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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Movimentos sociais pedem impeachment de Temer



Débora Brito - Repórter da Agência Brasil

Representantes de movimentos sociais protocolaram hoje (8) na Câmara dos Deputados um pedido de impeachment contra o presidente Michel Temer. O documento é assinado por 19 pessoas, entre juristas e líderes de organizações da sociedade civil, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a União Nacional dos Estudantes (UNE).

O documento foi entregue à Secretaria-geral da Mesa Diretora da Câmara. De acordo com o texto, há “fortes indícios de atos ilícitos” por parte de Michel Temer no episódio em que o ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, pressionou o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, para que interviesse junto ao Iphan a fim de liberar a construção de um edifício de alto padrão em Salvador, onde Geddel adquiriu um imóvel.

“Nós entendemos que Temer cometeu advocacia administrativa. Utilizou do seu cargo para patrocinar interesses particulares. Teve um ministro que cometeu uma irregularidade e o presidente em vez de reprimi-lo o apoiou”, disse Vagner Freitas, presidente da CUT.

Segundo Marcelo Neves, professor de Direito Público da Universidade de Brasília, um dos juristas que acompanhou o grupo, a conduta do presidente se enquadra nos crimes previstos no artigo 7º e 9º da Lei de Crimes de Responsabilidade (1079/1950), que tratam do abuso de poder no exercício do cargo público. O professor aponta ainda o cometimento dos crimes comuns de concussão e advocacia administrativa, previstos nos artigos 316 e 321 do Código Penal. 

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, não estava presente durante a entrega do pedido.

O Palácio do Planalto informou, por meio da assessoria de imprensa, que não irá comentar. 

Edição: Carolina Pimentel

Agência Brasil




quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Impeachment - Por que o Brasil é Brasil


Ver os senadores golpistas cantando o hino nacional, enquanto comemoravam o golpe, foi constrangedor, principalmente depois do vazamento de Jucá, onde diziam que a Dilma deveria sair para que a lava a jato parasse. Os senadores respiraram aliviados, na certeza de que não serão mais incomodados pela polícia federal e a Globo também terá o apoio dos EUA para encobrir o escândalo da FIFA e CBF.

A letra do hino nacional era a melhor maneira de contar a história da farsa que sempre foi a história do Brasil. Eu até pensei em votar em branco, mas não vou fazer isso, não. O problema agora é que a volta da extrema direita, aquela que controla a mídia e a republica de Curitiba, pode ser muito mais sério do que parece, principalmente se o Temer também cair, e o Temer é quase unanimidade entre as pessoas sensatas, o Temer não tem a menor chance de governar. Talvez essa seja a primeira vez em que um político dependerá de seu próprio partido, sem vontade própria.

Desde o mensalão, o PT sempre demonstrou que pretendia deixar a polícia federal trabalhar, o problema é que a polícia sempre prendia políticos do próprio PT, não faz sentido pagar mensalão para si próprio, ao invés de pagar para os políticos adversários. A lava a jato serviu só para confirmar como o PT foi usado pelo PMDB durante esse tempo todo. Depois de conseguir o poder, eles desistiram de retirar os direitos da presidente Dilma.

São muitos os políticos corruptos no Senado e na câmara, todos sabemos que a melhor maneira de fazer justiça seria manter o PT, mas como a justiça só funcionava contra o próprio PT, fico imaginando como será o fim do mandato de Temer.

Gilmar Mendes já é velho de guerra, os outros ministros do STF não são diferentes, por isso, toda a sujeira do PSDB e PMDB serão arquivada ou queimada, apesar do PSDB não estar totalmente satisfeito com a segunda votação do PMDB<

Sinceramente, estou mais preocupado com a nova esquerda brasileira, que certamente não deverá incluir partidos como  PSB PV e outros partidos menos expressivos e que ajudaram no golpe, inclusive com uma morte misteriosa no currículo, 

Se a esquerda tem a memória curta, melhor começar a consultar a internet para saber com quem deve andar daqui para frente. Aliança com o PMDB sempre foi a maneira mais fácil de governabilidade mas também sempre foi a maneira mais perigosa.

