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sexta-feira, 27 de março de 2015

Lava-jato - Polícia federal prende dono da Galvão Engenharia




Ivan Richard - Repórter da Agência Brasil Edição: Armando Cardoso

A Polícia Federal (PF) prendeu hoje, em mais uma etapa da Operação Lava Jato, o acionista e presidente do Conselho de Administração do Grupo Galvão, controlador da empreiteira Galvão Engenharia, Dario de Queiroz Galvão Filho. Também foi preso Guilherme Esteves de Jesus, apontado pelo Ministério Público Federal como operador dos pagamentos de propina da empresa Sete Brasil, que tem contratos com a Petrobras.
Dario de Queiroz Galvão Filho foi preso em casa, em São Paulo, e Guilherme Esteves, no Rio de Janeiro. Cumprindo mandado do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava jato, os agentes da PF também cumpriram mandados de busca e apreensão nos locais onde ocorreram as prisões.

Juiz Sérgio Moro participou do Primeiro Seminário Nacional sobre Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro. Não falou com a imprensa sobre a Operação Lava Jato, disse que legalmente não pode falar sobre casos abertos
A Polícia Federal cumpriu mandado do juiz Sérgio Moro  Akemi Nitahara/Repórtera Agência Brasil

Na quarta-feira (25), as empresas Galvão Engenharia e Galvão Participações, vinculadas ao Grupo Galvão, apresentaram à Justiça do Rio de Janeiro pedido de recuperação judicial. Comunicado da empresa a colaboradores, fornecedores, clientes, parceiros de negócios e acionistas informou que foram e serão tomadas “todas as medidas necessárias ao restabelecimento das condições operacionais e financeiras” das empresas e, no tempo mais breve possível, o grupo retornará “plenamente” às atividades.
Uma das empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção investigado pela Lava Jato, a Galvão Engenharia informou, ainda, que a atual situação foi agravada pela inadimplência de alguns de seus principais clientes, entre eles a Petrobras.
Por meio de nota, a Petrobras esclareceu que está em dia com suas obrigações contratuais e que os pagamentos dos compromissos reconhecidos com as contratadas são realizados de acordo com a legislação vigente e os prazos contratuais. "Eventualmente, empresas contratadas apresentam pleitos de pagamentos adicionais, que são submetidos a avaliação. Eventuais pleitos não representam a existência de dívida por parte da Petrobras", ressaltou a nota.
A prisão preventiva de Dario de Queiroz Galvão Filho foi requerida pelo Ministério Público Federal (MPF), com base em depoimentos colhidos em outras etapas da Lava Jato, inclusive de delação premiada. No despacho, o juiz da 13ª Vara Federal em Curitiba esclareceu que seria “estranho” manter a prisão preventiva de Erton Fonseca, presidente da Divisão Industrial da Galvão Engenharia, e deixar em liberdade “aquele a quem as provas em cognição sumária apontam como mandante”.
No documento, Moro citou depoimento do engenheiro civil Shinko Nakandakari, acusado de ser um dos operadores do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato. Nakandakari afirmou que Dario Galvão Filho tinha conhecimento do pagamento de propina e que Erton Fonseca era subordinado a ele.
“Apesar da presunção de inocência e da excepcionalidade da prisão cautelar, a medida se justifica diante dos indícios supervenientes de que era Dario Galvão, como mandante, o principal responsável pelos crimes no âmbito da Galvão Engenharia”, argumentou Sérgio Moro.
Sobre Guilherme Esteves de Jesus, o magistrado ressaltou que, além das provas de materialidade e autoria de crimes de corrupção e de lavagem, pesou o fato de ele ter suprimido documentos do local onde agentes da PF cumpriram mandado de busca e apreensão no dia 5 de fevereiro.
“As atividades de Guilherme Esteves de Jesus inserem-se neste contexto, já que está presente, em cognição sumária, prova de seu envolvimento direto em crimes de corrupção e lavagem de dinheiro de cerca de US$ 8 milhões, com destinação das propinas a dirigentes da Petrobras e da Sete Brasil”, salientou Moro.
Conforme o despacho, no dia seguinte ao cumprimento de um mandado de busca e apreensão na casa do operador de pagamento de propina pela empresa Sete Brasil, ele tentou sacar R$ 300 mil de sua conta bancária. De acordo com o MPF, a Sete Brasil ganhou licitação da Petrobras para construção de sonda e negociou com vários estaleiros. Seis sondas foram negociadas com o Estaleiro Jurong.
“Cada estaleiro tinha seu responsável pelo pagamento de propinas. Guilherme Esteves de Jesus era o operador do Estaleiro Jurong”, afirmou Moro. “Além disso, documentos e celulares apreendidos contêm provas relevantes, conforme análise já realizada dos pressupostos da preventiva. Ainda assim, é provável que a busca revelasse provas ainda mais relevantes, não fosse o episódio lamentável, no qual a esposa de Guilherme, a seu mando e com o seu auxílio, subtraiu do local material probatório ainda desconhecido”, concluiu o juiz no despacho.
Apesar de o MPF ter pedido a prisão preventiva de Lilia Loureiro Esteves de Jesus, mulher de Guilherme, o juiz indeferiu o pedido. Os dois presos serão levados para a carceragem da PF, em Curitiba.
* Matéria foi alterada às 17h23 para inclusão, no quinto parágrafo, de posicionamento da Petrobras.




