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sexta-feira, 22 de março de 2013

Com pouca honra




Não está nada fácil promover mudanças no grito, nem mesmo as organizações obscuras de hackers tem conseguido muita coisa.

Lutamos tanto contra a censura na internet, mesmo assim, decisões foram tomadas sem o nosso consentimento.

No caso do Renan Calheiros, a briga está boa mas a cara-de-pau está falando mais alto. O perigo de que a sociedade abandone de vez a política, é muito grande.

Poucas pessoas acreditam no sistema político, participando ou arriscando ser candidatos. Denúncias, manifestações e cobranças podem se tornar cada vez mais raros, o crime pode estar a um passo de controlar tudo.

Um movimento obscuro tem sido detectado com o intuito de calar a voz da internet, censurando sites que critiquem de maneira direta o sistema, dando  nome aos bois. Com isso restarão poucos recursos com os quais possamos contar, entre eles está a TV, nossa grande inimiga, uma ferramenta mesquinha que trabalha descaradamente para o governo e que poderá voltar a ditar as verdades que lhe interessa sem dar a mínima para a lei.

Vai nos restar uma questão: Para que serve a honra?

Nossa história está repleta de fatos obscuros e é preciso pesquisar publicações de época que nem sempre são fáceis de encontrar, para que possamos descobrir de fato algumas verdades. A história recente do Brasil vai sendo escrita, filmada e editada pela TV, sem a mínima intenção de informar o que de fato ocorre, já que isso afetaria o principal patrocinador, o sistema político.

Renan Calheiros deu a volta por cima de todo um mar de m**** que ele fez e reapareceu no cenário político com estilo, no topo. Foi eleito indiretamente como um presidente, ou seja, exatamente como a política sempre foi no Brasil.

Através de Renan Calheiros, Paulo Maluf, José Sarney e tantos outros, descobrimos como esses políticos são úteis para o sistema, controlando as principais instituições do país, bem como projetos aos quais são destinados a maior parte do dinheiro brasileiro, dinheiro que inevitavelmente será desviado por empreiteiras, com a ajuda de consultores, lobistas e banqueiros corruptos.

Não, não dá mais para resolver tudo no grito, também não estamos dispostos a pegar as armas e promover uma revolução popular, então, vamos esperar para que alguma organização criminosa, com bandidos de verdade, e eu não estou falando de trombadinhas que assaltam velhinhas, decidam ir atrás de todo o dinheiro que já foi roubado. Vamos torcer para que essas organizações não façam acordões com os bandidos da política, porque só assim teremos uma sociedade normal, com criminosos assumidos e inteligentes, além de alguns mafiosos mortos, porque eu não aguento mais.

By Jânio

Renan Calheiros - a desgraça brasileira

A política torta do Brasil

Eu não acredito em teoria da conspiração

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Políticos com problemas na justiça

O massacre do sítio caldeirão

A crise da PPP

Ficha Limpa

Trinta anos de escândalos no Brasil


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Veteranos se oferecem para trabalhar em Fukushima




Um bom exemplo de vida japonês, foi a decisão dos veteranos se oferecendo para trabalhar na limpeza da usina nuclear de Fukushima.

Mesmo ficando comprovado que a radioatividade pode trazer consequências, os veteranos insistiram que poderiam e deveriam ajudar.

A força da tradição japonesa é comovente. Esses trabalhadores querem poupar os mais jovens de uma possível contaminação, o que afetaria a reprodução e a sua saúde.

Esse fato chamou tanto a minha atenção que foi difícil não comentar.

Diferente de velhos rabugentos políticos brasileiros, que só pensam em roubar, mesmo sabendo que não terão tanto tempo para gastar, ainda há bons exemplos no mundo, ainda há sabedoria.

Lembrei-me de brasileiros que trabalham no Japão, brasileiros conhecedores de sua tradição e cultura.

Segundo eles, o Japão sempre fora um país que valorizava a tradição, por isso não era tão desenvolvido tecnologicamente.

Longe da ambição imperialista ocidental, a maioria dos países orientais teve a sua cultura protegida. Não foram afetados pelo Império Romano, nem pelo imperialismo inglês ou americano.

Nem na época de Napoleão os japaneses correram riscos.

Quando o imperialismo japonês decidiu expandir, ao lado de Hitler, o país entrou na corrida tecnológica e sua cultura nunca mais foi a mesma.

Por mais disciplinados que possam parecer, os japoneses perderam boa parte de sua cultura nessa época.

Quando eu li uma história de índios norte-americanos, muito parecida com a história dos japoneses, foi difícil não me emocionar. A diferença é que a história desses índios já tem mais de quinhentos anos.

Durante as viagens, os índios nômades deixavam para trás os mais idosos. A decisão era tomada em nome dos mais jovens.

Essa tradição era seguida religiosamente e toda tribo sabia o que deveria fazer, quando chegasse a sua hora.

Os espanhóis se chocaram com os costumes dos incas, onde jovens mulheres virgens eram sacrificadas aos deuses. Ao invés de convencerem os incas sobre seus costumes, os espanhóis preferiram matá-los.

Segundo estudos, a maioria daquelas jovens morriam felizes, ao serem oferecidas aos deuses.

A maioria daquelas jovens de fato acreditavam em suas crenças e seguiam a suas tradições religiosas.

Não eram cerimônias frias, onde assassinos pegam suas filhas e as atiram ao precipício vulcânico, era um evento religioso, onde a jovem era a pessoa mais importante, aquela cuja pureza seria digna dos deuses.

Há dois mil anos atrás, o Cordeiro de Deus se ofereceu pelo perdão de nossos pecados. Mesmo há dois mil anos atrás, esse fato chocou profundamente os protagonistas de nossa história.

É preciso estudo para entender eventos dessa natureza, onde o sacrifício de uma pessoa implica na vida eterna de muitas outras, onde é preciso acreditar em seu sacrifício para que a religião faça sentido.

Vivemos numa época difícil, onde não há respeito, visão de conceitos morais e as religiões perderam o sentido.

Quando algumas pessoas tomam certas decisões, difíceis de serem entendidas para a maioria de nós, são sinais de que a tradição, religião e a honra estão muito além da morte.

By Jânio