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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Wikileaks denuncia espionagem contra latinoamericanos



Wikileaks, o portal especializado em publicar informações sigilosas de interesse público, tornou público milhares de emails da agência de inteligência e espionagem  Stratfor, relacionados a vários países latino-americanos.

São pelo menos cinco milhões de e-mails secretos da sede central da Stratfor, no Texas.

Segundo o site fundado por Julian Assange, os arquivos publicados revelam a rede de informantes privados da Stratfor, numa estrutura a base de subornos, técnicas para lavagem de pagamentos e seus métodos psicológicos, usados para obter tais informações.

Entre esses documentos, estão mais de 57.000 e-mails da Stratfor, sobre o Brasil, mensagens muito graves, onde um informante critica a marinha do país, apresenta suas deduções feitas a partir de suas conversas com os militares. "O que começou com submarinos nucleares, não tem sentido", diz.

Wikileaks revelou quase 6.500 documentos sobre a Nicarágua, 13.500 sobre o Equador, 9.500 sobre o Paraguay, 9.100 sobre o Uruguai, 7.700 sobre o Panamá, quase 8.000 de Honduras, 16.500 da bolívia, 18.300 do Peru e 27.300 sobre a Argentina.

Entre os temas abordados, figura as relações da Argentina com a China que, segundo os documentos, "são tensas, após as medidas adotadas pelo governo argentino para "limitar" a entrada de produtos chineses".

Pelo menos 213 destes  e-mails, estão envolvidos em questões sensíveis ao país, como é o caso das Ilhas Malvinas.

Hora antes, o líder oficial Luis D'Elia assegurou que a CIA contratou a empresa Stratfor para monitorar as suas atividades e sua relação com o Irã.

Entre os arquivos publicados, dedicados ao México, ano de 2.011, figura um informe dos analistas da Stratfor, intitulado "O México, Estado Falido, Revisitado". Seus autores afirmam que o tráfico de drogas mudou as instituições mexicanas de maneira dramática, mas que, paradoxalmente, o narcotráfico é responsável pela estabilidade no México.

Entre os documentos publicados, figuram cerca de 36.000 e-mails, relacionados com a Colômbia, em alguns dos quais se fala de supostos encontros entre autoridades colombianas e americanas, tratando de treinamento de agentes em "operações especiais".

Entre os 41.000 emails da Stratfor, filtrados até  momento pelo Wikileaks, sobre a Venezuela, são meras especulações, previsões sobre a situação econômica do país, alertando sobre a nacionalização do setor privado no país, rumores, comércio com o Irã, doença de Chavez  e detalhes  do exército. A empresa americana relata também  informações sobre o Exército venezuelano, aviação militar, indústria armamentista e assuntos militares de Caracas.

As mensagens relacionadas ao Chile falam do escândalo de espionagem deste país com o Peru. Segundo a Stratfor, uma de suas fontes militares assegurou que as tensões entre os dois países, a este respeito, são um grande negócio e que o Peru deverá comprar mais armas. Outro tema crucial está relacionado aos recursos de gás e petróleo  e gás na indústria de mineração do país. A química e seus mercados são investigados para diferentes clientes da companhia americana.

Em um dos e-mails sobre a Bolívia, de 2.011, contém a suposição de que o governo boliviano estava considerando a ideia de expulsão da USAID (Agência dos EUA para Desenvolvimento Internacional) da Bolívia porque supostamente a USAID apóia  protestos indígenas na Bolívia.

Fonte: RT-TV

domingo, 19 de agosto de 2012

Discurso de Julian Assange em Londres



O caso Julian Assange, que lançou milhares de documentos secretos de vários países e é perseguido pela Suécia, acusado de abusos sexuais, alcançou seu ápice quando o Equador concedeu asilo diplomático ao australiano. A RT-TV apresenta o discurso completo de Julian Assange, a partir da embaixada equatoriana em Londres.

Eu estou aqui, hoje, porque não posso estar aí fora com vocês. Mas agradeço por terem vindo, obrigado pela sua determinação e generosidade de espírito. Na noite de quarta-feira, logo que enviaram uma ameaça a esta embaixada, ameaça de que a polícia invadiria este edifício, vocês vieram para testemunhar e trazerem consigo os olhos do mundo.