By Jânio

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Lula e artistas acompanham Dilma no fim do julgamento



Carolina Gonçalves e Karine Melo - Repórteres da Agência Brasil
É grande a movimentação hoje (29) no Senado para a oitiva da presidenta afastada Dilma Rousseff. Neste quarto dia de julgamento do processo de impeachment, que deverá ser o mais longo de todos, além de apresentar sua defesa, Dilma irá responder a perguntas de parlamentares.

Até às 8h30 da manhã desta segunda-feira, 47 senadores já estavam inscritos para questioná-la. Cada um terá cinco minutos e Dilma terá tempo livre para as respostas. Antes de responder, a petista irá dispor de 30 minutos para sua defesa, mas, segundo o presidente da sessão do julgamento, ministro Ricardo Lewandowski, este tempo poderá ser prorrogado de acordo com a necessidade da petista.

Os convidados da presidente afastada serão 40: 30 deles ficarão nas galerias e 10 -  assessores mais próximos-  na tribuna de honra - entre eles, ministros de sua gestão, como Aldo Rebelo (Defesa) e Jacques Wagner ( Casa Civil) e artistas como o cantor Chico Buarque e atriz Létícia Sabatella. Além deles, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é aguardado para acompanhar a sessão.

Já entre os convidados da acusação, que serão 30, e ocuparão parte das galerias no plenário, estarão representantes de movimentos sociais como o Vem para Rua e Movimento Brasil Livre (MBL), além de uma filha do jurista  Hélio Bicudo, um dos autores da representação. Bicudo enfrenta graves problema de saúde.

Segurança

Nesta segunda-feira, a novidade em relação à segurança é que a Esplanada dos Ministérios foi completamente fechada, desde a Catedral até o prédio do Congresso Nacional. O acesso está sendo feito a pé ou de carro, por vias auxiliares. Ao contrário de outros dias, o gramado na Esplanada - dividido por um muro de 80 metros - já começa a ser ocupado por manifestantes favoráveis e contrários ao impeachment. A Polícia Militar do Distrito Federal faz a segurança no local.

Histórico

Dilma é alvo de um processo de impeachment, por ter editado, em 2015, decretos de crédito suplementar sem autorização do Congresso e também de usar dinheiro de bancos federais em programas do Tesouro [as chamadas pedaladas fiscais]. A petista foi afastada da Presidência da República pelo Senado há mais de 100 dias.

Edição: Kleber Sampaio

Agência Brasil


segunda-feira, 27 de junho de 2016

Perícia dos decretos do governo Dilma



Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil
Peritos designados pela Comissão Processante de Impeachment do Senado concluíram que três dos quatro decretos de crédito suplementar assinados pela presidenta afastada Dilma Rousseff eram irregulares, por terem sido editados sem aval do Congresso Nacional, e tiveram impacto negativo no cumprimento da meta fiscal. No entanto, de acordo com laudo pericial, não foram identificados atos da presidenta afastada que tenham contribuído, direta ou indiretamente, para os atrasos nos pagamentos aos bancos públicos, chamados pedaladas fiscais.

A edição dos decretos com crédito suplementar e os atrasos nos pagamentos embasam o processo de impeachment de Dilma, que levou ao afastamento dela da Presidência da República. 

Decretos de crédito suplementar

Para o três peritos – servidores do Senado João Henrique Pederiva, Diego Prandino Alves e Fernando Álvaro Leão Rincon –, três dos quatro decretos analisados pelos senadores no processo de impeachment tiveram impacto negativo no cumprimento da meta fiscal, que se encontrava vigente no momento em que foram assinados. No laudo, os peritos afirmam que os órgãos responsáveis não emitiram alertas de que os decretos de crédito suplementar eram irregulares, ou seja, foram aprovados sem autorização do Parlamento.

A defesa de Dilma argumenta que os decretos não impactaram no cumprimento da meta fiscal, pois dizem respeito somente a dotações – permissões de gastos – orçamentárias, não resultando necessariamente em impacto fiscal negativo, pois não envolveram o empenho ou a execução financeira dos gastos. Assim, os atos seriam simples reprogramações da alocação de recursos da União.

