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segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Efeitos da PEC 241 na saúde




Aline Leal e Mariana Tokarnia – Repórteres da Agência Brasil

Aprovada em primeiro turno pela Câmara dos Deputados na última segunda-feira (10), a Proposta de Emenda a Constituição (PEC) 241 vem despertando debates entre as entidades do setor da saúde, que temem uma redução nos investimentos. De acordo com os cálculos e a avaliação do consultor Mário Luís de Souza, da Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados, A PEC 241 só traria vantagens para a saúde se a economia ficasse estagnada ou em declínio. Para ele,  se o país voltar a crescer, a regra será desvantajosa em comparação à norma vigente.

“Se a receita do país só aumentar o percentual equivalente ao índice da inflação, não vai ter diferença entre o piso da regra vigente e o da PEC 241. Porém, se o país voltar a crescer, o que é a tendência, a regra vigente é mais interessante, já que com ela, se cresce a receita, cresce a fatia da saúde proporcionalmente”, detalhou o consultor. Já o Ministério da Saúde defende que a nova regra evitará a redução do piso de gastos na área de saúde em momentos de contração da economia e de queda da receita.

Batizada de Novo Regime Fiscal pelo governo, a PEC 241 limita durante 20 anos o ritmo de crescimento dos gastos da União à taxa de inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Isso significa que para aumentar o orçamento de uma pasta, o governo tem que tirar de outra. Se aprovada a PEC 241 em definitivo, em 2017 a saúde começa sendo beneficiada com cerca de R$ 10 bilhões a mais do que o previsto atualmente, segundo cálculos do Ministério da Saúde. A previsão é que o Ministério da Saúde fique com o orçamento de quase R$ 114 bilhões, 15% da Receita Corrente Líquida, projetada para R$ 758 bilhões. Porém, mesmo com o alívio no primeiro ano, entidades do setor preveem uma perda acumulada  ao longo dos 20 anos de vigência.
O que muda com a PEC 241

Atualmente, pela Emenda Constitucional 86 – que é a regra vigente para os recursos da saúde – o orçamento da pasta aumentaria progressivamente, começando em 13,2% da Receita Corrente Líquida (RCL) em 2016, até 15% deste montante em 2020. A partir de então, o recurso mínimo para saúde seria 15% da RCL.

Aprovada a PEC, os recursos voltados para a saúde serão de 15% da RCL já em 2017, ou seja, percentual maior que o atualmente previsto para o período (13,7% da RCL). Porém, a partir de 2018, estes recursos deixariam de estar atrelados à RCL e passariam a ser corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Ou seja, se os recursos da União crescerem mais do que a inflação, a saúde vai pegar uma fatia proporcionalmente menor deste montante, diferentemente do que acontece na regra atual, que garante que o orçamento da Saúde nunca será menor do que 15% da RCL a partir de 2020.

Em resposta às críticas, o Ministério da Saúde defende que os recursos da Saúde estão garantidos. “Com o equilíbrio de contas, em 2017, o gasto mínimo em saúde aumenta em aproximadamente R$ 10 bilhões. A partir de 2018 o gasto mínimo com saúde passará a ser corrigido pelo IPCA. Além disso, nada impede que o Poder Executivo proponha um valor acima do mínimo, ou que o Congresso aumente o valor proposto pelo Executivo, como já vem ocorrendo nos últimos anos“, disse a pasta, em nota.

Ajuste inevitável, avalia consultor
O diretor da Conultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara, Ricardo Volpe, que ajudou a elaborar a proposta, frisa que o Brasil está com o maior histórico de despesa pública, com 20% do PIB e para contornar a situação, o ajuste fiscal é inevitável. Para o técnico legislativo, a PEC é uma saída gradual do cenário de crise.

Volpe enfatiza que é preciso ter eficiência nos gastos e que, se Saúde e Educação são prioridades, os recursos para estas pastas devem ser tirados de outro lugar. “O gasto ser a mais em uma área ou outra depende de decisão política. Não adianta colocar mais no orçamento. Se não tiver vontade politica, não vai se gastar. Vincular recursos é uma falsa ilusão de que tem mais recurso porque o contingencia, congela a área e tira ações livres de outras áreas”, disse à Agência Brasil.

