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sexta-feira, 15 de abril de 2016

Moeda mais valorizada do mundo



A moeda nacional da Zâmbia, o kwacha, deixou de ser o terceiro pior desempenho no mundo para ser o melhor deste ano, superando todas as outras moedas e ultrapassou até mesmo o ouro, em valorização, prata e outros metais preciosos, relata  a Bloomberg .

Nos primeiros três meses e meio deste ano o kwacha subiu 19,9% em relação ao dólar americano e fechou a sexta-feira em 9.175 unidades (pontos) no mercado de câmbio, superando o aumento de 16,3% experimentado pelo ouro.

A ascensão da moeda Africana responde à recuperação dos preços do cobre, o principal produto de exportação da Zâmbia, que por sua vez é o segundo maior produtor deste metal na África. No ano passado, o kwacha entrou em colapso, caindo 42% devido a uma grave crise energética, queda nos preços do cobre e um déficit orçamentário crescente.

Enquanto isso, a moeda dos EUA está se tornando menos respeitada no mundo, por isso estão revendo as leis que regeram o comportamento dos investidores no mercado de ações durante décadas.

Uma das regras básicas do mundo de investimentos que dizia, "se o dólar sobe, os preços das matérias-primas cai", não funciona mais, sustenta o reconhecido especialista em mercados, Dennis Gartman. "O que vemos é um respeito menor ao dólar americano e consequentemente o uso de outras moedas para comprar matérias-primas (commodities)", disse o economista.

Fonte: RT-TV

Imagem: Reuters

Moedas mais valorizadas do mundo

Melhores cidades para viver


segunda-feira, 28 de março de 2016

Preparado para o fim do dólar?



Como sabemos, o conhecimento é a chave para o sucesso e essa máxima também pode ser aplicada ao dinheiro.

01 - Uma parábola do Evangelho narra que um homem recebeu dinheiro e enterrou para evitar investir de forma incorreta. Qual era o nome da moeda?

Opções: I Shekel (Siclo), lepton, denário, talento

02 - No passado, as moedas eram feitas de metais preciosos, de modo que os falsificadores ou limavan, ou cortavam as bordas para derreter e vender o metal extraído. A fim de combater esta prática, um homem propôs rayas (listras, raias) nas bordas para certificar o tamanho real da moeda. Quem propôs essa ideia?

opções: Galileo Galilei, Isaac Newton, Oliver Cromwell, Carlo Magno, 

03 - Em 1685, o governo da Nova França, colônia francesa na América do Norte, não tinha recursos para pagar o salário aos trabalhadores. Que elemento desempenhou o papel de dinheiro?

Opções: Naipe (cartas de baralho), folhas de platano, estampitas (imagens, santinhos), bilhetes de loteria, 

04 - Alexandre Dumas publicou 'Os Três Mosqueteiros' como uma série em um jornal francês. Nos termos do contrato com a editora, o autor recebeu dinheiro por cada linha publicada. Qual o personagem que o escritor criou para aumentar o seu pagamento?

Opções: D'Artagnan, Grimaud, Cardeal Richelieu, Treville.

05 - Muitos acreditam que nas notas de banco (dinheiro) dos EUA só aparecem efígies de seus presidentes, mas não é verdade. Quais as faces das pessoas que estão em dólares sem serem os principais líderes desse país?

Opções: 
Andrew Jackson e Thomas Jefferson
Benjamin Franklin e Alexander Hamilton
George Washington e Ulysses Grant
Abraham Lincoln e Andrew Jackson

06 - É verdade que o dinheiro australiano é de plástico?

Opções: Sim ou não.

07 - Devido a falta de dinheiro em 1918, o Turquestão Soviético começou a cunhar sua própria moeda. O que garantiu o seu valor?

Opções: Petróleo, ópio, algodão, trigo

08 - Após a Revolução Bolchevique, na República da Sakha (Yakutia, Rússia) o dinheiro saiu de circulação por um tempo. Que produtos foram comercializados em vez disso?

Opções: Diamantes, chifres de rena, fólios, etiquetas de vinho.

Faça o teste  na RT-TV


domingo, 6 de março de 2016

Curdistão - Uma nação sem estado



O "fator curdos'é particularmente importante no caos de conflitos armados no Oriente Médio. A maior nação do mundo dividida em várias lutas para alcançar seu objetivo histórico: a criação de seu próprio país.

Nos últimos tempos, os curdos conseguiram o que há anos não conseguem fazer os exércitos regulares do Iraque e da Síria: a milícia curda diluiu o mito da invencibilidade dos terroristas do Estado islâmico.

A sua coesão interna e a compreensão de que precisam ser capazes de defender suas terras ou serão exterminados sem piedade pelos Wahhabitas permitiu aos curdos realizar operações bem-sucedidas em várias frentes contra o mais rico exército terrorista na história.

No Iraque, os destacamentos da milícia curda, Peshmerga, que também inclui mulheres e voluntários do Curdistão turco-iraniano, não só defendeu a cidade mais importante de sua autonomia (Erbil), mas também, com o apoio da Força Aérea dos EUA, aproximaram-se de Mosul, centro de uma província rica em petróleo controlado por terroristas desde o verão de 2014.

Na Síria, o Peshmerga libertou a cidade de importância estrategica de Kobanî e conteve ataques extremistas nos distritos curdos de Aleppo. O mundo admira seu heroísmo e os considera a única força real da terra capaz de enfrentar o terrível ​​Estado Islâmico e outras organizações terroristas.

 Os Curdos desfrutam de um serviço de inteligência forte que fornece dados tanto para o grupo aéreo russo na província de Latakia como para a coalizão militar liderada pelos EUA

O que você precisa saber sobre os curdos?

