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sábado, 19 de março de 2011

Caças franceses atingem tanques líbios



Eu estava preparando um discurso contra os Estados Unidos, mas as coisas mudaram, os últimos acontecimentos me levam a voltar, mais uma vez, as críticas para o Brasil.

Como eu disse, sobre o interesse dos Estados Unidos no Brasil
, no Made In blog, os Estados Unidos sabem a hora certa de mudar de lado, assim, através de seu serviço secreto, eles conseguem saber a hora exata de abandonar seus aliados.

Foi assim no Egito, está sendo assim na Líbia e em vários países onde a ditadura beira os quarenta anos. Eu já estava pensando em fazer mais um discurso anti-americano, mas depois da votação na ONU, não só mudei de idéia quanto ao discurso, como penso seriamente sobre a tão sonhada cadeira brasileira no conselho de segurança.

Todos nós sabemos da força do poder econômico na decisão da ONU, ou mesmo indecisão, como foi a invasão americana no Iraque, deixando a ONU com cara de Tiririca.

A China e a Rússia são dois exemplos de insensatez da ONU, são dois países que nem mereciam estar lá, assim como o Brasil também não merece. Se a Argentina conseguiu, pelo menos o IDH argentino mostra que os políticos argentinos são honestos.

De todos os países que votaram, apenas cinco abstiveram-se de votar, entre eles o Brasil, isso porque aqui, no Brasil, o voto é obrigatório.

Enquanto na Líbia o ditador Kadhafi ameaça matar todos os rebeldes, a França é o primeiro pais assumir a ofensiva. Nada mais justo, já que foram os franceses os principais idealizadores da democracia moderna.

A idéia de não intromissão nos assuntos internos da Líbia não foi adiante, não dá para aceitar a idéia de ditadura em países tão pequenos.

Fiquei pensando nos interesses do Brasil na Líbia, ao abster-se de votar. O maluf já teve problemas e eu estou torcendo para os americanos encontrarem mais algumas contas de brasileiros na Suiça, seria uma bela forma dos países internacionais mostrarem seu descontentamento com a covardia do Brasil.

Estão dizendo que Obama trouxe um bilhão de dólares no bolso, para investir no Brasil, eu digo que um bilhão de dólares, perto do escândalo do Panamericano, Chico da Fossa e escândalo das lotéricas, não chega nem perto.

Aviões da França atacaram tanques do ditador líbio, dando ares de guerra mundial, não a Grande Guerra, mas uma pequena.

Noticiários na Grécia, informam que aviões da família Kadhafi teriam deixado a líbia em direção ao Egito, com quem tem boas relações.

Começa-se a especular se os chefes militares líbios teriam ido pedir apoio - Na verdade o que os jornalistas querem saber também, é se a família do ditador estaria fugindo.

A covardia da ONU começou quando decidiram não interferir nos conflitos da Líbia, diante do alerta Russo, mas a covardia tem limite. Isso não impediu que o Brasil e mais quatro insistissem no erro, coragem não se aprende, nem se ensina.

by Jânio

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A ditadura de Moammar El Kadhafi chega ao fim



Depois da revolução político-social no Egito, onde o Governo daquele país não resistiu muito tempo, agora chegou a vez da Líbia.

Parece que a história se repete, mas não é bem assim.

Há semelhanças e diferenças, entre esses dois países. Entre as semelhanças, podemos destacar a religião e o perfil multicultural, onde várias etnias tem em comum a religião.

A diferença é grande, quanto a "coragem" e a falta de escrúpulos do governante Muamar Kadafi, diante das câmeras, diante do povo. Enquanto o Governo Egípcio era apenas corrupto, mas extremamente covarde, o líder da Líbia parece não se intimidar com o começo do fim.

A comunidade islâmica tem muita coragem, depois de se convencerem que as mudanças são possíveis, eles enfrentam tudo e a todos.

Também há uma mobilização internacional, possibilitando um ataque numa área bastante sensível desses ditadores, a financeira. Assim como ocorreu no Egito, os bancos suiços foram ordenados a bloquear as contas bancárias dos membros do governo de Kadafi.

Foi o Governo Italiano, na época da guerra contra a máfia, que ensinou a combater a corrupção. Tirando o poder financeiro dos corruptos, esses criminosos ficam sem força - tanto política, quanto militar.

Assim, ditadura após ditadura é derrubada, expondo uma política de alianças, made in USA, um tanto quanto discutível.

Os americanos fazem questão de viver na democracia, dentro de seu país, mas fora dele, há tolerância às ditaduras.

Os povos do Oriente médio começam a escrever suas histórias, enquanto suas reações se torna cada vez maior, sua crença mais forte.

Novos sistemas de governo deverão surgir, já que vários países estão se formando, dentro de outros países. Os Emirados Árabes são um bom exemplo de sistema alternativo de governo.

By Jânio