Críticas
O impacto da aprovação da PEC 241 foi criticado por entidades do setor da saúde. A Comissão Intersetorial de Orçamento e Financiamento (Cofin) do Conselho Nacional de Saúde apresentou estudo apontando para uma perda de R$ 434 bilhões ao Sistema Único de Saúde entre 2018 e 2036, caso seja aprovada a PEC 241.Para a professora do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Lígia Bahia, uma eventual aprovação da PEC 241 seria “avassaladora“ para o SUS. “O problema da PEC não é o ano que vem, é o que ela tem de conteúdo real, um congelamento de 20 anos, como se o Brasil não tivesse nenhuma mudança no futuro”.

A especialista ressalta que para 2017 está prevista uma tríplice epidemia, de Zika, dengue e chikungunya. “O recurso para a saúde não pode ter um teto, ele tem que ser suficiente pra resolver os problemas da saúde. Certamente, nesse momento tem que ser muito grande, já que tem que prever o aumento dessas doenças infeccionas e o aumento do atendimento às vítimas de doenças crônicas, que crescem com o envelhecimento da população”, exemplificou a professora.
Nota conjunta do Conselho Nacional de Secretarias de Saúde e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde diz que “os efeitos do novo regime fiscal proposto serão desastrosos para todas as gestões do SUS, especialmente para as esferas estaduais e municipais do sistema”.

A União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), o Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (Congemas) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) também divulgaram nota conjunta com críticas à PEC. As entidades divulgaram, com base nos dados do IBGE e Orçamento Brasil, um quadro que mostra como seriam as despesas de 2002 a 2015 caso as regras da PEC fossem aplicadas. Os valores da coluna à esquerda são em bilhões de reais:

Agência Brasil

Diga não a Pec


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Especulação faz o dólar ficar acima dos quatro reais



Entenda as razões da alta do dólar e os efeitos na economia

A tendência, segundo analistas, é que a moeda dos EUA permaneça num patamar mais elevado diante do cenário político e econômico conturbado e das incertezas sobre o ajuste fiscal das contas públicas brasileiras. Mas, apesar de ter subido também em relação a outras moedas, por causa de uma expectativa de aumento dos juros da economia americana, é na comparação com o real que o dólar apresenta uma de suas maiores altas.

O que é câmbio?

Antes de abordar a alta do dólar, é preciso entender o conceito da taxa de câmbio. Câmbio é a relação de preços entre duas economias, tem o objetivo de facilitar as transações comerciais entre os países. Como qualquer problema econômico impacta o valor da moeda, por isso a taxa de câmbio é flexível. 

Quais são os motivos que estão levando o dólar às alturas?

Para o professor de Economia da Universidade de Brasília, Flávio Basílio, a correção da valorização do real perante o mercado internacional deveria ter acontecido antes. “O que causa estranheza é a velocidade com que isso acontece e causa a volatilidade do real perante o mercado”, explica. O real estava valorizado com relação a todas as moedas e isso é ruim quando se analisa a balança comercial, trazer investimentos para o Brasil se torna mais difícil.
O fortalecimento da economia dos EUA e a crise política e financeira da Europa são problemas externos que estão pressionando o câmbio e causando a desvalorização do real. O dólar deve fugir ainda mais do Brasil porque os norte-americanos planejam subir, até a metade do ano, sua taxa de juros, atualmente em 0,25%. Isso pode fazer o dinheiro dos investidores render mais por lá do que aqui.
Para Basílio, resta saber se isso é um problema ou não. “Já havia uma necessidade de ajuste de câmbio, o problema real é a velocidade com que isso aconteceu, a volatilidade do câmbio, sim, é um problema, pois gera incerteza e afeta a credibilidade do mercado nacional”, completa. O economista explica que esse ajuste, apesar de importante, não garante o fortalecimento da economia brasileira, pois ainda há um reajuste a se fazer com relação a outras moedas.

