma criança de dez anos roubar ou destruir propriedades privadas.

Quanto às medidas a serem tomadas, cada pessoa tem uma opinião:

Num país de disciplina rígida, como a Inglaterra, uma criança de dez anos poderia ser condenada a pena de morte, mas, depois da última polêmica, a pena de morte foi transformada em prisão perpétua.

Antes que se chegue a esse ponto, há um processo longo em internatos, abrigos para menores deliquentes ou cadeias juvenis. Casos de crianças delinquentes são raros em países desenvolvidos.

Famílias desestruturadas, como está ocorrendo no Brasil, resultam em menores abandonados ou malcriados, delinquentes juvenis. Um problema que deixa dúvidas é o que fazer com eles.

O Brasil tem duas faces, de um lado o cartão postal das grandes regiões metropolitanas, impulsionado pela classe média alta e pelo funcionalismo público de alto escalão, que detem o poder em suas mãos, do outro lado estão os favelados, pobres e classe média baixa, tentando sobreviver.

O lado mais pobre procura deixar seus filhos em creches, para que a família toda possa trabalhar. O problema é que nem todas as crianças podem ficar em creches ou escolas e, nesse caso, a sorte é lançada.

Se com uma família decente já há o risco de uma criança sair do bom caminho, imaginem uma criança sem família.

Enquanto essas crianças estão nos morros, em comunidades das favelas, não incomodam as autoridades, o problema é quando esses problemas descem dos morros.

Normalmente as crianças delinquentes, com mais de doze anos, ficam em instituições como a FEBEM, Fundação Estadual para o Bem Estar do Menor, mas como o problema está aumentando, querem mudar a lei. Prender uma criança com menos de dez anos, seria muito bom para a alta sociedade brasileira, mais uma lei imperialista para satisfazer os ricos.

Pagar um salário mínimo para uma mãe solteira, seria um escândalo. O que ninguém imagina são as consequências na mente de uma criança, dentro de uma prisão.

Por muito menos, sociopatas como Wellington Menezes e Andrew Breivik causaram chacinas, eternizando seus nomes nas enciclopédias e livros de Direito, Sociologia, Teologia, Psicologia e outros. Essa é a glória dos desgraçados.

By Jânio

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O abandono das escolinhas


No sertão do nordeste, os professores não tem força para brigar com os Prefeitos, alguns usam o próprio salário para comprar cadernos e lápis para os alunos que não tem nem o que comer.

Alguns alunos insistem em estudar em escolas que chovem dentro das salas, em escolas que ameaçam cair.

Em regiões mais ricas, como no Sudeste, as escolas são melhores mas os salários dos professores diminui a cada dia que passa. Os professores reclamam que as mídias não estão dando a cobertura que os protestos e greves merecem, o que nos faz pensar em interesses ocultos nos meios de comunicação.

A greve dos bombeiros nos mostrou a que ponto chegou o seu salário e como os funcionários públicos estão sendo escravizados pelo Governo, talvez isso explique o porquê de um atendimento tão ruim. Ninguém tem amor pela profissão, todos trabalham pensando o tempo todo em sobreviver, sem se importar com as consequências desses problemas.

Ficção - Não se sabe quando surgiu a primeira escolinha da ficção, mas eu imagino que a escolinha do chavez deva ter surgido na década de sessenta. Depois dela, várias outras escolinhas tiveram o seu momento de fama, inclusive no Brasil.

A maioria das escolinhas da ficção foram abandonadas, já que não havia interesses por parte dos responsáveis.

Nas escolinhas da ficção, todos os alunos são estúpidos e seus professores são improvisados e não tem nenhuma autoridade sobre os alunos.

Raramente se aprende algo nas escolinhas da ficção, bem diferente das escolas reais, servindo apenas para massagear egos de professores e alunos famosos.

Nas escolas reais, a educação é um risco para os poderosos estúpidos que chegam a comprar cadeiras na Academia Brasileira (Portuguesa) de Letras.

Só esperamos que, um dia, as escolinhas reais não se transformem em escolinhas de ficção.

By Jânio

terça-feira, 19 de julho de 2011

A glória dos desgraçados



Ninguém gosta de ser chamado de rico no Brasil, já que para ser rico, seria preciso cometer crimes. É impossível ser rico, com as taxas de impostos que são cobradas.

