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segunda-feira, 26 de junho de 2017

Dívida pública sobe 0,26% em maio para R$ 3,25 trilhões



Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil

A Dívida Pública Federal – que inclui o endividamento interno e externo do Brasil – aumentou em maio. O estoque da dívida subiu 0,26%, passando de R$ 3,244 trilhões, em abril, para R$ 3,253 trilhões, em maio, informou hoje (26) a Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda.

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), que é a parte da dívida pública que pode ser paga em reais, teve seu estoque ampliado em 0,22%, ao passar de R$ 3,123 trilhões para R$ 3,130 trilhões, devido aos gastos com juros, no valor de R$ 25,67 bilhões, compensados pelo resgate líquido, no valor de R$ 18,74 bilhões.

Com relação ao estoque da Dívida Pública Federal Externa, captada do mercado internacional, houve aumento de 1,31% sobre o saldo apurado em abril, encerrando maio em R$ 122,87 bilhões (US$ 37,88 bilhões). "A variação ocorreu principalmente devido à desvalorização do real frente às principais moedas que compõem o estoque da dívida externa", diz relatório do Tesouro.

A variação do endividamento do Tesouro pode ocorrer por meio da oferta de títulos públicos em leilões pela internet (Tesouro Direto) ou pela emissão direta. A variação pode ocorrer também pela assinatura de contratos de empréstimo. Neste caso, o Tesouro toma empréstimo de uma instituição ou de um banco de fomento, destinado a financiar o desenvolvimento de uma determinada região. Já a redução do endividamento se dá, por exemplo, pelo resgate de títulos.

De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), a dívida pública poderá fechar este ano entre R$ 3,45 trilhões e R$ 3,65 trilhões.

Edição: Maria Claudia

Agência  Brasil


sexta-feira, 29 de abril de 2016

Somos escravos da dívida



Neste episódio de 'Keiser Report', Max e Stacy falam dos escravos da dívida, mais obedientes e servis na medida em que a dívida aumenta, enquanto que aqueles que são os donos dessas dívidas não param de enrriquecer. Na segunda parte, Max entrevista Andy Johnson, do site ClearChat.com, com o qual fala sobre a criptografia e autenticação na era pós pós-Snowden. Eles discutem o meio bilhão de dólares "roubado" das empresas anualmente através da pirataria e como sua empresa pode impedir isso.

"Eu libertei mil escravos, e eu poderia ter libertado mais mil se eles mesmos reconhecessem que eram escravos." Dizia Harriet Tubman, lembra Max Keiser. "Somos escravos desse sistema da dívida", acrescenta Stacy Herbert, antes de exibir vários titulares da mídia que  destacam esta declaração.

Keiser diz que "as razões pelas quais as pessoas odeiam o [prefeito de Londres] Boris Johnson, o chanceler britânico do Tesouro (George Osborne) ou o primeiro-ministro britânico (David Cameron) são consequência da dívida". "Osborne dobrou a dívida britânica, atualmente está em cerca de 1,6 bilhões de libras. E ambas as universidades de má qualidade cobram taxas exorbitantes, além dos médicos universitários de saúde pública que decidiram entrar em greve como o colapso dos transportes no Reino Unido, devido ao mesmo problema: a necessidade urgente para pagar uma dívida que Osborne está aumentando ", anaisa o co-apresentador.

"O Reino Unido está disposto a destruir o tecido social para alimentar a dívida pública que continua a crescer", lamenta Keiser. "Eles querem incentivar mais dívida ainda, porque quanto mais dívida uma pessoa tem, mais obediente e servil ela se torna", reclama Herbert. "É o chamado "neo-feudalismo "Isso é o os britâncios fazem de mehor; o feudalismo da II Guerra Mundial  foi uma exceção", brinca Keiser.

Além disso, ambos os apresentadores discutiram a situação dos EUA onde, diz Herbert, "a crise financeira eclodiu como resultado da crise das hipotecas,que permanece, curiosamente, sendo um problema". De acordo com Keiser, a Goldman Sachs projetou "toda esta catástrofe": "Não só vendeu hipotecas fraudulentass aos seus próprios clientes, mas também apostou contra eles para beneficiar-se da sua ruína e mentiu descaradamente aos órgãos reguladores."

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sábado, 12 de outubro de 2013

Empresas com mais dinheiro que o governo americano




O impasse político nos EUA devido a falta de acordo sobre o aumento do teto da dívida, que aumentou em 16,7 bilhões de dólares, fez com que várias empresas superassem o governo americano em suas reservas.

Há seis meses atrás, o tesouro dos EUA tinha 151 bilhões de dólares para gastar, mas agora, quando os EUA se aproximam-se do prazo para aumentar o prazo para aumentar o teto da dívida, só tem 32 bilhões de dólares em suas contas de negociação. Uma quantidade de dinheiro menor que nove empresas do S&P TOP 500 para investimento de curto prazo em dinheiro.

No gráfico publicado pelo portal Quartz, observamos que, por exemplo,  a General Eletric tem quase três vezes mais dinheiro disponível (quase 89 bilhões) que o governo dos EUA. Logo atrás vem a Microsoft (77 bilhões), Google (54 bilhões) e outras 6 empresas.

Em seu estudo "As empresas americanas tem muito dinheiro?", Laurie Simon Hodrick, professora no Instituto de Pesquisa de Política Econômica de Stanford e da Escola de Negócios de Stanford, explicou no verão passado que a alta liquidez das empresas se deve ao fato de elas serem guiadas por certos fatores  na hora de acumular mais, assim elas tem um escudo contra a instabilidade  econômica, não pagam impostos adicionais e o dinheiro lhes dá liberdade de ação.