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segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Ranking dos partidos por prefeituras



Ivan Richard Esposito e Ana Cristina Campos – Repórteres da Agência Brasil
O PSDB saiu do primeiro turno da eleição municipal deste ano como o partido que mais cresceu na comparação com os resultados do pleito anterior, em 2012. Em número de prefeituras conquistadas na eleição de domingo (2), o partido ficou em segundo lugar, atrás do PMDB. O PSDB, que elegeu 695 prefeitos há quatro anos, conquistou agora, no primeiro turno, 793 prefeituras, com crescimento de 14%, e está na disputa do segundo turno em vários municípios.

O PT, que em 2012, havia conquistado 638 prefeituras, caiu para 256 cidades e passou a ser o décimo colocado no ranking dos partidos.

Apesar de não ter passado para o segundo turno no Rio de Janeiro, segundo maior colégio eleitoral do país, o PMDB manteve-se como o partido com maior número de prefeituras. O PMDB fez 1.021 prefeitos em 2012 e, este ano, elegeu 1.028. O PSD passou de 498 prefeitos eleitos em 2012 para 539 neste ano e é a terceira legenda com mais vitórias. Em seguida, vem o PP, que tinha 476 eleitos há quatro anos e agora tem 496.

Mesmo perdendo 46 prefeituras em relação ao último pleito, o PSB é o quinto partido com mais vitórias nesta eleição municipal: 416. Atrás do PSB, ficou o PDT, que conquistou 27 prefeituras a mais do que em 2012, passando de 307 para 334. O PR conquistou 20 prefeituras a mais do que 2012 e passou de 275 para 295, ficando na sétima posição. O DEM perdeu 13 prefeituras, na comparação com 2012, e aparece em oitavo lugar, com 265 prefeituras.

Com 262 vitórias este ano, o PTB encolheu em 37 cidades e está logo à frente do PT, que perdeu 382 prefeituras na comparação com 2012.

Os dados deste ano consideram o resultado em 5.507 cidades em que a disputa foi finalizada no primeiro turno. Em 55 municípios, o pleito foi para o segundo turno e, em seis, o resultado depende ainda de decisão judicial.

Nacionalização do pleito

Para o cientista político e professor do curso de relações internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Maurício Santoro, o cenário político nacional atual influenciou diretamente no resultado das eleições municipais. Para Santoro, a perda de votos do PT deve-se ao fato de o eleitor atribuir à sigla a culpa pela recessão econômica e pelos casos de corrupção investigados na Operação Lava Jato. “O PMDB e o PSDB se beneficiaram muito do clima contra a [presidenta cassada] Dilma [Rousseff] e contra o Lula, e surfaram nessa onda”, afirmou Santoro.

“Houve uma influência das questões nacionais para o bem ou para o mal. A gente não entende a derrota do [Fernando] Haddad [candidato à reeleição na capital paulista pelo PT] sem considerar esse quadro político mais amplo de uma rejeição muito grande ao PT. Se o PMDB e o PSDB foram os dois grandes vencedores, o PT é o grande derrotado”, acrescentou.

Já o professor do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Jorge Almeida disse que o resultado de ontem (2) é reflexo de uma eleição “atípica”. Para Almeida, normalmente é comum existir algum grau de nacionalização de campanhas municipais, o que não se verificou no primeiro turno.

“O cenário só vai se completar quando terminar o segundo turno, mas, de modo geral, o critério para as eleições foram mais as questões municipais. Como regra geral, ninguém queria nacionalizar as campanhas. No campo do atual governo, os candidatos fingiram que não existia governo federal e os ligados ao PT, como regra geral, não exploraram muito essa proximidade”, ressaltou o professor.

Santoro destacou que, embora o resultado do primeiro turno represente uma vitória da base aliada ao governo, os candidatos fizeram a campanha procurando se distanciar do presidente Michel Temer. “Eles não transformaram Temer em um cabo eleitoral. Não foram com ele para comícios, para a praça pública, porque a figura do presidente é impopular, por causa da agenda [de ajuste fiscal e de reformas da Previdência e trabalhista] que ele está implementando, e as controvérsias com relação ao impeachment”, enfatizou Santoro.

Edição: Nádia Franco

Agência Brasil

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Partidos que são a favor e contra o impeachment



Os grandes partidos sabem que o PT não conseguirá protegê-los contra a PF e que inevitavelmente eles serão investigados, aliás, o PT não consegue proteger nem os seus próprios políticos. A Globo também sentiu na pele as investigações que vieram de fora do país e, pela primeira vez, balançou diante dos escândalos da FIFA, nem mesmo as empresas offshore e outras administradas por laranjas foram suficientes para evitar as investigações. Offshore são empresas fantasmas criadas em paraísos fiscais apenas para realizar uma operação específica, pagamento, sendo encerradas em seguida.

