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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Bolsa cai e dólar sobe por causa de Trump



O dólar sobe e a bolsa de valores no Brasil cai na manhã de hoje (9), após o anúncio da vitória do empresário Donald Trump na eleição para a presidência dos Estados Unidos. Trump venceu a candidata do Partido Democrata, Hillary Clinton.

Às 9h50 de hoje (9), o dólar estava cotado a R$ 3,2450. Às 10h, o dólar era vendido a R$ 3,2380. O Índice de Valores da Bolsa de São Paulo (Ibovespa) caia 3,24% por volta das 10h20, com 62.079,76 pontos.

Os mercados financeiros no mundo desabaram com a notícia da vitória de Donald Trump. O índice Nikkei do Japão caiu mais de 800 pontos, ou seja quase 5%.
As aplicações financeiras estão se transferindo para o ouro. O peso mexicano está em queda livre.

Edição: Kleber Sampaio

Agência Brasil

segunda-feira, 28 de março de 2016

Preparado para o fim do dólar?



Como sabemos, o conhecimento é a chave para o sucesso e essa máxima também pode ser aplicada ao dinheiro.

01 - Uma parábola do Evangelho narra que um homem recebeu dinheiro e enterrou para evitar investir de forma incorreta. Qual era o nome da moeda?

Opções: I Shekel (Siclo), lepton, denário, talento

02 - No passado, as moedas eram feitas de metais preciosos, de modo que os falsificadores ou limavan, ou cortavam as bordas para derreter e vender o metal extraído. A fim de combater esta prática, um homem propôs rayas (listras, raias) nas bordas para certificar o tamanho real da moeda. Quem propôs essa ideia?

opções: Galileo Galilei, Isaac Newton, Oliver Cromwell, Carlo Magno, 

03 - Em 1685, o governo da Nova França, colônia francesa na América do Norte, não tinha recursos para pagar o salário aos trabalhadores. Que elemento desempenhou o papel de dinheiro?

Opções: Naipe (cartas de baralho), folhas de platano, estampitas (imagens, santinhos), bilhetes de loteria, 

04 - Alexandre Dumas publicou 'Os Três Mosqueteiros' como uma série em um jornal francês. Nos termos do contrato com a editora, o autor recebeu dinheiro por cada linha publicada. Qual o personagem que o escritor criou para aumentar o seu pagamento?

Opções: D'Artagnan, Grimaud, Cardeal Richelieu, Treville.

05 - Muitos acreditam que nas notas de banco (dinheiro) dos EUA só aparecem efígies de seus presidentes, mas não é verdade. Quais as faces das pessoas que estão em dólares sem serem os principais líderes desse país?

Opções: 
Andrew Jackson e Thomas Jefferson
Benjamin Franklin e Alexander Hamilton
George Washington e Ulysses Grant
Abraham Lincoln e Andrew Jackson

06 - É verdade que o dinheiro australiano é de plástico?

Opções: Sim ou não.

07 - Devido a falta de dinheiro em 1918, o Turquestão Soviético começou a cunhar sua própria moeda. O que garantiu o seu valor?

Opções: Petróleo, ópio, algodão, trigo

08 - Após a Revolução Bolchevique, na República da Sakha (Yakutia, Rússia) o dinheiro saiu de circulação por um tempo. Que produtos foram comercializados em vez disso?

Opções: Diamantes, chifres de rena, fólios, etiquetas de vinho.

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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Especulação faz o dólar ficar acima dos quatro reais



Entenda as razões da alta do dólar e os efeitos na economia

A tendência, segundo analistas, é que a moeda dos EUA permaneça num patamar mais elevado diante do cenário político e econômico conturbado e das incertezas sobre o ajuste fiscal das contas públicas brasileiras. Mas, apesar de ter subido também em relação a outras moedas, por causa de uma expectativa de aumento dos juros da economia americana, é na comparação com o real que o dólar apresenta uma de suas maiores altas.

O que é câmbio?

Antes de abordar a alta do dólar, é preciso entender o conceito da taxa de câmbio. Câmbio é a relação de preços entre duas economias, tem o objetivo de facilitar as transações comerciais entre os países. Como qualquer problema econômico impacta o valor da moeda, por isso a taxa de câmbio é flexível. 

Quais são os motivos que estão levando o dólar às alturas?

Para o professor de Economia da Universidade de Brasília, Flávio Basílio, a correção da valorização do real perante o mercado internacional deveria ter acontecido antes. “O que causa estranheza é a velocidade com que isso acontece e causa a volatilidade do real perante o mercado”, explica. O real estava valorizado com relação a todas as moedas e isso é ruim quando se analisa a balança comercial, trazer investimentos para o Brasil se torna mais difícil.
O fortalecimento da economia dos EUA e a crise política e financeira da Europa são problemas externos que estão pressionando o câmbio e causando a desvalorização do real. O dólar deve fugir ainda mais do Brasil porque os norte-americanos planejam subir, até a metade do ano, sua taxa de juros, atualmente em 0,25%. Isso pode fazer o dinheiro dos investidores render mais por lá do que aqui.
Para Basílio, resta saber se isso é um problema ou não. “Já havia uma necessidade de ajuste de câmbio, o problema real é a velocidade com que isso aconteceu, a volatilidade do câmbio, sim, é um problema, pois gera incerteza e afeta a credibilidade do mercado nacional”, completa. O economista explica que esse ajuste, apesar de importante, não garante o fortalecimento da economia brasileira, pois ainda há um reajuste a se fazer com relação a outras moedas.

