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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Conflitos no Oriente Médio



Oriente Médio, região situada ao lado do Ocidente tendo como referência o Mar Mediterrâneo, inclui os países costeiros do Mediterrâneo Oriental (da Turquia aoEgito), a JordâniaMesopotâmia (Iraque), Península ArábicaPérsia (Irã) e geralmente o Afeganistão.

A condição de área de passagem entre a Eurásia e aÁfrica, de um lado, e entre o Mar Mediterrâneo e o Oceano Índico de outro, favoreceu o comércio de caravanas que enfraqueceu-se posteriormente em proveito das rotas marítimas, renovadas pela abertura do canal de Suez em1869. Logo antes da Primeira Guerra Mundial, a região já era a maior produtora petrolífera do mundo e, por isso, despertava o interesse das grandes potências, tornando-se objeto de rivalidades e conflitos internacionais. Além da economia baseada no petróleoe das fortes desigualdades sociais, a região também apresenta problemas nas uniões tribais e étnicas, na fragilidade das estruturas de governo e, sobretudo na centralização islâmica da vida política.
A maioria dos Estados do Oriente Médio surgiram sob influencia do imperialismofranco-britânico, com a queda do Império Turco-Otomano após a I Guerra Mundial, assim a maior parte da região seria dividida em protetorados. A Palestina, aTransjordânia (atual Jordânia), o Egito, o Iraque (antiga Mesopotâmea) e a Pérsia (atual Irã) ficaram sob domínio da Inglaterra e a Síria e o Líbano tornaram-se protetorados franceses. Essa divisão obedeceu aos interesses das potências, que não levaram em conta os problemas específicos da região como as minorias étnicase religiosas.
Após a Segunda Guerra Mundial, os países do Oriente Médio tentaram relegar a religião somente à esfera privada, através do nacionalismo pan-arabista, cujo maior líder foi o presidente egípcio Gamal Abdel Nasser. Na década de 1970, as massas urbanas e a classe média se afastaram do nacionalismo, adotando ofundamentalismo islâmico, que consolidou-se como ideologia dominante nas últimas décadas do século XX, principalmente após a Revolução Iraniana de 1979 e a ascensão do Talibã ao poder no Afeganistão.
O Oriente Médio permanece uma das áreas mais instáveis do mundo, devido uma série de motivos que vão desde a contestação das fronteiras traçadas pelo colonialismo franco-britânico, a posição geográfica, no contato entre três continentes; suas condições naturais, pois a maior parte dos países ali localizados são dependentes de água de países vizinhos; a presença de recursos estratégicos no subsolo, caso específico do petróleo; posição no contexto geopolítico mundial; até a proclamação do Estado de Israel na Palestina em 1948, o que de imediato provocou uma série de conflitos conhecidos como as guerras árabes-israelenses, entre eles a guerra de independência de Israel, a Guerra dos Seis Dias, a Guerra de Suez e a Guerra do Yom Kippur.

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domingo, 6 de janeiro de 2013

Aumenta a tensão nas iIhas Malvinas




Uma carta aberta, publicada pelo tabloide "The Sun" em um jornal de Buenos Aires, exige que a presidente Cristina Fernandez abra mão do território disputado.

O tabloide critica as tentativas desta nação Sul americana em recuperar a soberania do arquipélago controlado pelo Reino Unido, onde até o povo das Ilhas Malvinas que optam por tornar-se argentinos, continuam sendo absolutamente britânicos. Após a publicação, vários ativistas argentinos queimaram jornais e uma bandeira britânica.

A analista internacional Stella Calloni considera que Londres esteja violando resoluções da ONU, por não querer negociar com a Argentina, e porque tentou instalar nas Ilhas Malvinas, companhias de petróleo, proibido pela Organização das Nações Unidas. Além disso, a analista recrimina a existência de uma base militar britânica que figura até nos mapas da OTAN.

