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domingo, 21 de junho de 2015

Última espécie da Terra






Os  humanoides, robôs com inteligência artificial, ou animais que pensam como seres humanos, podem parecer personagens ou seres de ficção científica, mas os cientistas advertem que, mais cedo ou mais tarde, os seres humanos já não serão os "donos" da Terra. Estas são as cinco espécies que poderiam nos substituir.

Homo sapiens é a espécie biológica  mais desenvolvida na Terra. No entanto, alguns especialistas reconhecidos dizem que algum dia teremos que dar este título para outros 'herdeiros', alguns dos quais teriam sido inventados pela própria humanidade. O portal Listverse compilou uma lista de espécies que, em um futuro distante, poderiam estar  vivendo em nosso planeta.

Animais 'inteligentes'

Alguns especialistas, como George Dvorsky, bioeticista canadense, acreditam que os seres humanos têm um imperativo moral para aumentar o nível de inteligência de outros seres biológicos quando temos as ferramentas necessárias. Segundo Dvorsky, o monopólio humano sobre o pensamento racional é uma vantagem injusta sobre outras criaturas e, portanto, é necessário  ajudar os animais a raciocinar. Os críticos da ideia dizem que, neste caso, seria preciso fazer alterações à  nível de DNA fetal, causando inevitáveis ​​tentativas fracassadas antes de alcançar o sucesso. Além disso, os animais podem sofrer desvios e até mesmo a morte prematura devido à intervenção humana.

Plaga Gris - Nanotecnologia

De acordo com a hipótese da massa cinzenta (plaga gris), o crescente desenvolvimento da nanotecnologia molecular poderia acabar com a raça humana. Um conjunto de robôs desse tipo começaria a se auto-replicar de forma incontrolável e a consumir toda a matéria viva na terra para criar e manter mais robôs. No final, toda a matéria do universo se tornaria uma enorme massa de nanomáquinas incontroláveis.

Castas - Manipulação genética

De acordo com o cientista político americano Francis Fukuyama, as ideias de transumanismo, ou seja, a melhoria das capacidades através da tecnologia, são extremamente perigosas. O desenvolvimento do ser humano geneticamente modificado significa o fim das ideias liberais e da igualdade, opina o especialista. O acesso à tecnologia genética geraria castas genéticas, já que as pessoas com recursos materiais elevados poderiam criar 'design' de crianças com capacidade superior.

Inteligência artificial

Alguns especialistas de renome mundial, incluindo Elon Musk e Stephen Hawking, expressaram preocupação com a inteligência artificial que poderia substituir os seres humanos. "As formas primitivas de inteligência artificial foram úteis. Mas considero que o  desenvolvimento da inteligência artificial significaria o fim da humanidade. As pessoas, em sua lenta evolução biológica não seriam capazes de competir e seriam substituídos", prevê Hawking . Por outro lado, alguns cientistas rejeitam esses temores e garantem que a inteligência artificial não vai destruir a humanidade mas, sim,   complementar.

Várias espécies humanas

Se o processo de evolução humana continuar é possível que, dentro de milhões de anos, possam aparecer novas espécies, embora muitos cientistas considerem improvável. No entanto, no caso de a humanidade atingir viagens interplanetárias e habitar outros planetas e sistemas estelares, haverá a possibilidade de que novas espécies adaptadas às diferentes condições da Terra venham a aparecer.
Fonte: RT-TV
Evolução humana

Inteligência teórica

Eugenia - Da genética ao nazismo

Terapia genética

Tecnologias que desafiam a morte


quarta-feira, 22 de abril de 2015

Maiores avanços da física no ano



01 - Luz sobre uma teia cósmica

Os pesquisadores usaram a radiação emitida por um quasar (buraco negro) como uma "lanterna cósmica" para iluminar as partes ocultas da matéria escura.

02 - Neutrinos do Sol

Um experimento com detector de partículas Borexino detectou neutrinos a partir da principal reação nuclear que alimenta o Sol.

03 - Lasers de fusão

Pesquisadores norte-americanos do Lawrence Livermore National Laboratory (Califórnia) conseguiram, pela primeira vez, que um reator de fusão nuclear produzisse mais energia que o combustível colocado.

Este é considerado um novo passo no sentido de se obter uma fonte de energia limpa e ilimitada, a mesma utilizada pelas estrelas.

04 - O raio trator acústico

Um grupo de cientistas conseguiram atrair um objeto físico para uma fonte de energia utilizando ultra-som.

O experimento em questão é a primeira tentativa bem sucedida para deslocar objetos maiores que partículas microscópicos usando a tecnologia de ultra-som.

