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segunda-feira, 10 de março de 2014

Interpretações do Destino Manifesto




Com a compra da Louisiana em 1803, que dobrou o tamanho dos Estados Unidos, Thomas Jefferson definia o cenário para a expansão continental dos Estados Unidos. Muitos começaram a ver isso como o início de uma nova missão providencial: Se os Estados Unidos fosse bem sucedido como uma "cidade brilhante sobre uma colina", pessoas de outros países buscariam estabelecer as suas próprias repúblicas democráticas.

No entanto, nem todos os americanos ou líderes políticos americanos acreditavam que os Estados Unidos eram uma nação divinamente favorecida, ou pensavam que deveriam se expandir. Por exemplo, muitos whigs (republicanos) se opuseram à expansão territorial baseada na alegação Democrática de que os Estados Unidos estariam destinados a servir como um exemplo virtuoso para o resto do mundo, e que também tinha uma obrigação divina de espalhar seu sistema político e seu modo de vida em todo o continente norte-americano. Muitos membros do partido republicano "estavam com medo de se espalhar demais", e eles "aderiram à concentração da autoridade nacional em uma área limitada".  Em julho de 1848, Alexander Stephens denunciou as idéias expansionistas do presidente Polk  para o futuro dos Estados Unidos, como "mentirosa".

Em meados do século 19, o expansionismo, especialmente para o sul em direção a Cuba, também enfrentou a oposição dos americanos que estavam tentando abolir a escravidão. À medida que mais território era adicionado aos Estados Unidos, nas décadas seguintes, "aumentando a área de liberdade", nas mentes dos sulistas também significava estender a instituição da escravatura . Foi por isso que a escravidão tornou-se uma das questões centrais na expansão continental dos Estados Unidos, antes da Guerra Civil.

Antes e durante a guerra civil, ambos os lados afirmaram que o destino da América era legitimamente seu. Lincoln se opôs ao regionalismo do sul, anti-imigrante, nativismo  e o imperialismo de destino manifesto como sendo ambos injustos e irracionais.  Ele se opôs à Guerra do México e acreditava que cada uma dessas formas desordenadas de patriotismo ameaçavam os inseparáveis laços morais e fraternos da liberdade e União que ele procurou perpetuar através de um amor patriótico do país, guiado pela sabedoria e auto-consciência crítica. Lincoln "Eulogy para Henry Clay", 06 de junho de 1852, fornece a expressão mais convincente de seu patriotismo reflexivo.

Fonte: RT



segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Destino manifesto - Origem do imperialismo




Manifest Destiny era sempre visto como uma noção geral de uma ideologia, em vez de uma política específica. Nunca houve um conjunto de princípios que definissem o destino manifesto. Mal definido, mas muito sentido, destino manifesto era uma expressão de convicção de moralidade e valores do expansionismo que complementou outras idéias populares da época, incluindo excepcionalismo americano e nacionalismo romântico. Andrew Jackson, que falou sobre "estender o conceito de liberdade", citando a fusão da grandeza potencial da América e o nascimento do senso de auto-identidade romântica e sua expansão.

No entanto, Jackson não seria o único presidente a elaborar leis baseadas nos princípios subjacentes do destino manifesto. Devido, em parte, à falta de uma argumentação definitiva voltada a fundamentação, os defensores apresentaram pontos de vista divergentes ou aparentemente conflitantes. Enquanto muitos escritores focavam principalmente no expansionismo americano, seja no México ou do outro lado do Pacífico, outros viram o termo como uma chamada para dar o exemplo. Sem um acordo sobre a interpretação, muito menos uma filosofia política elaborada, essas visões conflitantes do destino da América nunca foram resolvidos. Esta variedade de significados possíveis foi resumido por Ernest Lee Tuveson, que escreve:

"Um vasto complexo de idéias, políticas e ações compreendida sob a frase "Destino Manifesto". Eles não são, como poderíamos esperar, completamente compatíveis, nem vêm de uma única fonte."

