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terça-feira, 6 de junho de 2017

TSE rejeita questões preliminares no julgamento da chapa Dilma-Temer


André Richter e Ivan Richard Esposito - Repórteres da Agência Brasil

Brasília - O ministro Antonio Herman Benjamin, relator no TSE da ação em que o PSDB pede a cassação da chapa Dilma-Temer, durante retomada do julgamento - Foto (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro Herman Benjamin, relator no TSE da ação em que o PSDB pede a cassação da chapa Dilma-Temer Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu hoje (6) rejeitar quatro questões preliminares durante o julgamento da ação na qual o PSDB pede da cassação da chapa Dilma-Temer, vencedora das eleições presidenciais de 2014. O julgamento será retomado amanhã (7), às 9h, com o restante do voto do relator, ministro Herman Benjamim.

Entre as preliminares que foram rejeitadas, por unanimidade, estão a impossibilidade de o TSE julgar cassação de mandato de presidente, ordem de depoimento de testemunhas e outras questões processuais que impediriam o julgamento do mérito da cassação, que não foi analisado hoje.

Após o voto do relator, deverão votar os ministros Napoleão Nunes Maia, Admar Gonzaga, Tarcisio Vieira, Rosa Weber, Luiz Fux, e o presidente do tribunal, Gilmar Mendes. Mais três sessões foram marcadas para amanhã (7) e quinta-feira (8), e um pedido de vista para suspender o julgamento não está descartado.

Interrupção

Brasília - O presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, na retomada do julgamento da ação em que o PSDB pede a cassação da chapa Dilma-Temer (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Durante as considerações de Benjamin, o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, disse que o julgamento da ação que pede a cassação da chapa Dilma-Temer é a oportunidade de se fazer a verdadeira análise de como se dão as campanhas eleitorais no país. “Não se trata de proposta de cassação de mandato, mas de como se faz a campanha no Brasil”, disse Gilmar Mendes ao interromper a fala do relator.

Mendes argumentou que a demora no desfecho do julgamento se dá pela “extrema complexidade” do tema e da “singularidade” que é a impugnação da chapa vencedora de um pleito presidencial. “Há um grau de instabilidade que precisa ser considerado”, frisou Mendes.

Ao falar sobre a singularidade do julgamento de uma chapa presidencial, Gilmar citou um diálogo com outro ministro que teria ouvido de um interlocutor estrangeiro que o TSE estava cassando "mais deputados do que a ditadura".

Hermann Benjamin retrucou, afirmando que “a ditadura cassava aqueles que pregavam a democracia e que o TSE cassa aqueles que vão contra a democracia”.

Defesa e acusação

A defesa do presidente Michel Temer e da ex-presidenta Dilma Rousseff também se manifestaram na sessão desta noite. O advogado de Dilma considerou a acusação do PSDB como “inconformismo de derrotado”. Os advogados de Temer defenderam a manutenção do mandato do presidente e afirmaram que Temer, então vice-presidente, não cometeu nenhuma irregularidade.

Durante o julgamento, o vice-procurador-geral eleitoral, Nicolao Dino, defendeu a cassação como um todo da chapa Dilma-Temer por haver fatos e provas que que configuram ter havido abuso de poder econômico na campanha presidencial de 2014.

Ação

Após o resultado das eleições de 2014, o PSDB entrou com a ação, e o TSE começou a julgar suspeitas de irregularidade nos repasses a gráficas que prestaram serviços para a campanha eleitoral de Dilma e Temer. Recentemente, Herman Benjamin decidiu incluir no processo o depoimento dos delatores ligados à empreiteira Odebrecht investigados na Operação Lava Jato. Os delatores relataram que fizeram repasses ilegais para a campanha presidencial.

Em dezembro de 2014, as contas da campanha da então presidenta Dilma Rousseff e de seu vice, Michel Temer, foram aprovadas com ressalvas e por unanimidade no TSE. No entanto, o processo foi reaberto porque o PSDB questionou a aprovação. Segundo entendimento do TSE, a prestação contábil da presidenta e do vice-presidente é julgada em conjunto.


Edição: Amanda Cieglinski

Agência Brasil




segunda-feira, 27 de junho de 2016

Perícia dos decretos do governo Dilma



Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil
Peritos designados pela Comissão Processante de Impeachment do Senado concluíram que três dos quatro decretos de crédito suplementar assinados pela presidenta afastada Dilma Rousseff eram irregulares, por terem sido editados sem aval do Congresso Nacional, e tiveram impacto negativo no cumprimento da meta fiscal. No entanto, de acordo com laudo pericial, não foram identificados atos da presidenta afastada que tenham contribuído, direta ou indiretamente, para os atrasos nos pagamentos aos bancos públicos, chamados pedaladas fiscais.

