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quarta-feira, 8 de março de 2017
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Conspiração confederativa
Conspiração federativa é um termo que eu criei para designar uma das facetas do sistema ocidental do poder de governar, muito útil para o capitalismo e para o sistema elitizado. Eu descobri isso aos oito anos, no início da terceira série.
Quando iniciávamos o período letivo, era comum que todos nos emocionássemos ao ver o livro com o qual estudaríamos todo o ano. Eu lia todo o livro e, apesar de não entender muita coisa, história não tinha muito segredo.
A professora perguntou - O que vocês acharam do novo livro com o qual vocês irão estudar a terceira série?
- O livro é muito bom, pena que seja tão sem importância - respondi.
- Por que o livro é tão sem importância? - perguntou novamente a professora.
- Eu notei que não há nenhum feriado estadual, nenhum evento estadual é importante o suficiente para se justificar um feriado.
Nessa época, foi apenas uma observação, mas hoje eu vejo alguns intelecturais revelando a importância da integridade nacional em seus blogs.
Se os estados tivessem os seus próprios feriados, como em outros países, o Brasil não se sustentaria, e é por isso que não há o reconhecimento de datas históricas estaduais. Resumindo: é tudo manipulação da elite.
Apesar dessa proibição, os estados do Rio de Janeiro e São Paulo encontraram uma saída para defender suas características estaduais, tornando-se tão forte quanto a união confederada.
Acontece que o que é proibido para as confederações, não é proibido para as cidades, devido ao fato de as cidades não terem tanta representatividade política, econômica, territorial, etc. Os principados são exceções.
Assim, São Paulo tem a sua capital, também chamada São Paulo, o mesmo acontecendo com o Rio de Janeiro.
O eixo rio-são paulo tem importância tal que conseguiu organizar o governo militar, que mais tarde promulgaria a sua própria constituição, base para a nossa burocracia de hoje.
A burguesia se arrependeu de ter organizado o tal sistema, mas essa era a única forma de derrubar a democracia que reinava no país e que discursava muito sobre temas polêmicos, inclusive sobre a tal reforma agrária, que nunca veio mas que tem sido defendida pelos sem-terras.
Apesar de minhas ideias sobre esse período conturbado de nossa história serem polêmicas, uma realidade não pode ser negada: nenhum sistema consegue se sustentar sem o apoio da alta burguesia e das forças armadas.
A abertura política foi a chance que os ricos tiveram para reestruturar o sistema ao seu favor, atingindo finalmente o seu objetivo, mas trouxe como consequência a corrupção política.
Hoje, os super-bilionários estão concentrados nessa região que mais recebeu investimentos na história, mas que está prestes conhecer um crash tupiniquim.
A primeira vitória do socialismo brasileiro, pós governo militar, PSDB, não convenceu, e as ideias de esquerda defendendo globalização não ficaram bem em seu currículo. Aí, foi a vez do outrora partido radical, PT, que, apesar de ceder ao sistema elitizado, cometeu alguns acertos (erros politicamente corretos), como deixar a Polícia Federal trabalhar, e se aproveitar de vez do populismo político, estratégia típica da política brasileira, inclusive da direita e dos militares.
Uma mudança importante foi abandonar temporariamente o foco da política, que concentrava-se no eixo rio são-paulo, para o norte-nordeste, ou seja, o governo trocou a região mais rica pelas regiões mais pobres, mesmo que isso não mudasse o preço do dólar. Acredite, mexeram no preço do dólar também, mas esse não é o foco do post, se bem que as regiões norte e nordeste também são, hoje, o principal objetivo dos investidores estrangeiros, apesar de isso não aparecer em nenhuma mídia.
Aliás, a Rede Globo perdeu o monopólio do patrocínio do governo, não que isso tenha melhorado muito, afinal, o SBT é do grupo que lavou quatro bilhões e meio de reais da Caixa Econômica Federal.
... e finalmente o governo do PT está prestes a atingir a unanimidade, mesmo com a burguesia contra. Acontece que a aristocracia não precisa mais da burguesia, pelo menos aparentemente.
... a não ser que a burguesia vá para o lado que pagar mais, quando então teríamos um poder paralelo e obscuro, sendo que os menos favorecidos sempre pagarão um preço maior.
Mudanças radicais não interessam para aristocracia, tornam o sistema instável. Até agora eles tiveram sucesso, com a ajuda das mídias de massa, a burguesia perdeu a primeira batalha.
Mas esse jogo está longe de acabar, deixou de seu apenas um jogo político, já que a internet conseguiu superar a TV, tornando a sociedade muito mais complexa de ser manipulada. Nem os realities shows conseguem convencer mais.
O Brasil está longe de conhecer uma crise confederativa, como acontece em vários países, mas a nossa história está se tornando muito interessante, principalmente se o PT conseguir vencer na próxima eleição para governador.
By Jânio
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quinta-feira, 7 de abril de 2011
Homem invade escola no Rio e atira em várias crianças

Mais uma vez o Rio de Janeiro sentiu a tristeza de uma tragédia, os habitantes da cidade maravilhosa mal se recuperam de uma calamidade, e tem de conviver com outra.
Dessa vez a tragédia não foi natural, mas há quem discorde - Será que o homem não faz parte da natureza?
Fato: Um psicopata invadiu uma escola em Realengo, bairro do Rio, e disparou contra várias crianças. Segundo uma das crianças, enquanto o assassino recarregava a arma, elas teriam conseguido fugir.