No caso dos grandes partidos, apenas o PMDB está com o pescoço na forca, Michel Temer e Eduardo Cunha. Ironicamente, o maior partido do país demonstra ser mais forte que a presidente, por isso, a presidente será julgada antes do presidente da câmara. 

Essa situação tem chamando a atenção da imprensa mundial, já que Cunha é o único que teve seus crimes confirmados e só poderá escapar da cadeia com o impeachment da presidente. Por conta disso, o PMDB também será o único grande partido que punirá os deputados que votarem contra o impeachment.

Mas o PMDB não é o único partido que tem a perder com o impeachment, muitos políticos são bons de história e muitos sofreram nas mãos da ditadura da Globo, por isso, mesmo com seus partidos a favor do impeachment, não seguem com sua bancada. 

Esse fato criou uma situação interessante, alguns partidos não irão punir seus deputados que votarem contra, isso poderá abrir caminho para novos acordos depois do julgamento do impeachment. Isso demonstra uma política de aparências, a liderança é a favor e alguns deputados são contra. Essa é uma bela maneira de driblar a mídia golpista, especificamente a Globo.

Aliás, a Globo conseguiu o que queria ao jogar o PT contra o PMDB, só com o Temer foram dois vazamentos: uma carta e agora um áudio. Já a ideia de jogar o PT contra o STF não deu tão certo assim, nem todos os juízes tem o rabo preso.

O PDT segue caminho inverso do PMDB de Sarney, querido pelos militares e dono da Rede Globo do Maranhão. O PDT de Brizola sofreu com a ditadura e com o golpe de 64, por isso, prefere esperar as próximas eleições para decidir o que fazer. Brizola foi o único político a humilhar a Globo ao forçá-la a provar de seu próprio veneno.

O PSOl tomou uma postura dura contra o golpe - eu não esperava, já que o PSOL sempre foi contra o PT.  Acho que eles não querem um golpe contra a democracia. Enquanto a Rede de Marina Silva deixa os deputados livres para decidir. 

O Senado já tem maioria pró-impeachment, seguindo a decisão da câmara dos deputados, entretanto, a decisão mais esperada será mesmo a votação aberta, transmitida pela Globo, onde os deputados decidirão se votam em prol dos beneficiados pelos projetos sociais do governo ou seguem seus financiadores de campanha que estarão acompanhando tudo pela TV.

Por decisão de Cunha, a votação começará pelo Sul, onde a oposição tem mais força. Naturalmente, a intensão de cunha é demonstrar sua força. A maior votação do PSDB foi no Paraná, onde ocorre o processo do lava a jato. Ironicamente, Moro foi o defensor da lavagem de 600 bilhões  do Banestado, considerado o maior roubo do mundo. No centro-oeste o governo também não deve estar muito bem, já que Delcídio é justamente do Mato-Grosso. Em seguida já vem para o Sudeste e decidem o processo. No Nordeste, maiores aliados do Governo, ficam para o final, assim como o Norte.

Enquanto a direita finge estar fazendo a justiça, um bandido chamado Eduardo Cunha continua decidindo o que deve ser feito, como e quando deve ser feito.

A parte jurídica vai sendo decidida pelos delatores corruptos, exceto pelo fato de que as denúncias feitas em relação a direita serão logo arquivadas.

Durante os impeachment de Collor, os deputados deixaram bem claro que não acreditavam que ocorreria, apesar de PC Farias deixar bem claro que todos os deputados haviam sido comprados e, portanto, a única chance de se livrarem da encrenca seria cassando Collor e matando PC Farias.

Dessa vez a Globo enfrenta a internet, por isso, sempre haverá uma divisão nas ruas. Além disso, nunca houve tantos políticos de esquerda eleitos, por isso, eles sabem muito bem as consequências de um golpe.

A única certeza é a de que muitos políticos serão expulsos de seus partidos e muitos sairão por vontade própria, principalmente do PMDB. Eu tenho certeza que o PMDB não suportará essa crise e deixará de ser o maior partido do Brasil. 

Vale lembrar a unanimidade do golpe: Maluf (São Paulo), Sarney (Maranhão), ACM (Bahia), Barbalho (Pará), todos se reencontrarão como em 64. A turma do Brizola e Lula estarão do outro lado.

Conseguir dois terços dos deputados não é fácil, nem mesmo com a Globo mostrando para os financiadores de campanha a votação ao vivo.  A disputa do parlamentarismo contra o presidencialismo será emocionante, principalmente pelo fato de Eduardo Cunha ter deixado bem claro que tem mais alguns pedidos de impeachment para analisar, aí, a direita mata o Cunha e coloca a culpa no PT.

Partidos que são a favor e contra o impeachment.