A edição dos decretos com crédito suplementar e os atrasos nos pagamentos embasam o processo de impeachment de Dilma, que levou ao afastamento dela da Presidência da República. 

Decretos de crédito suplementar

Para o três peritos – servidores do Senado João Henrique Pederiva, Diego Prandino Alves e Fernando Álvaro Leão Rincon –, três dos quatro decretos analisados pelos senadores no processo de impeachment tiveram impacto negativo no cumprimento da meta fiscal, que se encontrava vigente no momento em que foram assinados. No laudo, os peritos afirmam que os órgãos responsáveis não emitiram alertas de que os decretos de crédito suplementar eram irregulares, ou seja, foram aprovados sem autorização do Parlamento.

A defesa de Dilma argumenta que os decretos não impactaram no cumprimento da meta fiscal, pois dizem respeito somente a dotações – permissões de gastos – orçamentárias, não resultando necessariamente em impacto fiscal negativo, pois não envolveram o empenho ou a execução financeira dos gastos. Assim, os atos seriam simples reprogramações da alocação de recursos da União.

Os peritos do Senado concluíram que três dos quatro decretos tiveram execução financeira posterior, resultando em prejuízo para o cumprimento da meta fiscal então vigente, que havia sido aprovada em janeiro de 2015. Os decretos foram assinados por Dilma em julho e agosto.

Para a junta de peritos, os decretos violaram o Artigo 4 da Lei de Orçamento Anual (LOA), que regulamenta os gastos suplementares ao Orçamento e determina aprovação legislativa prévia para esses gastos.

“Embora não se tenha obtido informações completas relativas à execução das dotações suplementares constantes exclusivamente desses três decretos (excluídas as dotações iniciais e demais suplementações), esta Junta identificou que pelo menos uma programação de cada decreto foi executada orçamentária e financeiramente no exercício financeiro de 2015, com consequências fiscais negativas sobre o resultado primário apurado”, escreveram os peritos.

Os peritos acrescentaram, no entanto, que não houve, por parte da Secretaria de Orçamento Federal, nenhum alerta, antes da assinatura, de que os decretos seriam incompatíveis com a meta fiscal.

Plano Safra

A junta pericial concluiu também que o atraso no pagamento de equalização de juros aos bancos públicos no âmbito do Plano Safra representaram operações de crédito com a União, o que é vedado por lei. 

Por meio do Plano Safra, os bancos públicos financiam os produtores rurais a juros baixos com recursos próprios e depois recebem do governo a diferença entre o cobrado dos agricultores e o que a instituição financeira pagou para captar o dinheiro.

A defesa de Dilma argumenta que os atrasos no pagamento dessas equalizações não configuram operações de crédito, mas uma prestação de serviço corriqueira e sempre aceita pelo Tribunal de Contas da União (TCU), até que a corte mudou seu entendimento sobre a questão no ano passado.

Para os peritos, os atrasos foram de fato operações de crédito levando em conta artigos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). De acordo com eles, os valores estiveram sujeitos a juros pela demora no pagamento, onerando a União em mais de R$ 450 milhões.

“Houve operações de crédito do Tesouro Nacional junto ao Banco do Brasil, conforme as normas contábeis vigentes, em decorrência dos atrasos de pagamento das subvenções concedidas no âmbito do Plano Safra”, diz o laudo pericial.

De acordo com o cronograma aprovado pela Comissão Processante de Impeachment do Senado, acusação e defesa têm agora 24 horas para solicitar esclarecimentos sobre a perícia. A partir de então, os peritos terão 72 horas para esclarecer as dúvidas.

Edição: Carolina Pimentel

Agência Brasil

domingo, 27 de dezembro de 2015

Eu sou contra o impeachment


Eu vou começar esse texto com uma pergunta aparentemente simples, mas que de simples não tem nada, observando o comportamento da mídia golpista: O que é pior, suportar o governo do PT mais três anos ou a nova ditadura da Rede Globo por muitas décadas, levando-se em conta que a Rede Globo já é a segunda maior rede de televisão do mundo, muito para quem financiou a criação da multinacional com dinheiro público, atendendo interesses globalizados - ou você achou realmente que globalização era um conceito novo?

Os EUA são os grandes jogadores da economia mundial:

01) Assim como o Brasil, EUA fez acordos com a China, visando aquele mercado gigantesco. Deu certo para os ricos, errado para os pobres e sobrou para a outrora super potência econômica.  Depois de descobrir o grande erro, os EUA voltaram a investir no México e a China passou a ter problemas.

