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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Fim da economia e início da especulação



Neste episódio, Max Keiser e Stacy Herbert falarão sobre a especulação nos mercados de ações e imobiliário que antes se mantinha estável e forte e que foi usada para criar uma ilusão de uma economia sempre em crescimento. Na segunda parte, Max continua sua entrevista com Satyajit Das, autor de "Money Extreme ' (O Dinheiro no Limite), com quem vai discutir a economia comunista-capitalista da China e da Austrália ("a grande província do sul da China " - Segundo o autor) .
"Evelyn Waugh escreveu:" Quando os poços secarem, as pessoas terão de beber das miragens ( Quando a economia chegar ao fundo do poço, as pessoas terão de viver de especulação). 'Pois bem, se ele estivesse vivo hoje,  poderia escrever uma novela com o sugestivo  título  «Avaliando o mercado de  de ações'. ; ele poderia muito bem escrever: "Quando as nossas economias secam, banqueiros e rentistas têm de ganhar dinheiro com especulação," começa o co-apresentador em um novo episódio de "Keiser Report '.
Como exemplo, Keiser diz que Macy se  endivida a 0 por cento para recomprar suas próprias ações, já que as reservas Federal possibilita isso. "Neste período de "boom" baseado em recompras de ações (seria  o mesmo que comer seu próprio vômito), os executivos que teriam a opção de investir na bolsa relacionada ao preço das ações não deixariam de ganhar dinheiro em abundância. Mas, em seguida, chegaria a um ponto em que a realidade já não poderia mais ser ocultada ", acrescenta.
"Os Próprios executivos apresentam a opção de investir em ações e, ao mesmo tempo, controlam o seu valor,  sem que os demais acionistas percebam que esta prática reduz o valor de suas ações", disse Herbert. "É tudo  fraude por toda parte", diz ele.
"Se não fosse a especulação criada de uma economia em crescimento  e de um consumidor saudável,  as pessoas poderiam pedir que o Departamento de Justiça fizesse algo a respeito", diz o co-apresentador.





segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Recessão X Rouba mas faz



Entre o milagre econômico da década de 70 até o Real, houve uma época de crescimento dos mais ricos e dos empreendedores malandros sem escrúpulos, uma frase que ficou muito conhecida nessa época foi "Ele rouba mas faz.  O político que personificava essa frase era principalmente o Maluf, hoje em dia, cada estado tem o seu "coronel" e o Maluf é apenas mais um na multidão.

A origem

"Rouba mas faz" surgiu da motivação que os políticos tem de construir grandes obras, onde a movimentação de dinheiro, materiais de construção e mão-de-obra especializada, além de outros capitais, é muito grande. Políticos corruptos se fazem de incompetentes para bagunçar a contabilidade, tornando impossível qualquer auditoria, apesar de haver também os gestores incompetentes por natureza.

Blindagem

O rastreamento de dinheiro na era digital tornou quase impossível uma atividade muito comum no país, burlar a contabilidade. 

Mas os malandros não desistiram, com muita lei e pouca justiça, a pouca justiça que temos é controlada pela política, surgiram os laranjas, criando a justiça dos bandidos. A justiça depende do depoimento dos bandidos para fazer a investigação, em troca, os maiores bandidos do país, que são justamente os delatores, tem suas penas reduzidas em troca de ditarem as regras da investigação, realizando a sua vingança pessoal contra os políticos que não os ajudaram.

Essa vagabunda que queimou o processo da Globo por sonegação de impostos, criou uma situação inédita na justiça, e eu fiquei pensando se esses processos não são protocolados, acompanhados por autoridades que tem todos os papéis  que estão circulando no processo. É difícil acreditar que a justiça seja tão irresponsável a ponto de não oferecer um cópia para arquivo.

Antes disso, quando a polícia encurralou a família Sarney, a polícia foi proibida de continuar porque supostamente  não teria  seguido os protocolos legais.

Gilmar mendes amanheceu na porta da delegacia para livrar o banqueiro Daniel Dantas da cadeia, que foi preso mais tarde, mas com menos estardalhaço.

PC Farias foi morto durante o primeiro grande escândalo do  governo democrático, levando com ele todos os segredos do submundo da política brasileira, deixando tanto o governo quanto a oposição satisfeitos, afinal, o sistema bipartidário precisava sobreviver.

A verdade

As verdades que tínhamos que engolir a respeito desses escândalos eram falsas, ditadas pela própria Globo, detentora do monopólio publicitário e da comunicação no país. Atualmente a Globo não anda bem das pernas e tem dificuldade para administrar seus próprios escândalos, quanto mais os escândalos alheios.

A maneira como insistem em impeachment, meses depois da eleição, é vergonhoso, parece que a mídia quer impor o golpismo, independente da vontade de quem voltou.

