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sábado, 23 de abril de 2016

Golpes de estado na Venezuela



Golpes de Estado na Venezuela têm ocorrido quase desde a fundação da República, durante a história da Venezuela, em várias ocasiões utilizou de rebeliões, motins ou revoluções civis ou militares para derrubar e instalar governos, ou para mudar sua forma e direção, seja pela força ou intimidação, e até mesmo tentando usar métodos pseudo-legais; gradualmente com a consolidação de um sistema democrático no país, cada vez menos recorreu-se a esta prática.

A primeira insurreição ocorrida na Venezuela foi registrada em 1835 contra o governo de José María Vargas pelo Congresso conservador e de José Antonio Páez, o último foi produzido em 11 de abril de 2002 que causou a breve derrubada de Hugo Chávez e a instalação de um governo de facto de Pedro Carmona.

Revolución de las Reformas (1835)
Rebelião ocorrida na Venezuela em 7 de junho de 1835 e 1836, contra o governo de José María Vargas, o Congresso conservador e o poder de José Antonio Páez. Foi protagonizada por Santiago Mariño, Diego Ibarra, Pedro Briceño Méndez, José Laurencio Silva, José María Melo, Luis Perú de Lacroix e Pedro Carujo, todos os heróis patrióticos da Independência.

Revolución de Marzo (1858)
A Revolución de Marzo (Revolução de Março) conduzida por Julián Castro em março de 1858, é a primeira rebelião contra uma autoridade constituída que foi bem sucedida na história da República da Venezuela. Seu principal líder, Castro, gozava da plena confiança do Presidente José Tadeo Monagas. No geral, o movimento revolucionário teve como principais causas os abusos políticos e os males sociais acumulados durante a década que governaram o país, os irmãos José Tadeo Monagas e José Gregorio Monagas (1848-1858), período também conhecido na historiografia venezuelana como a "oligarquia liberal".

Revolución Liberal Restauradora (1899)
Em 23 de maio de 1899 começou na Colômbia uma invasão da Venezuela liderada por Cipriano Castro, que visava derrubar o governo do presidente Ignacio Andrade. Esta campanha militar conhecida como a Revolução Liberal Restauradora, Revolução Restauradora ou a "invasão dos anos 60" representou a primeira participação em massa dos andinos na política nacional e o fim da hegemonia do liberalismo Amarillo.

Golpe de Estado de 1908
O golpe de Estado de 19 de dezembro de 1908, foi um movimento liderado pelo General Juan Vicente Gómez na Venezuela, segundo o qual, na ausência do presidente Cipriano Castro, este toma o poder e institui um regime ditatorial, seja diretamente sendo eleito presidente pelo Congresso ou indiretamente através de governos civis fantoches que lhe obedeciam. Argumentando uma conspiração para assassiná-lo, Gomez deu o golpe em dezembro de 1908, levando uma ditadura brutal até sua morte em 1935.

Golpe de Estado de outubro de 1945
Conhecido por seus partidários como a “Revolução de Outubro”, foi um golpe de Estado na Venezuela contra o governo do presidente Isaías Medina Angarita, conduzido por uma coalizão das forças armadas e do partido político Ação Democrática, levou à chegada ao poder de Rómulo Betancourt. Um dos aspectos mais controversos que cercam os acontecimentos de 1945, foi o título de "Revolução" denominado pelos membros da Ação Democrática, que não foi mais que um golpe militar-cívico, que teve como principais líderes Rómulo Betancourt e Marcos Pérez Jiménez.

Golpe de Estado de 1948
O golpe de 24 de novembro de 1948 foi um levante militar e político contra o presidente venezuelano democraticamente eleito Rómulo Gallegos, que foi derrubado e forçado ao exílio, em seu lugar foi instalada uma junta militar encabeçada por Carlos Delgado Chalbaud, e também integrada pelos tenentes-coronéis Marcos Pérez Jiménez e Luis Felipe Llovera Páez; a junta militar após o assassinato em 1950 de Chalbaud, nomeou Germán Suárez Flamerich, que governaria até o desconhecimento dos resultados das eleições de 1952, por Pérez Jiménez que que sendo parte da junta declarou-se vencedor da eleição e iniciou uma ditadura que seria derrubada em 1958.

