Mostrando postagens com marcador miséria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador miséria. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Consequência da ambição capitalista


Olá pessoal, o texto de hoje será totalmente voltado a comentar o último post do Made In Blog, sobre o ranking de países mais pacíficos do mundo. Uma grande e desagradável surpresa nesse ranking, como não poderia deixar de ser, é a posição dos EUA em 101. Essa posição dos americanos demonstra a natureza violenta de um povo que gosta muito de guerra e alimenta o mercado bilionário de armas. É bom lembrar  que os Estados Unidos tem uma das polícias mais rígidas do mundo e a maior comunidade carcerária também. Todo mundo pode ser preso nos Estados Unidos: cantores famosos, atrizes famosas, jogadores milionários, etc., só não prendem banqueiros magnatas, mas, aí, já seria pedir demais, não é mesmo?

Para piorar a situação, a China, segunda maior potência econômica do mundo atualmente, está ainda pior que os americanos, na posição de 108. Se você acha que isso não é ruim o suficiente, o país com a maior previsão de crescimento do PIB no mundo, a Índia, está numa assustadora posição de número 145. Quase no final da lista, encontramos a Rússia e a Coréia do Norte, 153 e 154, respectivamente. Isso, sim, assusta, afinal eles estão próximos aos países envolvidos em guerra, como Síria, Iraque, Afeganistão, etc.

Ainda analisando a lista, eu imagino que os americanos não gostam muito da Tchecoslováquia, pelo menos é isso o que a gente nota em grandes produções do cinema como "Hostel - O Albergue" ou "Eurotrip", onde o país é visto como país decadente. Acontece que a República Checa está muito próxima do top 10 países mais pacíficos do mundo, posição de número 11. A Eslovênia aparece na posição 14.

Essa lista é bem distinta de outras listas que mostram o ranking de países quanto ao IDH ou PIB, entretanto, há presenças ilustres no topo como: Dinamarca em segundo, a Dinamarca é uma das maiores líderes em todos os tipos de ranking; Suíça 05; Canadá 07; Japão 08; Bélgica 09, Noruega 10, Suécia 12 e Austrália 15, só para dar uma amostra da semelhança dessa lista com o ranking do IDH. A surpresa, naturalmente, fica com os EUA, uma país destacado em todos os quesitos de desenvolvimento, mas extremamente violento.
A questão dos BRICS no fim da lista é muito triste, porque demonstra que os países estão pensando em ficar rico, abandonando as áreas mais pobres, áreas com pouco investimento em industrialização, lembrando que os investimentos em industrialização quase sempre envolvem corrupção política nesses países. Uma das causas da guerra civil americana foi a industrialização do norte e abandono dos agricultores no Sul que, somado com outros fatores, como a abolição dos escravos, levou ao assassinato de Abraham Lincoln.

O caso mais grave atualmente ocorre na Índia, país que mais cresce, mas que mais passa fome. Uma combinação muito perigosa para o futuro. 

Com exceção dos EUA, quanto maior a discrepância entre o PIB e o IDH, maior o risco de crise econômica ou envolvimento em guerra.

No caso de crise econômica, até os EUA foram incompetentes para administrar essa situação, a consequência foi que os magnatas enviaram todo o dinheiro para os paraísos fiscais e ainda controlam os políticos para evitar que sejam rastreados pela justiça.

By Jânio

Mulheres viram moeda de troca na  Índia

Agricultores querem o direito de morrer na Índia

Prostituição e drogas entra no PIB europeu

Cidades mais violentas do mundo


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O brasileiro vai a guerra




Há muito tempo atrás, quando eu fui me alistar, um capitão me perguntou se eu queria servir no serviço militar. Naquela época todos eram dispensados, com raríssimas exceções.

Eu disse ao Capitão que se houvesse uma guerra na qual eu acreditasse, eu participaria, independente de servir ou não.

...mas você tem de se preparar no exército - avisava ele.

- O senhor está enganado Capitão - respondi - se um dia houver uma guerra de verdade, os melhores homens para enfrentar essa guerra estarão nas favelas, trabalhando em seringais, pescando no mar, sem teto, sem terra...os professores poderão dar um curso intensivo, assim que terminarem as greves.

