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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Marina Silva tem apoio da esquerda e da direita




O ideal seria que o país tivesse  pelo menos seis ou sete candidatos com chances de disputar uma eleição, mas isso é impossível  num país como o Brasil. Entretanto, é a primeira vez que uma terceira força surge e surpreende  a política do país tupiniquim.

Marina Silva acertou em não assumir nenhuma posição na última eleição, no segundo turno. O segundo turno tem supostamente o objetivo de conseguir a maioria absoluta de votos, ou seja a democracia mas, normalmente, consegue no máximo queimar o filme dos poucos políticos que são a esperança do povo.

O avanço de Marina e a decadência do candidato do PSDB fez com que ela fosse atacada pelos dois lados, justamente os dois lados que lela se recusou apoiar, A presidente acusa Dilma de não conhecer o orçamento anual e de ser contra o pré-sal, enquanto o candidato do PSDB afirma que Marina não tem experiência e nem apoio político.

Talvez Marina não tenha tanto apoio político, mas o PSB tem. No Paraná, onde o PSB não tem candidato, o partido apoia o candidato do PSDB, mostrando ter boas relações com a direita, exceto se a máfia da política bipartidária for contra.

Por outro lado, o PSB é um partido de esquerda, com o neto de Miguel Arraes, o   falecido Eduardo Campos, sendo o escolhido, antes de Marina ser escolhida. De fato, o PSB retirou a candidatura de Ciro Gomes em apoio ao governo, anos atrás.

Caso Marina fosse para o segundo turno e caso ela vencesse, haveria uma expectativa muito grande sobre a futura base de aliados. O sistema bipartidário não admite governo sem oposição forte.

De um lado o DEM sempre foi o telhado de vidro do PSDB, por outro lado o PMDB é a cruz do PT, Um quinto partido precisaria de muito apoio, o mesmo apoio que Marina não teve para criar seu próprio partido.

Nesse momento histórico, o povo mostra a sua força, deixando bem claro que está cançado de ficar nas mãos dos políticos e quer decidir, independente de governabilidade ou não. Fernando Collor passou por isso e surgiram os anões do orçamento de PC farias, depois foi a vez do mensalão do PT, tudo pela governabilidade.

É por isso que Marina adota um discurso moderado e, para quem acha que ela é contra o pre-sal, ela conhece de perto esse setor, afinal, ela foi apoiada por Eike Batista na última eleição.

A campanha depende muito da situação de cada candidato na reta final, o que começa agora. Quem está em baixa tende a se tornar mais agressivo, assim como quem está caindo, situação diferente de quem sobe.

Infelizmente, os outros candidatos não tem muita chance, ficando claro que a democracia é uma fachada que oculta o gigantesco sistema corporativo bipartidário do submundo do poder.

Na pesquisa do IBOPE, Dilma lidera com 37%, marina está com 33 e Aécio com quinze. Os eleitores de direita querem um candidato que consiga vencer o PT, mesmo que tenham que abandonar o seu próprio partido. É isso que mostra a queda de Aécio.

Até o dia da eleição, apenas dois candidatos estarão na disputa e Marina terá de representar a direita, ou não. Vamos ver se ela repete a postura do segundo turno da última eleição.

Pode ser que Marina redesenhe o mapa da política brasileira, forçando a maioria dos partidos repensarem suas posturas políticas

By Jânio

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quarta-feira, 7 de março de 2012

Hora de parar



São Paulo está enfrentando um impasse muito interessante para ser analisado, a greve dos caminhoneiros - Quem é que não se lembra da famosa greve dos caminhoneiros no governo de Mário Covas?

Na época, depois de uma greve que parou São Paulo, e começava a tomar conta do Brasil, Mário Covas pediu reforço do exército para tirar os caminhões que impediam o tráfego. A atitude de Mário Covas pegou muito mal.

Essa nova greve, promovida pelo sindicato dos caminhoneiros, atingiu em cheio um ponto estratégico, o abastecimento de combustíveis.

É claro que ninguém gostou, e a opinião pública, naturalmente, ficou contra o movimento. Se a opinião pública fica contra, a justiça age rápido.

Foi o que aconteceu, mas, como eu tenho dito, a justiça anda meio desacreditada.