Golpe de Estado de janeiro de 1958
O golpe de Estado de 23 de janeiro de 1958, também conhecido como Junta Civil-Militar de Governo de 1958 ou a derrubada do general Marcos Pérez Jiménez foi um acontecimento histórico ocorrido na Venezuela, por meio do qual pôs fim a ditadura do general Marcos Perez Jimenez, que foi forçado a deixar o país rumo a República Dominicana a bordo do avião presidencial "La Vaca Sagrada". Perez Jimenez estava ocupando o cargo de presidente da Venezuela desde o início dos anos 50, com o fim de seu regime começou o processo democrático na Venezuela, não bem antes dessa data o país já tinha tido algumas curtas experiências ou ensaios democráticos em 1947.

El Carupanazo (maio de 1962)
El Carupanazo foi uma insurreição militar em Carúpano contra o presidente Rómulo Betancourt. El Carupanazo explodiu à meia-noite de 4 de maio de 1962 em Carúpano (Estado de Sucre), a cargo do Batalhão de Infantaria da Marinha nº 3 e do Destacamento 77º da Guarda Nacional. Os rebeldes, comandados pelo capitão de corveta Jesús Teodoro Molina Villegas, o major Pedro Vegas Castejón e o tenente Héctor Fleming Mendoza, se levantaram contra o governo nacional, ocupando as ruas e edifícios da cidade, o aeroporto e a Rádio Carúpano que emitiu um manifesto em nome do Movimento de Recuperação Democrático. Diante desses fatos, Betancourt suspendeu as garantias e acusou o PCV e o MIR de estarem envolvidos na insurreição e emitiu um decreto suspendendo o funcionamento de ambos os partidos em todo o país.

El Porteñazo (junho de 1962)
El Porteñazo ou Insurreição de Puerto Cabello foi uma revolta na base naval de Puerto Cabello. Ao contrário do "Carupanazo", o "Porteñazo" representava uma conspiração civil-militar de magnitude muito maior, tanto pelas forças envolvidas, a intensidade da luta e as terríveis consequências do saldo de mortos e feridos. No alvorecer do dia 2 de junho de 1962, ocorrre uma revolta na base naval de Puerto Cabello (Carabobo Edo), liderada pelo capitão de mar e guerra Manuel Ponte Rodríguez, o capitão de fragata Pedro Medina Silva e o capitão de corveta Víctor Hugo Morales. Finalmente, em 3 de junho, o Ministério do Interior anunciou que desde o amanhecer, as forças armadas leais ao governo haviam posto um fim à rebelião que deixou mais de 400 mortos e 700 feridos. Três dias depois, após terem sido capturados os líderes do levante, caiu o último reduto dos insurgentes, o Forte Solano. Posteriormente, por suspeita de envolvimento nos acontecimentos do "Porteñazo" de políticos ligados ao Partido Comunista da Venezuela deu início a uma profunda política de “limpeza” das Forças Armadas de oficiais ligados ou suspeitos de serem simpáticos à esquerda.

Golpe de Estado de fevereiro de 1992
Ver artigo principal: Golpe de Estado de 1992 na Venezuela
Em 4 de fevereiro de 1992, um grupo de soldados executou uma tentativa de golpe na Venezuela contra o presidente constitucional Carlos Andres Perez. A tentativa fracassou em alcançar os seus objetivos e os rebeldes se renderam. Entre os oficiais que comandaram essa manobra estavam basicamente quatro tenentes-coroneis do Exército: Hugo Chávez , Francisco Arias Cárdenas, Yoel Acosta Chirinos e Jesús Urdaneta.