A vida dos pobres também não agrada os ricos, já que os pobres brasileiros são vistos, pelos ricos, como miseráveis. Filas de hospitais, escolas públicas, lojas populares, nem pensar, rico exige respeito.

Depois de quase dez anos de socialismo, tanto de direita, quanto de esquerda, os pobres finalmente conseguiram status de protegidos do Estado. São muitos projetos sociais, para tentar dividir o pouco das riquezas que não foram roubadas.

Ajuda, para quem ganha menos de um salário mínimo - é difícil de acreditar que alguém viva com 1/2 salário mínimo - salário para quem está preso - se todos são contra o salário para presidiário, imaginem se o governo pagar salário para mãe solteira.

O velho ditado "quem não chorar não mama", nunca fez tanto sentido.

A Inglaterra criou a Eugenia racista como uma forma de controlar o poder, não deu certo para a democracia. A sociedade foi então dividida em classes, para evitar que os pobres se identificassem uns com os outros e fossem maioria, e deu certo até a grande crise mundial.

As pessoas que reclamam, através de sindicatos e associações, poderão ter direito a beneficios do governo. Pessoas mais organizadas, educadas, terão informações sobre direitos negados ao resto da população mais pobre.

A decisão da OAB de barrar bacharéis mal formados, acaba com o sonho da classe média baixa de ter advogados populares, ficando todos na classe dos pobres, ou seja: "Você está preso. Você tem o direito de permanecer em silêncio; tudo o que você disser poderá e deverá ser usado contra você no tribunal. Você tem o direito de ter um advogado presente durante qualquer interrogatório. Se você não puder pagar um advogado, um defensor lhe será indicado."

Para os ricos, deveriam dizer seus direitos em inglês: "You have the right to remain silent; anything you say can and probably will be used against you at your trial. You have the right to have an attorney present during questioning. If you cannot afford an attorney, one will be appointed for you."

A única coisa que o rico sabe dizer é: "Não me lembro". Pobre, se disser "não me lembro", entra na bordoada.

Há filas em que os pobres se encontram com a classe média, como é o caso do pró-uni, mas somente os pobres que passarem pela burocracia desse sistema, terão direito a participar dessa concorrência. A disputa está ficando tão acirrada que nem está valendo mais a pena se inscrever.

Entre as vantagens de ser pobre, estão: União, os pobres dormem todos em um só quarto; Organização, usam um só banheiro; Religiosidade, pobre só pode acreditar em Deus, num país onde a alta sociedade age sempre por interesse; Fé, a maioria dos pobres, como eu, acreditam que irão para o céu, já que o sofrimento e a honestidade devem ter algum sentido, aliás, essa é uma fila onde o pobre está sempre na frente do rico, sempre morre primeiro.

Pobre não precisa de academia...ou você acha que servente de pedreiro não faz força?

Pobre de verdade não tem medo de ladrão. Até porque ladrão só anda atrás de quem tem dinheiro, pobre não tem dinheiro para ser roubado, só conta para pagar.

Não temos médicos em nossa classe, portanto, não entendemos nada de medicina, mas sabemos tudo sobre doenças.

Quando convidei um médico de Curitiba para ser meu sócio, ele achou que eu estava brincando - "Doutor, eu conheço quase todas as doenças que o Senhor estudou na teoria, e eu conheço na prática".

Não temos mais estradas, então, o pobre ganhou direito de viajar de avião, desde que não se importe em esperar oito meses por uma promoção. Tudo bem, pobre não tem dinheiro, mas também não tem pressa.

Decisões anti-democráticas tem enfrentado problemas junto a população brasileira, isso tem acontecido pelo fato de a maioria ser pobre. A pirataria dos camelôs transferiu-se para a internet, e, se a velha ladainha "vai estragar o seu aparelho", já não fazia sentido, agora faz menos sentido ainda.

Os celulares de cartão deram a chance dos pobres usarem telefone, sem preocuparem-se com a conta no fim do mês. O problema do celular é com a criminalidade, deixou os bandidos muito mais organizados, ficou mais fácil controlar a polícia, criar logísticas, etc.

Os pobres finalmente provaram para a classe média que são mais fortes na democracia, as migalhas que iam para a classe média, agora vão para os pobres. A guerra continua, mas quem ganha são os ricos.

A única forma de promovermos mudanças, será uma boa educação dos pobres, educação cidadã. O Governo não pagará por essa educação, já que não lhe interessa ter uma sociedade educada, ciente de seus direitos.