O Jornalista John L. O'Sullivan, um defensor influente para a democracia de Jackson e um personagem complexo descrito por Julian Hawthorne como "sempre cheio de esquemas grandiosos e abrangente mundialmente", escreveu um artigo em 1839, que, embora não usasse o termo "destino manifesto", previa um "destino divino" para os Estados Unidos, com base em valores como a igualdade, consciência jurídica e emancipação pessoal "para estabelecer na terra a dignidade moral e salvação do homem. "Este destino não era explicitamente territorial, mas O'Sullivan previu que os Estados Unidos seriam uma da "União de muitas Repúblicas" compartilhando esses valores.

Seis anos depois, em 1845, O'Sullivan escreveu outro ensaio intitulado Anexação na Revisão Democrática,  em que ele usou pela primeira vez a frase destino manifesto.  Neste artigo, ele pediu que os EUA anexassem a República do Texas,  não só porque o Texas desejava isso, mas porque era "o nosso destino manifesto para espalhar no continente à exploração pela Providência para o livre desenvolvimento da multiplicação em  milhões". Superando a oposição de Whig, os Democratas anexaram o Texas em 1845. O primeiro uso de O'Sullivan da frase "destino manifesto", atraiu pouca atenção.

A segunda citação de O'Sullivan da frase tornou-se extremamente influente. Em 27 de dezembro de 1845, em seu jornal de Nova York, Morning News, O'Sullivan abordou a disputa de fronteiras em curso com a Grã-Bretanha. O'Sullivan argumentou que os Estados Unidos tinham o direito de reivindicar "toda o Oregon":

E essa reivindicação é pelo direito de nosso destino manifesto de espalhar e de possuir todo o continente que a Providência nos deu para o desenvolvimento do grande experimento de liberdade, federado com auto-governo que nos foi confiado.

Ou seja, O'Sullivan acreditava que a Providência tinha dado aos Estados Unidos a missão de espalhar a democracia republicana ("o grande experimento de liberdade"). Porque a Inglaterra não iria espalhar a democracia, pensou O'Sullivan, as reivindicações britânicas no território devem ser anuladas. O'Sullivan acreditava que o destino manifesto era um ideal de moral (uma "lei maior"), que substituiu outras considerações.

A concepção original do destino manifesto de O'Sullivan não era uma chamada para a expansão territorial pela força. Ele acreditava que a expansão dos Estados Unidos aconteceria sem a direção do governo dos EUA ou o envolvimento dos militares. Após americanos emigrarem para novas regiões, eles iriam criar novos governos democráticos, e, em seguida, solicitar a admissão para os Estados Unidos, como havia sido feito no Texas. Em 1845, O'Sullivan previu que a Califórnia poderia seguir esse padrão, e que o Canadá eventualmente solicitaria anexação também. Ele desaprovou a Guerra Mexico-EUA, em 1846, embora ele tenha passado a acreditar que o resultado seria benéfico para ambos os países.

Ironicamente, o termo de O'Sullivan só se tornou popular depois de ter sido criticado por Whig, opositor da administração Polk. Whigs denunciou o destino manifesto, argumentando que "são modelos e suporte para esquemas de conquista, a ser realizada por este governo, estão envolvidos na traição à nossa Constituição e da Declaração de Direitos, dá apoio e conforto para os inimigos do republicanismo, nesse eles estão defendendo e pregando a doutrina do direito de conquista ".  Em 3 de janeiro de 1846, o Representante Robert Winthrop ridicularizou o conceito no Congresso, dizendo: "Eu suponho que o direito de um destino manifesto de espalhar não serão admitidos a existir em qualquer país, exceto na nação ianque universal".

Winthrop foi o primeiro de vários críticos que sugeriram que os defensores do destino manifesto estivessem citando "Divina Providência" para a justificar ações que eram motivadas por chauvinismo e interesses próprios. Apesar desta crítica, expansionistas abraçaram a causa, que foi aceita tão rapidamente que sua origem foi logo esquecida.

