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terça-feira, 1 de setembro de 2015

Luta de classes





A luta de classes foi a denominação dada pelo sociólogo Karl Marx juntamente com Friedrich Engels para designar o confronto entre o que consideravam os opressores, a burguesia, e os oprimidos, o proletariado, consideradas classes antagônicas e existentes no modo de produção capitalista. A luta de classes se expressa nos terrenos econômico, ideológico e político.

Origens

Segundo Karl Marx e vários outros pensadores como Ricardo, Proudhon e o anarquista Mikhail Bakunin, a luta de classes seria a força motriz por trás das grandes revoluções na história. Ela teria começado com a criação da propriedade privada dos meios de produção. A partir daí, a sociedade passou a ser dividida entre proprietários (burguesia) e trabalhadores (proletariado), ou seja, possuidores dos meios de produção e possuidores unicamente de sua força de trabalho. Na sociedade capitalista, a burguesia retêm a mercadoria produzida pelo proletariado, e o produtor dessa mercadoria recebe um salário que é pago de acordo com a qualificação profissional dele.

Outra característica importante do capitalismo é o conceito criado por Karl Marx da mais-valia. A mais-valia consiste basicamente dessa porcentagem a mais que os capitalistas retiram da classe do proletariado. O acréscimo dessa porcentagem pode ser atingida, por exemplo, aumentando o tempo de trabalho dos operários e mantendo o salário. A luta de classes, segundo Karl Marx, só acabará com o fim do capitalismo e com o fim das classes sociais. O socialismo, que seria como uma fase de transição do capitalismo para o comunismo, foi implementado em diversos países no seculo XX, a maioria porem reverteu novamente para o capitalismo ou para um sistema econômico misto.[1] A proposta mais radical é abolição do Estado e sua reorganização descentralizada em moldes federativos anarquistas. Embora essa última seja criticada por criar "mini-Estados" sem um poder central colocando o fim do poder estatal como uma utopia.

Apesar de uma parte da história da humanidade, segundo Karl Marx, ter sido a história da luta de classes, a sociedade original, segundo ele, não possuía divisões sociais. Ainda segundo Marx, as primeiras sociedades indígenas das Américas não possuíam estratificação social, sendo o cacique e o pajé apenas figuras simbólicas. Isso se deveria ao fato de que, nesse estágio das forças produtivas sociais, não havia praticamente excedente. Todos os membros da sociedade eram por isso obrigados a participar do processo produtivo, de modo que era impossível a formação de uma hierarquia que diferenciasse as pessoas dessa sociedade. Uma das primeiras formas de hierarquização dos membros foi a divisão homem/mulher, quando os homens começaram a explorar as mulheres. A luta de classes origina-se, então, no momento em que a sociedade passa a ser composta de diferentes castas.

Essa divisão dos membros em classes foi possibilitada quando as forças produtivas atingiram um certo nível de produtividade, onde o excedente já promovia maior segurança à sociedade em relação às suas necessidades. Mas, apesar de garantir uma proteção em tempos escassos, por exemplo, o excedente abriu a possibilidade do jogo político. O controle sobre o excedente se desenvolve em conjunto com a formação de uma minoria que ganha assim poder sobre todos outros membros da sociedade. Dessa maneira origina-se uma diferenciação quanto à tarefa social de cada membro. Entre as diversas classes que podem se formar, estão sempre presente as classes dos senhores (não-trabalhadores) e a classe trabalhadora.

Com o desenvolvimento das forças produtivas, a classe dominante (diferente para cada período histórico) é posta em questão. As classes de baixo reconhecem que a regência da classe exploradora torna-se desnecessária para a continuação do desenvolvimento técnico, enquanto esta tenta, por meios oficiais, manter seu poder. Nessas épocas de desacordo entre as relações sociais de produção vigentes e o patamar técnico dos meios de produção, a probabilidade de uma revolução tende a ser maior. A antiga classe exploradora é, assim, deposta, e uma nova entra em seu lugar. Dessa maneira, a história da sociedade humana é a história de classes dominantes, uma após a outra.

Ver também

Referências








segunda-feira, 5 de março de 2012

Vida de rico




Há vários tipos de ricos  e os burgueses, classe média alta, são ricos que não tem a pretensão de serem patrões e preferem servir, sendo conhecidos e respeitados como ricos.

Os verdadeiros ricos, seus patrões, banqueiros, lobistas, consultores, são muito discretos e raramente são vistos.

Os verdadeiros ricos fazem parte de um pequeno grupo de pessoas ligadas ao poder, são mais conhecidos pela imprensa internacional que no país  onde moram.

Os ricos de fachada, burgueses, são funcionários que  ganham salários que o pobre sequer sonha, alguns gostam de processar empresas de comunicação que expõem seu nome, e nem é pelo dinheiro, mas pelo poder que exercem. Outros trabalham em redes de TV e ganham salários que não gostam de revelar, mas acaba vazando, são fundamentais no papel de formação planejada de opinião pública.

Os patrões ricos tem como característica principal, identificar talentos, pessoas capazes de descobrir tesouros, com grandes idéias e habilidades. Alguns desses talentos despertam tanto a admiração desses patrões ricos que acabam se tornando da família, literalmente falando.

Também há ricos playboys, aqueles que  fazem questão de ter uma namorada bonita, as Marias-banqueiros ou marias-empresários, mas essas nunca tem bens em seu nome, pelo menos enquanto não provarem que merecem. Para os patrões ricos, seu gerente ainda é mais importante que suas namoradas.

Grandes empresários só conhecem a língua do dinheiro, e acreditam que tudo pode ser conseguido através do dinheiro, mas espertos que são, utilizam o dinheiro apenas como um meio para adquirir bens.

Empresários passam o tempo pensando em negócios e raramente deixam passar uma oportunidade. Nem sempre terão um herdeiro a altura, mas quando identificam alguém com talento suficiente, fazem questão de passar sua administração para o escolhido.

Não temos tantas tradições de homens ricos no Brasil, a maioria prefere manter suas fortunas em infernos fiscais. O banqueiro brasileiro Daniel Dantas ficou conhecido no mundo inteiro, chegando a ser citado pela Financial Times.

Ser rico no Brasil, sempre representou ser desonesto, por isso, ninguém gosta de ser chamado de rico por aqui, exceto algumas famílias que criaram verdadeiras comunidades em torno de si, sem muito contado com outras classes da sociedade.

Ricos gostam de criar ONGs, isso tem se tornado cada vez mais comuns. Os ricos transferem toda a sua fortuna para suas ONGs e  administram-nas acompanhados de seus funcionários de confiança.

Outro comportamento assustador de homens ricos, tem sido a sua capacidade de formar grandes consórcios, que por sua vez formam grandes corporações. Os bancos pagam juros altos para atrair capitais de pessoas ricas, inclusive negociando pessoalmente com elas.

Pessoas Ricas são o oposto das pessoas pobres e quase nunca as encontram, sempre vivendo por cima, mas, pelo menos uma vez na vida, os ricos tem de descer e encontrar os pobres, esses encontros nem sempre são amigáveis.


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Vida de Pobre

By Jânio