Como diz o livro "Morte e vida Severina", pobre sofre tanto, que quando acontece alguma coisa boa, não há dúvida, é um milagre.

Se uma criança nasce, fica bem claro que o milagre da vida não pode parar.

By Jânio

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Vida de pobre



Eu não entendi muito bem o que nossa amiga blogueira quis dizer com loja de pobre, há alguns meses atrás. Isso ficou em minha cabeça e eu fiquei imaginando a melhor maneira de descobrir mais sobre a nossa vida de pobre.

Só há uma maneira de descobrir como é o sofrimento do pobre brasileiro - Sentindo na pele.

São tantos traumas aos quais passamos em nosso dia-a-dia que nos acostumamos, coisa que não deveria acontecer. Quando alguém nos chama a atenção, mesmo em tom de humor, isso nos choca.

Eu me lembro quando surgiram os primeiros restaurantes subsidiados pelo governo paranaense, em Curitiba, não fez muito sucesso.

As refeições custavam um real, um real era pago pelo governo - Até aí, nenhum problema.

O problema é que os comerciantes e seus "fiéis escudeiros", já acostumados a maltratar os pobres, só precisam identificá-los para começarem a bater.

Nos restaurantes populares de Curitiba, era comum algum "cliente" levar algum tapa na orelha, enquanto o bandido, digo, funcionário avisava: "Entra na fila, vagabundo...e anda depressa, tem muita gente para comer."

Recentemente, pude comprovar isso em Londrina.

Enquanto a maioria dos restaurantes cobram vinte ou trinta reais por refeição, por quilo, surgiram alguns restaurantes populares, cobrando cinco reais.

Eu me perguntei como seria possível uma diferença tão grande e fui conferir.

Eu notei que o que atrapalha esses empreendedores, são as leis. A lei proíbe isso, proíbe aquilo, enfim, na lei, os pobres devem ser tratados como gente - Assim começam os problemas.

Num sistema "industrial" de atendimento público, sendo regido pelas nossas leis, não foi possível fixar na parede um aviso: "Por favor, você tem apenas cinco minutos para comer."

Num cubículo de seis metros quadrados, parecendo mais uma sala de tortura, as pessoas comiam apressadamente. A atendente avisava algumas regras da casa: "Quem quiser comer carne, paga separado. Pode-se comer a vontade mas não pode deixar resto no prato, caso isso aconteça, paga-se em dobro."

De vez em quando, alguém era chutado para fora do cubículo: "Você está demorando muito, está atrapalhando os outros."

Havia algumas medidas mais radicais, quando o dono do restaurante saia com um pedaço de pau e acertava alguma pessoa indiciplinada. Bem diferente do restaurante comercial, onde o garçon convida seus melhores fregueses para uma sala vip, apresentando o preço e as vantagens do serviço.

Depois de uma semana, eu pude notar que havia um cozinheiro especialista em luta armada. Infelizmente, para ele, a polícia já estava de olho no lugar e ele foi preso em flagrante, com um facão nas mãos.

Essas torturas lembram muito aqueles circulares interbairros de Curitiba, onde alguns marginais ameaçam estuprar as jovens desacompanhadas.

Quando eu disse que iria pegar um ligeirinho, uma mulher gritou: "Não! Esse é só para rico, custa o olho da cara."

Não me perguntem como essa mulher sabia que eu era pobre.

Logo um homem se aproximou de mim, mas notou que eu era de pouca conversa.

Parece que ele não era de perder viagem, pois, logo a seguir, ele pegou a bolsa da mulher e correu.

Ouvi o grito da mulher e vi que ele estava longe. A mulher me disse: "Vá atras dele."

Eu sabia que não havia chances de alcançá-lo, mas o dia estava um tédio.

Pensei numa maneira de seguir o trombadinha, enquando o seguia. Gritei para um homem: "Segura ele aí."

O homem não fez nenhum gesto, mas foi só quando eu vi o trombadinha com a boca no chão, eu notei que a perna dele havia sido colocada estrategicamente no caminho daquele sujeito.

Aí, vocês já sabem né? - Trombadinha no chão, em Curitiba, é trombadinha morto.

O trombadinha levantou, debaixo de pancada, caminhou cambaleante, enquanto eu chamava a mulher para pegar sua bolsa.

Não me perguntem o que aconteceu depois. O circular chegou, eu entrei, acompanhado pela mulher e sua filha.