Dentro dessa embaixada, eu podia ouvir as equipes de Polícia entrando no edifício, através das escadas de emergência, mas eu sabia que haveriam testemunhas, e isso graças a vocês. Se o Reino Unido não violou a Convenção de Viena na outra noite, foi porque o mundo estava vigilante.

A próxima vez que alguém lhes disser que é inútil defender aqueles direitos que nos são tão preciosos, lembrem-se dessa vigília no escuro, na embaixada do Equador, e como de manhã o sol nasceu em um mundo diferente, e uma valente nação latino-americana impôs a justiça.

Então, para essas pessoas corajosas:

Agradeço ao presidente Correa, pela coragem demonstrada ao conceder-me asilo.

Agradeço ao Governo e ao ministro de Relações Exteriores, Ricardo Patino, que defendeu a Constituição do Equador e sua noção de direitos universais em consideração ao meu caso.  E ao povo do Equador, por apoiar e defender sua constituição.

Eu tenho uma dívida de gratidão para com os funcionários da embaixada, cujas famílias vivem em Londres e demonstraram serem muito amáveis, apesar das ameaças que receberam.

Na próxima reunião de Ministros de Relações Exteriores latino-americanos, em Washington, será discutida a minha situação. É por isso que eu sou grato aos governos da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, El Salvador, Honduras, México, Nicarágua, Brasil, Peru, Venezuela e todos os os demais países da América Latina que defenderam o direito de asilo.

Pessoas dos EUA, Reino Unido, Suécia e Austrália, que me apoiaram, apesar de seus governos serem contra. E para aquelas mentes brilhantes do governo que ainda lutam pela justiça, seu dia chegará.

Para os trabalhadores, apoiadores e fontes da Wikileaks, cuja coragem, dedicação e lealdade, não tem igual.

Para minha família e meus filhos, a quem lhes negaram seu pai, perdoem-me, vamos nos encontrar em breve.

E enquanto a Wikikeaks estiver sob ameaças, também lá estará a liberdade de expressão e a saúde de nossas sociedades.

Devemos usar este momento para articular a oportunidade que está diante dos EUA. Voltarão a reafirmar os valores nos quais seu país foi fundado? Ou cairão em um precipício, arrastando todo o mundo para um caminho perigoso e de repressão, no qual os jornalistas se calam por temer a perseguição de seus cidadãos, ao susurrar na escuridão?

Eu digo que isso tem de mudar. Pedi ao presidente Obama que haja corretamente. Os EUA devem desistir dessa caça às bruxas contra a Wikileaks.

Os EUA devem arquivar sua investigação do FBI, também deve prometer não perseguir pessoas ligadas à Wikileaks e os que não apoiam.

Os EUA devem se comprometer perante o mundo a não perseguir jornalistas por expor crimes secretos dos poderosos. Devem parar esta perseguição aos meios de comunicação, como Wikileaks e New York Times.

O governo dos EUA devem parar sua guerra contra os informantes: Thomas Drake, William Binney e John Kirakou, além de outros informantes americanos, devem ser absolvidos e compensados pelo duro trabalho que realizaram como servidores do bem público.

... e o soldado que continua preso em uma prisão militar no Forte Leavenworth, Kansas, que foi encontrado pela ONU, depois de ser torturado na prisão durante meses em Quântico, Virgínia, e permanecer preso por dois anos, sem julgamento, deve ser liberado. E se Bradley Maning realmente fez aquilo de que lhe acusam, ele é um herói, um exemplo para todos nós e um dos presos políticos mais famosos do mundo. Bradley Mannin tem de ser liberado.

Na quarta feira, Bradley Manning completou 815 dias de detenção sem julgamento. Legalmente, o máximo permitido é de 120 dias. Na quinta-feira, meu amigo Nabeel Rajab foi sentenciado a três anos de prisão por um tweet. Na sexta-feira, uma banda russa, Pussy Riot, foi condenada a dois anos de prisão por uma performance política. Não há unidade na opressão. Deve haver uma unidade absoluta e determinação como resposta. 