Os peritos do Senado concluíram que três dos quatro decretos tiveram execução financeira posterior, resultando em prejuízo para o cumprimento da meta fiscal então vigente, que havia sido aprovada em janeiro de 2015. Os decretos foram assinados por Dilma em julho e agosto.

Para a junta de peritos, os decretos violaram o Artigo 4 da Lei de Orçamento Anual (LOA), que regulamenta os gastos suplementares ao Orçamento e determina aprovação legislativa prévia para esses gastos.

“Embora não se tenha obtido informações completas relativas à execução das dotações suplementares constantes exclusivamente desses três decretos (excluídas as dotações iniciais e demais suplementações), esta Junta identificou que pelo menos uma programação de cada decreto foi executada orçamentária e financeiramente no exercício financeiro de 2015, com consequências fiscais negativas sobre o resultado primário apurado”, escreveram os peritos.

Os peritos acrescentaram, no entanto, que não houve, por parte da Secretaria de Orçamento Federal, nenhum alerta, antes da assinatura, de que os decretos seriam incompatíveis com a meta fiscal.

Plano Safra

A junta pericial concluiu também que o atraso no pagamento de equalização de juros aos bancos públicos no âmbito do Plano Safra representaram operações de crédito com a União, o que é vedado por lei. 

Por meio do Plano Safra, os bancos públicos financiam os produtores rurais a juros baixos com recursos próprios e depois recebem do governo a diferença entre o cobrado dos agricultores e o que a instituição financeira pagou para captar o dinheiro.

A defesa de Dilma argumenta que os atrasos no pagamento dessas equalizações não configuram operações de crédito, mas uma prestação de serviço corriqueira e sempre aceita pelo Tribunal de Contas da União (TCU), até que a corte mudou seu entendimento sobre a questão no ano passado.

Para os peritos, os atrasos foram de fato operações de crédito levando em conta artigos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). De acordo com eles, os valores estiveram sujeitos a juros pela demora no pagamento, onerando a União em mais de R$ 450 milhões.

“Houve operações de crédito do Tesouro Nacional junto ao Banco do Brasil, conforme as normas contábeis vigentes, em decorrência dos atrasos de pagamento das subvenções concedidas no âmbito do Plano Safra”, diz o laudo pericial.

De acordo com o cronograma aprovado pela Comissão Processante de Impeachment do Senado, acusação e defesa têm agora 24 horas para solicitar esclarecimentos sobre a perícia. A partir de então, os peritos terão 72 horas para esclarecer as dúvidas.

Edição: Carolina Pimentel

Agência Brasil

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Artistas aderem a campanha "fora Temer"



O edifício do Ministério da Cultura, no Rio de Janeiro (Brasil), tornou-se o palco de um protesto da classe artística, nesta  segunda-feira, sob o lema "Fora Temer!". Os artistas adaptaram a peça 'Carmina Burana' para protestar contra a abolição do Ministério da Cultura e solicitar a renúncia do presidente interino, Michel Temer .
"Estamos aqui porque [Temer] aboliu o Ministério da Cultura, mas também porque não queremos que o Ministério tenha este presidente. Queremos que este presidente seja afastado do cargo", disse um dos organizadores do protesto, Julio Barroso, acrescentando que o Ministério da Cultura pertence ao povo brasileiro.
Os protestos, que começaram na segunda-feira, após a decisão de Temer de eliminar o Ministério da Cultura e mesclá-lo com o Ministério da Educação, também têm ocorrido em outras cidades, como São Paulo e Belo Horizonte, onde os manifestantes ocuparam edifícios pertencentes a Ministério da Cultura.



