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terça-feira, 11 de outubro de 2016

Banco Central deve emprestar até dez bilhões ao FMI



Kelly Oliveira - Repórter da Agência Brasil
Brasília - O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O presidente do Banco Central, Ilan GoldfajnArquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Brasil poderá pela primeira vez fazer empréstimo ao Fundo Monetário Internacional (FMI) por meio de acordo bilateral. Na última semana, na reunião do FMI em Washington, o presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, assinou o acordo bilateral e poderá emprestar até US$ 10 bilhões, se for necessário.

O total desta nova rodada de acordos bilaterais, que conta com a adesão de 26 países, é de US$ 360 bilhões, informou o BC. O Brasil ainda não tinha participado desse tipo de acordo.

Entretanto, não é a primeira vez que o Brasil contribui com recursos de empréstimo para o FMI. O Brasil é credor do FMI desde 2009. Atualmente, o Brasil participa de um acordo semelhante aos acordos bilaterais, chamado de New Arrangements to Borrow (NAB), uma espécie de arranjo multilateral de empréstimo. Esse arranjo é composto atualmente por 40 membros e está vigente desde 2011.

O acordo bilaterial tem prazo final em dezembro de 2019, podendo ser prorrogado até 2020, se houver consentimento dos países. O último recurso que o FMI usa vem dos acordos bilaterais, caso haja necessidade. Segundo o BC, até hoje o FMI não utilizou nenhum recurso de acordos bilaterais. O recurso principal do FMI são as quotas. Depois delas, o FMI usa os recursos do NAB.

O BC explicou que, caso o FMI precise dos recursos previstos no acordo, o dinheiro não sairá das reservas internacionais. "As operações financeiras com o FMI não implicam diminuição das reservas internacionais".

As operações com o FMI representam simplesmente uma mudança na composição de nossas reservas, uma vez que a operacionalização do acordo bilateral com o fundo se dá por meio da compra de ativos do organismo internacional. Tais ativos são remunerados à taxa DES (taxa calculada com base em instrumentos financeiros dos cinco países-membros participantes da cesta DES – EUA, Japão, Reino Unido, Área do Euro e, agora, China). Ou seja, mesmo no caso em que os acordos bilaterais recém assinados sejam porventura utilizados pelo FMI, não há qualquer redução no montante de reservas internacionais", informou.

Edição: Maria Claudia

Agência Brasil



quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Brics - Países que mais pagam juros



Em segundo, vem a China, com taxa real de 3,41%. Em terceiro está a Índia, com 2,27%, seguida pela Rússia (1,98%) e a Hungria (1,79%).

A taxa selic do Brasil que estabilizou em 11%, já chegou a atingir 26% no governo FHC, durante a especulação. O governo Lula inverteu a tendência de alta, inclusive pagando totalmente a divida com o FMI e ficando pouca dívida com o Banco Mundial. Entretanto, a polêmica começou porque a dívida externa foi trocada pela dívida interna, e a dívida interna continua sendo a maior da história.

Fonte dos números: UOL

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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Mafioso do Banco Econômico é condenado




Tribunal Federal condenou o ex-dono do Banco Econômico, Ângelo Calmon de Sá, e o ex-vice presidente do Banco, José Roberto de Azevedo. Calmon de Sá foi condenado a sete anos, em regime semi-aberto, enquanto seu vice recebeu a pena de oito anos. Os condenados ainda podem recorrer da sentença.

De acordo com o Ministério Público, o Banco Econômico efetuou empréstimos fraudulentos e remessas ilegais para o exterior, o rombo nos cofres públicos chega a 98 bilhões de reais.

O Banco Econômico recebia dinheiro do Program de Estímulo à Reestruturação e ao fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (PROER)  criado por FHC. O Banco sofreu intervenção em 1.995 e entrou em liquidação judicial no ano seguinte.

Segundo apurado pelas investigações, o banco controlava uma outra instituição no exterior, os empréstimos fraudulentos tinham como destinatário o próprio Calmon de Sá. As operações causaram a falência do banco, causando prejuízo à milhares de clientes.

O banqueiro se livrou de outras penas por ter mais de setenta anos e dificilmente ficará preso por muito tempo, já que poderia morrer de velhice enquanto cumpre a pena.

Recuperar tanto dinheiro é uma tarefa quase impossível, mas foi assim que as riquezas do Brasil foram roubadas durante quinhentos anos, na maioria das vezes por velhos criminosos como Maluf, Sílvio Santos. Roberto Marinho sempre foi beneficiado pelo sistema e a Rede Globo foi criada com financiamento público e controlada por empresas multinacionais, com o objetivo de monopolizar a informação (Roberto Marinho já morreu, mas a família aprendeu muito bem com negociar com empresas como a FIFA, que sabe que por trás das transmissões, há muitas negociatas que rendem milhões).