terça-feira, 18 de março de 2014

Lavagem de dinheiro de dez bilhões



Quatrocentos policiais federais deram cumprimento a 81 mandatos de busca e apreensão na operação Lava Jato, operação que teve esse nome porque envolvia lavanderias e postos de combustíveis para movimentar o dinheiro. Além disso, 24 mandatos de prisão foram emitidos para seis estados e Distrito Federal até o meio-dia desta segunda Feira.

O operação ocorreu simultaneamente em cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Distrito Federal.

A organização criminosa envolve tráfico internacional de drogas, câmbio clandestino e contrabando de pedras preciosas, além de desvio de recursos públicos, entre outros crimes.

A organização também envolve grandes empresários, como o dono de um dos maiores postos de combustível de Brasília, jornalista e engenheiro de Porto Alegre e valores que podem ultrapassar 10 bilhões de reais.

Comentário: Não é à toa que a Europa decidiu contabilizar e legalizar as drogas e a prostituição, como forma de salvar a economia mundial. Se fossem somados todos os valores ilegais do mundo, a economia poderia triplicar, isso falando por baixo e sem contar os subfaturamentos de obras de arte, jóias etc.

O presidente do Uruguai justificou a legalização da maconha como uma forma de enfraquecer o tráfico. Está tática já foi utilizada para enfraquecer a indústria de bebidas alcoólicas, indústria tabagista, etc., no passado de outros países, mas isso nunca acaba.

Enquanto isso, empresa gaúcha que distribuía leite líder no Paraná, e também leite Parmalat, comercializou pelo menos 300.000 litros de leite com soda cáustica. O produto químico era utilizado para burlar a quantidade de água que era acrescentada no leite para baratear o produto.

O resultado disso é que os produtores não conseguem competir com as grandes empresas e desistem da atividade.

Comentário: Dificilmente a polícia federal vai conseguir segurar esses criminosos na cadeia por muito tempo e, mesmo que conseguisse, as pessoas afetadas nunca serão indenizadas.

Só há uma maneira de conseguir alimentação saudável nesse mundo, plantando o próprio alimento. O problema é que a cultura de subsistência deixa a pessoa sem recursos e vulnerável em caso de doença ou riscos no negócio.

É preciso educação, mas sem justiça não há educação que resolva, e justiça é elemento raro no Brasil.

Se prendermos todos os bandidos do país, teremos de fechar o Brasil, mas como os bandidos são covardes, basta prender os mais importantes para resolver a maior parte dos problemas.

Fonte: Ana Cristina Campos para Agência Brasil

Comentário: By Jânio

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