Um policial militar que realizava uma operação a duas quadras dali, foi o primeiro a chegar e a impedir que o assassino chegasse a outras crianças.
O assassino era um ex-aluno dessa mesma escola, considerada uma escola tradicional. Ele teria se aproveitado da comemoração dos quarenta anos da escola para entrar com facilidade, alegando que iria dar uma palestra.
Várias crianças foram atingidas pelos disparos e algumas dessas crianças, infelizmente, não suportaram os ferimentos causados pelos tiros.
A chacina provocou muita discussão durante este dia 07 de abril de 2.011, sendo manchete dos jornais e sites do mundo inteiro.
Quando eu disse que o Oriente Médio não deveria ter o Brasil como exemplo para sua Democracia, eu não estava brincando, e não é só a democracia. Essa nova tragédia no Rio chegou a ser noticiada pelo maior jornal Árabe Al Jazeera.
Pessoas que ajudaram a socorrer as vítimas, perderam a noção da etiqueta e deixaram no ar alguns detalhes de nossa sociedade normalmente imperceptíveis.
"Eu comecei a parar os carros para levar as vítimas para o hospital, só em um carro eu "joguei" seis crianças" - Disse uma das pessoas.
Nem o Governador Sergio Cabral manteve a compostura, chamando o assassino de psicopata e animal.
Chamar assassinos de animais é muito comum em nossa sociedade, e eu entendo muito bem o que isso significa. Mas quando provocamos a sociedade, ao afirmar que certos animais levam uma vida mais civilizada, todos ficam indignados.
O homem é um animal, pelo menos para a ciência, mas a polêmica não para por aí. A sociedade só fica satisfeita quando assassinos como esse são mortos, isso também é compreensível.
Assassinos mortos não oferecem mais perigo para a sociedade, nós sabemos muito bem da qualidade de nossa infraestrutura e da incapacidade de manter o assassino preso.
Se o assassino ficar vivo, será considerado um "animal", ficará de vinte e cinco a trinta anos na cadeia, no período máximo; se morrer, será considerado um psicopata, doente mental, alguém que deveria estar num hospício.
Na carta deixada pelo assassino, especialistas puderam identificar traços de personalidade psicótica, mas isso não pode explicar tamanha tragédia, nada pode.
Chacinas como essa, ocorrida no rio, tem sido registradas pelo mundo inteiro mas, como sempre lembramos, a infra-estrutura de lá é melhor que a infraestrutura de cá.
Uma das reações imediatas das autoridades, foi lembrar das campanhas de desarmamento, onde a polícia recolhe as armas das pessoas para, em seguida, serem entregues para os bandidos. Trata-se de uma transferência digna da "PPP".
Faz parte da natureza elitista, culpar a sociedade pelos problemas provocados pela incopetência das próprias autoridades. Querem proibir as pessoas de andarem armadas, como se elas fossem as culpadas por tudo o que ocorre no mundo.
Essa chacina não deve ser confundida com criminalidade em geral, o assassino era doente, e não era o único. Se os pais que não ficarem atento ao comportamento dos próprios filhos, correm o risco de serem mortas pelos próprios.
Nossa programação de tv, internet, jornais, rádios e todos o meios de comunicação, são canais abertos ao público, cabe aos pais orientarem seus filhos. Não adianta dizer que são as más-conpanhias, um bom filho deve saber com quem anda e de suas consequências.
Eu não uso armas, sou contra as armas, mas também sou contra a proibição do uso dessas armas. Eu não acho que as chacinas devam ser usadas como pretexto para a proibição das armas, chacinas ocorrerão frequentemente pelo mundo, mesmo assim, são uma exceção a regra, diferentemente de outras ocorrências policiais.
O que deve ser discutido são as responsabilidades: Responsabilidades dos pais, Estado e toda a sociedade como um todo.
Não é só a programação da tv a culpada, nunca foi, a culpa é da falta de acompanhamento das crianças cada vez mais mimadas. Nossas tvs nunca deveriam ser utilizadas como babás eletrônicas, nem a sociedade deve ser responsabilizada pelo comportamento de uma única criança.
Eu acredito que as escolas do futuro, nos primeiros anos de educação escolar, deverão apresentar um relatório do comportamento de cada criança. Não é na delegacia o lugar ideal para verificar o comportamento de um cidadão, é em sua escola, em sua casa...
Sempre existiu noções de psicologia na formação dos professores, eu penso estar na hora dos psicólogos estarem mais presentes nas escolas.
Muita gente talvez até não saiba, mas há pessoas que usam remédios tarja preta. A falta do uso desses remédios, quando são para o cérebro, pode causar instabilidade psicológica.
A pergunta é: Quem deverá ser responsabilizado pelo acompanhamento dessas pessoas, portadoras de doenças congênitas?
Será que a saída é trancá-las no hospício, ou será que é o acompanhamento que deve ser observado?
Nós sabemos que uma pessoa normal, em seus dias normais, cumprem rigorosamente suas obrigações, inclusive tomar medicamentos, sabemos também que nem sempre estamos em nossos dias normais.
Enquanto a sociedade se torna cada vez mais doente e dependente de produtos e alimentos químicos, várias questões surgem e devem ser respondidas o mais rápido possível.
Em meio a violência do dia-a-dia, em países como o Brasil, vivemos o nosso "admirável mundo novo", cada um protegendo-se a sua maneira, até que algo foge ao controle, aí, uma tragédia acontece.
By Jânio.
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