Supernova em laboratório

Um grupo de cientistas britânicos recriaram em laboratório uma supernova, com a ajuda de uma instalação de laser,  que abre a porta para o estudo dos mais poderosos e  imprevisíveis eventos do espaço.

Magnetismo entre elétrons

Pesquisadores israelenses mediram a interação magnética extremamente fraca entre dois elétrons separados.

Melhorias na fibra óptica

Um grupo de cientistas americanos aproveitou um efeito físico chamado "localização de Anderson" para desenvolver uma fibra óptica especial que melhora a transmissão de imagens.

A memória holográfica

Um grupo de físicos russo-americano desenvolveu um novo tipo de dispositivo de memória holográfica que armazena dados em forma de 'bits' magnético.

Compressão Quântica

Físicos do Canadá e do Japão demonstraram pela primeira vez a capacidade de comprimir a informação quântica.

Fonte: RT-TV

Física quântica irá revolucionar a internet

Primeiro protesto holográfico da história

Laser acústico de Star Trek foi criado

Top 20 tecnologias reais futuristas

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Imagens do nascimento de uma estrela



Duas imagens tiradas com uma diferença de 18 anos permitiram aos astrônomos ver em tempo real a formação de uma estrela massiva localizada a cerca de 4.200 anos-luz da Terra.
De acordo com o portal Sci Notícias , a jovem estrela, chamada W75N (B) -VLA 2, foi capturada pela primeira vez em 1996 pelo observatório Karl G. Jansky Very Large Array in New Mexico, EUA A foto mostra uma região compacta de vento quente ionizado expulso do objeto espacial, enquanto outra foto tirada em 2004 por uma equipe de astrônomos da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) pode ser vista os ventos  em uma saída significativamente maior.
"Estamos vendo essa mudança dramática em tempo real, de modo que este objeto está fornecendo-nos uma grande oportunidade de ver nos próximos anos como uma jovem estrela passa através dos estágios iniciais de sua formação",explica Carlos Carrasco González, professor do Centro Rádio Astronomia e Astrofísica na UNAM e principal autor do estudo, publicado na revista Science.


O astrônomo e seus colegas acreditam W75N (B) -VLA 2 é formado num ambiente gasoso denso e está rodeada por um anel de poeira.
De acordo com os pesquisadores, a jovem estrela  é 300 vezes mais brilhantes e oito vezes mais massiva que o Sol. Um estudo mais detalhado da estrela poderia revelar aspectos cruciais da formação de estrelas como esta."Vai ser muito bom ver como ela muda. Esperamos aprender muito sobre este assunto", disse Carrasco González.
Fonte: RT-TV

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Top cinco ciências para prolongar a vida



As possibilidades  de prolongar a vida sempre preocuparam a humanidade. Se você está interessado em viver mais e  o mais saudável possível, você poderá se interessar por essas tecnologias contemporâneas.

01) Geroprotetores

Geroprotetores faz parte da medicina destinada a prolongar a vida, tais como antioxidantes, bio-estimulantes, inibidores da síntese de proteínas, hormônio, e assim por diante. Experimentos em animais demonstraram a capacidade desses medicamentos para prolongar a vida e a juventude de animais.

02) Gene Therapy - Terapia genética

A terapia genética consiste na inserção no genoma de um indivíduo de genes ausentes ou danificados. É um tratamento indicado para doenças genéticas e doenças adquiridas. A terapia genética passa por uma fase de desenvolvendo, mas é muito promissora para a cura de muitas doenças e também para prolongar a vida. 


03) Medicina Regenerativa

A medicina regenerativa é outra disciplina que está se desenvolvendo a passos largos. Também conhecida como engenharia de tecidos e terapia celular, a medicina regenerativa dedica-se a restaurar tecidos danificados por trauma ou doença, ativando a regeneração das células do corpo, ou o tratamento de tecidos e órgãos a partir de células-tronco do próprio corpo. O maior êxito da medicina regenerativa foi alcançado no tratamento  da diabetes, doenças cardíacas, doenças neurológicas e visão, e em estomatologia.

04) Ciborguização

O ciborguização consiste em substituição de órgãos por análogos cibernéticos. A tecnologia já permitiu que muitos deficientes voltassem a usar usar os braços, pernas, olhos e outros órgãos. Os defensores mais árduos desta tecnologia esperam que seja possível transplantar o corpo inteiro, trocando por organismos cibernéticos, alcançando assim a imortalidade. 


05) Cryonics - Criônica

A criônica consite no congelamento de um organismo com o propósito de descongelá-lo mais tarde. A ideia de congelar as pessoas que sofrem de doenças incuráveis para despertá-las no futuro, quando a ciência já tenha encontrado uma forma para curá-las, essa tecnologia tem chamado a atenção das pessoas há algum tempo.