Os EUA demoraram para descobrir os problemas que um vizinho pobre pode gerar numa economia rica como os EUA. O muro da vergonha continua lá, os problemas da desigualdade não serão tão simples de serem solucionados. O México poderá provocar nos EUA os mesmos problemas que o Brasil provocou na Argentina.

02) O que o Brasil tem com isso?

Os EUA  é o maior parceiro comercial do Brasil, aliás, EUA, China, Rússia, Argentina, enfim, todos os países importantes e desimportantes do mundo são parceiros do Brasil, talvez seja por isso que o Brasil pareça uma Suíça ao contrário, ou seja, enquanto a Suíça fica com o dinheiro, o Brasil fica com a mão-de-obra escrava  que servem os donos corruptos do dinheiro.

O fato é que sendo o maior parceiro comercial do Brasil, agora, ao investir pesado no México, os EUA começam a resolver um problema terrível, migração ilegal de pobres mexicanos. A legalização da marijuana demonstra uma mudança radical da postura americana contra as drogas, afinal, se os EUA ainda estão no topo do IDH, educação, tecnologia, ambiente de negócios, etc., por outro lado, estão abaixo do Brasil quando o assunto é violência, nem a pena de morte tem inibido a violência americana. Investindo mais na parceria mexicana, atingem outro objetivo, atacar o governo socialista brasileiro. Entretanto, o Brasil ainda continuará forte no cenário internacional, pena que não tenha estrutura para suportar um simples "sopro" sobre nossas intermináveis crises.

Continuando o texto: A burguesia, assim como todo bom crítico, tem mania de criticar sem apresentar alternativas, sem demonstrar a realidade. Querem cassar a presidente, mas não dizem o preço, por outro lado, o PMDB ficou bem no meio dessa guerra. Famoso por livrar corruptos famosos da cadeia, como Sarney, Calheiros, Barbalho, além de aliados como o Maluf, o partido deixou seus "protegidos" do PT serem presos, entretanto, a virtual queda do PT desequilibra a balança do poder e da justiça caolha brasileira, já que a volta do PSDB e da direita tiraria a sua maioria peemedebista e, consequentemente, sua invulnerabilidade.

Fala-se na possibilidade de Michel Temmer assumir a presidência, mas eu acho isso bem pouco provável, se bem que seria muito curioso para testar a capacidade de inteligência do PT. Enquanto sempre se falava em blindagem do presidente Lula, agora eu começo a ver um cenário bem diferente, blindagem do PMDB.

Desde que os primeiros petistas foram presos, o recado estava sendo dado pelo PMDB, "vamos dividir a bufunfa", mas parece que o PT não teve inteligência suficiente para entender o recado. Foi preciso que uma carta fosse vazada para a imprensa, demonstrando a insatisfação do vice-presidente com seus aliados do poder.

Será que eles entenderam agora? Mesmo que tenham entendido, isso não basta, é preciso que o "bolo" roubado seja dividido, caso contrário, o PT perde a maioria.

No caso das ameaças de alguns militares de extrema direita que usam o nome do povo para sugerir um golpe, em plena era digital, prefiro acreditar que seja apenas uma ameaça, o que seria útil, errado mas útil. Recuso-me a acreditar que alguém possa aceitar a possibilidade de mais um golpe, como o de 64, justificando mais um golpe através da corrupção, enquanto o povo retorna ao lugar de expectador, ou talvez seja melhor dizer telespectador. É impressionante como a TV, mesmo com toda a sua decadência diante da era digital, possa estar querendo transformar o país num circo novamente, não que tenha deixado de ser, mas a democracia deveria valer alguma coisa, nosso voto deveria estar acima do poder que ele proporciona para esses corruptos.

Não, eu não concordo com os crimes que acontecem no país, não concordo com os desmandos e capacidade que a Rede Globo tem de fazer parceria com o governo, CBF, FIFA, igreja católica, etc., mas eu sei que a extrema direita não aceitou o resultado da eleição e não acredita que algum dia voltará ao poder democraticamente. Prova disso foi o surgimento de novos partidos socialistas, primeiro o PSOL e agora o Rede Sustentabilidade da Marina Silva, ambos melhores que o PT, o que demonstra um evolução dos socialistas modernos.

Depois de quinhentos anos, precisamos andar para frente, sem olhar para trás, já que nossa história sempre foi uma farsa forjada para passar uma ideia de que algo de bom de fato estava acontecendo, quando na verdade nunca houve mudança. 