A especialista britânica qualifica as atitudes do Reino Unido de injustas, mas acredita que é preciso continuar lutando em todas as frentes diplomáticas. "É uma situação muito difícil, mas está ficando cada vez mais evidente a falta de razão da Gran Bretanha, que só tem a lógica da força ", sentencia Calloni.

As relações entre Londres e Buenos Aires tem se tornado tensas nos últimos meses, coincidindo com o 30 aniversário da guerra das Malvinas. O motivo para as reações começaram quinta-feira,  quando vários meios de comunicação britânicos publicaram uma carta enviada pela presidente da Argentina, Cristina Fernandez, ao primeiro-ministro britânico, David Cameron, onde dizia querer dialogar para por fim ao colonialismo, petição que foi rejeitada pelo premier.

Fonte: RT-TV

Comentário: Paralelo às discussões sobre as Ilhas Malvinas, eu venho acompanhando a maneira como a Argentina tem desafiado o sistema econômico internacional. Em alguns momentos a presidente tomou decisões polêmicas, como a estatização de companhias de petróleo.

Além disso, a presidente tomou decisões firmes, típicas de grandes líderes latino-americanos, como romper com o FMI.

Em outra época, muita gente diria que a estratégia é arriscada demais, mas não agora. Atualmente o sistema dos antigos G-7 está em jogo, o capitalismo está ruim das pernas e os latinos americanos tem uma longa história de reacionários e revolucionários famosos, que vão de Simon Bolívar e San Martin à Che Guevara.

Depois de Guevara, Fidel Castro tornou-se maldito e entrou na mira dos homens mais perseguidos do mundo, também tornou-se o símbolo de resistência ao poderio econômico dos EUA. A Venezuela radicalizou essa resistência, apresentando Hugo Chavez ao mundo.

Hugo Chavez não é apenas polêmico e revolucionário, ele é autêntico, além de mostrar que nem todo governo de esquerda é igual. Infelizmente, a esquerda nunca apresentou um resultado à altura de sua ideologia e coragem.

Hugo Chavez toca em assuntos polêmicos que vão do agente secreto de aluguel, o Chacal, a relações políticas com o presidente do Irã.

Não é surpresa que Hugo Chaves inspirasse vários líderes latino-americanos, como Rafael Correa defendendo Julian Assange, ou até a própria Cristina Fernandez que decidiu "libertar" o país do sistema capitalista mundial, conseguindo aliados importantes entre os BRICS.

Eu diria que todos os países em desenvolvimento tem muita mágoa dos países ricos, antigo G-7, apesar da Rússia, Japão, china, e outros novos ricos estarem fora dessa lista. Os países mais odiados são os imperialistas que não abrem mão dessa forma de poder, mas principalmente os imperalistas que nos afetam diretamente.

A expectativa que temos e as várias perguntas que serão respondidas nos próximos anos, decidirão como será o mundo do futuro e qual será a nossa qualidade de vida, infelizmente, não tenho muita esperança, não.

Para termos um mundo melhor, muita coisa tem de mudar, principalmente nossa filosofia de vida, educação e coragem para lutar.

By Jânio

Argentina rompe com o FMI

Países mais resistentes à crise

Argentina sofre com embargo internacional

Heróis latino-americanos

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

STF e o jogo do poder




O julgamento do mensalão está cheio de emoções, vocês não acham? Parece até o futebol masculino em busca de sua primeira medalha de ouro em uma Olimpíada, deixa todo mundo com água na boca mas, no final...

Cada ministro do STF que vota, é uma fase pela qual os réus terão de passar.

Eu fiquei me perguntando porque escolheram Joaquim Barbosa, o mais crítico entre todos os ministros, para ser o primeiro. Alguns ministros tem o discurso melhor que o voto e sempre decepcionam.

É que, passado o voto de Joaquim Barbosa, passou o maremoto. A partir daí, pode-se elaborar estratégias e acordões, áreas em que Gilmar Mendes - aquele que soltou o banqueiro Dantas - e Marco Aurélio - o egocêntrico - passarão a dominar os palcos.