No momento, congelam apenas o falecido porque não existem tecnologias para descongelar organismos com vida, e crionizar uma pessoa viva seria considerado assassinato. Até agora já foram crionizadas centenas de pessoas no mundo e existem quatro empresas onde é possível realizar a criogenia, uma das quais está na Rússia.

Fonte: Wikipedia

Transplante de cabeças

Pessoas que saem do próprio corpo

Revoluções tecnológicas na medicina

Tecnologias que desafiam a morte

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Curiosidades do magnetismo




Em física e demais ciências naturais, magnetismo é a denominação associada ao fenômeno ou conjunto de fenômenos relacionados à atração ou repulsão observada entre determinados objetos materiais - particularmente intensas aos sentidos nos materiais ditos ímãs ou nos materiais ditos ferromagnéticos - e ainda, em perspectiva moderna, entre tais materiais e condutores de correntes elétricas - especificamente entre tais materiais e portadores de carga elétrica em movimento - ou ainda a uma das parcelas da interação total (Força de Lorentz) que estabelecem entre si os portadores de carga elétrica quando em movimento - explicitamente a parcela que mostra-se nula na ausência de movimento de um dos dois, ou de ambos, no referencial adotado. Há de se ressaltar que a simples observação de atração ou repulsão entre dois objetos não é suficiente para caracterizar a interação entre os dois como de origem magnética, geralmente confundindo-se com certa facilidade, aos olhos leigos, os fenômenos magnéticos e elétricos. Tais fenômenos elétricos e magnéticos, apesar de hoje saber-se estarem profundamente correlacionados, têm em princípio de naturezas certamente diferentes.

Aos olhos desatentos enfatiza-se que os fenômenos elétricos e magnéticos - ao menos no cotidiano - diferem entre si basicamente nos seguintes aspectos:

no cotidiano a força magnética mostra-se geralmente mais intensa do que a elétrica;

enquanto os fenômenos elétricos - em específico os eletrostáticos oriundos do atrito entre materiais diferentes - apresentem natureza efêmera, os magnéticos são geralmente duradouros;

ao passo que corpos eletrizados interagem de forma perceptível com praticamente todos os materiais, os corpos magnéticos interagem de forma significativa apenas com um grupo muito seleto desses.nota 

Em particular, é válido aqui desfazer-se a ideia em senso comum de que os ímãs atrairiam qualquer metal. Em verdade, a grande maioria dos metais simplesmente não responde em magnetostática de forma perceptível aos sentidos. Entre os poucos que respondem, destacam-se o ferro, o cobalto e o níquel.

O magnetismo pode orientar os corpos em direções definidas, geralmente não ocorrendo o mesmo nos fenômenos elétricos. Em outras palavras, em virtude de sua orientação, um mesmo corpo magnético pode ou ser atraído ou ser repelido por outro. No caso elétrico ou os dois geralmente ou se atraem ou se repelem - de forma independente da orientação espacial destes.

Os polos elétricos - positivo e negativo - podem ser separados ao passo que os polos magnéticos - norte e sul - estão sempre presentes no mesmo corpo, nunca podendo ser separados.

Nestes termos é fácil agora caracterizar a atração entre o pente de cabelos após uso e pequenos pedaços de papel, ou mesmo entre a folha de papel e a capa de plástico de uma encadernação, como fenômenos elétricos, e a atração entre uma chave de fenda e um parafuso, ou entre o adesivo de propaganda e a geladeira, como magnéticos.

O exemplo mais difundido de fenômeno magnético certamente associa-se o funcionamento da bússola, uma agulha magnética de livre movimento orientada pelo campo magnético terrestre. As auroras boreal e austral constituem um exemplo menos conhecido, sendo devidas à existência de interação magnética entre partículas presentes no vento solar e o campo magnético da terra - que desvia tais partículas em direção aos polos magnéticos do planeta, onde, em interação com a atmosfera, implicam as luzes no céu características deste fenômeno.

Magnetismo é ainda o nome associado à divisão da Física responsável pelo estudo dos fenômenos magnéticos. A descoberta e melhor compreensão da estreita relação existente entre os fenômenos magnéticos e elétricos implicou, em tempos recentes, na fusão das áreas concernentes ao estudo da eletricidade e magnetismo - originalmente distintas - em uma única divisão mais abrangente, o eletromagnetismo. O eletromagnetismo encerra em si todos os fenômenos elétricos, todos os magnéticos, e mais os fenômenos associados à inter-relação explícita ou implícita entre os dois primeiro.