Fonte: RT-TV

Comentário:  Os EUA já perderam a pose e a majestade há muito tempo. Há muito tempo os EUA cometem crimes aproveitando seu poder, a internet promoveu uma reação a esse poder.

Osama Bin Laden não foi o primeiro a provocar controvérsias entre as opiniões. O caso Bin Laden já veio sendo desenhado desde a primeira guerra contra o Iraque.

As teorias de conspiração indicaram que o ataque nas torres gêmeas do World Trade Center, não teria sido obra de Bin Laden, mas dos próprios americanos que desejavam um motivo para terminar a guerra contra o Iraque, guerra que estava inacabada e que daria muito lucro para as indústrias bélicas, além de resolver o maior dos problemas, encobrir fraudes financeiras dos bilderbergers

Como Osama Bin Laden era ex-aliado dos americanos, eu ainda fiquei com mais uma dúvida: Será que ele realmente não trabalhava mais para os americanos, ou será que ele era vítima de uma queima de arquivo?

Poucas horas depois do atentado, o mundo já tinha um culpado. 

Não foi difícil chegar a um culpado, afinal, segundo a CIA, apenas uma pessoa possuía capacidade de realizar um ataque desses. A CIA só se esqueceu de um detalhe: Eles treinaram Osama Bin Laden e, portanto, eles também poderiam executar tal ataque.

Aqui, chegamos a Julian Assange, e mais uma polêmica surgiu: Especialistas em conspiração, como Daniel Estulin, alerdaram para o fato de que a Wikileaks estava concentrando mais informações que qualquer organização poderia reunir. Como a maioria tinha a ver com os EUA, e como a Wikileaks era patrocinada pelas empresas que outrora fora promotoras dos donos do poder, inclusive com empresários do clube de bilderberg, então o problema se complicou e chegou novamente a CIA.

Ou nada mais fazia sentido, ou fazia um sentido inesperado.

O teórico em conspirações, Daniel Estulin, chegou a conclusão de que os donos do mundo queriam monopolizar as comunicações, ou seja, maquiar informações onde noventa por cento seria verdadeiro, encobrindo os culpados. Dessa forma, a Wikileaks publicava informações verdadeiras, mas com noventa por cento da verdade somente.

Assim como Bin Laden, Julian Assange já não seria mais necessário a CIA, portanto, hora de se livrar dele.

Assim voltamos ao início desse texto.











segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Wikileaks promove a nova ordem mundial




Daniel Estulin chegou a essa conclusão, depois de analisar os verdadeiros patrocinadores do Wikileaks.

Eu confesso que eu nunca entendi muito bem alguns fatos que vem acontecendo ultimamente, como o corpo de Bin Laden não ter sido mostrado, sua morte ao lado do quartel do exército paquistanês, etc. Não vamos nos esquecer que Bin Laden já estava tecnicamente morto há mais de déz anos.

As principais empresas que distribuem as notícias publicadas pelo Wikileaks, notadamente conservadoras, algumas delas tem relações estritas com os magnatas das comunicações do Brasil.

O segundo homem do comando da Al-Qaeda, sua morte misteriosa, até para a rede de tv árabe, Aljazeera.

DANIEL ESTULIN - "Sou russo expatriado que foi expulso da União Soviética em 1980. Meu pai era um dissidente que lutou pela liberdade de expressão e foi preso, torturado pela KGB . Sofreu duas mortes: Político, quando estas pessoas se cansaram de nós e nos expulsaram. Nós nos mudamos para o Canadá e há 12 anos vim para a Espanha. Meu avô era um coronel da KGB e da contra-inteligência na década de 1950, por isso estou um pouco privilegiado para obter um monte de informações do serviço secreto que são as nossas melhores fontes de informação. Não só as pessoas da KGB mas o MI6, e até a própria CIA, porque a maioria das pessoas que trabalham para o serviço secreto como você provavelmente sabe que são patriotas e amam seu país e eles estão fazendo isso para o bem da nação e são os primeiros a se sentirem aterrorizados com os planos dos Bilderbergers ".

Se Daniel Estulin assume suas fontes, a Wikileaks, por sua vêz, nega que tenha obtido seus documentos de forma ilícita. Julian Assange nega até sua infância de Hacker, e para quem sabe o que é ser um hacker, isso é muito estranho.