A soltura do condenado por matar a freira Dorothy Stang, parece um mau presságio, mas eu quero estar enganado.

Depois de Joaquim Barbosa, quem votou foi o Lewandowski - aquele que a presidente disse que só tirava dez em concurso, como se isso fosse uma qualidade. Se você já fez prestou um concurso, sabe do que eu estou falando - e isso não é um bom sinal, não.  E ele fez questão de avisar que faria uma análise minunciosa de todo o processo - nem precisava - haja emoção!

Para variar, criou polêmica - Lewandowski absolveu João Paulo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados.

Na minha opinião, Gilmar mendes é o mais discreto e político, não costuma contrariar os donos do poder, quem poderá surpreender é Marco Aurélio, a cara da demagogia e da burocracia brasileira, que reza que a lei - burocracia - está acima de tudo, esquecendo sempre da ética, tão cultuada e pouco aplicada.

Lembrando que foi pela ética que Paulo maluf ficou quarenta dias na cadeia, porque se fosse pela lei, ele não ficaria nem um segundo. O Estado deve dar graças de não ser processado por racismo, por Maluf, eu acho até que ele não acredita muito na justiça brasileira.

By Jânio

A história da corrupção brasileira

Trinta anos de escândalos

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Privataria Tucana

quinta-feira, 1 de março de 2012

Ciência social insensível




Ciências, filosofia, religião, alquimia, medicina tradicional e outras áreas, todas conviveram harmoniosamente durante muito tempo, mas chegou uma época em que houve a necessidade de separação desses conhecimentos.

Jesus Cristo disse que o que era de césar, Deus não queria. Maquiavel lembrou disso, séculos mais tarde.

A não obediência desses princípios, levou o império romano a destruir Israel, e o próprio império romano seria vítima dessa inobservância.

Copérnico revolucionou a astronomia, mas era inteligente demais para cair em armadilhas criadas pela ignorância de sua época. Galileu Galilei era vaidoso demais, esse pecado lhe custou muito caro.

O arco-íris sempre foi objeto de poesias e canções, ainda é, mas houve um tempo em que os poetas não precisavam pensar tanto para compor. O culpado por esse transtorno foi Isaac Newton e suas teorias a respeito das cores.

Eu estava pensando  no que teria despertado a curiosidade de Isaac Newton e nem precisei pensar muito.

Durante a noite, todas as cores desaparecem com a falta de luz. Isso é curioso, porque podemos ver muita coisa à noite, depois de nos adaptarmos à escuridão. Quanto mistério poderá haver no universo, oculto pela escuridão?

Isaac Newton foi o responsável por desvendar o mistério do arco-íris, acabando com a magia de seus misteriosos tesouros.

Segundo Newton, o fenômeno ótico do arco-íris é provocado pela refração da luz do sol em cristais de água, suspensos no ar, principalmente depois de uma chuva.

Não, isso não acabou com a poesia, e eu fico pensando no primeiro tesouro que poderia ter sido encontrado sob um arco-íris, criando a lenda, contudo, nunca mais ninguém deve ter escondido nenhum tesouro próximo a riachos e mananciais.

Segundo a Bíblia, o arco-íris também representa o arco da aliança e não há nada mais poético e puro que isso, e há outras histórias relacionadas a esse fenômeno ótico.

Aos poucos a ciência foi apresentando outros conflitos, possibilitando que o homem aprendesse a sentir, buscar informação e educar as novas gerações para os novos tempos.

Infelizmente, mudanças constantes nos sistemas políticos, sociais e econômicos, impossibilitaram que houvesse estabilidade suficiente para o desenvolvimento de uma sociedade perfeita. Assim, novos conflitos surgiram, numa velocidade cada vez maior, pior, sem solução.