Há uma diferença muito grande entre serviço militar e a guerra. No serviço militar há disciplina, enquanto na guerra só há uma função, matar.

Para matar é preciso sobreviver, e é impressionante como o brasileiro aprende a sobreviver rápido.

Eu nunca assisti a nenhum combate de UFC, nem pretendo, mas acompanhando ao jornal, pude ver como é bizarro esse combate.

Curiosamente, eu já havia assistido lutas de boxe e notei que o UFC é muito menos "perigoso".

Eles sabem muito bem dos perigos do combate, por isso, as regras são muito mais rígidas. Ao menor sinal de perigo, o combate é dado por encerrado, diferente do boxe, onde o cérebro da pessoa é golpeado até que a pessoa não pare em pé.

No Brasil, o boxe sempre foi visto como uma forma de tirar as crianças das ruas, a disciplina continha a sua violência. Na idade média, as cruzadas foram utilizadas pela igreja, como uma forma de controlar o lado selvagem dos homens.

Chegamos ao auge dessa bizarrice, chegamos ao UFC.

Um combate de UFC mostra uma arte marcial que os brasileiros já dominam, o Jiu jitsu, combinado com boxe e outras técnicas ainda piores. Não importa se o adversário esteja caído, o importante e dominá-lo.

Nas olimpíadas, combates violentos exigem proteção. Equipamentos eletrônicos sensíveis registram os golpes, para que os juízes possam determinar o vencedor.


Na Amazônia, já não é preciso metáforas para descrever um ambiente hostil, lá, os índios que serviram ao exército aprenderam suas técnicas, e agora fazem questão de demonstrar essas habilidades, para defender seu território. Nada mais patriótico, vocês não acham?

Quando o Governo não vê uma outra solução, ainda há o recurso de deixar os grilheiros resolverem a sua maneira, causando uma carnificina.

Muitos brasileiros defende uma revolução, mas a revolução já está ocorrendo, só precisamos abrir os olhos e ver.

O brasileiro já aprendeu a sobreviver e a matar, o brasileiro já está na guerra.

By Jânio

terça-feira, 19 de julho de 2011

A glória dos desgraçados



Ninguém gosta de ser chamado de rico no Brasil, já que para ser rico, seria preciso cometer crimes. É impossível ser rico, com as taxas de impostos que são cobradas.

A vida dos pobres também não agrada os ricos, já que os pobres brasileiros são vistos, pelos ricos, como miseráveis. Filas de hospitais, escolas públicas, lojas populares, nem pensar, rico exige respeito.

Depois de quase dez anos de socialismo, tanto de direita, quanto de esquerda, os pobres finalmente conseguiram status de protegidos do Estado. São muitos projetos sociais, para tentar dividir o pouco das riquezas que não foram roubadas.

Ajuda, para quem ganha menos de um salário mínimo - é difícil de acreditar que alguém viva com 1/2 salário mínimo - salário para quem está preso - se todos são contra o salário para presidiário, imaginem se o governo pagar salário para mãe solteira.

O velho ditado "quem não chorar não mama", nunca fez tanto sentido.

A Inglaterra criou a Eugenia racista como uma forma de controlar o poder, não deu certo para a democracia. A sociedade foi então dividida em classes, para evitar que os pobres se identificassem uns com os outros e fossem maioria, e deu certo até a grande crise mundial.

As pessoas que reclamam, através de sindicatos e associações, poderão ter direito a beneficios do governo. Pessoas mais organizadas, educadas, terão informações sobre direitos negados ao resto da população mais pobre.

A decisão da OAB de barrar bacharéis mal formados, acaba com o sonho da classe média baixa de ter advogados populares, ficando todos na classe dos pobres, ou seja: "Você está preso. Você tem o direito de permanecer em silêncio; tudo o que você disser poderá e deverá ser usado contra você no tribunal. Você tem o direito de ter um advogado presente durante qualquer interrogatório. Se você não puder pagar um advogado, um defensor lhe será indicado."

