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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

A farsa do perigo norte-coreano




As reações após a morte do ditador da Coréia do Norte, tem dividido opiniões. Ele foi polêmico em vida e, naturalmente, será também após a morte.

A irritação talvez esteja surgindo  por experiência  própria, quem se irrita, vê na histeria norte-coreana a sua própria hipocrisia, e isso assusta.

As tentativas de globalização de costumes, promovidas pelas lideranças ocidentais, principalmente os Estados Unidos, tem falhado. É preciso reconhecer que as culturas orientais são distintas das nossas e que será preciso estudá-las a fundo se quisermos nos aproximar  deles, afirmar que o ditador promoveu a miséria no país e que vivia das glórias de sua intransigência e do partido comunista, não é novidade, é isso o que acontece em Cuba e em vários outros países atrasados, entre eles o Brasil.

O Boicote imposto pelos Estados Unidos é um dos principais fatores que levam a miséria os países desestabilizados do mundo inteiro, acho um verdadeiro milagre que nenhuma bomba atômica tenha sido detonada na guerra do Iraque, e o mundo inteiro reza para que isso não ocorra.

A imprensa tem sido parcial em suas opiniões e confirma o que diz Daniel Estulin, especialista em conspirações e estratégias pró-globalização, a imprensa está monopolizada. Só isso explica a idéia estúpida de achar que a Coréia do Norte teria ousadia e força suficiente para desestabilizar a Ásia.

Eu acho muito engraçado isso, principalmente porque ninguém acredita no Brasil, e o Brasil é a sétima nação mais rica do mundo, economicamente falando é claro. O Brasil nem precisaria dominar a tecnologia nuclear, poderia comprar uma bomba pronta, desde que haja estupidez suficiente para isso no governo.

Eu estava lendo a lista dos temas mais polêmicos da Wikipedia e descobri que os EUA estão muito preocupados com países como Coréia do Norte, Honduras, Cuba, Brasil, Venezuela, Irã e outros ainda mais insignificantes, parece mais paranóia dos senhores da guerra.

A morte de Kim Jong-il mostra o que todos já sabíamos, quem controla o país é a elite do partido e o velho playboy estava mais interessado em suas mordomias. Com sua morte foi comprovada a disciplina militar do governo norte-coreano, ao barrar o filho mais velho, devido as suas gafes, enquanto o filho mais novo governará ao lado do tio e do partido.

Isso tudo mostra que o governo norte-coreano está mais preocupado com o seu país que os estrangeiros, e que pior não pode ficar.

Os EUA deveriam estar cientes que a Coréia do Norte não é o seu maior problema, nunca foi, o maior problema é a China e, por falar em China, é a China quem dita as regras por lá, os EUA, no máximo, fazem um marketing barato e ultrapassado do tempo da guerra fria.

Se quiserem resolver algo, procurem a China e conversem com eles, supliquem a sua clemência porque do jeito que o mundo está caminhando, vamos precisar rezar muito para que os chineses não espalhem sua miséria pelos países ricos da Europa e EUA.

By Jânio

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A ditadura de Moammar El Kadhafi chega ao fim



Depois da revolução político-social no Egito, onde o Governo daquele país não resistiu muito tempo, agora chegou a vez da Líbia.

Parece que a história se repete, mas não é bem assim.

Há semelhanças e diferenças, entre esses dois países. Entre as semelhanças, podemos destacar a religião e o perfil multicultural, onde várias etnias tem em comum a religião.

A diferença é grande, quanto a "coragem" e a falta de escrúpulos do governante Muamar Kadafi, diante das câmeras, diante do povo. Enquanto o Governo Egípcio era apenas corrupto, mas extremamente covarde, o líder da Líbia parece não se intimidar com o começo do fim.

A comunidade islâmica tem muita coragem, depois de se convencerem que as mudanças são possíveis, eles enfrentam tudo e a todos.

Também há uma mobilização internacional, possibilitando um ataque numa área bastante sensível desses ditadores, a financeira. Assim como ocorreu no Egito, os bancos suiços foram ordenados a bloquear as contas bancárias dos membros do governo de Kadafi.

Foi o Governo Italiano, na época da guerra contra a máfia, que ensinou a combater a corrupção. Tirando o poder financeiro dos corruptos, esses criminosos ficam sem força - tanto política, quanto militar.

Assim, ditadura após ditadura é derrubada, expondo uma política de alianças, made in USA, um tanto quanto discutível.

Os americanos fazem questão de viver na democracia, dentro de seu país, mas fora dele, há tolerância às ditaduras.

Os povos do Oriente médio começam a escrever suas histórias, enquanto suas reações se torna cada vez maior, sua crença mais forte.

Novos sistemas de governo deverão surgir, já que vários países estão se formando, dentro de outros países. Os Emirados Árabes são um bom exemplo de sistema alternativo de governo.

By Jânio