Como os fatores externos afetam a cotação da moeda?

O economista Flávio Basílio explica que a valorização do dólar aconteceu frente a todas as moedas, devido a expectativa de aumento da taxa de juros nos EUA. Já a moeda brasileira precisava de uma correção, “o câmbio que tínhamos não era sustentável a longo prazo”, pontua.
As oscilações da cotação do dólar variam de acordo com a lei da oferta e da demanda - quanto maior a oferta da moeda americana, menor é sua cotação. Porém outros fatores podem causar influências nessa variação. O risco-país é um conceito utilizado para tentar definir o grau de instabilidade econômica, mostrando aos investidores qual é o perigo de se investir em um país. Quanto menor o índice de risco de um país, maior é o número de investidores estrangeiros, consequentemente mais dólares circulando no mercado daquele país.

O que o governo pode fazer para conter a instabilidade cambial? 

O governo também pode exercer influência, quando interfere no mercado para estabilizar o dólar e deixar o real desvalorizado. Essa medida torna os produtos brasileiros mais competitivos no mercado internacional e aumenta as exportações e investimentos, importantes para o país.
Basílio explica que, historicamente, as interferências do governo foram tardias. “Estamos observando uma repetição do que aconteceu em 1999, 2002 e 2003. Não se pode deixar a moeda nacional se valorizar tanto, pois quando ocorrem ajustes, eles acontecem muito rápido e geram instabilidade”, completa. Para Basílio, o Banco Central deve atuar de forma mais forte, para prevenir a apreciação. “A curto prazo, a valorização da moeda ajuda a conter a inflação, mas gera a volatilidade do mercado quando acontecem ajustes”, disse.

O que faz o mercado oscilar?

Basílio destaca que a política fiscal, o patamar de importações e exportações, a competitividade do mercado e o nível de investimentos internos também influenciam no fortalecimento da moeda. 

Por que existem diferentes cotações?

Se você for comprar a moeda para viajar, certamente vai pagar um valor ainda maior do que vê em todos os noticiários. Isso porque, seja o dólar que define o valor de compras de produtos de outros países, ou dólar para quem vai viajar, as cotações são diferentes para várias operações. Os tipos de de dólar são: comercial, turismo e paralelo. 
O dólar comercial é utilizado em transações no mercado financeiro, como importações e exportações. Já o dólar turismo é usado em compra de moeda para viagens. O dólar paralelo, como o nome diz, é o dólar usado em transações que não passam pelo controle do Banco Central. É considerado ilegal.
Eles têm valores diferentes, porque o comercial é cotado pelo mercado, mas o governo consegue influenciar comprando e vendendo a moeda norte-americana. Já o dólar turismo é mais caro, porque os bancos e agências pagam taxas, os custos da importação e somam ainda o que vão ganhar com as operações. Já o paralelo não tem nenhum tipo de controle.

Criado em 23/03/15 10h30 e atualizado em 23/03/15 11h28
Por Líria Jade Fonte:Portal EBC
O professor de economia de MBAs da Fundação Getulio Vargas (FGV), Mauro Rochlin, credita a “alta desmedida” do dólar ao receio de que o ajuste fiscal proposto pelo governo, de R$ 66 bilhões, não se concretize, o que poderia levar o país a perder seu grau de investimento e impactar a inflação. “Basicamente, eu resumiria essa disparada [do valor do dólar] como resultado do que a gente chama de aversão ao risco. A alta do dólar acaba refletindo essa maior aversão ao risco, esse medo de que as coisas fujam ao controle, e, então, o dólar parece ser um porto seguro diante disso”.
Segundo o economista da FGV, a alta mais acentuada da moeda americana nas últimas duas semanas está relacionada ao cenário político do país: manifestações nas ruas, divulgação da lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com nomes de parlamentares envolvidos em esquema de corrupção na Petrobras e crise entre poderes Executivo e Legislativo. “Tudo isso ajudou a formar um cenário muito mais turbulento, que gera a aversão ao risco. Depende muito de como os fatos vão se desenrolar em termos políticos para saber que impacto isso pode ter sob o câmbio. A questão política está em aberto”.
O economista Carlos Eduardo de Freitas, conselheiro presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-DF) e ex-diretor do Banco Central, explica que a alta do dólar tem uma vertente estrutural de realinhamento dos preços, reduzindo os custos de produção e aumentando a competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional. Mas ele também acredita que a desconfiança sobre a implementação do ajuste fiscal anunciado, depois do Congresso devolver a medida provisória que tratava do assunto, gerou uma pressão maior nos últimos dias.
“Faltam um discurso e um comportamento do governo que tragam de volta essa credibilidade que foi arranhada. Essa desconfiança está evoluindo para uma incerteza, que é quando não se consegue medir os riscos, e aí há uma saída de capital”, disse Freitas.