PSD A FAVOR
PV A FAVOR
PMDB A FAVOR
PSDB A FAVOR
PSB A FAVOR
DEM A FAVOR
PRB A FAVOR
PTB A FAVOR
PSC A FAVOR
PPS A FAVOR
PSL A FAVOR
PT CONTRA
PDT CONTRA
PCDOB CONTRA
PSOL CONTRA
PROS CONTRA
PTDOB CONTRA
PEN CONTRA
PP LIVRE
PTN CONTRA
PHS LIVRE
REDE LIVRE
PR CONTRA

Partidos que apoiaram o golpe de 64

Globo e PMDB -  tudo a ver

Entenda o rito do impeachment

Pronunciamento do presidente Michel Temer

Vencedor do pulitzer e o golpe no Brasil 

A política do PMDB

Globo vira vergonha internacional novamente




sábado, 5 de novembro de 2011

Os rumos dos partidos políticos



Se você não sabe o que é direita ou esquerda, em política, não se preocupe, você não está perdendo muita coisa não. Principalmente em países como o Brasil, isso não faz muito sentido e o que vale é o interesse.

...e não é só no Brasil que ocorre essa confusão, o próprio partido Democrata americano transformou-se ao longo dos anos. No início era contra a abolição dos escravos, hoje, é apoiado pelos afros e outros grupos populares de minorias.

No Brasil, o PSDB aderiu ao neoliberalismo e se revelou um partido de direita. Como nós podemos notar, não é só o povo que é manipulado, as elites também são.

A crença na globalização e no capitalismo, à moda americana, levou o ocidente a falência. Enquanto os países agonizam, alguns bilionários possuem fortunas maiores que os PIBs de muitas nações.

Até a pouco tempo atrás, poderíamos dizer que o PT era de extrema-esquerda. Para ganhar a eleição, passou para centro esquerda e as atuais alianças nos fazem pensar que o PT é um partido de direita, assim como o PSDB, e isso é muito perigoso.

A falta de fidelidade às ideologias, implicam em falta de caráter também, indicando que quinhentos anos de história do Brasil não foram suficientes para mudar a cabeça de nossos políticos.

Wikipedia: "Na Ciência política, a esquerda é considerada a posição que geralmente implica o apoio a uma mudança do enfoque social, do governo em exercício, com o intuito de criar uma sociedade mais igualitária. O termo surgiu durante a Revolução Francesa, em referência à disposição dos assentos no parlamento; o grupo que ocupava os assentos da esquerda apoiavam as mudanças radicais da Revolução, incluindo a criação de uma república ou o parlamentarismo da Inglaterra e a secularização do Estado. Um conceito distinto de esquerda originou-se com a Revolta dos Dias de Junho em 1848. Os organizadores da Primeira Internacional se consideravam os sucessores da ala esquerda da Revolução Francesa. O termo "esquerda" passou a definir vários movimentos revolucionários na Europa, especialmente socialistas, anarquistas e comunistas. O termo também é utilizado para descrever a social democracia e o liberalismo social (diferente do liberalismo econômico, considerado atualmente de direita).

A esquerda normalmente implica em oposição, busca de mudanças.

Na França, a República fazia  oposição à monarquia, promovendo a Revolução Francesa. Já nos EUA, a esquerda é defendida pelos democratas, ou era, até assumirem o poder.

Mesmo assumindo o poder, ainda restou uma linha divisória entre os Republicanos (direita) e os Democratas (esquerda). Como podemos notar, entre os republicanos franceses e os republicanos americanos, houve uma certa mudança.

A linha divisória que se manteve foi justamente o fato de a direita ser conservadora, enquanto a esquerda é mais voltada às mudanças, portanto liberais.

A esquerda tem como base os trabalhadores e, controlando o PT, o Clube de Bilderberg brasileiro conseguiu ter um controle quase completo do poder. Se o Wikileaks trabalha para a CIA, isso também poderia explicar como o PT deixou a Polícia Federal atuar, mesmo atingindo seu próprio partido e partidos aliados, mas isso ainda não foi muito bem explicado.

O conceito de justiça social e ética, defendido pelos liberais, não é reconhecido pelos conservadores. Isso explica a defesa constante das leis, por parte da direita.

Os grupos de centro esquerda são, ou deveriam ser: Social democratas, progressistas e ambientalistas.

Os liberais de esquerda e de direita defendem: União civil dos homossexuais, descriminalização do aborto, legalização da maconha. Parte da ala da esquerda é liberal nos costume e na política, parte deles sãp liberais na política mas conservadores nos costumes, como é o caso dos partidos ligados a igreja.

Partidos de extrema-esquerda:

PC do B

PCB

PSOL

PSTU

PCO

Centro-Esquerda:

PRB

PSB

PPS

PDT

PT

Assim como a extrema-esquerda brasileira não considera o PT um partido de esquerda, devido às suas alianças políticas, segundo a Ciência Política, o PT é um partido de centro-esquerda.

Nos EUA, acontece a mesma coisa. O Democrata é um partido de centro-esquerda, por estar a esquerda dos republicanos, mas não é necessariamente um partido de esquerda.

Fonte: Wikipedia


Texto: By Jânio