Há cerca de 40 milhões de curdos: entre 13 e 20 milhões vivem na Turquia; entre 3,5 e 8 milhões no Irã; entre 7 e 8 milhões no Iraque, entre 2 e 3 milhões na Síria. Cerca de dois milhões de somam o diáspora curdo em outros países. Existem importantes comunidades na Europa Ocidental, especialmente em países como Alemanha, Reino Unido e Suécia.

A grande maioria dos curdos - cerca de 75% - são muçulmanos sunitas; um em cada sete curdos é xiita. Há também zoroastristas curdos, Yazidis e até mesmo cristãos.

Geograficamente, a maioria do Curdistão histórico se encontra no território da República da Turquia (sudeste). Outros curdos vivem no nordeste da Síria e no norte do Iraque. Os Curdos iranianos vivem de maneira compacta no oeste deste país.

opinião dos Curdos   

"A criação de um único Curdistão independente é uma possibilidade remota, mas hoje os curdos afirmam que os seus direitos devem ser protegidos em todos os países onde vivem, seja em forma de autonomia, federações ou confederações, " disse Merab Shamóyev, membro da União Internacional das Associações públicas curdas e membro do Congresso Nacional do Curdistão, em entrevista à RT.

Situação atual

Iraque


Hoje a Constituição iraquiana consagra o direito à auto-governança para o Curdistão iraquiano e até secessão. A autonomia curda do Iraque tem todos os atributos de um Estado, também as agências de segurança e da polícia e das forças armadas [ex Peshmerga].

De fato, a região recebe financiamento na proporção da sua população em 17% das receitas das exportações de petróleo do Iraque; a língua curda é reconhecida como a segunda língua oficial no país. O Curdistão está adequadamente representado no governo federal (seis postos de ministros, incluindo o ministro do Exterior, uma parte influente no parlamento, etc.).

 O Curdistão iraquiano favoravelmente difere de outras partes do país pela sua segurança e o clima de investimento favorável. Seus habitantes também podem se orgulhar de seus sucessos na reconstrução de uma economia devastada pela guerra, como infra-estrutura, saúde e educação.

líderes curdos iraquianos têm repetidamente agido como intermediários entre iraquianos árabes, xiitas e sunitas.

No entanto, eles enfatizam que os curdos iraquianos são a favor da manutenção de um Estado iraquiano unificado, e não pretendem forçar a sua desintegração.

conclusão:

"No Iraque, os curdos têm um alto grau de autonomia, quase todas as características de soberania. A única coisa que falta no Curdistão iraquiano é um verdadeiro apoio internacional, como base jurídica para a sua existência bastante instável, apesar de contida na Constituição iraquiana, observa o editor-chefe do portal Kurdistan.ru Vadim Makarenko".

Turquia

O que há para saber?

A República da Turquia tem brutalmente reprimido ao longo da sua existência até 29 levantes armados dos curdos. Em 1984, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão, fundado por Abdullah Ocalan, começou uma outra luta armada no leste da Anatólia.

Ao mesmoo tempo, a PTK estabeleceu suas bases no norte do Iraque, e as tropas turcas logo começaram a lançar incursões nessas áreas. O curdistão turco se tornou uma fonte constante de tensão.

Mais tarde, Öcalan foi sequestrado pelos serviços de segurança da Turquia, em Nairobi, e trancado em uma prisão de Imrali, ilha do Mar de Mármara.

Em 2009 Öcalan convocou seus compatriotas através da mídia para depor as armas e entrar em negociações com o governo. Então, na Turquia, em seguida, surgiram a imprensa, rádio e televisão curda nacionais. Com a mediação de líderes curdos iraquianos, Ankara e líder do PKK, presos, desenvolveram um plano de paz que prevê a retirada de militantes curdos de regiões vizinhas ao Iraque, reformas legislativas e  alterações na Constituição que reconhecem direitos e liberdades da minoria curda, excluindo a PTK da lista de organizações terroristas e a libertação de todos os presos políticos, incluindo Öcalan.

No entanto, em 2015, Erdogan mudou drasticamente a sua posição com o lançamento de uma nova ofensiva contra os "cúmplices de PTK."

Comentários: "O Governo turco considera o êxito dos grupos de auto-defesa curdos mais um passo para a criação do 'quase-Estado curdo" perto de suas fronteiras" disse ele em um artigo recente no jornal alemão "Frankfurter Rundschau ".

"Pelo fato de os curdos constituírem uma grande parte da população da própria Turquia, a situação atual representa uma grave ameaça para Erdogan e seu governo. Temendo por seu regime, a Turquia está pronta para fornecer mais ajuda a grupos como a Al-Nusra e ele reconhece os curdos como a maior ameaça ao lado do Estado islâmico".


"Erdogan diz que o presidente sírio, Bashar Al Assad perdeu a legitimidade porque luta contra o seu povo, porém, ao mesmo tempo, se comporta como o líder de uma gangue: perdeu a sua legitimidade ao desencadear uma guerra contra regiões inteiras do Estado" disse o representante da União Democrática do Curdistão, em Paris, Khaled Issa, em entrevista à RT. "

Síria: A guerra pela sobrevivência

situação

A guerra civil na Síria colocou os curdos em uma posição difícil. "Por um lado, os curdos sírios eram discriminados por motivos étnicos durante o reinado do regime baathista da Síria, e, claro, não se pode falar em apoiar o governo sírio atual na brutal guerra civil ainda em curso. Por outro lado, grupos armados de oposição que lutam contra Bashar al Assad, não garantem os direitos curdos e liberdades nacionais ", disse à RT Stanislav Ivanov, pesquisador do Instituto de Estudos orientais.

"Além disso, os curdos estão temerosos de que em caso de vitória dos rebeldes que chegariam ao poder em grupos radicais em Damasco, salafistas  ou wahabitas, que orientariam sua política para as monarquias do Golfo Pérsico. Neste caso, é improvável que os sírios curdos pudessem ter mudanças positivas em  sua situação", disse Ivanov.