Para os ricos, deveriam dizer seus direitos em inglês: "You have the right to remain silent; anything you say can and probably will be used against you at your trial. You have the right to have an attorney present during questioning. If you cannot afford an attorney, one will be appointed for you."

A única coisa que o rico sabe dizer é: "Não me lembro". Pobre, se disser "não me lembro", entra na bordoada.

Há filas em que os pobres se encontram com a classe média, como é o caso do pró-uni, mas somente os pobres que passarem pela burocracia desse sistema, terão direito a participar dessa concorrência. A disputa está ficando tão acirrada que nem está valendo mais a pena se inscrever.

Entre as vantagens de ser pobre, estão: União, os pobres dormem todos em um só quarto; Organização, usam um só banheiro; Religiosidade, pobre só pode acreditar em Deus, num país onde a alta sociedade age sempre por interesse; Fé, a maioria dos pobres, como eu, acreditam que irão para o céu, já que o sofrimento e a honestidade devem ter algum sentido, aliás, essa é uma fila onde o pobre está sempre na frente do rico, sempre morre primeiro.

Pobre não precisa de academia...ou você acha que servente de pedreiro não faz força?

Pobre de verdade não tem medo de ladrão. Até porque ladrão só anda atrás de quem tem dinheiro, pobre não tem dinheiro para ser roubado, só conta para pagar.

Não temos médicos em nossa classe, portanto, não entendemos nada de medicina, mas sabemos tudo sobre doenças.

Quando convidei um médico de Curitiba para ser meu sócio, ele achou que eu estava brincando - "Doutor, eu conheço quase todas as doenças que o Senhor estudou na teoria, e eu conheço na prática".

Não temos mais estradas, então, o pobre ganhou direito de viajar de avião, desde que não se importe em esperar oito meses por uma promoção. Tudo bem, pobre não tem dinheiro, mas também não tem pressa.

Decisões anti-democráticas tem enfrentado problemas junto a população brasileira, isso tem acontecido pelo fato de a maioria ser pobre. A pirataria dos camelôs transferiu-se para a internet, e, se a velha ladainha "vai estragar o seu aparelho", já não fazia sentido, agora faz menos sentido ainda.

Os celulares de cartão deram a chance dos pobres usarem telefone, sem preocuparem-se com a conta no fim do mês. O problema do celular é com a criminalidade, deixou os bandidos muito mais organizados, ficou mais fácil controlar a polícia, criar logísticas, etc.

Os pobres finalmente provaram para a classe média que são mais fortes na democracia, as migalhas que iam para a classe média, agora vão para os pobres. A guerra continua, mas quem ganha são os ricos.

A única forma de promovermos mudanças, será uma boa educação dos pobres, educação cidadã. O Governo não pagará por essa educação, já que não lhe interessa ter uma sociedade educada, ciente de seus direitos.

Como diz o livro "Morte e vida Severina", pobre sofre tanto, que quando acontece alguma coisa boa, não há dúvida, é um milagre.

Se uma criança nasce, fica bem claro que o milagre da vida não pode parar.

By Jânio

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A pior forma de dar aumento do salário mínimo



Agora que todo mundo já está mais calmo, a poeira já assentou, eu vou dar a minha opinião sobre o salário mínimo.

A discussão era para saber se o aumento seria de 15 reais, ou se seria de 30 reais. Isso me fez lembrar de um outro texto, escrito por mim, recentemente, "Na riqueza e na pobreza".

Esse texto falava sobre duas histórias bem diferentes: O pensamento do rico e o pensamento do pobre. No pensamento do pobre, evidentemente, a visão de um mendigo cego que pede esmola.

Eu me lembrei do mendigo cego porque o salário mínimo tem muito a ver com o mendigo.

Pensem bem: 545,00 reais ou 600, 00, quinze ou trinta reais de esmola - Vocês entenderam, não é mesmo? - esmola...mendigo...tudo a ver.

Eu poderia dizer que entre uma esmola de 15,00 e a esmola de 30,00, não há muita diferença, mas, aí, eu me lembrei da história do mendigo, e achei melhor moderar as palavras.

Evidentemente que eu não estou satisfeito com o valor do salário. Eu fiz as contas aqui e deu cerca de 320 dólares, a 1,70 o dólar.

