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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Vaticano e China estão próximos de acordo histórico sobre nomeação de bispos



O Vaticano e a China estão próximos de alcançar um acordo histórico sobre a nomeação de bispos, informou o cardeal de Hong Kong, John Tong Hon, em matéria publicada nesta sexta-feira (10) pelo jornal católico Sunday Examiner, daquela cidade. De acordo com o religioso, as duas instituições conseguiram atingir um consenso inicial para a retomada das relações bilaterais, que foram cortadas em 1951. Esse consenso definiu que é o papa da Igreja Católica quem dá a palavra final sobre a nomeação dos bispos na China. As informações são da agência de notícias italiana Ansa.

"Um grupo de trabalho foi instituído e, através dele, ambas as partes buscam resolver os problemas acumulados. [O principal] é a nomeação dos bispos. Depois de uma série de conversas, chegou-se a um consenso preliminar que levará a um acordo sobre a nomeação dos prelados", informou Hon.

Desde a década de 1950, existe na China uma igreja cristã oficial, e a Igreja Católica de Roma atua quase na clandestinidade. Com isso, as nomeações de bispos para as dioceses chinesas são feitas pelo governo e não pelo pontífice, como é tradicional em todas as partes do mundo.

"Segundo a doutrina católica, o papa é a mais alta autoridade na nomeação de um bispo. Se o papa tem a última palavra sobre a dignidade e a idoneidade de um candidato episcopal, as eleições da Igreja local e as recomendações da Conferência Episcopal da Igreja Católica na China serão simplesmente uma maneira de repassar informações", acrescentou o cardeal de Hong Kong.

A Conferência Episcopal da Igreja Católica na China, além de não ser reconhecida pelo Vaticano, comumente dá "conselhos" aos cristãos que nada têm a ver com a doutrina da Igreja Católica. Por exemplo: na última reunião da entidade, em dezembro passado, um dos principais líderes do governo chinês, Yu Zhengsheng, discursou e pediu que os católicos chineses promovessem o "comunismo e o patriotismo" pela religião.

No entanto, desde que o papa Francisco assumiu a liderança da Igreja Católica, ele vem tentando acelerar as negociações para pôr fim – ou amenizar – as divergências em prol dos católicos do país. Sobre os sete bispos nomeados recentemente sem autorização do Vaticano, o cardeal lembra que eles "escreveram para o papa e disseram estar dispostos a pedir perdão". Questionado sobre os temores de um envolvimento do Vaticano com um Estado que limita a liberdade de culto, Tong disse que permitir que o líder da Igreja nomeie os bispos é "uma liberdade fundamental".

"A Igreja nos ensina a escolher o menor de dois males. Portanto, sob o ensinamento do princípio do realismo que o papa Francisco ensina, é claro qual o percurso que a Igreja Católica na China deve percorrer", finalizou o cardeal.

Agência de Notícias



terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Acordo EUA e Europa mudará o mundo



A liberdade  do Reino Unido para enfrentar as mudanças climáticas ou proteger os consumidores poderia estar em perigo por causa de um acordo de livre comércio que os EUA e a Europa estão negociando, segundo advertiram os parlamentares e grupos de oposição.

Em virtude de um projeto apoiado pela Comissão Européia e empresas multinacionais, que lhe dariam amplos poderes para demandar aos governos da UE que adotam políticas públicas, consideradas discriminatórias contra o livre comércio.

Ativistas alertam que os acordos comerciais similares em outras partes do mundo fizeram com que os países adotassem políticas contra a sociedade, tais como as leis contra o tabaco, por considerá-las prejudiciais ao investimento estrangeiro.

Este é o caso da Austrália, que atualmente está sendo processada pela Philip Morris pela introdução de maços de cigarros fora do padrão, e do Canadá, que está sendo processado pela empresa farmacêutica americana, Eli Lilly, por  revogar as patentes de medicamentos com o argumento de que seus benefícios podem ter sido exagerados.