O sucesso da coalizão antiterrorista na Síria é em grande parte devido às ações da milícia curda. Desde o início da expansão do Estado Islâmico na Síria os curdos são uma das principais forças que se opõem aos terroristas. Aproveitando-se da retirada do exército sírio das áreas com maior população,  começaram a se formar unidades de auto-defesas nestas áreas. Hoje, os curdos sírios controlam a maioria dos lugares mais densamente povoados da região.

Opinião: "Seus líderes não defendem a separação do Curdistão sírio em comparação com outras regiões do país, nem exigem autonomia total, porque ao contrário do Iraque, os curdos sírios vivem em seus enclaves nas grandes cidades [Damasco, Aleppo e outros], assim como em outras três províncias sírias diferentes, entre as quais estão áreas populacionais árabes. "

" Os sírios curdos iriam se contentar em ter os mesmos direitos e liberdades que a população árabe, a representação proporcional em novos órgãos do poder e o modo - chamado de autonomia cultural"

Irã: A tensão persiste

Hoje a questão curda no Irã permanece em um estado de tensão latente, uma vez que os eventos dramáticos que vivem no Iraque, Turquia e Síria também influenciam o aumento da consciência nacional dos curdos iranianos. Teerã também é forçada a ter em conta as mudanças que estão ocorrendo nos enclaves curdos de países vizinhos e toma medidas preventivas para reduzir as tensões entre os curdos e as autoridades.

Periodicamente o território iraniano sofre ataques armados e atos terroristas do partido radical curdo PJAK (Partido para Vida Livre no Curdistão), com base no Curdistão iraquiano.

Teerã diz que o financiamento,  armas  e suprimentos para este partidoa são realizadas através da agência de inteligência israelense Mossad.

avaliação:

"Os curdos mantem bons contatos com os judeus desde os tempos antigos, porque durante séculos esses povos têm sido os principais objetos de perseguição na região," diz o ativista curdo à RT-Síria, Dr. Low Mai. "Entre os curdos e os israelenses há um certo sentimento de solidariedade."

"Entre os curdos e os israelenses há um certo sentimento de solidariedade, ambos os povos se sentem minorias no Oriente (...). Mas não pensem que PJAK é financiado por Israel. Nossas fontes nunca tiveram informações sobre isso", disse à RT o ativista curdo-Sírio, Dr. Low Mai.

Fonte: RT-TV

A história do Oriente Médio

Grupos terroristas mais ricos

Extremistas assustam até terroristas


quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

A torre de Pisa


Embora destinada a ficar na vertical, a torre começou a inclinar-se para sudeste logo após o início da construção, em 1173, devido a uma fundação mal construída e a um solo de fundação mal consolidado, que permitiu à fundação ficar com assentamentos diferenciais. A torre atualmente se inclina para o sudoeste.

A altura do solo ao topo da torre é de 55,86 metros no lado mais baixo e de 56,70 metros na parte mais alta. A espessura das paredes na base é de 4,09 metros e 2,48 metros no topo. Seu peso é estimado em 14 500 toneladas. A torre tem 296 ou 294 degraus: o sétimo andar da face norte das escadas tem dois degraus a menos. Antes do trabalho de restauração realizado entre 1990 e 2001 a torre estava inclinada com um ângulo de 5,5 graus, estando agora a torre inclinada em cerca de 3,99 graus. Isto significa que o topo da torre está a uma distância de 3,9 m de onde ele estaria se a torre estivesse perfeitamente na vertical.


A Torre de Pisa é uma obra de arte em mármore branco, realizada em três fases ao longo de um período de cerca de 177 anos. A construção do primeiro andar começou no dia 9 de agosto de 1173, um período de sucesso militar e prosperidade. Este primeiro andar é uma arcada "cega" articulada por colunas clássicas coroadas com capitéis coríntios.

A torre começou a inclinar-se após a progressão de construção para o terceiro andar em 1178. Isto deveu-se a uma fundação de meros três metros sobre um subsolo fraco e instável, um projeto que falhou desde o início. A construção foi posteriormente paralisada por quase um século, porque o Pisanos estavam continuamente envolvidos em batalhas com Génova, Lucca e Florença. Este tempo permitiu ao solo subjacente ajustar-se. Caso contrário, a torre de Pisa quase certamente teria sido derrubada. Em 1198 os relógios foram temporariamente colocados no terceiro andar da construção inacabada.


Em 1272 a construção foi reiniciada por Giovanni di Simone, arquitecto do Camposanto. Em um esforço para compensar a inclinação, os engenheiros construíram andares com um lado mais alto do que o outro. Isso fez a torre começar a inclinar-se em outra direção. Devido a isso, a torre é realmente curva. A construção foi interrompida novamente em 1284, quando os Pisanos foram derrotados pelos Genoveses, na Batalha de Meloria.

O sétimo andar foi concluído em 1319. A sino-câmara acabou por não ser adicionada até meados de 1372 e foi construída por Andrea Pisano, que conseguiu, por sua vez, harmonizar os elementos góticos da sino-câmara com o estilo românico da torre. Há sete sinos, um para cada nota da escala musical. O maior deles foi instalado em 1655.


Depois de uma fase de reforço estrutural (entre 1990-2001), a torre está atualmente[quando?] em fase de restauração gradual da superfície, a fim de reparar os danos visuais, devidos principalmente à corrosão e escurecimento. Estes são, particularmente, os pontos mais problemáticos, devido à idade da torre e à sua particular exposição ao vento e à chuva (corrosão).

