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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Famílias abandonadas




Hoje, eu vi uma notícia muito interessante, relacionada ao futuro de delinquentes com menos de doze anos. Está se tornando cada vez mais comum, uma criança de dez anos roubar ou destruir propriedades privadas.

Quanto às medidas a serem tomadas, cada pessoa tem uma opinião:

Num país de disciplina rígida, como a Inglaterra, uma criança de dez anos poderia ser condenada a pena de morte, mas, depois da última polêmica, a pena de morte foi transformada em prisão perpétua.

Antes que se chegue a esse ponto, há um processo longo em internatos, abrigos para menores deliquentes ou cadeias juvenis. Casos de crianças delinquentes são raros em países desenvolvidos.

Famílias desestruturadas, como está ocorrendo no Brasil, resultam em menores abandonados ou malcriados, delinquentes juvenis. Um problema que deixa dúvidas é o que fazer com eles.

O Brasil tem duas faces, de um lado o cartão postal das grandes regiões metropolitanas, impulsionado pela classe média alta e pelo funcionalismo público de alto escalão, que detem o poder em suas mãos, do outro lado estão os favelados, pobres e classe média baixa, tentando sobreviver.

O lado mais pobre procura deixar seus filhos em creches, para que a família toda possa trabalhar. O problema é que nem todas as crianças podem ficar em creches ou escolas e, nesse caso, a sorte é lançada.

Se com uma família decente já há o risco de uma criança sair do bom caminho, imaginem uma criança sem família.

Enquanto essas crianças estão nos morros, em comunidades das favelas, não incomodam as autoridades, o problema é quando esses problemas descem dos morros.

Normalmente as crianças delinquentes, com mais de doze anos, ficam em instituições como a FEBEM, Fundação Estadual para o Bem Estar do Menor, mas como o problema está aumentando, querem mudar a lei. Prender uma criança com menos de dez anos, seria muito bom para a alta sociedade brasileira, mais uma lei imperialista para satisfazer os ricos.

Pagar um salário mínimo para uma mãe solteira, seria um escândalo. O que ninguém imagina são as consequências na mente de uma criança, dentro de uma prisão.

Por muito menos, sociopatas como Wellington Menezes e Andrew Breivik causaram chacinas, eternizando seus nomes nas enciclopédias e livros de Direito, Sociologia, Teologia, Psicologia e outros. Essa é a glória dos desgraçados.

By Jânio

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Políticos causam polêmica ao proibir passageiros em pé




Políticos de uma cidade no Espírito Santo, Vila Velha, criaram uma lei um tanto quanto inusitada para os padrões brasileiros. Isso sempre acontece, quando alguns de nossos políticos se esquecem que nossa infra-estrutura ainda é de terceiro mundo.

Trata-se de uma lei que proíbe que passageiros viajem em pé, dentro do ônibus.

A lei foi aprovada em regime de urgência, sem que houvesse tempo para que fosse apreciada por todos os políticos que deveriam votar.

É bom que se diga que regimes de urgência, medidas provisórias, são procedimentos que, sem o devido controle, podem levar ao caos, ao fim da democracia - Não que a política brasileira propicie isso, eu apenas esqueci que estamos no terceiro mundo da política.

Em países anárquicos, como o Brasil, é preciso de leis anárquicas para controlá-lo.

Eu já passei por isso, quando insisti que precisava viajar e o motorista disse que ninguém poderia viajar em pé.

Segundo especialistas, uma lei como essa não teria a menor chance. O preço da passagem leva em conta também as pessoas que viajam em pé, mudar esse sistema aumentaria muito os custos da passagem.

Como podemos ver, a maneira como as pessoas viajam, disfarça nosso baixo poder aquisitivo, demonstra também o alto custo criado pelos impostos exorbitantes.

Criar leis, virou sinônimo de atividade de pessoas que não tem o que fazer, coisa de vagabundo mesmo.

Taxas de impostos à 0,01%, são criadas como se fossem a coisa mais natural do mundo. Depois de criadas, o reajuste é uma questão de tempo.

Quando querem exigir o cumprimento da lei, como nesse caso da empresa de ônibus, descobrem que tanto os empresários, quanto as pessoas, vivem na marginalidade por culpa dos próprios políticos.

Em meio termo, a empresa que tem o monopólio do transporte - é assim em todo lugar - será obrigada a cobrar apenas meia passagem das pessoas que estiverem em pé. Segundo os políticos, isso obrigará a empresa a oferecer mais ônibus.

Só para lembrar, ninguém falou em baixar os impostos. Traduzindo: O roubo continuará.

By Jânio