Criado em 14/03/15 10h38 e atualizado em 14/03/15 18h07
Por Danilo Macedo Edição:Jorge Wamburg Fonte:Agência Brasil
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terça-feira, 17 de março de 2015

Legalização do aborto



Segundo a Bíblia, enquanto duas mulheres brigavam, Salomão propôs repartir a criança, dividindo-a com a espada.  A mulher que desistiu com pena da criança, foi considerada aquela que teria o direito de ficar com a criança.

Os tempos mudaram  e sempre aprendemos a burlar a lei, se bem que ninguém mais quer as crianças, ao invés disso, querem abortar.

Alguns anos atrás, uma mulher veio até mim para dizer que sua sogra havia tirado seu filho através da justiça da família - o meu filho vai crescer longe de mim, vai perder o amor de sua mãe - disse ela.

 - Criança não é uma mercadoria, um produto que possa ser disputado ou tirado - respondi -  eu nunca vi um filho adotivo que não quisesse conhecer os pais verdadeiros - completei.

A verdade sobre a mãe um dia chega, não é o que acontece com o pai mas com a mãe a verdade é implacável. 

Várias celebridades vem declarando que já fizeram aborto e que isso foi importante para as suas vidas e/ou suas carreiras. Algumas dizem que se sentiram bem com isso, bem melhor do que ficariam com o nascimento do filho.

Em primeiro lugar, eu gostaria de dizer que cada pessoa faz o que acha certo com o seu corpo e que cada um deveria cuidar de sua própria vida. Entretanto, ficar declarando o(s) aborto(s) que já fez, eu acho constrangedor, além disso, a lei deixa bem claro que o bebê que ainda não nasceu já possui direitos, essa é também a opinião da igreja.   

Bom, eu acho que a igreja é fundamentalista e acho que deve continuar assim. No caso da lei, fica impossível observar todos os interesses envolvidos, causas e consequências. De fato, até o próprio estupro é discutível em alguns casos.

Certa vez, depois de analisar pela sexta vez a mesma situação, onde o mesmo homem teria engravidado a seis mulheres, um juiz desabafou - para mim, nenhuma de vocês tem vergonha na cara, onde já se viu seis mulheres grávidas de um mesmo homem em dois anos?

O juiz não poupou nem a menina de menor, já que nenhuma delas denunciou estupro.

A igreja sempre faz prognósticos alarmantes: se uma mulher pode abortar, quantos abortos ela teria direito?

Eu já discuti esse assunto uma vez e cheguei a uma conclusão: se a futura mãe quer fazer um aborto, então, talvez o filho mereça mesmo morrer, imagine a tristeza para uma criança saber que a  mãe o queria morto.

Por que a mulher se acha no direito de decidir se um bebê deve nascer ou não, sem dar direito de escolha para outras partes envolvidas, como o pai, a mãe, avós e outros parentes e membros da sociedade que poderiam se interessar pela adoção?

As vezes eu penso comigo que os dois deveriam morrer, a mãe e o filho, até o pai, caso ele concorde com o aborto do bebê, a sociedade deveria abortar os três e depois prender os avós.