Em 1987 a torre foi declarada como parte da Piazza del Duomo e Património Mundial da UNESCO, juntamente com a catedral vizinha, o batistério e o cemitério. Em 7 de janeiro de 1990, após mais de duas décadas de trabalho sobre o assunto, a torre foi fechada ao público. Enquanto a torre esteve fechada os sinos foram removidos para aliviar o peso, e a torre foi segura por cabos presos em torno do terceiro nível e ancorados a várias centenas de metros de distância. Apartamentos e casas no caminho da torre foram desocupados por segurança. A solução final para evitar o colapso da torre foi endireitá-la ligeiramente para um ângulo mais seguro, removendo 38 metros cúbicos do solo abaixo. A torre foi tracionada até 18 polegadas (45 centímetros), retornando para a posição exata que ocupava em 1838. Após uma década de reconstrução corretiva e esforços de estabilização, a torre foi reaberta ao público em 15 de dezembro de 2001, e foi declarada estável por pelo menos mais 300 anos.


Em maio de 2008, após a remoção de mais 70 toneladas de terra, os engenheiros anunciaram que a torre tinha sido estabilizada em tal ordem que havia parado de se mover pela primeira vez em sua história. Eles declararam que seria estável durante pelo menos 200 anos. 

Duas igrejas alemãs têm desafiado o estatuto da Torre Pisa, como a maior edifício inclinado do mundo: a Torre Inclinada de Suurhusen, do século XV e a torre sineira do século XIV, nas proximidades da cidade de Bad Frankenhausen. O Guinness World Records mediu a Torre Pisa e a Torre de Suurhusen, encontrando um declive de 3,97 graus.

Wikipedia

Por que a chuva não cai?

Ciência cega


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Estado de coma



Coma (do grego κῶμα, "sono profundo") é um estado de inconsciência do qual a pessoa não pode ser despertada.

A manutenção da consciência depende de dois componentes neurológicos importantes: o córtex, a matéria cinzenta cerebral da camada mais externa do cérebro, e o sistema de ativação reticular ascendente (SARA).

Introdução
A consciência é o estado de alerta que permite ao indivíduo a percepção de si e do meio. Alterações da consciência são definidas como quantitativas e qualitativas. Alterações qualitativas modificam o conteúdo da consciência, como delírios, alucinações e perturbações que não afetam o estado de alerta.

Alterações quantitativas, também conhecidas como nível de consciência, variam em um continuum entre o coma e o estado de alerta normal. Neste continuum descrevem-se o alerta, letárgico, estuporoso e o comatoso. Alerta é o indivíduo no estado de despertar normal. Estuporoso é o indivíduo irresponsivo, que pode ser desperto por estímulo vigoroso, e o comatoso é o estado vegetativo do qual o indivíduo não pode ser desperto mediante estimulação externa. Letárgico é o estado de lentificação psicomotora intermediário entre o estupor e o alerta.

Diagnóstico 
O diagnóstico de coma deve ser realizado por um profissional médico. Ele envolve causas reversíveis de perturbação da consciência (infecciosas, metabólicas, tóxicas, convulsivas). O exame clínico, testes laboratoriais, eletrofisiológicos e de imagem são importantes e devem ser realizados conforme o julgamento médico. São importantes também na definição de morte encefálica: uma condição irreversível. A legislação brasileira permite a doação de órgãos de indivíduos nessa circunstância.

Condições semelhantes
Síndrome do encarceramento ou síndrome do locked-in: síndrome do encarceramento
Nessa situação o indivíduo está acordado e alerta, porém quadriplégico (sem movimentos de braços e pernas) e com paralisia dos nervos cranianos inferiores (responsáveis pela fala e deglutição, por exemplo). Subtipos de síndrome do locked-in são descritos na literatura médica.

Estado vegetativo

Esses indivíduos preservam as funções vegetativas, embora não possuam consciência. As funções vegetativas compreendem: ciclo sono-vigília e variações autonômicas simpáticas e parassimpáticas, regidas pelo ciclo circadiano. O estado vegetativo persistente também é conhecido como síndorme apática, coma vígil cerebral cortical.

Abulia
A abulia, também conhecida como mutismo acinético, compreende um complexo neurospsiquiátrico de ausência de iniciativa para o movimento e interação com o meio ambiente. Nessa condição o indivíduo está alerta e desperto, porém apático e indiferente ao ambiente, não movendo-se espontaneamente.

Catatonia

A catatonia é uma síndrome psiquiátrica composta por mutismo e acentuada redução da psicomotricidade. É uma condição normalmente psicogênica (sem lesão neurológica), porém é eventualmente causada por drogas ou mesmo lesão neurológica estrutural.

Referências:

 Daroff RB, Fenichel GM, Jankovic J, Mazziotta JC, eds. Bradley’s Neurology in Clinical Practice. 6th Edition, Vol. I: Principles of Diagnosis and Management, Vol. I: Neurological Disorders. Elsevier Saunders 2012.
Ir para cima ↑ Plum, F, Posner, JB, The diagnosis of stupor and coma 1995, 4th ed, FA Davis, Philadelphia.
Ir para cima ↑ Hannaman, Robert A. (2005). MedStudy Internal Medicine Review Core Curriculum: Neurology 11th Ed. MedStudy. pp. (11–1) to (11–2). ISBN 1-932703-01-2.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/8612421
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12948790
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15589201
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15846481
Eelco F.M. Wijdicks, MD and Coen A. Wijdicks, BS (2006). "The portrayal of coma in contemporary motion pictures". Neurology 66 (9): 1300–1303. doi:10.1212/01.wnl.0000210497.62202.e9. PMID 16682658. Retrieved 2009-11-25.