Hoje, as pessoas tem nojo de política, e a única forma aceitável de fazer política passou a ser a maneira revolucionária, e quando eu falo em revolucionária não estou falando em golpe. Nossa história está repleta de golpes e mentiras, um golpe não seria revolução mas, sim, manter tudo como está.

By Jânio

Ditadura da Globo à vista

Lista de presidentes do Brasil

Trinta anos de escândalos

Quem apoiou o golpe de 64





terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Venezuela e a decadência da esquerda política na AL



Em um curto espaço de tempo, como num passe de mágica, a esquerda sofreu uma queda absolutamente espetacular na América latina e se a Rússia já tinha motivos para não confiar tanto em sua influência nas Américas, agora terá de tomar as rédeas sozinha.

Que a esquerda seja do contra, todo mundo sabe, mas o problema não é tão fácil assim de ser explicado. O jogo bipartidário é tendencioso para a direita e a esquerda é controlada como um cavalo no cabresto, isso pode gerar violência.

O fato de a esquerda não ter força corporativa pode explicar o motivo de os presidentes socialistas ficarem tanto tempo no poder, se eles saíssem antes, dificilmente poderiam retornar, e isso impediria suas conquistas ideológicas e populares.

Fidel Castro deixou o poder depois de algumas longas décadas, mas noventa por cento das pessoas que o criticam nem imaginam como Fidel chegou ao poder e porquê. Se ele ficasse apenas quatro anos, nada teria mudado, nem para melhor e nem para pior.

Vamos tomar como exemplo o governo militar no Brasil, que a poderosa Rede Globo chama de ditadura, fazendo as pessoas esquecerem que o maior símbolo de ditadura do Brasil não são os militares mas, sim, a própria Rede Globo. A medida de segurança tomada pelos militares em época de instabilidade governamental é normal, ocorre em todos os países, mas o monopólio de informação, isso, sim é anormal, principalmente se for financiado com o dinheiro público em prol de mídias multinacionais.

A derrota da esquerda na Argentina foi a mais destacada e surpreendente. A presidente da Argentina vinha lutando bravamente contra o controle financeiro mundial, patrocinado pelos banqueiros que controlam o mundo. A estatização de empresas de petróleo provocou polêmica e irritou os donos do mundo. Esta também é a vitória mais importante da direita, já que a Argentina nunca passara por um período socialista tão forte.

A derrota dos socialista na Venezuela deixa Maduro com a corda no pescoço, já que sua base conquistou apenas 112 das vagas no legislativo, enquanto a oposição conseguiu 167. 

Só restou o país mais pobre da América, Bolívia, como um representante legítimo do socialismo, e que só não perdeu sua importância poque possui o gás que o Brasil necessita, nem a farsa do pre-sal assustou Evo Morales.

No Brasil, podemos acompanhar de perto como dar um golpe no governo. É impressionante como a burguesia usa a internet como ferramenta de propaganda política, quase nos fazendo esquecer da mídia golpista que sabe que não consegue tirar o governo de outro modo.

Antes das eleições, as notícias eram descaradas e imparciais, indicando uma suposta vitória da direita, parece até que eles subestimavam a máquina corporativa que eles mesmos criaram no governo, um gigantesco cabide de empregos, além das bolsas famílias, escola, ou sabe se lá como isso se chamava antes da era petista. 

O governo petista teria acabado com as reservas internacionais já no primeiro ano se pudesse, Dilma não tem as mesmas ideias de Palocci, mas não pôde, então, escolheu outras formas de distribuir rendas. As bolsas para estudantes no exterior agradou a classe média baixa e isso garantiu a sustentabilidade do governo durante algum tempo. Muito dinheiro para financiamentos, muitas faculdades novas, etc. 

Todo esse poder do governo despertou a inveja do PMDB, provocando uma grande crise na base aliada. Com a crise, a mídia sentiu que era agora ou nunca, e passou a divulgar os escândalos petistas, protegendo a oposição.

É bom que se diga que crise não existe, são forjadas pelas mídias de massa, oitenta por cento do dinheiro tem destino certo, paraísos fiscais.

O PMDB foi jogado contra o PT, enquanto o PT foi jogado contra o PMDB, com direito a cartas vazadas para a imprensa, só se esqueceram de dizer que os dois partidos estão no mesmo barco. O PMDB até acha que deve derrubar o governo para evitar o desgaste, mas nem imagina que afundará junto.

É preciso que se diga que o PMDB nunca protegeu o PT, sempre fez jogo duplo, prova disso é que os corruptos presos são todos petistas. Por outro lado, os petistas ajudaram a conseguir maioria e livrar a cara de famosos como Barbalho, Sarney, Calheiros, etc. 