A biotecnologia rompeu fronteiras e trouxe à tona questões sobre privacidade, onde máquinas interagem com o cérebro e essa mesma tecnologia  começa a fazer parte de nosso cotidiano, quando geram energia a partir de nossos passos, danças, lixos, esgoto, água da chuva, etc.

Uma das questões mais polêmicas da ciência, foi o bebê de proveta. A manipulação genética viria perturbar a consciência insustentável do ser humano, com as pesquisas com células tronco.

O aborto tornou-se marginal, caso de polícia, livrando a religião e a sociedade em geral de mais uma polêmica.

Talvez a sociedade, ou a elite dela, queira passar uma ideia de que tudo pode seguir um padrão e que tudo pode ser regulado. Com o tempo, essa ideia vai ficando cada vez menos consistente, e as pessoas passam a ter o controle de suas próprias vidas, inclusive tomando suas próprias decisões.

Isso não é bom, porque poucos países no mundo tem cidadãos capazes de viver de acordo com os novos tempos.  A maioria não tem uma boa educação e a desigualdade social não permite que essa educação seja possível.

As pessoas que sempre tiveram muitas obrigações e poucos direitos, começam a ter conhecimento de seus direitos e não tem educação suficiente para cumprirem seus deveres e obrigações.

A biotecnologia e outras bugigangas tecnológicas se tornarão cada vez mais acessíveis, com consumidores despreparados, sem educação e sem ética para lidar com elas. Armas de fogo podem dar lugar a outras tecnologias e drogas muito mais perigosas, criando um grande problema para a sociedade.

Enquanto isso, os políticos estarão preocupados com a crise econômica mundial, que na verdade é uma crise de estado generalizada. Acho que os meus leitores é que estão certos, os políticos devem deixar de ser responsáveis pela nossa sociedade, Zilda Arns deixou bem claro isso.

A questão nunca foi o dinheiro, e nem será política. Nós devemos resolver a questão da educação, custe o que custar, e eu não estou falando de dinheiro.

By Jânio


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Nossa própria cura



Não dá para dizer que uma pessoa que pense diferente de nós seja louca, apesar de estarmos cada dia mais presos a um modo de vida, regidos por protocolos, moral e bons costumes, onde só esqueceram de avisar aos políticos, aos marginais e prostitutas,  ainda há espaço para o contraditório.

Quando perdemos o senso do ridículo, podemos ser muito criativos. Parecer ridículo e ser ridículo, são duas situações bem diferente.

Se tem uma coisa que podemos aprender com os loucos, é a capacidade de ousar falar o que pensam, fazer o que ninguém tem coragem. Falar o que se pensa é diferente de falar sem pensar.

Nem todos os loucos são iguais ou pensam iguais, o que eles tem em comum é a sua capacidade de desafiar tudo o que parece normal.

A loucura nunca foi tão normal como nos últimos anos, nunca  houve tanta criatividade para as invenções e descobertas. Conceitos como buscar o próprio eu, curar gripe provocando a própria gripe, são coisas do passado.

Assim, eu fico pensando se os loucos devem ser realmente curados, ou somos nós quem devemos enlouquecer mais um pouco. Penso que a loucura não deve ser curada pois a loucura é a nossa própria cura.

Enquanto uma pessoa estiver louca, ela estará protegida dos vícios provocados pela rotina do dia-a-dia. Pessoas epilépticas, histéricas, estressadas, todas essas pessoas parecem estar no limite.

Apesar de estarmos evoluindo através de nossas próprias loucuras, ainda nos assustamos com sonhos lúcidos, pesadelos ou estado de transe.

Algumas pessoas ainda acham que usar drogas químicas e viver loucuras artificiais é normal, achando os pesadelos naturais anormais. Na realidade, nossa  subconsciência, semiconsciência  e inconsciência tem muito mais a ver com nossa natureza  que a nossa suposta normalidade.

Buscar o meu próprio eu, já é coisa do passado, mas ainda é uma loucura mal compreendida e necessária.

By Jânio