Fonte: Wikipedia

Problemas de desmaios

Epilepsia - Quando a mente tem um ataque

Em estado de transe

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Manifesto comunista



Marx e Engels partem de uma análise histórica, distinguindo as várias formas de opressão social durante os séculos e situa a burguesia moderna como nova classe opressora. Não deixa, porém, de citar seu grande papel revolucionário, tendo destruído o poder monárquico e religioso valorizando a liberdade econômica extremamente competitiva e um aspecto monetário frio em detrimento das relações pessoais e sociais, assim tratando o operário como uma simples peça de trabalho. Este aspecto juntamente com os recursos de aceleração de produção (tecnologia e divisão do trabalho) destrói todo atrativo para o trabalhador, deixando-o completamente desmotivado e contribuindo para a sua miserabilidade e coisificação. Além disso, analisa o desenvolvimento de novas necessidades tecnológicas na indústria e de novas necessidades de consumo impostas ao mercado consumidor.
Afirmam sobre o proletariado: "Sua luta contra a burguesia começa com sua própria existência". O operariado, tomando consciência de sua situação, tende a se organizar e lutar contra a opressão, e ao tomar conhecimento do contexto social e histórico onde está inserido, especifica seu objetivo de luta. Sua organização é ainda maior pois toma um caráter transnacional, já que a subjugação ao capital despojou-o de qualquer nacionalismo. Outro ponto que legitima a justiça na vitória do proletariado seria de que este, após vencida a luta de classes, não poderia legitimar seu poder sob forma de opressão, pois defende exatamente o interesse da grande maioria: a abolição da propriedade (“Os proletários nada têm de seu para salvaguardar”).
O Manifesto Comunista faz uma dura crítica ao modo de produção capitalista e à forma como a sociedade se estruturou através dele. Busca organizar o proletariado como classe social capaz de reverter sua precária situação e descreve os vários tipos de pensamento comunista, assim como define o objetivo e os princípios do socialismo científico.
A exclusividade entre os proletários conscientes, portanto comunistas, segundo Marx e Engels, é de que visam a abolição da propriedade privada e lutam embasados num conhecimento histórico da organização social; são, portanto, revolucionários. Além disso, destaca que o comunismo não priva do poder de apropriação dos produtos sociais; apenas elimina o poder de subjugar o trabalho alheio por meio dessa apropriação. Com o desenvolvimento do socialismo a divisão em classes sociais desapareceria e o poder público perderia seu caráter opressor, enfim seria instaurada uma sociedade comunista.
No terceiro capítulo, analisa e critica três tipos de socialismo. O socialismo reacionário, que seria uma forma de a elite conquistar a simpatia do povo e, mesmo tendo analisado as grandes contradições da sociedade, olhava-as do ponto de vista burguês e procurava manter as relações de produção e de troca; o socialismo conservador, com seu caráter reformador e anti-revolucionário; e o socialismo utópico, que apesar de fazer uma análise crítica da situação operária não se apoia em luta política, tornando a sociedade comunista inatingível.
Por fim, no quarto capítulo fecha com as principais ideias do Manifesto, com destaque na questão da propriedade privada e motivando a união entre os operários. Acentua a união transnacional, em detrimento do nacionalismo esbanjado pelas nações, como manifestado na célebre frase: “Proletários de todos os países, uni-vos!”

Fonte: Wikipedia

Luta de classes

Socialismo - China X Rússia

Lista Negra do Macarthismo


quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Características do computador mais antigo do mundo



Quem o construiu?


O mecanismo de Anticítera não poderia ser o único mecanismo desse tipo. "Não há nenhuma evidência de quaisquer erros", escreveu Martin Allen. "Todas as características mecânicas têm uma função. Não há nenhum furo extra ou vestígios de metal que sugiram modificações feitas pelo fabricante durante o processo de construção do mecanismo. Isso leva à conclusão de que ele deve ter fabricado vários modelos".

Pesquisas mais recentes revelam que o mostrador que indicava os eclipses continha o nome dos meses. Esses nomes são de origem coríntia. A revista Nature declarou: "As colônias coríntias do noroeste da Grécia ou de Siracusa, na Sicília, são as mais prováveis - a segunda indicando um patrimônio que remonta os dias de Arquimedes."

Aparelhos similares não foram encontrados porque "O bronze é um produto valioso e altamente reciclável", escreveu Allen. "Por causa disso, antigos achados de bronze são muito raros. Na verdade, muitos deles foram descobertos debaixo da água, onde não eram acessíveis aos que talvez fossem reutilizá-los". "Nós só temos esse [exemplar]", diz um pesquisador, "porque estava fora do alcance de sucateiros".

Foi atribuido a Arquimedes a construção desse aparelho. Sua serventia vai além de guiar naus. Esse aparelho é precioso em calcular a orbita lunar, solar, mais as órbitas de cinco planetas ao redor da terra, além de ser capaz de prever eclipses lunares e solares por séculos a frente. Sua precisão é espantosa visto ter sido produzido por mãos humanas. Chegou a ser considerado uma máquina de previsão do futuro.

A Grécia não só é o berço da civilização ocidental como também pode ser considerada o berço da tecnologia ocidental sendo esse aparelho o primeiro computador feito pelo homem. Mais informações podem ser encontradas no documentário do History Chanel.


Outras informações


Em dezembro de 2006, o astrônomo grego Xenofondas Musas, diretor do departamento de Física e Astronomia da Universidade de Atenas, anunciou durante a sua apresentação, em Atenas, que cientistas gregos e estrangeiros haviam decifrado o enigma sobre o maquinismo de Anticítera. Chegou-se à conclusão de que o artefato é um tipo de computador e um aparelho para a astronomia[carece de fontes].

Entre as novas descobertas, está a de que os povos antigos faziam referências a locais como Alexandria e a Espanha.[carece de fontes] O artefato de Anticítera podia realizar cálculos de astronomia e determinar a posição dos planetas desde o século I a.C., data que se estima para a sua construção. Os cientistas[quem?] concordaram que se trata de uma evolução do planetário construído por Arquimedes e das construções megalíticas de Stonehenge, na Inglaterra.[carece de fontes]


Características


Intensamente estudado entre o final da década de 1950 e o início da década de 1970, o mecanismo é composto por vinte e sete(27) engrenagens de bronze, feitas a mão, e organizadas de modo a representar mecanicamente a órbita da Lua, de outros planetas do Sistema Solar e do próprio Sol. Primitivamente teria sido protegido por uma caixa ou moldura de madeira, constituindo-se no mais antigo computador analógico hoje conhecido.