quinta-feira, 12 de maio de 2016

Pedido de Impeachment de Dilma é aprovado por 55 a 22


O Senado aprovou, por 55 votos a favor e 22 contra, a admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Com isso, o processo será aberto no Senado e Dilma será afastada do cargo por até 180 dias, a partir da notificação. Os senadores votaram no painel eletrônico. Não houve abstenções. Estavam presentes 78 parlamentares, mas 77 votaram, já que o presidente da Casa, Renan Calheiros, se absteve.
Estiveram ausentes os senadores Jáder Barbalho (PMDB-PA), Eduardo Braga (PMDB-AM). Pedro Chaves dos Santos (PSC-MS), suplente do senador cassado Delcídio do Amaral, decidiu não assumir ainda o cargo.
A sessão para a votação durou mais de 20 horas. Durante o dia, dos 81 senadores, 69 discursaram apresentando seus motivos para acatar ou não a abertura de processo contra Dilma. 
Comissão Especial
Com a aprovação de hoje, o processo volta para a Comissão Especial do Impeachment. A comissão começará a fase de instrução, coletando provas e ouvindo testemunhas de defesa e acusação sobre o caso. O objetivo será apurar se a presidenta cometeu crime de responsabilidade ao editar decretos com créditos suplementares mesmo após enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei para revisão da meta fiscal, alterando a previsão de superávit para déficit. A comissão também irá apurar se o fato de o governo não ter repassado aos bancos públicos, dentro do prazo previsto, os recursos referentes ao pagamento de programas sociais, com a cobrança de juros por parte das instituições financeiras, caracteriza uma operação de crédito. Em caso positivo, isso também é considerado crime de responsabilidade com punição de perda de mandato.
Um novo parecer, com base nos dados colhidos e na defesa, é elaborado em prazo de 10 dias pela comissão especial. O novo parecer é votado na comissão e, mais uma vez, independentemente do resultado, segue para plenário.
A comissão continuará sob comando do senador Raimundo Lira (PMDB-PB) e a relatoria com Antonio Anastasia (PSDB-MG)
Embora o Senado não tenha prazo para concluir a instrução processual e julgar em definitivo a presidenta, os membros da comissão pretendem retomar os trabalhos logo. A expectativa de Lira é que até sexta-feira (13) um rito da nova fase esteja definido, com um cronograma para os próximos passos.
Ele não sabe ainda se os senadores vão se reunir de segunda a sexta-feira, ou em dias específicos e nem se vão incluir na análise do processo outros fatos além dos que foram colocados na denúncia aceita pelo presidente da Câmara dos Deputados. A votação dos requerimentos para oitiva de testemunhas e juntada de documentos aos autos deve começar na próxima semana.
Presidente do STF
Na nova etapa, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, passa a ser o presidente do processo, sendo também a última instância de recursos na Comissão Processante. “O processo volta para a comissão, sendo que a instância máxima será o presidente do STF. Se houver alguma questão de ordem que eu indeferir, o recurso será apresentado a ele. Ele passa a ser o presidente do julgamento do impeachment”, explicou o presidente da comissão, senador Raimundo Lira (PMDB-PB).
Afastamento
Com a abertura do processo no Senado, Dilma Rousseff é afastada do exercício do cargo por até 180 dias. A presidenta poderá apresentar defesa em até 20 dias. O vice-presidente Michel Temer assume o comando do Executivo até o encerramento do processo. A comissão pode interrogar a presidenta, que pode não comparecer ou não responder às perguntas formuladas.
Intervenção
Há a possibilidade de intervenção processual dos denunciantes e do denunciado. Ao fim, defesa e acusação têm prazo de 15 dias para alegações finais escritas.
Segunda votação em plenário
Depois que a comissão votar o novo parecer, o documento é lido em plenário, publicado no Diário do Senado e, em 48 horas, incluído na ordem do dia e votado pelos senadores. Para iniciar a sessão são necessários mais da metade dos senadores (41 de 81). Para aprovação, o quórum mínimo é de mais da metade dos presentes.
Recursos
A presidente da República e os denunciantes são notificados da decisão (rejeição ou aprovação). Cabe recurso para o presidente do Supremo Tribunal Federal contra deliberações da Comissão Especial em qualquer fase do procedimento. 
Decisão final
A votação no Senado, desta vez, é comandada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski.
Na votação final no Senado, os parlamentares votam sim ou não ao questionamento do presidente do STF, que perguntará se Dilma Rousseff cometeu crime de responsabilidade no exercício do mandato.
As partes poderão comparecer pessoalmente ou por intermédio de seus procuradores à votação. Para iniciar a sessão é necessário quórum de 41 dos 81 senadores. Para aprovar o impeachment é preciso maioria qualificada, ou seja, são exigidos votos de dois terços dos senadores presentes. Se estiverem os 81, esse mínimo é 54.
Se o parecer for rejeitado, Dilma é absolvida, o processo é arquivado e ela reassume o cargo. Se for condenada, Dilma é destituída e fica inabilitada para exercer função pública por oito anos. Michel Temer, então, assume a presidência do país até o final do mandato.
* Matéria alterada às 9h26 para ajuste de informações com relação à segunda votação no plenário







