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segunda-feira, 27 de março de 2017

França pede terceira prisão perpétua para Carlos o Chacal




Da Agência DPA

A Procuradoria francesa pediu hoje (27) prisão perpétua para o famoso ex-terrorista venezuelano Ilich Ramírez Sánchez, mais conhecido como Carlos, o Chacal. Desta vez, por um atentado cometido em Paris há mais de 42 anos e que, se confirmada a sentença, seria a terceira condenação desse tipo para o réu. As informações são da agência alemã DPA.

O procurador Rémi Crosson du Cormier mostrou-se convencido de que foi Chacal, ded 67 anos, quem cometeu o ataque com uma granada em uma galeria comercial de Paris em 1974, quando morreram duas pessoas e dezenas ficaram feridas.

A defesa, contudo, criticou o que considera uma condenação prévia do acusado e assegura que não há  provas que o incriminem.  Também alega que o caso já prescreveu. "Isto não é um processo normal, não é um acusado normal, é, ao que parece, um processo político", disse a advogada de Chacal, Isabelle Coutant-Peyre.

Carlos, que se apresentou perante o tribunal como "revolucionário profissional" em  nome da resistência palestina, rechaçou as acusações. A sentença deverá ser conhecida possivelmente amanhã (28).

Fama mundial

A Justiça francesa já havia condenado o venezuelano, um dos terroristas mais procurados do mundo nos anos 70 e 80, a duas penas de prisão perpétua, por vários atentados e assassinatos. Um de seus golpes de maior relevância foi o sequestro de 11 ministros da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) em 1975, em Viena, que terminou com três mortos.

O terrorista recebeu o apelido de Chacal quando a polícia francesa invadiu um de seus esconderijos e achou o livro O Dia do Chacal, de Frederick Forsyth, obra de suspense baseada em uma tentativa de fato de assassinar o presidente francês Charles de Gaulle, em 1963.

Agência Brasil



quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Bilionário que mais perdeu com a crise



O magnata mexicano Carlos Slim, que no início da década era o homem mais rico do mundo, sofreu grandes perdas econômicas em 2015, valores que chegam a 20 bilhões, o que equivale, por exemplo, ao PIB de Honduras. Assim, o bilionário tornou-se o mais frágil no ranking mundial das 400 pessoas mais ricas do mundo, de acordo com a agência de informação financeira Bloomberg.

"O interessante é que o ambiente macroeconômico global negativo não tem absolutamente nada a ver com isso", diz o jornalista Maxim Baboshkin, que analisa em um artigo, para o portal Slon, as principais razões para este colapso econômico esmagador nos bolsos do bilionário mexicano.

De acordo com o jornalista, a principal razão para os problemas do magnata, como esperado, há alguns anos, deve-se à reforma da legislação do México na área de telecomunicações, que atingiu a megaempresa do empresário, America Movil. O valor das ações da empresa sofreu sua pior queda no mercado de ações desde 2008.

Trata-se da lei antitruste aprovada em Julho de 2014, que aplicou sanções severas contra a América Movil ao classificá-la como "operador dominante"(empresa que controla uma quota de mercado superior a 50% no seu sector).

Para evitar essa classificação, Slin anunciou em 2014 a venda de 30% da América Móvil, mas o seu plano não se concretizou. Outro passo para reduzir a sua participação no mercado foi a criação da empresa Telesites com a divisão de ativos da América Móvil.

No entanto, como salientou no início de dezembro o Instituto Federal de Telecomunicações (IFT), a América Móvil continua com o monopólio do setor com todas as consequências que isso implica.

"Então, para se livrar de sanções, pode ser que Slim tenha que vender alguns de seus ativos favoritos, ou terá que continuar a sofrer perdas", argumenta Baboshkin, lembrando que a situação da América Móvil torna-se ainda mais complicada pelo concorrência de empresas como a AT & T, associada a Iusacell e Nextel.

Versão "Quase conspiratória"

Além da "defesa do consumidor", a luta das autoridades mexicanas contra o monopólio de Carlos Slim no mercado das telecomunicações pode ter outra explicação "quase conspiratória", diz o repórter, detalhando o suposto apoio de Slim para a oposição mexicana, Andrés Manuel López Obrador.

"Lopez Obrador e seus aliados mais próximos têm feito declarações duras   contra o atual presidente, que não poderia ficar indiferente", diz Baboshkin.

No entanto, o autor do artigo continua, "antes de se tornar um patrono da Esquerda", o bilionário destinava fluxos financeiros a uma outra organização: o Partido Revolucionário Institucional atualmente no poder (PRI). "E parece que os atuais líderes desta organização não gostam dos jogos de clientelismo político de Slim", diz Baboshkin.

E agora o que?

"Para um observador de fora, pode parecer que em termos absolutos, nem tudo esteja tão mal assim e que Slim ainda tenha ampla margem de manobra", escreve o analista. "No entanto, parece que a posição de Slim nas listas das pessoas mais ricas do mundo dependerá tanto das condições macroeconômicas como de suas batalhas secretas com o partido do  poder no país", acrescenta.

Por último, o futuro do bilionário também dependerá da "capacidade dos filhos do magnata em negócios", diz o jornalista.

RT-TV

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