O artefato é notável porque empregava, já no século I a.C., uma engrenagem diferencial, que se acreditava ter sido inventada apenas no século XVI, e pelo nível de miniaturização e complexidade de suas partes, comparável às de um relógio feito no século XVIII.


Reconstruções



Bromley


Uma reconstrução parcial do artefato foi feita pelo cientista da computação australiano Allan George Bromley (1947–2002) da Universidade de Sydney junto com o relojoeiro Frank Percival. Esse projeto levou Bromley a rever a análise de raios-X feita por Price e fazer novas imagens de raios-X, mais precisas, que foram estudadas pelo aluno de Bromley, Bernard Gardner, em 1993.


Gleave


Posteriormente, John Gleeve, um fabricante de planetários britânico, construiu uma réplica funcional do mecanismo. De acordo com sua reconstrução, o mostrador frontal mostra a progressão anual do Sol e da Lua através das constelações, contrário ao Calendário Egípcio. A parte superior traseira mostra um período de quatro anos e possui mostradores associados que apresentam o Ciclo Metônico de 235 meses sinódicos, que igualam a 19 anos solares de aproximação e distanciamento da Terra. A parte inferior mostra esquemas do ciclo de um único mês sinódico, com um mostrador secundário mostrando o ano lunar de 12 meses sinódicos.


Wright


Outra reconstrução foi feita em 2002 por Michael Wright, engenheiro mecânico curador do Museu da Ciência de Londres, trabalhando com Allan Bromley. Ele analisou o mecanismo usando tomografia linear, a qual podia criar imagens de um plano focal mais direto e, então, visualizar as engrenagens em maiores detalhes. Na reconstrução de Wright, o aparelho não apenas modelava os movimentos do Sol e da Lua, mas de cada corpo celestial conhecido pelos gregos antigos: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno.

Essa nova reconstrução deu crédito a antigas menções de tais aparelhos. Cícero, no século I a.C., menciona um instrumento "recém-construído por Posidónio, que, a cada revolução reproduz os mesmos movimentos do Sol, da Lua e dos cinco planetas". Tais aparelhos são mencionados em outros lugares também. Também dá crédito à idéia de que havia uma antiga tradição grega na tecnologia de mecânica complexa que foi transmitida pelo mundo árabe, onde aparelhos similares, porém mais simples, foram encontrados posteriormente, e poderiam ter sido entregues ou incorporados aos fabricantes de relógio e guindastes europeus. Alguns cientistas[quem?] acreditam que os aparelhos não apenas foram utilizados para visualizar corpos celestiais, mas para calcular sua posição para eventos ou nascimentos.[carece de fontes]

Carol

Em 2010 foi executada uma reconstrução do mecanismo - plenamente funcional - com o recurso a peças LEGO Technic, por Andrew Carol, um engenheiro de programação da Apple, confirmando a extrema precisão das duas órbitas solares de aproximação e distanciamento da Terra em intervalos regulares de 11 e 19 anos.

Fonte: Wikipedia






segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Curiosidades sobre o vidro




Sólido versus líquido

Existem controvérsias quanto aos mecanismos de caracterização do vidro na transição do estado líquido para o sólido. Em meados da década de 1980 R.C. Plumb propôs que os vidros de antigas catedrais eram mais grossos na base, pois teriam escoado com o tempo. Essa ideia perdura até os dias de hoje, muito embora já tenha sido provada matematicamente falsa. Edgar D. Zanotto em 1998 publicou artigo na revista American Association of Physics, com um cálulo a partir da seguinte equação:

τ = η / G
em que τ é o tempo de relaxação, η é viscosidade (Pa·s) e G o Módulo de cisalhamento (Pa). Em 1999, foi publicada uma revisão do cálculo tomando como base o valor de viscosidade de equilíbrio do vidro na temperatura ambiente. O novo resultado foi de 10²³ anos, ou seja, mais de 2 nonilhões, sendo assim impossível qualquer escoamento perceptível nos poucos milhares de anos de uma catedral.

Vidro e o meio ambiente



O vidro é um material que não se pode determinar o tempo de permanência no meio ambiente sem se degradar, e também não é nocivo diretamente ao meio ambiente, por isso é um dos materiais mais recicláveis que existem no consumo humano. Para minimizar as emissões gasosas dos fornos a gás, as indústrias utilizam gás natural, que provoca menor impacto no meio ambiente.

Composição



Os vitrificantes são usados para dar maior característica à massa do vidro e são compostos de anidrido sílico, anidrido bórico e anidrido fosfórico.

Os fundentes possuem a finalidade de facilitar a fusão da massa silícea, e são compostos de óxido de sódio e óxido de potássio.

Os estabilizantes têm a função de impedir que o vidro composto de silício e álcalis seja solúvel, e são: óxido de cálcio, óxido de magnésio e óxido de zinco.

A sílica, matéria prima essencial, apresenta-se sob a forma de areia; de pedra cinzenta; e encontra-se no leito dos rios e das pedreiras.

O óxido de alumínio é um componente de quase todos os tipos de vidro. Certos componentes dos medicamentos ou de soluções nutritivas podem incorporar o alumínio do vidro e causar intoxicação.

Fabricação



A fabricação é feita no interior de um forno, onde se encontram os panelões. Quando o material está quase fundido, o operário imerge um canudo de ferro e retira-o rapidamente, após dar-lhe umas voltas trazendo na sua extremidade uma bola de matéria incandescente.