quarta-feira, 13 de abril de 2016

Partidos que são a favor e contra o impeachment



Os grandes partidos sabem que o PT não conseguirá protegê-los contra a PF e que inevitavelmente eles serão investigados, aliás, o PT não consegue proteger nem os seus próprios políticos. A Globo também sentiu na pele as investigações que vieram de fora do país e, pela primeira vez, balançou diante dos escândalos da FIFA, nem mesmo as empresas offshore e outras administradas por laranjas foram suficientes para evitar as investigações. Offshore são empresas fantasmas criadas em paraísos fiscais apenas para realizar uma operação específica, pagamento, sendo encerradas em seguida.

No caso dos grandes partidos, apenas o PMDB está com o pescoço na forca, Michel Temer e Eduardo Cunha. Ironicamente, o maior partido do país demonstra ser mais forte que a presidente, por isso, a presidente será julgada antes do presidente da câmara. 

Essa situação tem chamando a atenção da imprensa mundial, já que Cunha é o único que teve seus crimes confirmados e só poderá escapar da cadeia com o impeachment da presidente. Por conta disso, o PMDB também será o único grande partido que punirá os deputados que votarem contra o impeachment.

Mas o PMDB não é o único partido que tem a perder com o impeachment, muitos políticos são bons de história e muitos sofreram nas mãos da ditadura da Globo, por isso, mesmo com seus partidos a favor do impeachment, não seguem com sua bancada. 

Esse fato criou uma situação interessante, alguns partidos não irão punir seus deputados que votarem contra, isso poderá abrir caminho para novos acordos depois do julgamento do impeachment. Isso demonstra uma política de aparências, a liderança é a favor e alguns deputados são contra. Essa é uma bela maneira de driblar a mídia golpista, especificamente a Globo.

Aliás, a Globo conseguiu o que queria ao jogar o PT contra o PMDB, só com o Temer foram dois vazamentos: uma carta e agora um áudio. Já a ideia de jogar o PT contra o STF não deu tão certo assim, nem todos os juízes tem o rabo preso.

O PDT segue caminho inverso do PMDB de Sarney, querido pelos militares e dono da Rede Globo do Maranhão. O PDT de Brizola sofreu com a ditadura e com o golpe de 64, por isso, prefere esperar as próximas eleições para decidir o que fazer. Brizola foi o único político a humilhar a Globo ao forçá-la a provar de seu próprio veneno.

O PSOl tomou uma postura dura contra o golpe - eu não esperava, já que o PSOL sempre foi contra o PT.  Acho que eles não querem um golpe contra a democracia. Enquanto a Rede de Marina Silva deixa os deputados livres para decidir. 

O Senado já tem maioria pró-impeachment, seguindo a decisão da câmara dos deputados, entretanto, a decisão mais esperada será mesmo a votação aberta, transmitida pela Globo, onde os deputados decidirão se votam em prol dos beneficiados pelos projetos sociais do governo ou seguem seus financiadores de campanha que estarão acompanhando tudo pela TV.

Por decisão de Cunha, a votação começará pelo Sul, onde a oposição tem mais força. Naturalmente, a intensão de cunha é demonstrar sua força. A maior votação do PSDB foi no Paraná, onde ocorre o processo do lava a jato. Ironicamente, Moro foi o defensor da lavagem de 600 bilhões  do Banestado, considerado o maior roubo do mundo. No centro-oeste o governo também não deve estar muito bem, já que Delcídio é justamente do Mato-Grosso. Em seguida já vem para o Sudeste e decidem o processo. No Nordeste, maiores aliados do Governo, ficam para o final, assim como o Norte.