A justiça ameaçou multar o sindicato com um valor alto, para que eles não  recusassem , e deu certo, o problema é que os caminhoneiros não parecem estar acatando a decisão do sindicato, quebrando uma regra básica do sistema de elite.

Essa greve foi uma represália dos caminhoneiros a proibição do trânsito de caminhões na marginal do Tietê em horário de pico.

Kassab disse que não vai ceder e os poucos caminhões que circularam, tiveram que ser escoltados pela polícia. Parece que os caminhoneiros autônomos não estão dispostos a ceder a pressão da justiça.

A greve afetou todas as pessoas e quase parou São Paulo. Alguns postos aproveitaram a falta de combustíveis para por em prática a velha lei da oferta e da procura, dobrando o valor dos preços dos produtos.

É natural que as pessoas estejam incomodadas, quem é que não estaria?

É nessas horas que eu fico pensando em como é inconveniente  uma greve, e como a elite desconhece o sentimento das pessoas.

Em nenhum momento Kassab parou para pensar nas consequências de seu ato, não discutiu,  e agora sofre as consequências. O governo tenta resolver os problemas criados por sua má gestão, penalizando os caminhoneiros, transferindo para eles os problemas do caos no trânsito.

Essas atitudes estão tornando Kassab cada vez menos popular. Algumas vezes, criar um conflito na sociedade pode tornar os dois lados contra, tornando-se uma unanimidade.

By Jânio

sábado, 19 de março de 2011

Caças franceses atingem tanques líbios



Eu estava preparando um discurso contra os Estados Unidos, mas as coisas mudaram, os últimos acontecimentos me levam a voltar, mais uma vez, as críticas para o Brasil.

Como eu disse, sobre o interesse dos Estados Unidos no Brasil
, no Made In blog, os Estados Unidos sabem a hora certa de mudar de lado, assim, através de seu serviço secreto, eles conseguem saber a hora exata de abandonar seus aliados.

Foi assim no Egito, está sendo assim na Líbia e em vários países onde a ditadura beira os quarenta anos. Eu já estava pensando em fazer mais um discurso anti-americano, mas depois da votação na ONU, não só mudei de idéia quanto ao discurso, como penso seriamente sobre a tão sonhada cadeira brasileira no conselho de segurança.

Todos nós sabemos da força do poder econômico na decisão da ONU, ou mesmo indecisão, como foi a invasão americana no Iraque, deixando a ONU com cara de Tiririca.

A China e a Rússia são dois exemplos de insensatez da ONU, são dois países que nem mereciam estar lá, assim como o Brasil também não merece. Se a Argentina conseguiu, pelo menos o IDH argentino mostra que os políticos argentinos são honestos.

De todos os países que votaram, apenas cinco abstiveram-se de votar, entre eles o Brasil, isso porque aqui, no Brasil, o voto é obrigatório.

Enquanto na Líbia o ditador Kadhafi ameaça matar todos os rebeldes, a França é o primeiro pais assumir a ofensiva. Nada mais justo, já que foram os franceses os principais idealizadores da democracia moderna.

A idéia de não intromissão nos assuntos internos da Líbia não foi adiante, não dá para aceitar a idéia de ditadura em países tão pequenos.

Fiquei pensando nos interesses do Brasil na Líbia, ao abster-se de votar. O maluf já teve problemas e eu estou torcendo para os americanos encontrarem mais algumas contas de brasileiros na Suiça, seria uma bela forma dos países internacionais mostrarem seu descontentamento com a covardia do Brasil.

Estão dizendo que Obama trouxe um bilhão de dólares no bolso, para investir no Brasil, eu digo que um bilhão de dólares, perto do escândalo do Panamericano, Chico da Fossa e escândalo das lotéricas, não chega nem perto.

Aviões da França atacaram tanques do ditador líbio, dando ares de guerra mundial, não a Grande Guerra, mas uma pequena.

Noticiários na Grécia, informam que aviões da família Kadhafi teriam deixado a líbia em direção ao Egito, com quem tem boas relações.

Começa-se a especular se os chefes militares líbios teriam ido pedir apoio - Na verdade o que os jornalistas querem saber também, é se a família do ditador estaria fugindo.

A covardia da ONU começou quando decidiram não interferir nos conflitos da Líbia, diante do alerta Russo, mas a covardia tem limite. Isso não impediu que o Brasil e mais quatro insistissem no erro, coragem não se aprende, nem se ensina.

by Jânio