Agora a bola incandescente, deve ser transformada numa empola. O operário gira-a de todos os lados sobre uma placa de ferro chamada marma. A bola vai se avolumando até assumir forma desejada pelo vidreiro.

Finalmente a peça vai para a seção de resfriamento gradativo, e assim ficará pronta para ser usada.

Tipos de vidros



Vidro para embalagens - garrafas, potes, frascos e outros vasilhames fabricados em vidro comum nas cores branca, âmbar e verde;

Vidros para a construção civil - Vidro plano - vidros planos lisos, vidros cristais, vidros impressos, vidros refletivos, vidros anti-reflexo, vidros temperados, vidros laminados, vidros aramados, vidros coloridos, vidros serigrafados, vidros curvos e espelhos fabricados a partir do vidro comum;

Vidros domésticos - tigelas, travessas, copos, pratos, panelas e produtos domésticos fabricados em diversos tipos de vidro;

Fibras de vidro - mantas, tecidos, fios e outros produtos para aplicações de reforço ou de isolamento;

Vidros técnicos - lâmpadas incandescentes ou fluorescentes, tubos de TV, vidros para laboratório (principalmente o vidro borossilicato), para ampolas, para garrafas térmicas, vidros oftálmicos e isoladores elétricos;

Vidro temperado - aquecimento entre 700° e 750° através de um forno e resfriamento com choque térmico, normalmente a ar, causando aumento da resistência por compactação das camadas superficiais. O aumento da resistência mecânica chega a 87%. O vidro após o processo de têmpera não poderá ser submetido a lapidação de suas bordas, recortes e furos.

Vidro laminado - composto por lâminas plásticas e de vidro. É utilizado em para-brisas de automóveis, claraboias e vitrines.

Vidros comuns decorados ou beneficiados - São os vidros lapidados, bisotados, jateados, tonalizados, acidados, laqueados e pintados, utilizados na fabricação de tampos de mesas, prateleiras, aparadores, bases e porta-retratos. Nas espessuras de 2 mm a 25 mm (já se fabricam vidros planos de até 50 mm, para fins especiais em construção civil).

Vitrocerâmica - obtido submetendo o vidro comum a temperaturas elevadas (500°C-1000°C) o que provoca a sua cristalização. Possui maior resistência.

Principais características





Vantagens

  • Reciclável;
  • Higiênico;
  • Inerte;
  • Versátil;
  • Impermeável;
  • Transparente;
  • Difícil corrosão

Desvantagens

   Fragilidade;

  • Preço mais elevado;
  • Peso relativamente grande;
  • Menor condutibilidade térmica;
  • Dificuldade no fechamento hermético;
  • Dificuldade de manipulação.

Fonte: Wikipedia

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

A cultura de Jesus



Representação de Jesus na arte

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


A representação de Jesus nas artes visuais levou vários séculos até atingir uma forma convencional padronizada para a sua aparência física, a qual se manteve em grande parte estável a partir de então. A maior parte dos retratos de Jesus partilham uma série de características, as quais hoje em dia são imediatamente associadas a Jesus, embora possam ser vistas diversas variações.

A imagem de um Jesus de barba e cabelos compridos só se tornou prática comum no Cristianismo oriental a partir do século VI, e muito mais tarde no Ocidente. Os primeiros retratos de Jesus eram muito mais diversificados, uma vez que demonstravam características étnicas semelhantes às da cultura na qual a imagem foi criada. A própria questão de ser ou não legítimo representar Jesus ou outras figuras santas foi controversa durante o Cristianismo primitivo. A crença de que determinadas imagens são autênticas em termos históricos, como o Sudário de Turim na atualidade, é ainda evidente entre alguns crentes, sobretudo no cristianismo oriental, no anglicanismo e no catolicismo romano.


O mais antigo ícone sobrevivente de Cristo Pantocrator, c. século VI.


Cristianismo primitivo


Pedra tumular com a Adoração dos Magos, recuperada das Catacumbas de Romaséculo III.

Antes de Constantino

Nenhum dos Evangelhos canônicos oferece qualquer descrição de Jesus. Os Atos dos Apóstolos referem que Jesus se manifestou enquanto "luz celestial" que por breves momentos ceou o Apóstolo Paulo. O Apocalipse faz uma referência à imagem que o autor tinha de Jesus: "No meio dos candeeiros um semelhante a filho de homem, vestido de uma roupa talar e cingido pelos peitos com uma cinta de ouro; a cabeça e os cabelos eram brancos como lã branca, como a neve; os olhos eram como uma chama de fogo; os pés eram semelhantes ao latão polido como se fosse derretido na fornalha, e a voz era como a voz de muitas águas. Ele tinha na destra sete estrelas; da boca saía uma espada de dois gumes, e o rosto era como o sol quando brilha na sua força." (Apocalipse 1:12-16) No entanto, é muito raro encontrar na Arte as características descritas no Apocalipse, estando restritas a ilustrações do próprio livro.

Êxodo 20:4-6 refere enquanto um dos Dez Mandamentos: "Não farás para ti imagem de escultura, nem figura alguma" o que levou a que fossem muito raras as representações do período judaico ao longo do século I. No entanto, a interpretação deste Mandamento foi-se alterando ao longo dos séculos. Enquanto que os rabinos judaicos na Judeia se opunham de forma violenta a qualquer representação da figura Humana e não aceitavam estátuas nos templos, já os judeus babilónicos do século III tinham uma perspetiva diferente, permitindo a existência de obras como os murais da Sinagoga de Dura Europos.