Enquanto a direita finge estar fazendo a justiça, um bandido chamado Eduardo Cunha continua decidindo o que deve ser feito, como e quando deve ser feito.

A parte jurídica vai sendo decidida pelos delatores corruptos, exceto pelo fato de que as denúncias feitas em relação a direita serão logo arquivadas.

Durante os impeachment de Collor, os deputados deixaram bem claro que não acreditavam que ocorreria, apesar de PC Farias deixar bem claro que todos os deputados haviam sido comprados e, portanto, a única chance de se livrarem da encrenca seria cassando Collor e matando PC Farias.

Dessa vez a Globo enfrenta a internet, por isso, sempre haverá uma divisão nas ruas. Além disso, nunca houve tantos políticos de esquerda eleitos, por isso, eles sabem muito bem as consequências de um golpe.

A única certeza é a de que muitos políticos serão expulsos de seus partidos e muitos sairão por vontade própria, principalmente do PMDB. Eu tenho certeza que o PMDB não suportará essa crise e deixará de ser o maior partido do Brasil. 

Vale lembrar a unanimidade do golpe: Maluf (São Paulo), Sarney (Maranhão), ACM (Bahia), Barbalho (Pará), todos se reencontrarão como em 64. A turma do Brizola e Lula estarão do outro lado.

Conseguir dois terços dos deputados não é fácil, nem mesmo com a Globo mostrando para os financiadores de campanha a votação ao vivo.  A disputa do parlamentarismo contra o presidencialismo será emocionante, principalmente pelo fato de Eduardo Cunha ter deixado bem claro que tem mais alguns pedidos de impeachment para analisar, aí, a direita mata o Cunha e coloca a culpa no PT.

Partidos que são a favor e contra o impeachment.

PSD A FAVOR
PV A FAVOR
PMDB A FAVOR
PSDB A FAVOR
PSB A FAVOR
DEM A FAVOR
PRB A FAVOR
PTB A FAVOR
PSC A FAVOR
PPS A FAVOR
PSL A FAVOR
PT CONTRA
PDT CONTRA
PCDOB CONTRA
PSOL CONTRA
PROS CONTRA
PTDOB CONTRA
PEN CONTRA
PP LIVRE
PTN CONTRA
PHS LIVRE
REDE LIVRE
PR CONTRA

Partidos que apoiaram o golpe de 64

Globo e PMDB -  tudo a ver

Entenda o rito do impeachment

Pronunciamento do presidente Michel Temer

Vencedor do pulitzer e o golpe no Brasil 

A política do PMDB

Globo vira vergonha internacional novamente




domingo, 27 de dezembro de 2015

Eu sou contra o impeachment


Eu vou começar esse texto com uma pergunta aparentemente simples, mas que de simples não tem nada, observando o comportamento da mídia golpista: O que é pior, suportar o governo do PT mais três anos ou a nova ditadura da Rede Globo por muitas décadas, levando-se em conta que a Rede Globo já é a segunda maior rede de televisão do mundo, muito para quem financiou a criação da multinacional com dinheiro público, atendendo interesses globalizados - ou você achou realmente que globalização era um conceito novo?

Os EUA são os grandes jogadores da economia mundial:

01) Assim como o Brasil, EUA fez acordos com a China, visando aquele mercado gigantesco. Deu certo para os ricos, errado para os pobres e sobrou para a outrora super potência econômica.  Depois de descobrir o grande erro, os EUA voltaram a investir no México e a China passou a ter problemas.

Os EUA demoraram para descobrir os problemas que um vizinho pobre pode gerar numa economia rica como os EUA. O muro da vergonha continua lá, os problemas da desigualdade não serão tão simples de serem solucionados. O México poderá provocar nos EUA os mesmos problemas que o Brasil provocou na Argentina.

02) O que o Brasil tem com isso?

Os EUA  é o maior parceiro comercial do Brasil, aliás, EUA, China, Rússia, Argentina, enfim, todos os países importantes e desimportantes do mundo são parceiros do Brasil, talvez seja por isso que o Brasil pareça uma Suíça ao contrário, ou seja, enquanto a Suíça fica com o dinheiro, o Brasil fica com a mão-de-obra escrava  que servem os donos corruptos do dinheiro.