A justiça se acha no direito de proibir o aborto, mas o que a justiça poderia fazer pela criança? Será que o estado tem condição de parar com os roubos dos políticos e investir mais em educação e orfanados. Em países desenvolvidos a mãe solteira tem direito a um salário mínimo, mas também tem obrigações.

Se uma mãe pensa em aborto, deveria ser proibida de ver o filho. Caso o filho pergunte pela mãe, melhor dizer que ela morreu ou desapareceu. Caso a mãe se arrependa e pergunte pelo filho, melhor dizer que ele morreu também.

Quando a mulher decide engravidar de um namorado, ninguém consegue convencê-la do contrário. A mulher pode querer casar por amor, por dinheiro, ou apenas sair da casa dos pais. Pode acontecer dos dois serem pervertidos também. 

O fato é que não se sabe quando a mulher é mais intransigente, quando quer ter filho ou quando não quer, essa postura poderá comprometer a brilhante luta pela igualdade no poder.

By Jânio

Consequências da gravidez na adolescência

A decadência da família brasileira

A morte da princesa

Solução para a violência doméstica

Famílias reais

Família de PMs é assassinada

A menor mãe do Brasil

domingo, 27 de janeiro de 2013

Tragédia de Santa Maria



O elevado número de mortos no incêndio  em Santa Maria, RS, na madrugada de domingo, em uma discoteca, teria ocorrido devido ao fato dos guardas do estabelecimento inicialmente terem fechado as portas para impedir que as pessoas não pagassem.

Até agora já foram confirmados 233 mortes na tragédia, segundo o comandante do corpo de bombeiros, Guido de Melo, com referência ao depoimento de testemunhas. As trágicas consequências dessa tragédia se deve a irresponsabilidade de sua segurança, que fecharam as portas do estabelecimento para impedirem as pessoas de não pagarem ingressos, segundo a mídia local.

Segundo informações, haviam pelo menos 2.000 pessoas no estabelecimento, no momento do incidente e, segundo as testemunhas que sobreviveram, a porta da discoteca era muito pequena para tantas pessoas.

As testemunhas também observaram que as chamas se espalharam muito rápido no interior do clube. "O fogo se espalhou rapidamente. Desde o início, estava perto da saída quando comecei a ver fumaça. Então, as pessoas começaram a sair, desesperadas", relatou Luana Santos Silva.

Outro sobrevivente mencionou que as chamas começaram  "no teto, em frente ao palco."

Para Aline Santos Silva, 29 anos, o desespero das pessoas contribuiu para que o incidente tenha sido tão trágico. "Eu acho que houve muito pânico, principalmente porque não havia sinais indicando onde era a saída de emergência. com as pessoas empurrando demais, a situação só piorou", disse ela.

Entretanto, Aline ressaltou que os serviços de emergência não demoraram em chegar ao local. "O serviço de emergência foi muito rápido. Chegaram as ambulâncias e a polícia. As equipes de emergência tentaram quebrar as paredes do clube para retirar as pessoas", disse ela.

Fonte: RT-TV

Imagem: AFP

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Filosofia do caos



Eu já sabia que a filosofia estava sendo abandonada, há algum tempo. O que eu descobri, agora, é que ela não só está sendo abandonada, como não fará falta para o sistema bipartidário, assim como não fará falta em outras áreas ligadas a infraestrutura.

Isso acontece porque o Estado sente a necessidade de ter lucro e não quer fechar no vermelho, como se fosse uma empresa comercial.

A culpa para essa decadência social, e da filosofia, talvez tenha sido da própria educação nessa área. Talvez tenhamos subestimado a maldade natural do homem, deixando que essa decadência tomasse conta de todo o mundo.

Como eu já disse antes, a covardia é o maior dos pecados. Eu também já disse que não somos formigas e que mesmo as formigas, tão conformadas com as mortes de suas companheiras, são capazes de reagir quando sua própria vida está em perigo.