Finalmente, tomei coragem e fui conferir uma loja de pobre, em Londrina.

Loja de Pobre: Rede de lojas especializadas em venda no atacado, com uma marketing todo voltado para os pobres.

Nesse tipo de loja, podem ser encontrados computadores, celulares, TVs, roupas, malas, sapatos, cama, mesa, banho, e mais de um milhão de produtos voltados para os pobres consumidores.

Até que essas lojas não são tão ruins, novamente é o tratamento que chama a atenção: "Não vai comprar desocupa, tio. Isso aqui não é passarela não."

"Eu gostaria de pedir para quem não vai comprar, sair da loja, nós estamos aqui para trabalhar."

"Você, aí, que está fumando, saia da loja já. Você não sabe ler não, veja a placa."

Quando eu cheguei em Curitiba, procurei um hotel barato, mas nem imaginava o que iria encontrar. O hotel estava com a janela quebrada, o recepcionista estava armado.

Quando entrei no quarto, não tive dúvidas: "Não há a menor chance de um ladrão entrar aqui" - pensei.

Alem de correntes na janela do quarto, havia uma cerca eletrificada. Como eu estava no último andar, imaginei o destino do larápio que tentasse invadir a minha privacidade.

Levando em conta que, na última vez em que eu estive em Londrina, o meu quarto foi invadido três vezes, não está ruim.

Na terceira vez, deixei a web cam ligada, voltada para a janela. Peguei o cara no flagra.

Antes ele já havia invadido o quarto pela janela do banheiro.

Os trombadinhas de Londrina são menos perigosos que os trombadinhas de Curitiba.

Na rodoviária de Londrina, é impossível não conhecer alguma gangue de trombadinhas; na rodoviária de Curitiba, eles andam armados - Até dois anos atrás, não havia policiamento, só um guarda idiota.

Eu avisei a menina que estava comigo: "Esconda os documentos, o dinheiro, o resto deixe que ele leve."

Foi como se eu nem tivesse avisado, o segundo bandido levou tudo. É, porque o primeiro eu acertei a cabeça dele, quando ele estava tentando pegar a bolsa de uma velhinha.

Não demorou muito para que um novo grupo se organizasse e voltassem armados.

Além de ter de comprar a passagem da menina, ainda fui confundido pelo maldito guarda da rodoviária. Pior para ele.

Hospital de pobre pode ser identificado pela quantidade de filas. Há filas para triagem, filas para informação, filas para consulta, filas de espera de pessoas que estão esperando outras pessoas que estão em filas de espera para poderem serem consultados.

Quando eu perguntei para um velhinho porque ele não trazia uma cadeira, ele disse que o vigia não permitia. "Ele me disse que aqui não é lugar para vagabundo" - respondeu.

Um amigo meu pagou um plano de previdência privada muito especial - Aposentadoria com quinze anos de pagamento.

Quando faltava um ano para terminar, procurou o banco. Foi informado que o tal plano tinha falido.

"Está bem, o plano faliu, mas o banco não." - Insistiu

"É, mas o banco é separado da empresa que administra o fundo de previdência" - Respondeu o atendente.

"Então, porque o fundo de previdência tem o mesmo nome do banco?" - perguntou.

"O Senhor vai me desculpar, mas essa informação nós não temos." - Respondeu o funcionário do banco.

Notem que estamos falando de previdência privada, não me perguntem sobre a pública. A pública é sempre pior que a privada.

By Jânio

terça-feira, 8 de março de 2011

O Brasil é o país rico mais pobre



Países que falam a língua portuguesa, com exceção de Portugal, não tiveram uma evolução considerável, socialmente falando.

É bom que se diga que não estamos falando de riquezas, como podemos ver na lista dos maiores PIBs do mundo, estamos falando de IDH, estamos falando da preocupação que os políticos não tem com o povo.

O país mais rico, em relação ao PIB, entre os que falam português, é o Brasil - É bom lembrar que a palavra "rico" é proibida no Brasil, onde a maioria absoluta é muito pobre.

O melhor IDH, entre os "portugueses", é Portugal. Esse é o país com melhor infra-estrutura, com melhor atendimento ao povo, apesar de não ser o mais rico.

PIB per capta nem é muito divulgado no Brasil. Com dimensões continentais, torna-se vergonhoso mostrar as desigualdades entre as regiões, ou o mapa da exclusão social.