O fato é que sendo o maior parceiro comercial do Brasil, agora, ao investir pesado no México, os EUA começam a resolver um problema terrível, migração ilegal de pobres mexicanos. A legalização da marijuana demonstra uma mudança radical da postura americana contra as drogas, afinal, se os EUA ainda estão no topo do IDH, educação, tecnologia, ambiente de negócios, etc., por outro lado, estão abaixo do Brasil quando o assunto é violência, nem a pena de morte tem inibido a violência americana. Investindo mais na parceria mexicana, atingem outro objetivo, atacar o governo socialista brasileiro. Entretanto, o Brasil ainda continuará forte no cenário internacional, pena que não tenha estrutura para suportar um simples "sopro" sobre nossas intermináveis crises.

Continuando o texto: A burguesia, assim como todo bom crítico, tem mania de criticar sem apresentar alternativas, sem demonstrar a realidade. Querem cassar a presidente, mas não dizem o preço, por outro lado, o PMDB ficou bem no meio dessa guerra. Famoso por livrar corruptos famosos da cadeia, como Sarney, Calheiros, Barbalho, além de aliados como o Maluf, o partido deixou seus "protegidos" do PT serem presos, entretanto, a virtual queda do PT desequilibra a balança do poder e da justiça caolha brasileira, já que a volta do PSDB e da direita tiraria a sua maioria peemedebista e, consequentemente, sua invulnerabilidade.

Fala-se na possibilidade de Michel Temmer assumir a presidência, mas eu acho isso bem pouco provável, se bem que seria muito curioso para testar a capacidade de inteligência do PT. Enquanto sempre se falava em blindagem do presidente Lula, agora eu começo a ver um cenário bem diferente, blindagem do PMDB.

Desde que os primeiros petistas foram presos, o recado estava sendo dado pelo PMDB, "vamos dividir a bufunfa", mas parece que o PT não teve inteligência suficiente para entender o recado. Foi preciso que uma carta fosse vazada para a imprensa, demonstrando a insatisfação do vice-presidente com seus aliados do poder.

Será que eles entenderam agora? Mesmo que tenham entendido, isso não basta, é preciso que o "bolo" roubado seja dividido, caso contrário, o PT perde a maioria.

No caso das ameaças de alguns militares de extrema direita que usam o nome do povo para sugerir um golpe, em plena era digital, prefiro acreditar que seja apenas uma ameaça, o que seria útil, errado mas útil. Recuso-me a acreditar que alguém possa aceitar a possibilidade de mais um golpe, como o de 64, justificando mais um golpe através da corrupção, enquanto o povo retorna ao lugar de expectador, ou talvez seja melhor dizer telespectador. É impressionante como a TV, mesmo com toda a sua decadência diante da era digital, possa estar querendo transformar o país num circo novamente, não que tenha deixado de ser, mas a democracia deveria valer alguma coisa, nosso voto deveria estar acima do poder que ele proporciona para esses corruptos.

Não, eu não concordo com os crimes que acontecem no país, não concordo com os desmandos e capacidade que a Rede Globo tem de fazer parceria com o governo, CBF, FIFA, igreja católica, etc., mas eu sei que a extrema direita não aceitou o resultado da eleição e não acredita que algum dia voltará ao poder democraticamente. Prova disso foi o surgimento de novos partidos socialistas, primeiro o PSOL e agora o Rede Sustentabilidade da Marina Silva, ambos melhores que o PT, o que demonstra um evolução dos socialistas modernos.

Depois de quinhentos anos, precisamos andar para frente, sem olhar para trás, já que nossa história sempre foi uma farsa forjada para passar uma ideia de que algo de bom de fato estava acontecendo, quando na verdade nunca houve mudança. 

Hoje, as pessoas tem nojo de política, e a única forma aceitável de fazer política passou a ser a maneira revolucionária, e quando eu falo em revolucionária não estou falando em golpe. Nossa história está repleta de golpes e mentiras, um golpe não seria revolução mas, sim, manter tudo como está.

By Jânio

Ditadura da Globo à vista

Lista de presidentes do Brasil

Trinta anos de escândalos

Quem apoiou o golpe de 64