É difícil ver como isso poderia ameaçar seriamente a soberania do Governo do Reino Unido e de seu sistema legal, disse Zac Goldsmith, conservador britânico, segundo o "The Independent".

Mais de 200 organizações de toda a UE, incluindo a Greenpeace e War on Want, escreveram uma carta conjunta aos negociadores do acordo de livre comércio entre a Europa e os EUA para exigir a retirada de soluções polêmicas entre investidores e o estado (ISDS, por sua sigla em Inglês) do tratado final.

"O ISDS é uma rua de mão única, onde as empresas podem questionar as políticas do governo, mas nem os governos e nem os indivíduos têm direitos comparáveis para responsabilizar as empresas pelos seus atos e consequências", diz a carta de protesto enviada pelas organizações europeias.

Fonte: RT

Blocos de países ricos

Blocos de países latino-americanos

ALBA - Aliança Bolivariana  para as Américas


domingo, 15 de dezembro de 2013

Supercomputador brasileiro




A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, anunciou quinta-feira a intenção de seu país em desenvolver um supercomputador para pesquisas em áreas estratégicas.

Durante a visita de dois dias ao país sul-americano, do presidente  francês, François Hollande, Brasil e França firmaram um acordo de cooperação que prevê a compra de um supercomputador, assim como a transferência de tecnologia para que uma empresa brasileira em cooperação com a Bull francesa possam desenvolver a próxima geração desses computadores.

"Apenas 10 países tem a capacidade de construir esse equipamento, o Brasil entra nesse seleto grupo e vai desenvolver atividades de pesquisa em áreas estratégicas". disse Rousseff a respeito, citada pela AP.

Segundo o Ministro da Ciência e Tecnologia brasileiro, Luiz Antônio Elias, trata-se de uma estrutura computacional  de alto desempenho que permite desenvolver aplicações para áreas estratégicas como petróleo e gás, educação, previsões do tempo e avaliação geográfica do país. Elias disse que o supercomputador terá o valor de 30 milhões de euros (41 milhões de dólares), mas disse que esse montante não inclui os custos de outros aspectos da cooperação.

Outro acordo firmado durante a visita de Hollande contempla a criação de uma empresa mista, joint venture, para a fabricação de equipamentos militares, com a participação da brasileira Odebrecht e a francesa DCNS.

Os dois países também firmaram um acordo para a construção e lançamento de um satélite de comunicações, geoestacionário, de defesa e comunicações estratégicas.

Fonte: RT

Comentário: Todos nós conhecemos a história do computador de grande porte brasileiro, desenvolvido na época do governo militar, conhecido como COBRA. Apesar do computador não ter conseguido vencer a concorrência, mesmo tento a proteção do governo nesse mercado, a área de software para supercomputadores continuou imbatível a nível internacional. Até grandes empresários como George Lucas, Hollywood, usa sistemas brasileiros em seus trabalhos.

Uma demonstração da capacidade dos brasileiros no campo de informática está presente na NASA, onde um brasileiro é o principal analista/programador, e na Facebook, onde um brasileiro bilionário é dono de 4% ou 5%, não me lembro bem.

É interessante como bem antes das primeiras faculdades de computação no país, já haviam analistas e programadores a nível internacional. A chegada dessas faculdades atendeu ao mercado elitizado que exigia certificação, mas o mercado informal ainda é destaque, com profissionais autônomos dando aulas para especialistas, principalmente em termos de performance de software, que é o calcanhar de aquiles da informática.

Fora isso, o brasil possui muita mão-de-obra barata, inclusive ociosa, como é o caso dos crackers. O brasil é um dos maiores, se não o maior, em quantidade de piratas virtuais.

Ao contrário das áreas sociais, administradas pelos compadres políticos, onde o governo nunca conseguiu investir de maneira segura, a área de tecnologia é controlada por grandes instituições e é fácil de ser controlada, mesmo com a participação da iniciativa privada.  

O Brasil poderia no futuro, entrar no mercado de servidores, onde os EUA dominam, oferecendo o melhor preço, mas que não oferece nenhuma privacidade para seus clientes, e os governos estrangeiros terão de ter seus próprios servidores, caso queiram segurança em seus dados sigilosos.