Este evento transformou radicalmente a vida política venezuelana, introduzindo novos atores no cenário: dos quatro protagonistas, o primeiro é presidente desde 1999 ; no entanto, Arias também se aventurou na política, foi eleito governador do estado de Zulia, foi candidato presidencial em 2000 - competindo com os seus próprio ex-companheiro Hugo Chavez, Acosta manteve um perfil baixo e Urdaneta tornou-se um crítico das políticas realizadas pelo governo Chávez.

Todos os participantes desta ação foram levados para a prisão pelo golpe, sendo sua causa posteriormente rejeitada, e postos em liberdade dois anos mais tarde, durante a presidência de Rafael Caldera.

Golpe de Estado de novembro de 1992
Ver artigo principal: Golpe de Estado de 1992 na Venezuela
Em 27 de novembro de 1992, é realizado um frustrado golpe na Venezuela contra o governo do presidente Carlos Andres Perez, apenas nove meses depois de outra tentativa em fevereiro desse ano. Nesta ocasião, participaram do golpe civis e militares. Os maiores nomes dessa tentativa foram Hernán Grüber Odremán, Luis Enrique Cabrera Aguirre, Francisco Visconti Osorio, e os partidos políticos Bandera Roja e Tercer Camino.

Golpe de Estado de abril de 2002
Ver artigo principal: Golpe de Estado na Venezuela de 2002
O Golpe de Estado de 11 de abril de 2002, foi uma tentativa de derrubar o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que foi preso em 12 de abril de 2002 e inicialmente levado para o Forte Tiuna, localizado no sul de Caracas. Nesse mesmo dia, o empresário Pedro Carmona autodeclarou-se como presidente interino. Seu primeiro ato oficial foi a dissolução do Parlamento (Assembleia Nacional), do Supremo Tribunal de Justiça, do Conselho Nacional Eleitoral, a remoção de todos os governadores, prefeitos e vereadores, do Procurador-Geral, da Controladoria e Ouvidoria, bem como a eliminação das 48 leis habilitantes então em vigor, e uma pequena alteração à Constituição, restaurando o nome de "República da Venezuela", tendo removido o título de "Bolivariana".

A partir desta data, milhares de partidários de Chávez vieram a protestar em frente ao Palácio de Miraflores e da brigada de pára-quedistas em Maracay.  O general Raúl Isaías Baduel (que em janeiro de 2012 foi preso pelo governo, segundo ele por se opor a Chavez) se opôs ao governo de Carmona, e passou a buscar ativamente uma forma de restaurar Chávez ao poder.

Em 14 de abril de 2002, Chávez foi libertado da prisão militar na ilha de Orchila e foi reintegrado como presidente constitucional da Venezuela.

Wikipedia

A história do Oriente Médio

FMI corta relações com a Argentina

Políticos que apoiaram a ditadura

A história da Rede Globo

Lista de presidentes do Brasil








terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Venezuela e a decadência da esquerda política na AL



Em um curto espaço de tempo, como num passe de mágica, a esquerda sofreu uma queda absolutamente espetacular na América latina e se a Rússia já tinha motivos para não confiar tanto em sua influência nas Américas, agora terá de tomar as rédeas sozinha.

Que a esquerda seja do contra, todo mundo sabe, mas o problema não é tão fácil assim de ser explicado. O jogo bipartidário é tendencioso para a direita e a esquerda é controlada como um cavalo no cabresto, isso pode gerar violência.

O fato de a esquerda não ter força corporativa pode explicar o motivo de os presidentes socialistas ficarem tanto tempo no poder, se eles saíssem antes, dificilmente poderiam retornar, e isso impediria suas conquistas ideológicas e populares.

Fidel Castro deixou o poder depois de algumas longas décadas, mas noventa por cento das pessoas que o criticam nem imaginam como Fidel chegou ao poder e porquê. Se ele ficasse apenas quatro anos, nada teria mudado, nem para melhor e nem para pior.