Se as pessoas tivessem boa memória, lembrariam do escândalo de Renan Calheiros, um dos maiores escândalos da história envolvendo um político, escândalo que a mídia deixou de divulgar, depois que descobriram que politicamente Renan era inatingível.

Tudo leva a crer que Dilma será cassada, principalmente se a votação for aberta, o que ninguém sabe é o que acontecerá com o PT e o PMDB depois. Lembrando que o fato de o PT ter ganhado as últimas eleições deve-se principalmente ao fato das mídias de massa insistirem na volta do PSDB ao poder, e também ao bipartidarismo que matou mais uma oportunidade de termos uma nova força na disputa das eleições, quando o avião do terceiro candidato foi derrubado.

By Jânio

Agonia da direita política

Alegrias de um governo petista

A crise da PPP

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Dilma responde críticas do leilão da Petrobrás



O governo tem muita vontade de privatizar as estatais mas nunca vai confessar isso. De certa forma, a direita e a esquerda possuem estratégias parecidas, eu nem vou dizer quem são os autores dessas ideias.

A pergunta que não quer calar sempre será: Por que a Petrobrás gosta tanto de investir fora do país, onde o Ministério Público nunca terá autoridade, ficando sem investimento em nosso próprio território, forçando as inevitáveis privatizações.

Hugo Chaves privatizou a Petrobrás na Venezuela, Evo Morales privatizou na Bolívia e, como se não bastasse tudo isso, todo o dinheiro enviado para os infernos fiscais corre o risco de ser sequestrado, forçando os corruptos a fazer o óbvio, ou seja, investir o dinheiro roubado no próprio país.

Eles deveriam saber que é muito fácil lavar dinheiro no próprio país e mesmo quando há um escândalo, como tem ocorrido com o mensalão, cachoeira, mensalinho de Brasília, privataria, Panamericano, Daniel Dantas e tantos outros, a justiça nunca será eficaz, compensando o risco de manter o roubo por aqui.

Pronunciamento de Dilma Rousseff.

"Pelos resultados do leilão, 85% de toda a renda a ser produzida pelo campo de Libra vai pertencer ao Estado brasileiro e à Petrobrás. Isso é bem diferente de privatização".

 "O Brasil é - e continuará sendo - um país aberto ao investimento, nacional ou estrangeiro, que respeita contratos e que preserva sua soberania".

"São empresas grandes e fortes que vão poder explorar, nos próximos 35 anos, um montante de óleo recuperável estimado entre 8 bilhões a 12 bilhões de barris de petróleo, e 120 bilhões de metros cúbicos de gás natural".

 "Começamos a transformar uma riqueza finita, que é o petróleo, em um tesouro indestrutível, que é a Educação de alta qualidade".

"As empresas privadas parceiras também serão beneficiadas" e "vão obter lucros significativos, compatíveis com o risco assumido".


Fonte dos depoimentos: Estadão

Unanimidade política

Lista de presidentes e mortos

A farsa da falsa democracia

Filosofia anti-democrática

Maldita burocracia

Veneno Bipartidário

Corporativismo midiático

Políticos que apoiaram o golpe de 64

Cidades com mais homicídios no planeta

PT acerta o próprio pé

O jogo do poder

Uma vergonha para os corruptos brasileiros

Arquivo vivo pode ser preso

Policial federal é assassinado

Marcos Valério é preso novamente

Daniel Dantas - A história da corrupção

Trinta anos de corrupção

Lula para governador

Carlinhos Cachoeira - culpado útil

Demóstenes torres é flagrado pela polícia federal

Privataria tucana


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Com plexo de brasileiro rico



O governo britânico sempre foi um dos maiores críticos de nossa macro economia e a principal queixa sempre foram os juros altos. 

Com uma boa reserva de moeda estrangeira e investidores fugindo da crise mundial, o governo pode se dar ao luxo de taxar o capital especulativo, deixando bem claro que eles não são bem vindos.

Para evitar a bolha que quebrou várias economias pelo mundo, como foi o caso da Islândia e quase todos os países europeus, o governo brasileiro taxou o investimento a curto prazo, mantendo nossa economia aberta ao investimento de longo prazo. O que parecia certo, acabou não acertando no alvo - eu diria que passou longe disso.

A crença de que o Brasil era uma super economia e que poderia se dar ao luxo de regulamentar o mercado a nível internacional, não foi bem aceita pela comunidade mundial, afinal, a mídia é formada basicamente pela burguesia, classe média alta, justamente os que mais ganham dinheiro fácil com especulações, já que detém as fontes de informações.