Segundo Estulin, o Wikileaks trabalha para a CIA, uma organização que surgiu a partir de outra organização secreta chamada Skull & Bones, que além da CIA, formou outros grandes nomes que se tornaram, de generais das forças armadas americanas a presidentes daquele país.

Por ironia do destino, ou não, paralelamente aos escândalos publicados pelo Wikileaks, magnatas das grandes mídias tem se envolvido em escândalos, levando a cúpula da polícia com eles, como foi o caso do escândalo das escutas telefônicas, em Londres. Estulin diz que esse magnata é um dos financiadores do Wikileaks.

Quando os magnatas capitalistas, americanos e canadenses, ameaçaram matar Assange, eu pensei em tudo, menos em queima de arquivo, é sério. Eu sei que aqui no Brasil, não há esquerda nem direita, está dudo dominado, mas eu achei que os Bilderbergers de lá eram diferentes.

O que é que poderia se esperar, quando os maiores empresários do mundo começam a comprar, e a controlar, empresas brasileiras. A primeira vez que isso ocorreu, foi um dos maiores escândalos da história desse país, registrado pela BBC, mas proibido de ser divulgado no Brasil.

A teoria de Estulin tem fundamento, afinal, como poderia uma ORG de esquerda, como a Wikileaks, ser patrocinada por empresários de direita, como o mega-especulador George Soros, por exemplo.

Estulin afirma que o propósico da CIA é o controle mental e político, e o livre acesso na internet estaria em risco. "As crises financeiras e as guerras são mecanismos para que o capitalismo possa reproduzir-se."

Eu não tenho dúvidas quanto a isso, afinal, a internet é a nossa única arma agora. Seria muita ingênuidade achar que não estamos sendo observados.

O escândalo de 67, Indochina, publicado pelo The New York Times em 1971, não passava de uma armação, para que a própria CIA se livrasse da culpa. Os documentos teriam sido previamente selecionados, para que não vazasse nada comprometedor e Assange é o Daniel Ellsberg de hoje.

Noventa por cento do que o Wikileaks publica é verdadeiro, previamente selecionado, naturalmente.

Bom, pelo menos agora já sabemos quem são as fontes do Wikileaks. Seria impossível obter tantos documentos, sem a ajuda de serviços secretos.

O Wikileaks teria o objetivo de monopolizar informações, filtrando outras, como o manual de operações da prisão de Guantánamo, manipular a opinião pública da Alemanha e França, mantendo seus exércitos no Afeganistão.

O Wikileaks não poderia ter o objetivo de denúnciar, não tendo ao seu lado pessoas como Rupert Murdoch, escândalo das escutas telefônicas de Londres e o especulador George Soros.

The New York Times, controlado pelo Clube de Bilderberg e pelo conselho de relações exteriores e Der Spiegel, de origem alemã e também controlada por Bilderberg, além é claro do The Guardian, periódico assumidamente de esquerda, mas sob controle das agências britânicas como MI6.

The Economist - A Bíblia do neoliberalismo, sob comando da dinastia de banqueiros Rothschild, que além de financiar o Wikileaks é um dos fundadores do club de Bilderberg, desde 1.954.

Nem pequenos países, como a Colômbia, escaparam. Lá, El Espectador de Bogotá, de Júlio Mário Santo Domingo, seria o porta voz da nova ordem mundial.

Em 2.007 o Afeganistão chegou a produzir noventa e cinco por cento do ópio e heroína do mundo, tudo com a ajuda do exército americano, encoberto pela CIA, Wikileaks e pelo monopólio midiático mundial.

Nesse ano, novecentos bilhões de dólares foram lavados com a ajuda dos banqueiros americanos.

É por isso que a África não recebe nenhuma ajuda, não há produção de heroína e de ópio.

Quanto a essa guerra de espionagem e contra-espionagem, Assange e Estulin ainda prometem muitas histórias.


By Jânio




quarta-feira, 2 de março de 2011

A história do Wikileaks



Julian Assange nasceu em Townsville, Queensland - 03 de Julho de 1971. Devido a separação de sua mãe, mudou-se várias vezes.