Vamos tomar como exemplo o governo militar no Brasil, que a poderosa Rede Globo chama de ditadura, fazendo as pessoas esquecerem que o maior símbolo de ditadura do Brasil não são os militares mas, sim, a própria Rede Globo. A medida de segurança tomada pelos militares em época de instabilidade governamental é normal, ocorre em todos os países, mas o monopólio de informação, isso, sim é anormal, principalmente se for financiado com o dinheiro público em prol de mídias multinacionais.

A derrota da esquerda na Argentina foi a mais destacada e surpreendente. A presidente da Argentina vinha lutando bravamente contra o controle financeiro mundial, patrocinado pelos banqueiros que controlam o mundo. A estatização de empresas de petróleo provocou polêmica e irritou os donos do mundo. Esta também é a vitória mais importante da direita, já que a Argentina nunca passara por um período socialista tão forte.

A derrota dos socialista na Venezuela deixa Maduro com a corda no pescoço, já que sua base conquistou apenas 112 das vagas no legislativo, enquanto a oposição conseguiu 167. 

Só restou o país mais pobre da América, Bolívia, como um representante legítimo do socialismo, e que só não perdeu sua importância poque possui o gás que o Brasil necessita, nem a farsa do pre-sal assustou Evo Morales.

No Brasil, podemos acompanhar de perto como dar um golpe no governo. É impressionante como a burguesia usa a internet como ferramenta de propaganda política, quase nos fazendo esquecer da mídia golpista que sabe que não consegue tirar o governo de outro modo.

Antes das eleições, as notícias eram descaradas e imparciais, indicando uma suposta vitória da direita, parece até que eles subestimavam a máquina corporativa que eles mesmos criaram no governo, um gigantesco cabide de empregos, além das bolsas famílias, escola, ou sabe se lá como isso se chamava antes da era petista. 

O governo petista teria acabado com as reservas internacionais já no primeiro ano se pudesse, Dilma não tem as mesmas ideias de Palocci, mas não pôde, então, escolheu outras formas de distribuir rendas. As bolsas para estudantes no exterior agradou a classe média baixa e isso garantiu a sustentabilidade do governo durante algum tempo. Muito dinheiro para financiamentos, muitas faculdades novas, etc. 

Todo esse poder do governo despertou a inveja do PMDB, provocando uma grande crise na base aliada. Com a crise, a mídia sentiu que era agora ou nunca, e passou a divulgar os escândalos petistas, protegendo a oposição.

É bom que se diga que crise não existe, são forjadas pelas mídias de massa, oitenta por cento do dinheiro tem destino certo, paraísos fiscais.

O PMDB foi jogado contra o PT, enquanto o PT foi jogado contra o PMDB, com direito a cartas vazadas para a imprensa, só se esqueceram de dizer que os dois partidos estão no mesmo barco. O PMDB até acha que deve derrubar o governo para evitar o desgaste, mas nem imagina que afundará junto.

É preciso que se diga que o PMDB nunca protegeu o PT, sempre fez jogo duplo, prova disso é que os corruptos presos são todos petistas. Por outro lado, os petistas ajudaram a conseguir maioria e livrar a cara de famosos como Barbalho, Sarney, Calheiros, etc. 

Se as pessoas tivessem boa memória, lembrariam do escândalo de Renan Calheiros, um dos maiores escândalos da história envolvendo um político, escândalo que a mídia deixou de divulgar, depois que descobriram que politicamente Renan era inatingível.

Tudo leva a crer que Dilma será cassada, principalmente se a votação for aberta, o que ninguém sabe é o que acontecerá com o PT e o PMDB depois. Lembrando que o fato de o PT ter ganhado as últimas eleições deve-se principalmente ao fato das mídias de massa insistirem na volta do PSDB ao poder, e também ao bipartidarismo que matou mais uma oportunidade de termos uma nova força na disputa das eleições, quando o avião do terceiro candidato foi derrubado.

By Jânio

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