Para complicar ainda mais a situação do governo brasileiro, Guido Mantega, ministro da fazenda, divulgou uma previsão otimista de crescimento de 4,5% para o PIB brasileiro, no início do ano, errou feio. Já no final do ano, a previsão é de que a economia feche o exercício de 2.012 em 1%.

Isso irritou os investidores, comprometeu a confiança do ministro da fazenda e as reações não tardaram a aparecer.

A revista Economist chegou a sugeriu a demissão de Guido Mantega, num claro recado dos investidores internacionais, mas não sensibilizou a presidente Dilma. Dilma esnobou a revista, tratando-a como estrangeira, e sobrou até para a mídia nacional que preferiu dar mais importância a opinião que veio de fora.

O que Dilma esqueceu de observar é que os brasileiros podem estar concordando com os estrangeiros, apesar de não terem coragem de opinar. 

De minha parte, eu acredito que o governo brasileiro tenha controle sobre a economia. Quando se fala de economia no Brasil, fala-se de uma briga de ricos, para se falar de pobres, seria preciso falar de IDH.

Não dá para mudar muito na vida do pobre brasileiro, de um jeito ou de outro, sempre haverão corruptos roubando o dinheiro público, lícita ou ilicitamente.

Os impérios dos BRICS tem essa característica em comum, a de se preocupar demasiadamente com a desaceleração da economia.

Se todos os problemas nos serviços públicos fossem sanados, certamente não haveriam desempregados no Brasil, pelo contrário, haveria falta de mão-de-obra. 

O principal responsável pelo fiasco do PIB brasileiro, foi a queda da exportação de matérias primas, provocadas pela crise mundial. Essa dependência excessiva da exportação é irônica para uma economia  que deveria ser auto-sustentável.

Isso mostra também que o consumo interno é fraco e que a população está muito pobre, economizando.

A culpa do governo foi manter-se o tempo todo no limite, com altas taxas de juros, tendo como desculpa a inflação, quando na verdade o problema era a alta carga de impostos que provocava sonegação e falta de concorrência, além de criar vários tipos de máfias no país.

Não adianta acreditar que autoridades brasileiras serão honestas, só porque o STF deixou de ser o testa de ferro do governo. Enquanto ninguém for preso, e continuar na cadeia, eles continuarão sendo corruptos.

Se for para cobrar impostos altos, para deixar nas mãos dos corruptos, mantendo a infraestrutura do jeito que está, então, seria melhor nem cobrar nada e nem fazer nada, como de fato não fazem.

By Jânio

Ranking da educação

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Lula para governador de São Paulo





Só há um sistema político pior que o bipartidarismo, e parece que estamos muito próximos de conhecê-lo.

O bipartidarismo pode durar muito tempo em países ricos como os Estados Unidos mas, em países subdesenvolvidos como o Brasil, esse sistema não tem vida longa.

Depois de ganhar o controle da maior região metropolitana da América Latina, São Paulo, o PT agora se prepara para dominar todo o estado de São Paulo. Na realidade, está há um passo de conseguir isso.  

Muita gente apostava na volta de Lula para candidato à presidência, mas as supostas mudanças no STF e os tiros nos próprios pés, pela Dilma, que demitiu muita gente supostamente importante e corrupta, aumentaram sua popularidade. Sem o desgaste esperado para o governo de Dilma, o PT decidiu aproveitar a popularidade de Lula em nível estadual, São Paulo.

O PT já conseguiu vitórias bem mais imprevisíveis, com Haddad e com a própria Dilma, e agora voltará com seu coringa político, Lula. São dois anos para as próximas eleições e o PT já está pronto para aquele que poderá ser o tiro de misericórdia no bipartidarismo.

Desde o início dessa decadência do PSDB, FHC já alertava para o desgaste político, através das constantes candidaturas de José Serra. Ninguém ouviu, agora é tarde.

Na medida em que a classe média baixa empobrecia, os pobres se juntavam a eles. As conspirações separatistas de classes não ajudaram e a aristocracia perdeu o seu exército burguês.

Para complicar ainda mais, as pesquisas passam a mostrar a insatisfação dos eleitores com Geraldo Alkmin. sempre foi sincero e parece que o povo quer ouvir mentira.

Geraldo Alkmin ficou famoso por dizer que político não pode ficar rico e que durante a organização do PCC, os números da violência caíram. Agora a insatisfação dos eleitores chega a área de segurança, 60% dos paulistas se sentem inseguros, por outro lado, apenas 29% consideram seu governo bom.

