quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Nossa própria cura



Não dá para dizer que uma pessoa que pense diferente de nós seja louca, apesar de estarmos cada dia mais presos a um modo de vida, regidos por protocolos, moral e bons costumes, onde só esqueceram de avisar aos políticos, aos marginais e prostitutas,  ainda há espaço para o contraditório.

Quando perdemos o senso do ridículo, podemos ser muito criativos. Parecer ridículo e ser ridículo, são duas situações bem diferente.

Se tem uma coisa que podemos aprender com os loucos, é a capacidade de ousar falar o que pensam, fazer o que ninguém tem coragem. Falar o que se pensa é diferente de falar sem pensar.

Nem todos os loucos são iguais ou pensam iguais, o que eles tem em comum é a sua capacidade de desafiar tudo o que parece normal.

A loucura nunca foi tão normal como nos últimos anos, nunca  houve tanta criatividade para as invenções e descobertas. Conceitos como buscar o próprio eu, curar gripe provocando a própria gripe, são coisas do passado.

Assim, eu fico pensando se os loucos devem ser realmente curados, ou somos nós quem devemos enlouquecer mais um pouco. Penso que a loucura não deve ser curada pois a loucura é a nossa própria cura.

Enquanto uma pessoa estiver louca, ela estará protegida dos vícios provocados pela rotina do dia-a-dia. Pessoas epilépticas, histéricas, estressadas, todas essas pessoas parecem estar no limite.

Apesar de estarmos evoluindo através de nossas próprias loucuras, ainda nos assustamos com sonhos lúcidos, pesadelos ou estado de transe.

Algumas pessoas ainda acham que usar drogas químicas e viver loucuras artificiais é normal, achando os pesadelos naturais anormais. Na realidade, nossa  subconsciência, semiconsciência  e inconsciência tem muito mais a ver com nossa natureza  que a nossa suposta normalidade.

Buscar o meu próprio eu, já é coisa do passado, mas ainda é uma loucura mal compreendida e necessária.

By Jânio
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