Prender banqueiro não é fácil, veja como esse banqueiro corrupto vem sendo preso ao longo dos anos:

"Ângelo Calmon de Sá é um ex-banqueiro brasileiro. Foi ministro da Indústria e Comércio durante o governo de Ernesto Geisel. Ficou conhecido quando o Banco Econômico sofreu intervenção no ano de 1995.

Condenação

Ângelo foi condenado a treze anos e quatro meses de prisão em regime fechado pela Justiça Federal no dia 3 de outubro de 2007, mais de doze anos após a intervenção, por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. O ex-vice-presidente José Roberto David de Azevedo também foi condenado e recebeu uma pena de seis anos, também em regime fechado.

Na sentença, o juiz considerou Ângelo o principal estrategista das irregularidades. "Promotor e mandante dos fatos da denúncia, além de destinatário dos recursos ilicitamente captados no exterior e desviados para o banco, em última análise, em seu próprio benefício", disse o juiz.

Porém em entrevista com Mário Kertéz no dia 10/04/08, completando sua terceira etapa da entrevista. Afirmou não ter passado de uma perseguição politica, além de ser uma ação violenta do Banco Central, deixando assim cinco milhões de clientes, do Banco Econômico, durante nove meses sem saber do paradeiro do dinheiro, acusando Ângelo Calmon de Sá de o ter desviado. Inclusive a Rede Globo que tinha sua conta principal no Banco Econômico, junto com o seu elenco".

Fonte: Wikipedia

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sábado, 28 de julho de 2012

Brasil e Argentina impedem o crescimento da América Latina



O Banco Mundial disse que o Brasil e Argentina estão impedindo o crescimento da América Latina. O Banco reduziu de 3,6% a previsão de crescimento, para 3,5% para este ano, na América Latina.

O Banco Mundial (BM) rebaixou, hoje, em um décimo suas previsões de crescimento na América Latina em 2.012, além de alertar para a desaceleração da economia brasileira e argentina.

Segundo seu último informativo sobre as perspectivas econômicas mundiais, o BM rebaixou de 3,6% para 3,5% a previsão de crescimento para esse ano, destacando os "ventos contrários" procedentes das tensões na Europa que provocaram um declínio dos preços das matérias-primas e fluxo de capital na região.

Uma das razões que mais pesa nessa previsão que explicam esses dados é a perspectiva de crescimento para o Brasil, a principal economia da região, prevista para fechar o ano de 2.012 em 2,9%, meio ponto abaixo das previsões de janeiro, que eram de 3,4%, segundo essa agência.

De acordo com esse contexto, a situação externa é séria e, de acordo com o Banco Mundial, é uma das causas da desaceleração do crescimento no Brasil. No entanto, a agência também aponta para um retorno de crescimento em 2.013, como resultado de forte investimento previsto para a Copa do Mundo de 2.014, além da expansão das políticas monetárias.

Enquanto isso, a agência prevê uma desaceleração significativa na Argentina, durante esse ano. Segundo o relatório, este país sul-americano vai enfrentar essa desaceleração devido a uma menor demanda interna e parceiros comerciais fracos, especialmente o Brasil.

O México, outra das grandes economias latino-americanas, registraram um pequeno aumento da atividade econômica deste ano. Além disso, o BM indica que, apesar da ligeira queda nos preços da energia fornecidos durante o ano, os grandes exportadores de petróleo e gás da região, incluindo o Equador, Bolívia e Venezuela, mantiveram bom ritmo.

Enquanto em países de renda alta, o Banco mundial não muda seus prognósticos de que o crescimento continuará fraco (1,4% em 2.012), neste último relatório o BM prevê um crescimento em países em desenvolvimento em queda, ou seja, continuará crescendo mas num ritmo menor, 5,3%, um décimo menor que a previsão de janeiro.

Para essas nações, o organismo internacional apela para a luta contra as vulnerabilidades e os aconselha a reduzir sua dívida de curto prazo, reduzindo o déficit fiscal e e recuperando uma política monetária mais neutra.

Fonte: RT-TV

Comentário: É a primeira vez que eu vejo o Brasil e Argentina de mãos dadas.

Depois de a Argentina estatizar empresas de petróleo, começa a bater de frente com a comunidade econômica internacional. Já a insistência em afirmar que o Brasil está com problemas econômicos, eu diria que isso se deve ao fato de o Brasil estar blindando sua economia contra a especulação.

Tanto o Brasil quanto a Argentina estão praticando políticas bilaterais com a China. A China tem conquistado países socialistas, como Brasil e Argentina, e países capitalistas de direita, como Austrália e Japão.

Não dá para fechar os olhos para uma super economia que consegue mão-de-obra extremamente barata, elaborando estratégias que combinam desde o socialismo e capitalismo, até práticas tradicionais de expansão de influência econômica, típicas de instituições como FMI e Banco Mundial, fazendo alianças e oferecendo crédito a todos os seus parceiros, fazendo com que eles se tornem fortes e não afetem a sua própria economia e a sua demanda por matérias-primas, por causa da crise mundial.

Comentário: By Jânio