Filho de artistas intinerantes, estudou matemática e física, em casa, e pelas várias escolas e universidades por onde passou.

Desse contato com vários povos, várias culturas, desenvolveu sua personalidade rebelde.

Ainda garoto, aos dezesseis anos - 1.987 - Julian Assange começou a hackear no grupo "subversivos internacionais". cuja ideologia era: "Não danificar os sistemas de computador que você acessar (incluindo cometer falhas neles); não alterar as informações contidas nesses sistemas (exceto para alterar registros a fim de cobrir seus traços de acesso), e compartilhar informações."

Em 1.991, teve seu primeiro problema com a Polícia Federal, acusado de invadir computadores de uma Universidade da Austrália, Nortel canadense, além de outras invasões via modem, totalizando 24 atividades hacking. Julian confessou essas atividades, pagou fiança e foi liberado.

Segundo Assange: "É um pouco chato, na verdade, porque eu escrevi um livro sobre isso - ser hacker - existem documentários sobre isso, as pessoas falam muito sobre isso. Elas podem cortar e colar, mas isso foi há 20 anos.

É muito irritante ver artigos modernos me chamando de hacker de computador. Eu não me envergonho disso, estou muito orgulhoso disso, mas eu entendo a razão pela qual sugerem que eu sou um hacker de computador agora, há uma razão muito específica."

Julian Assange passou a morar com sua namorada - 1.989, aos dezoito anos - mas após a invasão de sua casa, pela Polícia Federal - em 1.991 - sua namorada foi embora, levando seu filho com ela.

Junto com sua mãe, fundou uma organização chamada "Parent Inquiry into Child Protection", cuja finalidade era ajudar os pais a terem acesso aos dados, referentes aos processos de custódia de seus filhos.

Em 2.006 fundou o Wikileaks, foram necessários apenas quatro anos, para que o wikileaks abalasse as estruturas do poder no mundo todo.

Suas denúncias sobre execuções extra-judiciais, no Quênia, garantiu-lhe um prêmio internacional, mas ele não parou por aí:

2.009 - Suas denúncias de execuções extrajudiciais no Quênia, deram-lhe o prêmio Amnesty International Media Award de 2009.

Resíduos tóxicos na África, de Guantánamo.

2.010 - Esse foi o ano em que Julian Assange começou a se tornar um obstáculo às estratégias dos EUA, principalmente com divulgação de documentos das guerras do Afeganistão e Iraque.

Em novembro de 2.010, Assange conseguiu parceiros renomados internacionalmente: El País, Le Monde, Der Spiegel, The Guardian e The New York Times.

Junto a seus parceiros, Assange passou a se tornar inconveniente às pretensões imperialistas americanas, foi aí que seus inimigos passaram ao contrataque.

A fama de Assange cresceu, após a divulgação de documentos em massa, sobre crimes nas guerras do Afeganistão e Iraque, sua vida foi investigada e a pressão americana sobre o Governo sueco, deixou Assange na mira do FBI.

O governo Sueco expediu dois mandatos de prisão contra assange, um por estupro, outro por agressão. Os processos foram arquivados, mas o processo de agressão foi reaberto, surgindo a teoria de conspiração contra Assange.

Em 28 de novembro, o WikiLeaks voltou à carga, publicando cerca de 250 mil documentos diplomáticos dos Estados Unidos. Esses documentos revelam como Hillary Clinton deu instruções a seus diplomatas para que atuassem como espiões e recolhessem informações sobre líderes políticos e nas Nações Unidas, inclusive dados bio-métricos e cartão de crédito do secretário geral da ONU, Ban Ki-moon.

Assange foi preso em uma penitenciária de segurança máxima, isolado, nos dez minutos que falou com sua mãe, passou a seguinte mensagem: "Faço um apelo a todo o mundo para que meu trabalho e meus seguidores sejam protegidos desses ataques ilegais e imorais."

Segundo a Wikipedia, "o Departamento de Justiça dos Estados Unidos busca provar que Assange encorajou ou ajudou o soldado Bradley Manning a extrair do sistema de computadores do governo material militar reservado e arquivos do Departamento de Estado. Com isso, as autoridades americanas pretendem processar o fundador do WikiLeaks por conspiração.