Como os fatores externos afetam a cotação da moeda?

O economista Flávio Basílio explica que a valorização do dólar aconteceu frente a todas as moedas, devido a expectativa de aumento da taxa de juros nos EUA. Já a moeda brasileira precisava de uma correção, “o câmbio que tínhamos não era sustentável a longo prazo”, pontua.
As oscilações da cotação do dólar variam de acordo com a lei da oferta e da demanda - quanto maior a oferta da moeda americana, menor é sua cotação. Porém outros fatores podem causar influências nessa variação. O risco-país é um conceito utilizado para tentar definir o grau de instabilidade econômica, mostrando aos investidores qual é o perigo de se investir em um país. Quanto menor o índice de risco de um país, maior é o número de investidores estrangeiros, consequentemente mais dólares circulando no mercado daquele país.

O que o governo pode fazer para conter a instabilidade cambial? 

O governo também pode exercer influência, quando interfere no mercado para estabilizar o dólar e deixar o real desvalorizado. Essa medida torna os produtos brasileiros mais competitivos no mercado internacional e aumenta as exportações e investimentos, importantes para o país.
Basílio explica que, historicamente, as interferências do governo foram tardias. “Estamos observando uma repetição do que aconteceu em 1999, 2002 e 2003. Não se pode deixar a moeda nacional se valorizar tanto, pois quando ocorrem ajustes, eles acontecem muito rápido e geram instabilidade”, completa. Para Basílio, o Banco Central deve atuar de forma mais forte, para prevenir a apreciação. “A curto prazo, a valorização da moeda ajuda a conter a inflação, mas gera a volatilidade do mercado quando acontecem ajustes”, disse.

O que faz o mercado oscilar?

Basílio destaca que a política fiscal, o patamar de importações e exportações, a competitividade do mercado e o nível de investimentos internos também influenciam no fortalecimento da moeda. 

Por que existem diferentes cotações?

Se você for comprar a moeda para viajar, certamente vai pagar um valor ainda maior do que vê em todos os noticiários. Isso porque, seja o dólar que define o valor de compras de produtos de outros países, ou dólar para quem vai viajar, as cotações são diferentes para várias operações. Os tipos de de dólar são: comercial, turismo e paralelo. 
O dólar comercial é utilizado em transações no mercado financeiro, como importações e exportações. Já o dólar turismo é usado em compra de moeda para viagens. O dólar paralelo, como o nome diz, é o dólar usado em transações que não passam pelo controle do Banco Central. É considerado ilegal.
Eles têm valores diferentes, porque o comercial é cotado pelo mercado, mas o governo consegue influenciar comprando e vendendo a moeda norte-americana. Já o dólar turismo é mais caro, porque os bancos e agências pagam taxas, os custos da importação e somam ainda o que vão ganhar com as operações. Já o paralelo não tem nenhum tipo de controle.

Criado em 23/03/15 10h30 e atualizado em 23/03/15 11h28
Por Líria Jade Fonte:Portal EBC
O professor de economia de MBAs da Fundação Getulio Vargas (FGV), Mauro Rochlin, credita a “alta desmedida” do dólar ao receio de que o ajuste fiscal proposto pelo governo, de R$ 66 bilhões, não se concretize, o que poderia levar o país a perder seu grau de investimento e impactar a inflação. “Basicamente, eu resumiria essa disparada [do valor do dólar] como resultado do que a gente chama de aversão ao risco. A alta do dólar acaba refletindo essa maior aversão ao risco, esse medo de que as coisas fujam ao controle, e, então, o dólar parece ser um porto seguro diante disso”.
Segundo o economista da FGV, a alta mais acentuada da moeda americana nas últimas duas semanas está relacionada ao cenário político do país: manifestações nas ruas, divulgação da lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com nomes de parlamentares envolvidos em esquema de corrupção na Petrobras e crise entre poderes Executivo e Legislativo. “Tudo isso ajudou a formar um cenário muito mais turbulento, que gera a aversão ao risco. Depende muito de como os fatos vão se desenrolar em termos políticos para saber que impacto isso pode ter sob o câmbio. A questão política está em aberto”.
O economista Carlos Eduardo de Freitas, conselheiro presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-DF) e ex-diretor do Banco Central, explica que a alta do dólar tem uma vertente estrutural de realinhamento dos preços, reduzindo os custos de produção e aumentando a competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional. Mas ele também acredita que a desconfiança sobre a implementação do ajuste fiscal anunciado, depois do Congresso devolver a medida provisória que tratava do assunto, gerou uma pressão maior nos últimos dias.
“Faltam um discurso e um comportamento do governo que tragam de volta essa credibilidade que foi arranhada. Essa desconfiança está evoluindo para uma incerteza, que é quando não se consegue medir os riscos, e aí há uma saída de capital”, disse Freitas.

Criado em 14/03/15 10h38 e atualizado em 14/03/15 18h07
Por Danilo Macedo Edição:Jorge Wamburg Fonte:Agência Brasil
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