Não estamos mais na pre-história e a nossa sobrevivência, agora, depende de um desenvolvimento social muito complexo. Quanto mais se elaboram tecnologias e argumentos sofisticados, mais longe ficamos de nossa natureza.

Muita gente pode se achar um ser vivo evoluído, mas poucos de nós poderíamos sobreviver diante de uma catástrofe natural. Na mesma região por onde viveram civilizações milenares, certamente as mesmas formigas vivem sua vida normal, hoje, como se nada tivesse acontecido no passado.

Os filósofos são os mais desempregados de hoje, mas não devemos subestimar a sua capacidade de sobrevivência. Eles possuem também boa capacidade de argumentação, comunicação, podem ser bons professores, com a vantagem de educar para a vida, mesmo se as matérias estudadas forem outras.

Sim, os filósofos sobreviverão ao caos, assim como as formigas, suas inspiradoras,  e nós também sobreviveremos, mas precisamos reavaliar urgentemente nossos conceitos relacionados às nossas necessidades básicas.

By Jânio

A glória dos desgraçados

O rico mais pobre

Famílias abandonadas

Loteria da vida

Pobre classe média

Burguesia - Ricos modernos

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Pena de morte volta a ser aplicada no Japão




O Japão volta a executar seus presos 20 meses após a última pena capital. Desta vez, três sujeitos foram condenados por homicídios múltiplos nas prisões de Tóquio, Hiroshima e Fukuoka.

Os executados, com idades respectivas de 48, 46 e 44 anos, foram condenados a morte por matar cinco pessoas e ferir dez outras, assassinar seus sogros e filho adotivo, roubar e matar duas mulheres, respectivamente - Obs: Todos esses crimes forram cometidos há mais de dez anos.

Uma pesquisa de opinião organizada em 2.009, revelou que 86% dos japoneses apoiavam a aplicação da pena de morte, estatísticas  usadas pelo ministro da Justiça Toshio Ogawa, para dar ordem para executar os assassinos.

Já que no Japão nunca foi declarada oficialmente uma moratória sobre as execuções, analista consideram que o longo período sem aplicação da pena de morte terminou com a chegada poder do partido democrata. Efetivamente falando, esta é a segunda vez que se executa a pena de morte desde que o governo democrata chegou ao poder.

Atualmente, há 132 réus  condenados a morte nas cadeias japonesas, entre eles, presos que foram declarados culpados do ataque com gás no metro de Tókio em 1.995.

Fonte RT-TV

Comentário: A pena capital, ou pena de morte, é sempre uma questão complicada, não é mesmo?

É Natural que sociedades civilizadas sejam contra a pena de morte, eu sou contra, mas para os governos imperialistas (Japão, EUA, China, etc.) que consideram essa a melhor forma de intimidar os marginais a não cometerem crimes, indiretamente criam um temor em toda a população, quanto a possíveis injustiças.

Efetivamente, a pena de morte não funciona, já que o governo sabe de suas limitações. Em qualquer país que tenha religiões, e a maioria tem, o poder de vida e de morte só cabe a Deus e o governo está longe disso, aliás, após a rendição do Japão, depois da Grande guerra, o imperador teve de declarar ao povo não ser deus, mas alguém de carne e osso.

Politicamente, a pena capital constitui-se numa alternativa extrema de controle, acreditando-se que ela seja de fato eficaz, mas nem nisso os dados tem ajudado. As pesquisas tem desmentido os governos imperialistas, mostrando que a pena de morte não tem diminuído a criminalidade.

Se a pena de morte não pode ser aplicada, então porque ela ainda existe?

A resposta está na manutenção do poder e é isso o que eu mais temo, quando penso nas consequências da crise mundial. Até onde esses governos outrora intolerantes e cruéis suportarão sua condição de derrotados?

É claro que nos sabemos que a verdadeira culpa está na concentração de capital, mas são justamente os donos desse capital concentrado que conspiram pelo separatismo das classes e criam leis idiotas, baseadas em argumentos forjados, para manter todas as riquezas em suas mãos.