Glenn Greenwald declarou que, caso os EUA consigam processar Assange, com base na lei de espionagem, de 1917, e na lei de fraude e abuso de computadores, de 1986, jornalistas ficarão mais vulneráveis a ações judiciais. Além disso, segundo o advogado, o caso pode gerar algum tipo de repressão ou censura na Internet. "As pesquisas com o público americano mostram que a maioria acredita que o WikiLeaks causou mais danos do que benefícios e que Assange deve ser encarcerado. Os governos sempre querem controlar a Internet. A razão pela qual não podem fazer isso é a oposição pública. O compromisso do WikiLeaks com a transparência pode aumentar o apoio público ao controle da Internet."

Desde Hugo Chaves, os EUA não encontravam um adversário tão forte, tentam passar a teoria de conspiração pelo avesso, só não contavam com a velocidade da internet, nem com a experiência e habilidade de Assange.

Já não dá mais para parar esse processo de mudança, visto que só nos últimos dias, quando Assange foi preso, foram mais de 250 mil documentos, a maioria telegramas sobre o processo de guerra.

Todos nós sabemos que, durante um processo de guerra, não há leis, mocinhos ou bandidos, talvez seja por isso que os americanos gostem tanto de guerrear. Além disso, as ligações dos políticos americanos com o clube de Bilderberg, não vão ajudar em nada.

Julian Assange mostrou que a informação é importante, e que a informação, somada a tecnologia, pode ser invencível.

Seus antigos companheiros, que não concordavam com seus métodos, ameaçam criar um novo site de vazamento de informações e denúncias, parecido com o Wikileaks.

Thomas Flanagan, assessor do primeiro-ministro canadense Stephen Harper: Recomendou ao presidente americano que oferecesse uma recompensa a quem mate o australiano, ou que usasse "um avião sem piloto para acabar com ele."

Senador republicano Mitch McConnell: "Acho que esse homem - Asssange - é um terrorista high tech. Ele causou um enorme dano ao nosso país. E eu penso que ele deva ser processado até que sejam esgotados todo os limites da lei; e se esses limites forem um problema, é preciso mudar a lei."

Vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden: Declarou que o Departamento de Justiça explora vias legais para deter Julian Assange. Iniciativas visam estrangular tecnica e financeiramente o WikiLeaks. O Bank of America, seguindo os passos da MasterCard, Visa, PayPal e Amazon, deixaram processar transações da WikiLeaks.

Primeiro-ministro da Rússia Vladimir Putin declarou que a prisão de Assange é contra a democracia, que alguns países se "orgulham" de ter.

O cineasta inglês Ken Loach, a milionária Jemima Khan e o jornalista investigativo australiano John Pilger tinham se oferecido para pagar a fiança de Assange e também compareceram à corte de Westminster no dia do julgamento. Michael Moore e Bianca Jagger também contribuíram para o pagamento. Além de dezenas de jornalistas, uma multidão de simpatizantes do ativista australiano se concentrou em frente ao tribunal londrino, recebendo com alegria a notícia de que ele seria posto em liberdade.

Eu não sei qual será o próximo passo da tecnologia, o que eu sei é que muitas mudanças que só eram possíveis em sonho, hoje, já podem ser lidas pela internet.

Cada dia que passa, os ditadores vão ficando mais isolados. Em alguns casos, a elite do poder americano assiste à distância, até ter certeza que não há outra solução, senão ceder.

Todas as estratégias de um século foram inúteis, diante da democracia da internet.

As mudanças deverão se intensificar, com as redes wireless.

Eu continuo achando que os Estados Unidos não farão mal algum ao ciberativista Julian Assange, não porque não queiram, mas porque não podem.

Pode até ser que Juliam fique preso por dois anos, mas o site não sairá do ar, sua equipe sabe como funciona o processo de divulgação, e ainda restam documentos dos banqueiros suiços à serem divulgados.

È bom o clube de Bilderberg ficar atento, a nova ordem já veio, mas parece que em processo inverso.

Fonte: Wikipedia

Comentários: Jânio

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