Eu só não sei se a privacidade nos dados do governo é um bom negócio para os pobres, entretanto, o governo americano já sabe o suficiente, depois de espionar o Brasil durante tantos anos, então, está tudo certo.

Comentário: By Jânio

 Supercomputador da China

Física quântica vai revolucionar a internet

Nova internet preocupa FBI




sábado, 28 de julho de 2012

Brasil e Argentina impedem o crescimento da América Latina



O Banco Mundial disse que o Brasil e Argentina estão impedindo o crescimento da América Latina. O Banco reduziu de 3,6% a previsão de crescimento, para 3,5% para este ano, na América Latina.

O Banco Mundial (BM) rebaixou, hoje, em um décimo suas previsões de crescimento na América Latina em 2.012, além de alertar para a desaceleração da economia brasileira e argentina.

Segundo seu último informativo sobre as perspectivas econômicas mundiais, o BM rebaixou de 3,6% para 3,5% a previsão de crescimento para esse ano, destacando os "ventos contrários" procedentes das tensões na Europa que provocaram um declínio dos preços das matérias-primas e fluxo de capital na região.

Uma das razões que mais pesa nessa previsão que explicam esses dados é a perspectiva de crescimento para o Brasil, a principal economia da região, prevista para fechar o ano de 2.012 em 2,9%, meio ponto abaixo das previsões de janeiro, que eram de 3,4%, segundo essa agência.

De acordo com esse contexto, a situação externa é séria e, de acordo com o Banco Mundial, é uma das causas da desaceleração do crescimento no Brasil. No entanto, a agência também aponta para um retorno de crescimento em 2.013, como resultado de forte investimento previsto para a Copa do Mundo de 2.014, além da expansão das políticas monetárias.

Enquanto isso, a agência prevê uma desaceleração significativa na Argentina, durante esse ano. Segundo o relatório, este país sul-americano vai enfrentar essa desaceleração devido a uma menor demanda interna e parceiros comerciais fracos, especialmente o Brasil.

O México, outra das grandes economias latino-americanas, registraram um pequeno aumento da atividade econômica deste ano. Além disso, o BM indica que, apesar da ligeira queda nos preços da energia fornecidos durante o ano, os grandes exportadores de petróleo e gás da região, incluindo o Equador, Bolívia e Venezuela, mantiveram bom ritmo.

Enquanto em países de renda alta, o Banco mundial não muda seus prognósticos de que o crescimento continuará fraco (1,4% em 2.012), neste último relatório o BM prevê um crescimento em países em desenvolvimento em queda, ou seja, continuará crescendo mas num ritmo menor, 5,3%, um décimo menor que a previsão de janeiro.

Para essas nações, o organismo internacional apela para a luta contra as vulnerabilidades e os aconselha a reduzir sua dívida de curto prazo, reduzindo o déficit fiscal e e recuperando uma política monetária mais neutra.

Fonte: RT-TV

Comentário: É a primeira vez que eu vejo o Brasil e Argentina de mãos dadas.

Depois de a Argentina estatizar empresas de petróleo, começa a bater de frente com a comunidade econômica internacional. Já a insistência em afirmar que o Brasil está com problemas econômicos, eu diria que isso se deve ao fato de o Brasil estar blindando sua economia contra a especulação.

Tanto o Brasil quanto a Argentina estão praticando políticas bilaterais com a China. A China tem conquistado países socialistas, como Brasil e Argentina, e países capitalistas de direita, como Austrália e Japão.

Não dá para fechar os olhos para uma super economia que consegue mão-de-obra extremamente barata, elaborando estratégias que combinam desde o socialismo e capitalismo, até práticas tradicionais de expansão de influência econômica, típicas de instituições como FMI e Banco Mundial, fazendo alianças e oferecendo crédito a todos os seus parceiros, fazendo com que eles se tornem fortes e não afetem a sua própria economia e a sua demanda por matérias-primas, por causa da crise mundial.

Comentário: By Jânio