By Jânio

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Problemas de desmaio



Desmaios são vistos com naturalidade pela arte dramática, onde as mulheres desmaiam  com certa naturalidade.

Eu sempre achei o desmaio uma coisa bizarra, e fico sempre preocupado quando isso acontece. Fazendo uma boa pesquisa, cheguei a conclusão que a preocupação faz sentido.

Uma pessoa pode desmaiar pelos mais variados motivos:

Traumas encefálicos - Quando a pessoa não pode tomar muito sol, muito comum em pessoas que sofreram acidentes automotivos e policiais veteranos.

Susto - Esse tipo de desmaio é típico de pessoas mais sensíveis, principalmente nas mulheres.

No caso dos problemas mais sérios, e só um bom médico pode identificar isso, estão relacionadas dezenas de causas para um desmaio.

Muita gente pode achar que isso é exagero de pessoas mimadas, mas o problema é bem mais sério que isso. Eu, pessoalmente, prefiro ficar atento e não acho isso normal, acho bizarro.

Veja algumas causas:

01 - Doença cérebro- vascular.

02 - Convulsões de origem cardíaca - arritmia, estrutural ou isquêmica.

03 - Pulmonar - embolia, hipertenção.

04 - Metabólicas - hipoglicemias, intoxicações.

05 - Neurogênica/Vascular - hipotensão postural, situacional ou vasodepressora.

06 - Infecciosas.

07 - Psicogênicas.

08 - Desconhecidas (40%).

ÁBCdaSaúde - "Se você acha que vai desmaiar, procure deitar-se com as pernas mais elevadas que a cabeça.

Se não for possível deitar-se, sente-se e baixe a cabeça até o nível dos joelhos. Este procedimento aumenta o fluxo de sangue para seu cérebro.

Procure não se levantar bruscamente, faça-o lentamente, para que sua freqüência cardíaca e pressão sangüínea tenham mais tempo para se ajustar à posição vertical.

Se você começou a tomar alguma medicação nova e acha que seu desmaio foi ocasionado pela medicação, procure seu médico, pois pode ser necessário ajustar a dosagem.

Em épocas de altas temperaturas, como verão, passar por muito calor e umidade, ter sensação de abafamento, ingerir pouco líquido, ficar em pé por um longo tempo, fazer exercícios e desidratar-se, são condições propícias para ocorrer um desmaio."

Síncope ou desmaio é um termo muito familiar para pessoas com diabetes e,  nesse caso, os desmaios mostram uma situação que merece acompanhamento médico, podendo levar ao coma. Pessoas com pressão baixa também conhecem esse problema de perto.

Eu já ouvi muitas simpatias, como consumir sal, azeitonas, etc. para melhorar a pressão baixa.

As quedas são problemas que me preocupam, principalmente em idades avançadas, quando o corpo é mais frágil

Wikipédia: "A síncope pode ser secundária a fatores cardíacos, seja por (arritmia cardíaca ou cardiopatia obstrutiva) ou mais frequentemente devido a uma alteração reflexa ou resposta neuromediada do sistema nervoso autônomo que controla a pressão arterial e a frequência cardíaca. No caso de síncope neuromediada ou reflexa (Síncope Vasovagal), o indivíduo geralmente tem sintomas prodrômicos (que antecedem a perda de consciência), podendo apresentar: palidez, tontura, fraqueza, sudorese aumentada, visão turva e mais raramente, convulsões. Habitualmente, o doente recupera rapidamente a consciência após a queda, pois existe de novo retorno de sangue ao coração que estava sequestrado nos membros inferiores. Este tipo de síncope apesar de frequente, é geralmente benigno e com bom prognóstico, inversamente do que se observa na síncope de etiologia cardíaca."

A causa mais comun da síncope não é cardíaca, felizmente, mas é preciso que isso seja investigado pelo médico.