É por isso que o PT já está se mobilizando para lançar o nome de Lula como virtual candidato do PT para as próximas eleições para governador.

A nivel de Brasil, os números não são tão favoráveis ao PT, não:

Na pesquisa que avalia a relação tributos dividido pelo IDH, o país ficou em último entre os 30 pesquisados

A posição é péssima, levando se em conta que o país paga mais imposto que Japão, Suíça e Canadá, que estão entre os mais educados e estruturados do mundo

By Jânio


A política torta do Brasil

Eu não acredito em teoria da conspiração

Mortes misteriosas de celebridades

Presidentes do Brasil

A história de José Sarney

PT acerta o próprio pé

Políticos com problemas na justiça

O massacre do sítio caldeirão

A crise da PPP

Ficha Limpa

Trinta anos de escândalos no Brasil

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Ministros da Dilma que já caíram



Depois de ler todas essas histórias do primeiro ano de governo de Dilma, cheguei a conclusão  de que o PT não é só ingênuo, é incompetente e pouco inteligente também.

Poderíamos até pensar que o PT não gosta muito de burocracia, por isso comete tantas falhas graves, mas como os (in)digníssimos cavalheiros listados abaixo são todos formados em Direito, tendo, inclusive, ocupado cargos de  importância, não dá nem para defendê-los.

A incompetência  fica evidente, quando em pelo menos dois escândalos, dois ministros caíram de uma só vez. Esse foi o caso do escândalo de enriquecimento ilícito, quando Palocci e suas empreiteiras levaram também o Ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, e Orlando Silva, que morreu abraçado com Carlos Lupi.

Se a incompetência de um já é impressionante, imaginem dois incompetentes, que nem para roubar servem.

Deve ser por isso que Orlando Silva era contra o provão (se você entendeu povão, não se preocupe), pelo jeito esses Ministros andaram comprando seus diplomas.

A primeira lei que se aprende em um curso de Direito é: Não há crime perfeito.

Veja a lista de Ministros caídos:

01) Antonio Palocci Filho (Ribeirão Preto, 4 de outubro de 1960).

O auge da carreira de Palocci certamente foi no Ministério da Fazenda, no Governo de Lula. Naquela época, o presidente do Banco Central ainda estava subordinado ao Ministério da Fazenda.

Palocci foi o responsável por tornar a economia do Brasil forte, aproveitando o projeto inicial de Fernando Henrique Cardoso.

Formado em medicina, engajou-se ao movimento de esquerda radical, corrente trotskista. Foi fundador e presidente do PT de São Paulo, 1997 - 1998.

Foi diretor da Anvisa e, aos 28 anos, depois de ocupar vários cargos públicos, tornou-se vereador.

Em 1.988, o ambicioso médico foi eleito vereador, deixando o cargo para ser deputado, em 1.990. Como Deputado também ficou apenas dois anos, em 1.992 tornaria-se Prefeito de Ribeirão Preto.

Palocci foi denunciado várias vezes mas a denúncia mais grave e que o tirou do governo, foi a quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa, uma armadilha que ele certamente não esperava.

No Governo Dilma, ele foi novamente convidado, e mais uma vez ele caiu, dessa vez por enriquecimento ilícito. O envolvimento de Palocci com as empreiteiras, deixou bem claro a imaturidade do PT no governo.

Em 07 de julho de 2.011, Palocci deixou de ser Ministro Chefe da Casa Civil.

02) Alfredo Pereira do Nascimento - Formado em Letras e Matemática, pela Universidade Federal do Amazonas. Vice-Governador na Chapa de Amazonino Mendes, Prefeito de Manaus, Ministro do Transportes.

Foi Senador pelo PR do Amazonas, e perdeu o cargo de Ministro dos Transportes por acusação de receber propinas e enriquecimento ilícito. Decididamente, o PT não sabe lavar dinheiro, além de ser ambicioso demais.

No dia 06 de Julho, o Ministro deixou o cargo.

03) Nelson Azevedo Jobin - Foi Ministro da Defesa (Lula e Dilma), e Ministro do STF no Governo FHC.

Neto do ex-Governador do Rio Grande do sul, Jurista, Deputado Federal, Ministro da Justiça de FHC.

Demitido depois de criticar o Governo, em 04 de agosto de 2.011, sendo substituído por Celso Amorin (Relações Exteriores).

04) Wagner Gonçalves Rossi - Deputado Federal, Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Formado em Direito e Administração.

Acusado de envolvimento  e pagamento a empresas de fachada (laranjas).