Consequências

Com tantas denúncias e notícias sobre corrupção, a polícia federal passou a pressionar mais as instituições financeiras e políticas, o resultado é que a torneira secou. 

Acontece que os grandes empresários do país seguem o mesmo estilo dos políticos, ou seja, não querem nem saber se as empresas tem ou não lucro. Fecham um empresa aqui, vendem outra ali, abrem uma nova em nome de um laranja, e continua tudo na mesma, exceto se não tem lucro. Se o governo para de jogar dinheiro em suas mãos, aí, começa a recessão.

A alta do dólar mostra que alguns empresários ainda tentam uma última cartada, especular contra um governo que tem mais de 350 bilhões de dólares em reserva, terrorismo de gente retardada. A nova onda de especulação do dólar, a última ocorreu quando a burguesia sentiu que Lula ia ganhar a eleição, conseguiu bater o recorde da primeira, ultrapassando os quatro dólares. É bom que se diga que os bancos pegam dinheiro do governo e investem no próprio governo para conter a inflação, isso quer dizer que eles também tem culpa e estão especulando contra a moeda, enquanto dizem que não tem dinheiro, o que não faz sentido - eu só quero saber onde esses especuladores idiotas vão vender seus dólares supervalorizados.

Conclusão

O Brasil é o país mais instável do mundo, prova disso é a especulação com o dólar.

O Brasil e o país mais desonesto do mundo, prova disso é a maior taxa de juros para conter a inflação, ao invés de investir em concorrência e fim dos oligopólios praticados pelos maiores oligarcas do mundo, que estão entre os maiores credores de países ricos como o Brasil e Estados Unidos, além de enviar verdadeiras fortunas para os paraísos fiscais.

O Brasil é o país que mais rouba e isso fica comprovado cada vez que o governo fala em aumento dos impostos. Diminuir os impostos significaria diminuição de roubos, aumentar os impostos significa o contrário, significa que tem muita gente roubando, pior, a mídia nunca irá falar desses roubos. Por que a Globo não paga impostos enquanto o governo cobra impostos até de feijão e arroz.

Impostos altos aumenta o monopólio, a corrupção de empresas como a própria Globo, aumenta a corrupção de autoridades que deveriam impedir tais crimes, e nunca teremos concorrência, nunca vamos conseguir controlar a inflação.

Controlar a inflação com taxas de juros e deixar os oligarcas controlarem o mercado é uma grande covardia, assim como a delação premiada para os bandidos que deveriam ser os maiores culpados.

By Jânio  

Trinta anos de escândalos 

Políticos com problemas na justiça

Presidentes do Brasil

A crise da PPP


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Especulação faz o dólar ficar acima dos quatro reais



Entenda as razões da alta do dólar e os efeitos na economia

A tendência, segundo analistas, é que a moeda dos EUA permaneça num patamar mais elevado diante do cenário político e econômico conturbado e das incertezas sobre o ajuste fiscal das contas públicas brasileiras. Mas, apesar de ter subido também em relação a outras moedas, por causa de uma expectativa de aumento dos juros da economia americana, é na comparação com o real que o dólar apresenta uma de suas maiores altas.

O que é câmbio?

Antes de abordar a alta do dólar, é preciso entender o conceito da taxa de câmbio. Câmbio é a relação de preços entre duas economias, tem o objetivo de facilitar as transações comerciais entre os países. Como qualquer problema econômico impacta o valor da moeda, por isso a taxa de câmbio é flexível. 

Quais são os motivos que estão levando o dólar às alturas?

Para o professor de Economia da Universidade de Brasília, Flávio Basílio, a correção da valorização do real perante o mercado internacional deveria ter acontecido antes. “O que causa estranheza é a velocidade com que isso acontece e causa a volatilidade do real perante o mercado”, explica. O real estava valorizado com relação a todas as moedas e isso é ruim quando se analisa a balança comercial, trazer investimentos para o Brasil se torna mais difícil.
O fortalecimento da economia dos EUA e a crise política e financeira da Europa são problemas externos que estão pressionando o câmbio e causando a desvalorização do real. O dólar deve fugir ainda mais do Brasil porque os norte-americanos planejam subir, até a metade do ano, sua taxa de juros, atualmente em 0,25%. Isso pode fazer o dinheiro dos investidores render mais por lá do que aqui.
Para Basílio, resta saber se isso é um problema ou não. “Já havia uma necessidade de ajuste de câmbio, o problema real é a velocidade com que isso aconteceu, a volatilidade do câmbio, sim, é um problema, pois gera incerteza e afeta a credibilidade do mercado nacional”, completa. O economista explica que esse ajuste, apesar de importante, não garante o fortalecimento da economia brasileira, pois ainda há um reajuste a se fazer com relação a outras moedas.

Como os fatores externos afetam a cotação da moeda?