Como eu já disse antes, mais de um trilhão de reais, cerca de um trilhão de dólares, é desviado dos cofres públicos no país, todo ano. Boa parte desse dinheiro é do conhecimento público, através de escândalos noticiados pela mídia, a maior parte, porém, foge de nosso conhecimento.

Não somos o país mais problemático, entre os que falam português, mas temos um responsabilidade social muito grande entre eles.

Infelizmente, responsabilidade social é um conceito pouco conhecido, entre nossos representantes.

Entre os países da América do Sul, apenas o Brasil fala português. Não há muita cordialidade entre o Brasil e os outros latinos, a não ser quando há interesses políticos envolvidos.

Mais da metade das pessoas que falam português estão no Brasil, vivendo sob um sistema elitizado. Somos uma país rico, mas não podemos desfrutar dessas riquezas.

Se o Ficha Limpa não for aprovado no STF, não será nenhuma surpresa, já que estamos esperando o voto do desempate.

A derrota do "Ficha Limpa" mostrará não só a anti-democracia em que vivemos, como provará de uma vez por todas que o Brasil é definitivamente o paraíso das máfias.

Até os maiores grupos de comunicação estão envolvidos nos interesses políticos, e divisão desses recursos, de forma ilícita. Por incrível que pareça, não há nada que o povo possa fazer.

Dentro dessa hierarquia injusta de leis, o povo não tem direitos. Não lhe são apresentadas formas alternativas de mudanças, restando apenas sair às ruas e criar uma revolução.

Veja os países que falam português:

Brasil - América do Sul - População de 190.732.694 - PIB de 2.100 trilhões (7) muito alto, em 2.010 - IDH de 0,699 (alto) em 2.010 - 72,4 anos (92) média espectativa de vida.

Portugal - Europa Ocidental -População de 10.637.713 - PIB de 233 bilhões (34) médio, em 2.009 - IDH de 0,795 (40) muito alto em 2.010 - 78,1 anos (39) alta expectativa de vida.

Moçambique - África - Costa Leste - População de 20.069.738 em 2.007 - PIB de 18,6 bilhões (121) baixo, em 2.007 - IDH - 0,284 (165) baixo em 2.010 - 42,1 anos (194) muito baixa expectativa de vida.

Angola - África Ocidental - População de 18.498.000 em 2.009 - PIB de 114 bilhões em 2.010 - IDH de 0,403 (146) baixo, em 2.010 - 42,7 anos (190) muito baixa expectativa de vida.

Guiné Bissau - África - Costa Oeste - população de 1.472.446 em 2.008 - PIB de 1,167 bilhão (165) em 2.005 - IDH de 0,289 (baixo) em 2.010 - 46,4 anos (166) muito baixa expectativa de vida.

Cabo Verde - África - Costa Atlântica - população de 499.796 em 2.008 - PIB de 1,946 bilhão (174) em 2.010 - IDH de 0,534 (118) médio em 2.010 - 71,7 anos (101) alta expectativa de vida.

São Tomé e Príncipe - África - Ilha - Costa Oeste - população de 157.000 em 2.005 - IDH de 0,488 (127) médio em 2.010 - 65,5 anos (135) média expectativa de vida.

Em 1.990, a população de pessoas que falavam português era de 180 milhões, hoje, só no Brasil, passamos dos 196 milhões.

Reparem como o IDH é um indicador que anda lado-a-lado com a expectativa de vida.

Se não quisermos morrer logo, precisamos melhorar o IDH; para melhorar o IDH, precisamos acabar com a corrupção; para acabar com a corrupção, precisaremos baixar os impostos.

Veja a população desses respectivos países em 1.991:

Brasil - 147 milhões

Portugal - 10 milhões

Moçambique - 14 milhões

Angola - 8 milhões

Guiné-Bissau - 907 mil

Cabo Verde - 334 mil

São Tomé e Príncipe - 108 mil

Quanto ao crescimento populacional, se compararmos as duas listas, notaremos que Portugal, o povo mais rico (IDH), não aumentou a população.

Angola, um dos países que mais crescem econômicamente no mundo, foi o que apresentou o maior aumento populacional também.


  • Brasil é a sétima maior economia do mundo


  • Melhores países para fazer negócios


  • Os países mais ricos das Américas


  • Os melhores países para viver no mundo



  • Números - Wikipedia

    By Jânio