Deixou o cargo em 17 de agosto de 2.011.

05) Pedro Novais Lima - Formado em Direito pela universidade Federal do Espírito Santo, Deputado Federal em sete mandatos no Maranhão, Ministro do Turismo.

Demitido depois de pagar motel com dinheiro público, desvio de verbas do ministério através de emendas parlamentares e fraude em convênios.

Renunciou em  14 de setembro de 2.011.

06) Orlando Silva de Jesus Júnior -  Formado em direito pela Universidade Católica de Salvador, presidente da UNE e Ministro dos Esportes.

Foi denunciado por um policial militar, acusado de desviar dinheiro público, no programa Segundo Tempo. Pediu demissão em 26 de outubro de 2.011.

07)Carlos Roberto Lupi - Presidente do PDT, Ministro do Trabalho e Emprego.

Deputado Federal e Senador, foi acusado de envolvimento no escândalo de desvio de verbas, protagonizado por Orlando Silva. Pediu demissão em 04 de dezembro de 2.011.

Obs: A primeira regra de política, é que não há político honesto. Talvez isso explique a falta de vergonha desses grandes advogados pilantras.

By Jânio

Texto relacionado:

Lista de todos os ministros da Dilma



terça-feira, 22 de março de 2011

Democracia do Brasil é um exemplo para o Oriente Médio



"A Democracia do Brasil deve servir de exemplo para os países do Oriente Médio."

Muitos brasileiros, políticos e ufanistas, podem ter enchido o peito de orgulho, ao ouvir essa frase de Barack Obama, eu me senti ofendido.

Essa frase é notadamente ambígua e, sim, Obama poderia estar elogiando o Brasil, mas poderia estar ofendendo também. Obama poderia estar elogiando e ofendendo, ao mesmo tempo, como é típico na política.

Na política há muitos protocolos, clichês ou frases prontas, nem todos os países merecem certos elogios. Assim temos o falido G-7, países que poderão decidir o futuro da humanidade, "merecedores" de todos os elogios possíveis.

Países pobres, vítimas de séculos de exploração e ditaduras, motivos mais que suficientes para uma invasão, principalmente os produtores e exportadores de petróleo.

O Governo americano já não tem prestígio internacional, exceto no Brasil. Não passa de um gigante caído, por isso já desistiu de liderar novas invasões.

Criou-se o G-20, evitando-se que o poder se espalhasse em todo o planeta.

Para não dizermos que não há notícias boas, o fim das ditaduras no mundo inteiro é um sinal dos novos tempos. Quando só em países como Israel restarem conflitos internacionais, o diálogo será inevitável.

Até em países como os EUA, Alemanha, França, Canadá e Inglaterra, o povo já descobriu quem são os seus próximos, pessoas com as quais devem lutar pelos seus objetivos. Afro-descendentes e latinos, nos EUA, foram pioneiros em mostrar as verdades capitalistas para o mundo.

Essa última crise, na qual todos os países ricos se endividaram, mostrou as diferenças entre os ricos e os pobres. Na macro-economia há tantas diferenças dos países ricos, em relação aos países pobres, quanto a burguesia em relação às pessoas mais pobres.

Não é mais só uma questão de dinheiro, é uma questão de preconceito e discriminação, onde o Brasil é um gigante autosustentável, cheio de corrupção, lavagem de dinheiro, tráficos, contrabandos, e crimes muito piores do colarinho branco, onde os financiamentos obscuros são controlados pelos políticos e coronéis da política.

Na enchente do Paraná, seriam necessários apenas 88 milhões de reais, mas o Ministro que lá esteve, já avisou: "O Governo dará o dinheiro, mas não todo."

É claro que nós sabemos que o Goveno não poderá dar todo o dinheiro, afinal, os fundos bancários já tem destino certo. Pelo menos é isso o que demonstra os processos contra o Panamericano, Chico da Fossa, lotéricas, etc.

Perto de nossos escândalos, o investimento americano de um bilhão, não representa quase nada, já não precisamos mais deles.

O que precisamos é fazer uma greve geral, marcar as empresas que roubam nosso dinheiro, descobrir o nível em que as empresas de comunicação estão envolvidas nesses esquemas fraudulentos e jogo de interesses, para então boicotá-los.

Cada vez que empresários como Sílvio Santos fazem um financiamento, milhares de pessoas morrem nas filas de hospitais, pessoas morrem em estradas mal conservadas, desempregados passam para a marginalidade e matam nas ruas escuras.

- Sr. Obama, queremos o nosso Haiti de volta, somos um exemplo para eles!

By Jânio