Ao longo da perseguição dos cristãos que teve lugar no Império Romano, a arte cristã viu-se obrigada a ser ambígua e dissimulada. Havia ainda alguma hostilidade a imagens de ídolos numa comunidade da qual muitos membros tinham raízes judaicas, a qual estava rodeada, e pregava contra, um imaginário pagão de deuses. Santo Ireneu (m. c.202), Clemente de Alexandria (m. 215), Lactâncio (c.240 - c.320) e Eusébio de Cesareia (m. c.339) reprovavam os retratos de Jesus. O 36°Cânone do Concílio de Elvira no ano 306 afirma: "decreta-se que nenhuma igreja deva ter imagens, e que que aquilo que é adorado não deve ser pintado nas paredes". Mais tarde, isto foi interpretado por Calvino e outros protestantes como uma interdição à criação de imagens de Cristo. Clemente, no entanto, aprovava o uso de pictogramas. O tema manteve-se no foco de controvérsias até finais do século IV.




"A Cura dos Paralíticos", a mais antiga representação conhecida de Jesus, na cidade Síria de Dura Europos, c.235.[3]

Representação de Jesus enquantoBom Pastor nas catacumbas de Roma;fresco do século III.
Os exemplares mais antigos de arte cristã que sobreviveram até aos nossos dias datam entre os séculos II e IV, em particular a arte mural tumular dascatacumbas de Roma, embora haja evidências literárias de terem também existido ícones em painel de madeira, embora desaparecidos. Durante o cristianismo primitivo, Jesus era representado indiretamente através depictogramas como um ichthys(peixe), pavão ou uma âncora (o lábaro só apareceria mais tar

Na literatura

Os exemplares mais antigos de arte cristã que sobreviveram até aos nossos dias datam entre os séculos II e IV, em particular a arte mural tumular das catacumbas de Roma, embora haja evidências literárias de terem também existido ícones em painel de madeira, embora desaparecidos. Durante o cristianismo primitivo, Jesus era representado indiretamente através de pictogramas como um ichthys (peixe), pavão ou uma âncora (o lábaro só apareceria mais tarde).
Mais tarde apareceram representações de Cristo, primeiro representado como um jovem, muitas vezes com o rosto de Alexandre Magno, sem barba e sem cabelos longos.[4] A partir do século IV foi representado quase exclusivamente com barba. Na arte bizantina se tornou habitual uma série de representações de Jesus. Algumas das quais com a imagem do Pantocrator, que tiveram um grande sucesso na Europa medieval.

Na literatura

Desde finais do século XIX, inúmeros autores de obras literários têm dado sua interpretação pessoal da vida de Jesus. Entre as obras mais destacadas que trataram do tema podemos citar:

Mikhail Bulgakov: O Mestre e Margarida (escrito entre 1928 e 1940, publicado em 1967).
Robert Graves: Rei Jesus (1947).
Níkos Kazantzákis: Cristo Crucificado (1948) e A Última Tentação de Cristo (1951), no qual se basearia Martin Scorsese para filmar o filme homônimo.
Fulton Oursler: A Maior História Jamais Contada (1949). No qual se baseou o filme de George Stevens.
José Saramago: O Evangelho segundo Jesus Cristo (1991).
Norman Mailer: O Evangelho segundo o Filho (1997).
Fernando Sánchez Dragó: Carta de Jesus ao Papa (2001).
O mistério da vida de Jesus também é tema de algumas obras da literatura comercial, às vezes em gêneros como a ficção ou o romance de mistério.

Mirza Ghulam Ahmad: Jesus na Índia 1899
Juan José Benítez: Operação Cavalo de Tróia (1984-2006; saga de vários volumes).
Dan Brown: O Código da Vinci (2003)

No cinema



A vida de Jesus de acordo com os relatos do Novo Testamento e normalmente sob um ponto de vista cristão, tem sido frequente. De fato, Jesus de Nazaré é um dos personagens mais interpretados no cinema. O primeiro filme sobre a vida de Jesus foi La vie et la passion de Jésus-Christ de Georges Hatot y Louis Lumière. No cinema mudo, o filme que mais se destacou foi O Rei dos Reis (1927) de Cecil B. DeMille.

O tema foi abordado em diversas ocasiões, e de diversos pontos de vista: Desde a grandiosa produção de Hollywood O Rei dos Reis (Nicholas Ray, 1961) até as visões mais austeras de cineastas como Pier Paolo Pasolini (vangelo secondo Matteo, 1964). Também deram sua interpretação pessoal à figura de Jesus autores como Buñuel (Nazarín, 1958), y Dreyer (Ordet, 1954).

Alguns dos filmes mais recentes sobre a vida de Jesus não estão isentos de polêmicas. É o caso de A Última Tentação de Cristo (1988), de Martin Scorsese, baseado no romance homônimo de Nikos Kazantzakis, muito criticado por sua interpretação pouco ortodoxa de Jesus. O filme de Mel Gibson, A Paixão de Cristo (2004) recebeu a aprovação de vários setores do cristianismo, mas foi considerado anti-semita por alguns membros da comunidade judaica.

A personagem Jesus tem sido tratado no cinema de vários ângulos. Existem interpretações satíricas da figura do criador do cristianismo, como A Vida de Brian (Terry Jones, 1979). Musicais, como o célebre Jesus Cristo Superstar (Norman Jewison, 1973), e também filmes de animação, como The Miracle Maker (Derek W. Hayes y Stanislav Sokolov, 2000).

No teatro

A vida de Jesus também tem sido levada aos palcos da Broadway e a outras partes do mundo através dos musicais. Entre as representações líricas da vida e da obra de Jesus pode-se destacar o popular musical Jesus Cristo Superstar, uma ópera rock com músicas de Andrew Lloyd Webber e arranjos de Tim Rice, representada pela primeira vez em 1970, e que posteriormente viria a se espalhar pelo resto do planeta. Também se destaca a peça de teatro Godspell, com música de Stephen Schartz e arranjos de John-Michael Tebelak, que foi encenada pela primeira vez também em 1970. No teatro do Brasil, destaca-se Auto da Compadecida, peça de Ariano Suassuna escrita em 1955 e publicada em 1957, que retrata um jesus negro.

Fonte: Wikipedia

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