Destino Manifesto - O início

Fonte: Wikipedia

Gestado - Choque de raças

Os 25 pontos chaves do racismo

Suástica - o símbolo obscuro do nazismo

Eugenia - Da genética ao nazismo



sexta-feira, 4 de maio de 2012

Filhos do pecado




A história é feita basicamente de guerras, conflitos e dramas. No Egito que era uma economia fechada, sabemos muito pouco, mas todas as civilizações antigas apresentam influência, características em comum com os egípcios.

Os gregos foram os primeiros a tornar universal os seus dramas, as tragédias gregas tornaram-se clássicas.

Em Roma, o mundo conheceu as tragédias gregas, mas também a tragédia romana, que teve como protagonista Júlio César, ou Julius Caesar. Os romanos aproveitaram muito bem os costumes e tradições gregas, suprindo a sua falta de passado.

Por não ter passado e nem tradições próprias, Roma conseguia se adaptar, negociar com sucesso, com os povos conquistados, o que não acontece com muita frequência com povos fundamentalistas.

Foi na época de Júlio César que as palavras de Jesus Cristo enfrentaram sua grande prova. As palavras de Jesus Cristo eram vistas como contrárias às doutrinas de seu povo, portanto, também eram revolucionárias.

A tradição dos hebreus é uma das mais antigas do mundo e explica a origem do ser humano, baseando-se principalmente em seus dramas.

O primeiro drama narrado na Bíblia é a história de Adão e Eva, vem daí o pecado, contado através de metáforas que nunca foram totalmente explicadas. Talvez a história de Adão e Eva seja a  mais importante, pela sua ligação direta com o Criador.

Depois de Adão e Eva, veio a história de Abel e Caim, onde o assassino  mantém a nossa tradição de pecados. Nem mesmo o Patriarca do povo de Israel, Abraão, teve um modo de vida considerado puro, com uma relação monogâmica.

Os grandes nomes tinham virtudes, mas sempre com algum problema para corrigir: O grande herói Sansão levava uma vida de pecados com as mulheres, sendo sua traição com Dalila um dos maiores dramas bíblicos; o Rei Saul cometeu muitos erros e não evitou que seu trono passasse para as mãos de Davi; Salomão também teve um romance conturbado.

Jesus Cristo, Filho de Maria, não deixou herdeiros.  Criado por José, descendente dos reis e de Maria, descendente dos profetas, era visto como uma grande ameaça para a aristocracia daquela época.

A aristocracia aproveitou suas idéias revolucionárias para colocá-lo contra os romanos e contra elite daquela época.

As ideias de Jesus Cristo e Júlio César, apesar de conflituosas entre si, tinham algo em comum, ambos foram mortos pela sociedade. A diferença é que Júlio César era sanguinário e matava, Jesus apenas se ofereceu como o Cordeiro de Deus.

... e o pecado tornou-se eterno...

Depois de tantos séculos, o próprio conceito de pecado tornou-se uma grande dúvida. O fim das influências fundamentalistas deram origem às leis e regras rígidas, nem sempre cumpridas, mas que influenciaram as novas sociedades.

Hoje, sabemos que o pecado está nas consequências de nossos atos impensados e não necessariamente na prática do que consideramos errado. Nossos atos tem de ser pensados e deveremos ser responsáveis por eles, não através de leis, regras, costumes, mas através da ética, moral e principalmente de nossa consciência.

Não devemos julgar, até porque só temos autoridade sobre nós mesmos, além disso, seria intolerância.

By Jânio



segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Os paraísos fiscais da máfia brasileira



Muita gente se pergunta onde vai parar o dinheiro dos corruptos da sétima  maior economia do mundo, o Brasil. A resposta está no final desse artigo.

Os paraísos fiscais são uma pedra no sapato no neoliberalismo. O conceito de mundo globalizado passa a ser questionado, quando o assunto é sonegação de impostos, evasão de divisas.

Seria simples, se fosse só isso, mas o problema é muito maior. No conjunto de normas que propicia a entrada de capitais num paraíso fiscal, pode ocorrer também a entrada de dinheiro de origem duvidosa.