Eu me lembrei do governo de FHC: Fernando Henrique Cardoso prometeu um salário de 100 dólares, quando o "salário de fome" estava em 60,00 dólares.

FHC cumpriu a promessa, elevando o salário para 100 dólares, mas em fim de mandato, em meio a especulação e a imagem criada pela mídia de massa, houve a crise, e o salário voltou a 60,00 dólares.

Hoje o salário está em 320,00 dólares. Está na hora de sabermos se estamos melhor, ou se permanecemos na mesma situação.

Sem querer defender um lado, nem defender o outro, eu diria que estamos melhor, mas poderíamos ter melhorado mais.

Não podemos pregar uma volta ao antigo sistema, mas promover um novo, para o futuro, para isso é preciso quebrar o sistema bipartidário.

Quando o PT venceu, a antiga escrita foi apagada, mas, com o tempo, o bipartidarismo se fortaleceu novamente. As atitudes do STF, a ausência do STJ, caso Panamericano, Chico da Fossa, só para citar alguns exemplos, mostram que estamos muito próximos a um abismo muito maior do que pensamos, é preciso muita atenção agora.

O salário mínimo sempre foi um sistema de indexação da miséria, as pessoas não podem usar outro parâmetro de correção de preços, simplesmente porque não dá para descer mais o nível.

Se o salário mínimo sobe 3%, o aluguel sobe 3%, a alimentação sobe 3%, a mensalidade escolar sobe 3%, estamos no limite.

Há uma diferença entre os 60,00 dólares do antigo salário e o novo salário de 320,00 dólares, mas a Argentina já sentiu na pele, o que é a supervalorização em relação ao câmbio. O custo de vida subiu, durante algum tempo o país suportou, mas depois a Argentina entrou numa crise terrível.

O Governo declarou que o salário de 600,00 reais, daria uma despesa adicional de cerca de 300 milhões de reais aos cofres públicos - Eu me lembrei dos 4,5 bilhões do Panamericano e dos 15 bilhões do Chico da Fossa.

Eu me atrevo a afirmar que os desvios totais de dinheiro público, no Brasil, ultrapassem a 01 trilhão de reais ao ano. Esse desvio inclui lavagem, sonegação, corrupção e todo tipo de crime relacionado à política, tributação, administração, ou outras formas de crimes federais, estaduais, municipais.

Com um salário mínimo tão baixo, ninguém consegue pagar as contas, cresce a inadimplência, a taxa de juros; com uma carga de impostos tão alta, cresce a corrupção, subornos, lavagem, sonegação, etc. É tudo culpa do governo.

É claro que o salário mínimo está muito baixo - menos de um terço do valor aceitável, digno - mas não podemos nem imaginar um aumento. O Governo sempre pergunta de onde virá o dinheiro para pagar o salário, certamente viria desses financiamentos fraudulentos e suspeitos, viria dos crimes do colarinho branco.

Um crime comum é fácil descobrir e punir, mas crime financeiro é muito mais complexo. Pode provocar uma revolta momentânea, mas depois, tudo se acalma.

É por isso que é tão difícil aumentar o salário, precisamos parar de eleger políticos ricos.

No Paraná, a "fazenda milionária" derrubou os irmãos Dias; no Ceará, o "jatinho que eu comprei com o meu dinheiro" derrubou Jereissati.

É preciso que as pessoas entendam que é muito fácil prender um "laranja" como "Chico da Fossa", mas é muito difícil investigar uma pessoa muito rica.

Enquanto pessoas ricas forem eleitas, ficaremos sem saber os rumos que o nosso dinheiro terá, e o salário continuará sendo um salário de miséria.

É preciso esquecer os velhos coronéis, aqueles que sempre declaram um patrimônio entre um e três milhões de reais, mas tem muito mais que isso, votar nos novos candidatos, naqueles que sabem que a tecnologia é como uma luz sobre a corrupção, pode ver tudo.

Nos tempos em que trabalhei na área de segurança, aprendi com a polícia e com um empresário. Ele me disse: "Só há uma coisa que o ladrão teme, a luz. A idéia de saber que alguém está vendo ele roubar o apavora."