Quando eu fiz uma cirurgia vascular, tive complicações, como consequência eu tinha vários apagões. Eram desmaios tão rápidos que eu não chegava a cair, mas eu preferia me sentar para evitar a queda.

O problema começou com a anestesia, o médico até me perguntou se eu era alérgico a benzetacil, mas como eu ia saber?

Irônicamente, a menina que foi me ver desmaiou de susto, ao ver o corte em minha barriga. Sua queda, batendo a cabeça no chão, deixou-me preocupado.

Pessoas que nunca adoeceram, são pessoas mais sujeitas a morte súbita, e isso pode ser explicado pelo seu desconhecimento sobre o próprio corpo. É isso o que acontece com pessoas alérgicas.

Quando o desmaio está relacionado a problemas cardíacos, diabetes, avc, a atenção deve ser grande.

Os desmaios mais comuns são rápidos e a pessoa logo se recupera, caso isso não ocorra, é preciso procurar um pronto socorro porque é sério.

By Jânio


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

O problema não é a corrupção




A marcha contra a corrupção, em Brasília,  contou com a participação de mais de 25 mil pessoas. O número de pessoas surpreendeu, mas poderia ser maior.

Uma pergunta que muitos brasileiros  tem feito é: Por que os brasileiros se preocupam mais com futebol que com o próprio futuro e com a política?

A resposta é simples: Quando uma pessoa vai ao estádio de futebol, ela sabe muito bem porque está ali, sabe qual o seu objetivo. Se alguém perguntar qual é o placar esperado, cada pessoa terá o seu palpite na ponta da língua.

A conspiração das minorias faz com que cada grupo de pessoas se preocupe com o seu próprio interesse, assim, os professores estarão preocupados com o aumento de seus salários, assim como os bombeiros, sem tetos, sem terra, gls, mulheres, afros, sêniors, etc.

Mesmo quando há interesses em comum, quando o destino de um afeta  a vida do outro, isso passa despercebido.

Os pais de alunos não se preocupam em saber quanto os professores recebem, mesmo sabendo que disso dependerá a qualidade na educação. Um professor que trabalha além do normal, ou que dá aulas para quarenta alunos numa mesma sala, nunca terá um bom rendimento.

Querer acabar com a corrupção no grito, é muito bonito, mas poderá ficar difícil, sem saber qual é a causa do problema.

É preciso estudar o problema, saber as causas e, além disso, mostrar para as classes mais afetadas pelas desigualdades,  as vantagens  de se lutar por melhores condições.

Se os argumentos dessa organização não forem convincentes, dificilmente haverá adesão de todas as classes ao movimento.

A corrupção é a consequência de altos impostos, provocando uma situação bizarra de taxa de câmbio, Selic, dívida interna e decadência da estrutura do governo. Banqueiros como Chico da Fossa, Sílvio Santos, Daniel Dantas, Cacciola, Nagi Nahas, José Eduardo, todos se acham no direito de financiarem projeto fantasmas, fraudulentos.

Empresas se vêem obrigadas a viver na marginalidade, assim como toda a sociedade. Não há concorrência justa e as empresas preferem se unir a competir uma com as outras.

Quando não é possível pagar taxas exorbitantes, surge a corrupção, máfia de fiscais, caixa dois etc.

É preciso lutar contra os impostos altos, mas como convencer as pessoas de que elas estão pagando impostos muito altos. Alguns postos de gasolina até fazem protestos, mas quem leva a sério?

Ninguém está preocupado com os problemas alheios, mesmo que esse problema também o afete.

Não adianta tirar um governo e colocar outro, a corrupção sempre haverá, enquanto houverem impostos altos.

O governo sempre reclama que não tem dinheiro, mas os banqueiros como Sílvio santos não tem dificuldade em retirar 4 bilhões e meio do Banco central.

É preciso baixar os impostos imediatamente, além de prender os banqueiros que levam todo esse dinheiro arrecadado.

Será muito difícil convencer as pessoas de que suas vidas poderá mudar, caso todas as classes se unam.

Quem estará disposto a pagar o preço?

By Jânio