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sábado, 16 de março de 2013

Justiça brasileira




Esta semana foi decisiva para casos policiais polêmicos, isso sempre acontece quando algum coronel da política, como Renan Calheiros, está na mira da sociedade. Julgamentos de casos polêmicos tiram a atenção e a força de ONGs que promovem as atividades de ativistas políticos e o Ministério Público.

01) Fernandinho Beira-Mar

Até Fernandinho Beira-Mar, quem diria, foi condenado novamente, dessa vez por comandar assassinatos de dentro da penitenciária de segurança máxima de Catanduvas, Paraná.

No caso específico de Beira-Mar, fica claro que há uma luta pelo poder, onde a marginalidade ameaça a autoridade corrupta da PPP. Naturalmente, ele não deverá sair vivo da prisão, até porque ele conseguiu desenvolver um pensamento corporativo muito peculiar, transformando o crime num universo poderoso e auto-sustentável, e isso assusta a PPP. 

Fernandinho Beira-Mar foi condenado a mais 80 anos, além da pena que ele já cumpria.

02) Mizael Bispo era sócio de Mércia Nakashima, advogada bem sucedida, também era o namorado dela. Amores, amores, negócios a parte.

O fim do romance entre uma mulher educada e de família, com um troglodita acostumado com a injustiça, só poderia terminar mal.

Mizael Bispo foi condenado a 20 anos de prisão.

03) Goleiro Bruno: 

Ao contrário de jogadores como Ronaldo, o outrora super-goleiro do Flamengo mostrou que não gosta muito de assumir as consequências de suas noitadas, pior para a desavisada Eliza Samúdio que sabia que iria morrer e deixou até um testamento de morte e justiça.

Assim como no caso Mércia, a tecnologia foi uma ferramenta valiosa para a justiça, dessa vez foi um vídeo que desencadeou uma justiça implacável, bem diferente da outra justiça que não gostaríamos de ver.

O goleiro Bruno foi condenado a 22 anos e três meses de prisão.

Todo culpado é inocente, até que a tecnologia prove o contrário.

Não é à toa que as cadeias estejam lotadas, afinal, na sociedade elitizada do Brasil, a polícia não protege, apenas exerce o seu poder de prender.

 - As pessoas arrumam encrenca, e acham que somos obrigados a resolver as encrencas de todo o mundo.

 - Você não tem medo de ver tantas pessoas armadas? 

 - Eu não, eu nunca fiz nada para ninguém. Eu sou apenas um policial?

 - Você nunca prendeu ninguém?

 - Sim, eu já prendi, mas só  depois do registro de uma denúncia.

 - Então a polícia nem precisa andar armada?

 - Precisa, sim. Já pensou se algum bandido resolve se vingar?

 - Mas você nunca fez nada para ninguém...

O caso Isabela Nardoni:

Isabela Nardoni foi um caso único na justiça, um crime premeditado pela provocação de uma mãe vingativa que já sabia que o pai era culpado, mesmo antes do crime ter ocorrido. Talvez tenha sido o único caso polêmico a ser resolvido em tempo recorde, graças a participação de celebridades que levaram a tal opinião "pública" a pressionar as autoridades responsáveis pelo caso.

Nunca se viu tantos peritos e profissionais da polícia envolvidos em um único caso. 

Não foi só um condenado, foram dois, o pai e a madrasta. Pessoalmente, eu acho que mais pessoas deveriam ser condenadas.

Faltou só o Renan Calheiros, Paulo Maluf, José Sarnei, Antônio Belinati, Jaime Lerner ... 

By Jânio



segunda-feira, 21 de maio de 2012

Mayara Petruso é condenada



O dia 16 de maio foi um dia histórico para a justiça brasileira, e para a sociedade brasileira também, Mayara Petruso, conhecida como a garota que queria afogar os nordestinos, foi condenada a um ano, cinco meses e 15 dias de reclusão. O Ministério Público já avisou que pretende recorrer da decisão da Justiça Federal, considerando tal pena branda demais.

Segundo a Justiça Federal, Mayara Petruso já teve muitos problemas por causa desse ato e por isso a pena seria reduzida.

Mayara perdeu o emprego, saiu da faculdade e passou a viver reclusa.

Essa explicação da justiça, para a redução da pena, já está sendo considerada polêmica, afinal, a justiça estaria considerando a justiça feita pelo povo e isso é perigoso.

Ironicamente, depois de convidar as pessoas para afogarem um nordestino, afirmando que nordestino não é gente, Mayara terá de aprender a ser gente.

Ela não ficará na cadeia, pagará uma multa irrisória de R$620,00, além de ter de prestar serviços à comunidade.

Eu já havia observado essa guerra racial e de classes que vinha crescendo em ritmos alarmantes na internet, na época das eleições e fiz a pergunta: "Quem será o primeiro burguês a cair ou sentir o sabor do próprio veneno?"

Eu li muitos comentários nada sutis, manifestações de uma sociedade que não assumia a culpa por todos os sofrimentos que seu sistema causou a sociedade durante séculos de história racista e discriminatória.

Nosso sistema não é só racista, nossos bilderbergers conseguiram reunir os afros e os pobres numa única classe, sem nenhuma chance de se defender. Mayara pagou pela classe, graças a sua falta de inteligência, indigna de viver no grupo de facistas mais hipócritas do qual ela pertence, mas que não são tão estúpidos quanto ela.

Mayara não tinha tantos seguidores no Twitter, onde fez as declarações, provavelmente também não era muito influente fora da rede, pelo contrário, era facilmente influenciável. Além disso, demonstrou o quanto a educação cidadã está atrasada.

Apesar da concentração das manifestações contrárias ao racismo e xenofobia, em Mayara, que não é inocente, eu alertei para um problema muito maior.

Mayara demonstrou um pensamento burguês que a elite prefere disfarçar, fazendo piadas discriminatórias. Até há pouco tempo atrás, haviam programas de humor, e uma linguagem politicamente incorreta bem mais tolerante pela sociedade.

A sociedade não mudou, apenas tornou-se mais discreta.

Como nós sabemos que a educação familiar, politica e social, está muito mais decadente, eu me pergunto como ainda não temos uma organização secreta mais perigosa.

Eu diria que as poucas pessoas indesejáveis para a elite, que conseguem alcançar o topo, seguem a cartilha imposta pelo sistema, por isso são toleradas. Elas são úteis e ajudam em sua causa maldita, mesmo sem saber.

O caso Mayara Petruso despertou um sentimento de revolta no povo, principalmente nos mais afetados por discriminações desse tipo, por isso a repercussão que teve.

A burguesia pode ter falado: "Essa história já encheu", mas esse fato serve também para nos lembrarmos que há câmeras nos filmando por toda parte e que mesmo sendo honestos e trabalhadores, estaremos sujeitos à erros e punições  que devemos evitar e que a educação e a família tem de ser repensados.

Ao errar, Mayara mostrou o que a burguesia pensa e que a sociedade já sabia mas só esperava uma oportunidade para pegar um burguês no flagra. Pior para a Mayara.

... e que venham outros flagras como esses.

By Jânio

Texto relacionado:

Mayara Petruso: A garota que queria afogar os nordestinos