O economista Flávio Basílio explica que a valorização do dólar aconteceu frente a todas as moedas, devido a expectativa de aumento da taxa de juros nos EUA. Já a moeda brasileira precisava de uma correção, “o câmbio que tínhamos não era sustentável a longo prazo”, pontua.
As oscilações da cotação do dólar variam de acordo com a lei da oferta e da demanda - quanto maior a oferta da moeda americana, menor é sua cotação. Porém outros fatores podem causar influências nessa variação. O risco-país é um conceito utilizado para tentar definir o grau de instabilidade econômica, mostrando aos investidores qual é o perigo de se investir em um país. Quanto menor o índice de risco de um país, maior é o número de investidores estrangeiros, consequentemente mais dólares circulando no mercado daquele país.

O que o governo pode fazer para conter a instabilidade cambial? 

O governo também pode exercer influência, quando interfere no mercado para estabilizar o dólar e deixar o real desvalorizado. Essa medida torna os produtos brasileiros mais competitivos no mercado internacional e aumenta as exportações e investimentos, importantes para o país.
Basílio explica que, historicamente, as interferências do governo foram tardias. “Estamos observando uma repetição do que aconteceu em 1999, 2002 e 2003. Não se pode deixar a moeda nacional se valorizar tanto, pois quando ocorrem ajustes, eles acontecem muito rápido e geram instabilidade”, completa. Para Basílio, o Banco Central deve atuar de forma mais forte, para prevenir a apreciação. “A curto prazo, a valorização da moeda ajuda a conter a inflação, mas gera a volatilidade do mercado quando acontecem ajustes”, disse.

O que faz o mercado oscilar?

Basílio destaca que a política fiscal, o patamar de importações e exportações, a competitividade do mercado e o nível de investimentos internos também influenciam no fortalecimento da moeda. 

Por que existem diferentes cotações?

Se você for comprar a moeda para viajar, certamente vai pagar um valor ainda maior do que vê em todos os noticiários. Isso porque, seja o dólar que define o valor de compras de produtos de outros países, ou dólar para quem vai viajar, as cotações são diferentes para várias operações. Os tipos de de dólar são: comercial, turismo e paralelo. 
O dólar comercial é utilizado em transações no mercado financeiro, como importações e exportações. Já o dólar turismo é usado em compra de moeda para viagens. O dólar paralelo, como o nome diz, é o dólar usado em transações que não passam pelo controle do Banco Central. É considerado ilegal.
Eles têm valores diferentes, porque o comercial é cotado pelo mercado, mas o governo consegue influenciar comprando e vendendo a moeda norte-americana. Já o dólar turismo é mais caro, porque os bancos e agências pagam taxas, os custos da importação e somam ainda o que vão ganhar com as operações. Já o paralelo não tem nenhum tipo de controle.

Criado em 23/03/15 10h30 e atualizado em 23/03/15 11h28
Por Líria Jade Fonte:Portal EBC
O professor de economia de MBAs da Fundação Getulio Vargas (FGV), Mauro Rochlin, credita a “alta desmedida” do dólar ao receio de que o ajuste fiscal proposto pelo governo, de R$ 66 bilhões, não se concretize, o que poderia levar o país a perder seu grau de investimento e impactar a inflação. “Basicamente, eu resumiria essa disparada [do valor do dólar] como resultado do que a gente chama de aversão ao risco. A alta do dólar acaba refletindo essa maior aversão ao risco, esse medo de que as coisas fujam ao controle, e, então, o dólar parece ser um porto seguro diante disso”.
Segundo o economista da FGV, a alta mais acentuada da moeda americana nas últimas duas semanas está relacionada ao cenário político do país: manifestações nas ruas, divulgação da lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com nomes de parlamentares envolvidos em esquema de corrupção na Petrobras e crise entre poderes Executivo e Legislativo. “Tudo isso ajudou a formar um cenário muito mais turbulento, que gera a aversão ao risco. Depende muito de como os fatos vão se desenrolar em termos políticos para saber que impacto isso pode ter sob o câmbio. A questão política está em aberto”.
O economista Carlos Eduardo de Freitas, conselheiro presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-DF) e ex-diretor do Banco Central, explica que a alta do dólar tem uma vertente estrutural de realinhamento dos preços, reduzindo os custos de produção e aumentando a competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional. Mas ele também acredita que a desconfiança sobre a implementação do ajuste fiscal anunciado, depois do Congresso devolver a medida provisória que tratava do assunto, gerou uma pressão maior nos últimos dias.
“Faltam um discurso e um comportamento do governo que tragam de volta essa credibilidade que foi arranhada. Essa desconfiança está evoluindo para uma incerteza, que é quando não se consegue medir os riscos, e aí há uma saída de capital”, disse Freitas.

Criado em 14/03/15 10h38 e atualizado em 14/03/15 18h07
Por Danilo Macedo Edição:Jorge Wamburg Fonte:Agência Brasil
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