É bom que se diga que os paraísos fiscais não são todos iguais, nem todos recebem dinheiro de origem duvidosa. Cada paraíso fiscal tem a sua política, sendo que alguns mantém uma documentação que pode ser consultada por autoridades, além de seguirem parte do direito internacional.

Os paraísos fiscais entraram na mira da CIA, depois do ataque de 11 de setembro, quando  o serviço de inteligência dos EUA foi incumbido de investigar as contas de ditadores que supostamente davam proteção para as organizações terroristas. O Brasil também foi afetado por essas investigações e Paulo Maluf, um político de origem árabe, teve suas contas descobertas.

A partir desses eventos, as movimentações de altas quantias em dinheiro passaram a ser rastreadas e os paraísos fiscais se tornaram os infernos fiscais para os mafiosos e administradores desses países.

Houve uma mobilização mundial para a queda de todos os ditadores de países onde as organizações terroristas pudessem ser incubadas. Será preciso estabilidade mundial para que os paraísos fiscais possam voltar a ter liberdade  para movimentação financeira.

Os paraísos fiscais são desnecessários para empresários experientes, mas mesmo Paulo Maluf foi rastreado pela polícia americana.

Normalmente os paraísos fiscais são úteis para empresários cujos países cobram altas taxas de impostos, mas os corruptos preferem lavar grandes quantidades de dinheiro que seria difícil de provar sua origem.

O Banco do Estado do Paraná ficou conhecido pelo envio de remessas ilegais de dinheiro para o exterior. O dinheiro passava por uma filial do Banco no Paraguai, que também é um paraíso fiscal, apesar da liberdade ser limitada, e seguia para paraísos fiscais como os EUA.

O esquema de financiamento fraudulento, lavagem e evasão de divisas funcionou durante muito tempo, até que toda a organização mafiosa foi descoberta, envolvendo políticos em criminosos do Paraná. As investigações envolveram a maior parte dos artistas, atletas e empresários brasileiros em sonegação.

Wikipédia: "Paraísos fiscais são estados nacionais ou regiões autónomas onde a lei facilita a aplicação de capitais estrangeiros, oferecendo uma espécie de dumping fiscal, com alíquotas de tributação muito baixas ou nulas.

Atualmente, na prática, ocorre a facilidade para aplicação dos que são de origem desconhecida, protegendo a identidade dos proprietários desse dinheiro, ao garantirem o sigilo bancário absoluto. São territórios marcados por grandes facilidades na atribuição de licenças para a abertura de empresas, além de os impostos serem baixos ou inexistentes. São geralmente avessos à aplicação das normas de direito internacional que tentam controlar o fenómeno da lavagem de dinheiro.

Lista de países considerados paraísos fiscais.

Andorra;

Anguilla;

Antígua e Barbuda;

Antilhas Holandesas;

Aruba;

Bahrein;

Barbados;

Belize;

Campione d'Italia;

Chipre;

Singapura;

Comunidade das Bahamas;

Djibouti;

Dominica;

Emirados Árabes Unidos;

Estados Unidos (não ocorre cobrança de imposto de residente que tem capital emprestado em outro país, estimulando o investidor a aplicar os juros em sua economia);

Federação de São Cristóvão e Nevis;

Gibraltar;

Granada;

Holanda;

Hong Kong;

Região Autônoma da Madeira;

Ilha de Man;

Ilha Niue;

Ilhas Bermudas;

Ilhas Cayman;

Ilhas Cook;

Ilhas do Canal (Alderney, Guernsey, Jersey e Sark);

Ilhas Marshall;

Ilhas Maurício;

Ilhas Montserrat;

Ilhas Turks e Caicos;

Ilhas Virgens Americanas;

Ilhas Virgens Britânicas;

Labuan;

Líbano;

Libéria;

Liechtenstein;

Luxemburgo (no que respeita às sociedades holding regidas, na legislação luxemburguesa, pela Lei de 31 de julho de 1929);

Macau;

Maldivas;

Malta;

Mônaco;

Nauru;

Panamá (facilidades para instalação de estaleiros);

Paraguai (isenção de impostos para empresas que lá se instalarem e é permitida a repatriação total de lucros);

República da Costa Rica;

Samoa Americana;

Samoa Ocidental;

San Marino;

Santa Lúcia;

São Vicente e Granadinas;

Seychelles;

Suíça (níveis moderados de tributação e segredo bancário);

Sultanato de Omã;

Tonga;

Uruguai (imposto de 0,3 % para sociedade anônima de investimentos financeiros);

Vanuatu (também Novas Hébridas).

