sexta-feira, 20 de maio de 2011

O fim do império americano




Antes da operação que resultou no assassinato mais caro da história, Barack Obama enfrentava queda de sua popularidade, talvez até por isso ninguém tenha acreditado na morte de Osama Bin Laden.

Desde a época do ataque de onze de setembro, o governo norte-americano falava da impossibilidade de sobrevivência de Osama Bin Laden. Na época, o governo dos EUA afirmava que Bin Laden teria problemas sérios de saúde nos rins, devido ao fato de ter passado a vida em campos de batalha, boa parte desse tempo como aliado dos Estados Unidos, fato que tornaria a sua sobrevivência impossível.

Diante desses fatos ficou uma grande questão, ou os EUA estariam mentindo antes, ou estão mentindo agora. O motivo da mentira, evidentemente, seria para alavancar a popularidade de Barack Obama para a próxima eleição, uma estratégia um pouco menos desastrosa que os governos anteriores, mesmo assim incompatível com os novos tempos.

Depois da operação que matou Bin Laden, Obama teve um aumento em sua popularidade, mas a crise econômica impossibilitou que esse aumento se mantivesse por muito tempo. É justamente no setor econômico que Obama enfrenta seu maior problema com popularidade.

A economia precisa de dados concretos, para acalmar os empresários, e a realidade mostra dados desagradáveis para esse grupo de pessoas bem informadas.

Apesar disso, Obama também não tem adversários, os republicanos ainda não se recuperaram de suas decisões mal pensadas, ou pensadas demais mas de maneira discutível.

As próximas eleições americanas poderão trazer resultados nunca esperados pela democracia, mostrando que a verdadeira democracia deve controlar o capitalismo e não o contrário.

É claro que estamos falando dos EUA. No Brasil enfrentamos uma situação bem diferente, aqui o passado está apenas começando.

O Brasil começa a sentir o gosto do capitalismo, apoiado pelo socialismo capitalista chinês e com uma oposição que entende mais de acordões do que de política.

Mesmo na política externa, Barack Obama não tem onde se apoiar. Os emergentes trazem enraizadas em suas tradições anti-sociais as marcas da miséria, tendo como símbolo a ditadura da China.

No Oriente Médio, as quedas dos ditadores do Egito e Tunísia, motivando outros movimentos populares na Líbia, Bahrein, Síria, Iêmen e Jordânia, mostram o fim do império americano.

Em minha modesta opinião, os novos tempos exigem mudanças rápidas.

As mudanças rápidas só seriam possíveis se as decisões fossem tomadas baseadas na lógica, independente de manipulação e interesse.

Resumindo: Está na hora da elite abandonar os ossos e a caveira, promoverem novas organizações populares, transparentes. Lembrando que, normalmente, quanto menores as orgs, maior será sua representatividade democrática.

Veja os números de Obama:

Quarenta e cinco por cento dos norte-americanos acreditam na reeleição de Obama.

A aprovação do presidente dos EUA, depois do assassinato mais caro da história, ficou em 49 por cento.

Apenas 34% acreditam em sua gestão econômica.

Gallup - aprovação de Obama era de 46%.

By Jânio
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