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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

UERJ não consegue funcionar por falta de dinheiro



Em carta endereçada ao governador Luiz Fernando Pezão, o Conselho da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) comunicou às autoridades e à população que “as suas atividades ficarão impossibilitadas nas diversas unidades acadêmico-formativas e administrativas”, devido à falta de pagamento, desde novembro, dos salários, bolsas e verbas de custeio. A instituição não anunciou a paralisação das atividades, mas informou no ofício que as condições atuais de trabalho estão prejudicando o funcionamento e podem levar a uma suspensão dos trabalhos.

A posição foi tirada na reunião do Conselho Universitário, na sexta-feira (6), e inclui o Hospital Universitário Pedro Ernesto e a Policlínica Américo Piquet Carneiro. A carta reafirma “a necessidade do pagamento integral de seus servidores (ativos e inativos) e a liberação dos recursos orçamentários necessários ao funcionamento imediato e permanente da Uerj” para “evitar tal situação [uma paralisação total]".

Segundo a sub-reitora de Graduação, professora Tania Maria de Castro Carvalho, o desgaste e desprestígio com o não recebimento de verbas vem desde 2015, mas agora chegou a uma  situação classificada como insustentável. “Desde meados de 2015 isso já começou a se aprofundar. Só que agora chegou numa situação de profunda agudização. Ainda não recebemos as bolsas, nem os salários dos professores e servidores, exceto os técnicos administrativos que são do hospital Pedro Ernesto e trabalham na área de saúde. São os únicos que receberam o salário de novembro” disse.


De acordo com ela, a falta de pagamento chegou a todos os setores, o que impossibilita a universidade de abrir as portas. “A Uerj tem funcionado muito precariamente, às vezes sem luz, sem internet funcionando, o serviço de limpeza  pago é com atraso, segurança, restaurante universitário, tudo com atraso. Mas, principalmente, com atraso nas bolsas dos estudantes. São mais de 9 mil cotistas que têm a bolsa-permanência, que é uma verba do governo federal para permanência de quem tem baixa renda comprovada, além dos alunos bolsistas dos projetos da universidade que também estão sem receber desde novembro”.
Ela explica que nunca houve divisão da folha - como ocorreu agora, em que apenas os servidores do hospital receberam - e que a Uerj como um todo luta pelo pagamento integral. "O governo está inviabilizando que nós estejamos com as portas abertas para cumprir a nossa missão com a sociedade”, disse Tânia, destacando que “a Uerj se recusa a participar do desmonte da educação pública e da saúde pública no estado e no país. Essa é a posição inabalável da nossa universidade”.

Sem previsão

O governo do estado não confirma se recebeu o ofício da universidade. A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia informa que assuntos de pagamento são atribuição da Secretaria de Fazenda (Sefaz) que, por sua vez, respondeu à Agência Brasil  que "desde o início do agravamento da crise financeira, a prioridade absoluta é o pagamento dos salários dos servidores do Estado”. Sem previsão de data, a Sefaz diz que “os repasses serão regularizados tão logo haja disponibilidade de recursos em caixa”.
Segundo a sub-reitora da Uerj, a folha de pagamento de salário do pessoal docente e técnicos administrativos ativos e inativos é de R$ 80 milhões por mês e a verba para manutenção e custeio de todos os campi da universidade é de R$ 23 milhões.

*Colaborou Joana Moscatelli, repórter do Radiojornalismo
Edição: Amanda Cieglinski




sexta-feira, 29 de abril de 2016

Somos escravos da dívida



Neste episódio de 'Keiser Report', Max e Stacy falam dos escravos da dívida, mais obedientes e servis na medida em que a dívida aumenta, enquanto que aqueles que são os donos dessas dívidas não param de enrriquecer. Na segunda parte, Max entrevista Andy Johnson, do site ClearChat.com, com o qual fala sobre a criptografia e autenticação na era pós pós-Snowden. Eles discutem o meio bilhão de dólares "roubado" das empresas anualmente através da pirataria e como sua empresa pode impedir isso.

"Eu libertei mil escravos, e eu poderia ter libertado mais mil se eles mesmos reconhecessem que eram escravos." Dizia Harriet Tubman, lembra Max Keiser. "Somos escravos desse sistema da dívida", acrescenta Stacy Herbert, antes de exibir vários titulares da mídia que  destacam esta declaração.

Keiser diz que "as razões pelas quais as pessoas odeiam o [prefeito de Londres] Boris Johnson, o chanceler britânico do Tesouro (George Osborne) ou o primeiro-ministro britânico (David Cameron) são consequência da dívida". "Osborne dobrou a dívida britânica, atualmente está em cerca de 1,6 bilhões de libras. E ambas as universidades de má qualidade cobram taxas exorbitantes, além dos médicos universitários de saúde pública que decidiram entrar em greve como o colapso dos transportes no Reino Unido, devido ao mesmo problema: a necessidade urgente para pagar uma dívida que Osborne está aumentando ", anaisa o co-apresentador.

"O Reino Unido está disposto a destruir o tecido social para alimentar a dívida pública que continua a crescer", lamenta Keiser. "Eles querem incentivar mais dívida ainda, porque quanto mais dívida uma pessoa tem, mais obediente e servil ela se torna", reclama Herbert. "É o chamado "neo-feudalismo "Isso é o os britâncios fazem de mehor; o feudalismo da II Guerra Mundial  foi uma exceção", brinca Keiser.

Além disso, ambos os apresentadores discutiram a situação dos EUA onde, diz Herbert, "a crise financeira eclodiu como resultado da crise das hipotecas,que permanece, curiosamente, sendo um problema". De acordo com Keiser, a Goldman Sachs projetou "toda esta catástrofe": "Não só vendeu hipotecas fraudulentass aos seus próprios clientes, mas também apostou contra eles para beneficiar-se da sua ruína e mentiu descaradamente aos órgãos reguladores."

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