Fonte: Wikipedia

A Petrobrás foi uma boa forma de enviar dinheiro para o exterior, mas Hugo Chaves e Evo morales acabaram com a festa. É, meus amigos, lavagem de dinheiro também tem risco.

By Jânio

terça-feira, 12 de julho de 2011

Países mais visitados pelos brasileiros



Os números divulgados pela ANAC, relativos ao ano de 2.010, mostram a força de um país emergente. Esses números mostram também a força do Sudeste no turismo nacional e internacional.

Refletindo sobre esses números, muito superiores a dez anos atrás, fiquei me perguntando: Será que o problema do Brasil é só o Governo, ou nós temos uma parcela de culpa nisso tudo?

Vendo essa multidão de gente viajar, fica a impressão de que o Brasil é o país das maravilhas.

Quando eu vejo uma pessoa chorando pelo seu filho morto em um assalto, o primeiro pensamento que me vem a cabeça é: "Essa pessoa nunca havia sentido na pele, até agora, os problemas sociais do país.

Quando um marginal, fugindo da polícia, bate seu carro contra uma família e provoca uma tragédia, as pessoas se negam a aceitar tal indivíduo como seu semelhante, ficam se perguntando como pode haver alguém tão desalmado.

A resposta é: Educação. Sem educação, inclusão social, religião, família, as pessoas passam a se comportar como irracionais.

A fila do SUS não me diz nada, pelo menos até eu depender dela. Também não dá para esperar que um bandido me aponte uma arma, para chamar a atenção dos políticos, ocupados demais em roubar.

PAÍSES MAIS VISITADOS PELOS BRASILEIROS:

01 - EUA

02 - Argentina

03 - Portugal

04 - França

05 - Chile

03 - Espanha

04 - Alemanha

05 - Uruguai

06 - Itália

07 - Reino Unido

Só para os EUA foram 3,240 milhões; 1,440 milhão viajaram para Portugal; 1,016 milhão para a França; 743 mil para o Chile.

Espanha - 683 mil

Alemanha - 604 mil

Uruguai - 592 mil

Itália - 404 mil

Reino Unido - 381 mil

AEROPORTOS COM MAIS PASSAGEIROS:

Guarulhos - 26,038 milhões

Congonhas -

Brasília - 14 milhões

Galeão - 12 milhões

Santos Dumont - 7,6 milhões

Confins - 7,1 milhões

Porto Alegre - 6,3 milhões

Recife - 6,2 milhões

Curitiba - 5,8 milhões

FONTE: ANAC - Agência Nacional de Aviação Civil

By: Jânio

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A cruz de cada um de nós



Há um ponto do Cristianismo que é bem claro, a simbologia da cruz. Esse é um ponto crucial, literalmente falando, de onde não se pode desviar, sob pena de se (co)romper com toda a ideologia cristã.

Depois da crucificação de Jesus Cristo, os cristãos mostraram ao mundo uma atitude incomparável, a possibilidade de vencer a morte. Durante algum tempo, cristãos foram jogados aos leões, mostrando ao povo mais forte do mundo (romano) o poder da fé.

O enfrentamento da morte exige disciplina, tradição, e seria visto novamnete contra o país mais poderoso do mundo, a Inglaterra, por Joana Dárc.

Ainda, há pouco tempo, a história registrou vários atos de enfrentamento da morte: Durante a Grande Guerra, com os kamikazes japoneses e após a Guerra, com os "terroristas - Nessa época, o povo mais forte são os EUA."

Apesar desses fatos, aqui narrados, aceitar nossa cruz não implica nescessariamente em morte, pelo menos não nos tempos modernos. Nesmo assim, um homem ateou fogo ao próprio corpo, tornando-se mártir dos novos movimentos revolucionários, que começam a derrubar ditadores por toda a comunidade islâmica/mulçumana.

Será preciso confrontar, pela primeira vez, nesses países, se a religião deve estar ligada à política, ou não, e maís, qual o papel de cada uma em suas vidas.

Na Venezuela, um homem morreu em greve de fome, mas, ali, também houve o questionamento: Qual era o objetivo da greve? - Defender os próprios direitos, direitos de uma classe, ou uma simples vingança? - Com certeza não foi o direito do povo, que estava muito bem controlado pelo governo.

O caso da Venezuela é complexo, moderno, mostra um mundo elitizado, onde a classe média alta entra em conflito com o Governo, que deve decidir qual o apoio que deseja, povo ou empresários/fazendeiros.

De um modo geral, aceitar nossa cruz, significa aceitar nossas responsabilidades diante da sociedade, comunidade, ou qualquer outro grupo ao qual estejamos ligados.

É muito comum alguém pedir para que façamos algo, como se nós fôssemos os responsáveis por salvar o mundo, não somos.

Eu me lembrei de um comentarista, afirmando que ninguém faz idéia do sacrifício de um líder político. Claro que não, podemos ver na Líbia, o esforço que o governo faz para se manter no cargo, enquanto suas contas são congeladas na Suiça.

Cada pessoa tem as suas responsabilidades, as responsabilidades de um líder político, além de governar, deve ser honesto e ético, se ele não tem competência para isso, deve deixar o cargo.

As responsabilidades do povo, como cidadãos, são conjuntas, sociais. Cada vez que alguém deixa de cumprir uma obrigação, rejeita sua cruz, passando esse peso para outrem.

Quando Jesus carregou sua cruz, até o local de sua "morte", registrou-se o momento mais importante da Bíblia. Jesus assumia, ali, a responsabilidade de toda a sua vida.

Carregando a sua Cruz, Jesus mostrava a importância de se assumir nossas responsabilidades perante o mundo.

Nada do que ele falou era surreal, como muitos pensam, era natural: "Eu sou o filho do homem; são meus pais e irmãos todos aqueles que fazem a vontade de meu pai; meu reino não é desse mundo."

Descendente de reis e profetas, Maria e José, respectivamente, Jesus tinha uma opção clara pelos profetas. O problema é que suas palavras eram revolucionárias, as autoridades não iriam se rebaixar à um "pobre", mesmo sabendo de sua origem real e religiosa, haviam muitos interesses.

Pelo menos duas mil pessoas teriam morrido, em confrontos, na Líbia. Essas pessoas aceitaram suas responsabilidades, para que seus descendentes tenham um futuro.

No Brasil estamos presos a um sistema bipartidário, controlado pelas redes de tvs, mas nós temos muita culpa.

Nós somos culpados, quando ligamos essas tvs; somos culpados quando votamos nesses dois partidos, cuja tendência é se alternar no poder.

O PR indicou um palhaço para ser Deputado, esse palhaço trouxe de volta um ex-Delegado da Polícia Federal, o mesmo que desafiou a cúpula do poder. Como se não bastasse, indicou esse mesmo palhaço para a comissão de Educação e Cultura.

Se tem algo que isso pode nos ensinar, é que devemos lutar contra as pesquisas, cujo bipartidarismo estarão os manipuladores, jogadores, do poder. Se forem apresentadas opções de votos em palhaços, eu até entendo os votos brancos ou nulos, mas não foi isso o que aconteceu.

Está na hora de aceitarmos a nossa cruz, sem misturarmos a religião com política, mostrarmos para os pequenos partidos que eles podem vencer, desde que apresentem um candidato que não seja um palhaço, já que até os palhaços podem vencer.

Nós só temos que cumprir nossa obrigação, aceitar nossa cruz.