História:

As observações de fenômenos magnéticos naturais são muito antigas. Entre elas relatam-se com frequência as realizadas pelos gregos em uma região da Ásia conhecida por Magnésia, embora haja indícios de que os chineses já conheciam o fenômeno há muito mais tempo. Ainda no século VI a.C., Tales de Mileto, em uma de suas viagens ao continente (na época província da Grécia), constatou que pequenas pedrinhas tinham a capacidade de atrair tanto objetos de ferro quanto a de atraírem-se. Tales foi o primeiro a tentar explicar o fenômeno afirmando que a magnetita - o minério magnético presente no solo - seria possuidor de uma espécie de "alma",7 e que esse poderia comunicar "vida" ao ferro inerte, que por sua vez também adquiria o poder de atração. Tales não teria sido contudo o primeiro a descobrir tal fenômeno na região. Conta a lenda que um pastor de ovelhas, de nome Magnes, teria percebido que a ponta de ferro do seu cajado ficava presa quando este o encostava em determinadas pedras - presumidamente a magnetita. Segundo alguns autores, do nome da região derivou-se o termo "magnetismo", até hoje usado para estudar os fenômenos relacionados. Contudo para outros o termo "magnetismo" advém do nome do pastor de ovelhas que teria constatado o primeiro fenômeno "magnético".

Em vista do que se sabe hoje em dia a explicação de Tales de Mileto pode parecer-nos muito simplória, contudo ressalva-se que não se deve julgar um pensamento fora do contexto histórico-sócio-cultural o qual pertence. Em tal época justamente os primeiros passos de uma longa jornada que viria culminar no que conhecemos hoje, dois milênios e meio depois, por ciência, estavam por ser dados. Em verdade, explicações similares perduraram pelos vários séculos que se seguiram: o magnetismo seria então a consequência da emanação de eflúvios, um "perfume" que emanaria do ferro e da magnetita, sensibilizando-os para que se atraíssem. A própria palavra ímã derivar-se-ia mais tarde da palavra francesa aimant, que, não de surpreender, traduz-se por amante em português.

Os chineses foram certamente os primeiros a encontrar aplicações práticas para o magnetismo. No início da era cristã os adivinhos chineses já utilizavam um precursor da bússola, uma colher feita de magnetita que, colocada em equilíbrio sobre um ponto de apoio central, podia mover-se livremente. Tratava-se da "colher que apontava para o sul", sempre presente em seus rituais. No século VI os chineses já dominavam a tecnologia para a fabricação de ímãs.

Esses fenômenos, contudo, não despertaram um maior interesse, pelo menos até os século XIII, quando começaram a surgir observações e trabalhos mais acurados a respeito da eletricidade e do magnetismo. Delas decorreram de imediato a conclusão de que os fenômenos elétricos e magnéticos teriam naturezas completamente distintas, ideia que perdurou até dois séculos atrás. Em 1269 Pierre de Maricourt, em uma de suas cartas enviadas a um amigo, descreve com precisão a maioria das experiências típicas associadas ao fenômeno e que ainda hoje figuram com abundância em livros de ensino atuais. A ele devemos as nomenclaturas "pólo norte" e "pólo sul" associadas aos pólos de um magneto e a lei dos "opostos se atraem, iguais se repelem" diretamente associada aos mesmos. Também observou que em um ímã, mesmo quando oriundo de fratura de outro, encontram-se presentes sempre dois pólos opostos.

Destacam-se seguindo-se a cronologia e dando continuidade ao trabalho de Pierre de Maricourt, dois séculos mais tarde entretanto, os trabalhos do cientista inglês William Gilbert, esses resumidos em um livro publicado em 1600 que revelou-se um marco na área: o De Magnete. Consonante com o fato de que a ciência em sua definição moderna vinha à luz no exato período em questão (William fora contemporâneo de Galileu Galilei) pode considerar-se esse livro como um dos primeiros trabalhos em moldes científicos sobre o assunto, e por tal um clássico da literatura científica. O tomo encerrava praticamente todos os conhecimentos válidos produzidos até a época, pouco acrescendo-se aos mesmos até o início do século XIX. Gilbert fora capaz inclusive de explicar o comportamento da bússola, propondo que a terra comportava-se como um ímã de dimensões gigantescas. Conclusões mais sofisticadas, como a descoberta de que o aquecimento de um ímã fá-lo perder suas propriedades magnéticas e a verificação de que a magnetização e desmagnetização não implicam alteração no peso do objeto também estavam presentes. O livro não encerrava apenas estudos sobre magnetismo; também abordava vários dos tópicos contemporâneos ligados ao estudo da eletricidade.

Os avanços seguintes na área do magnetismo só foram possíveis graças a um significativo avanço ocorrido na área da eletricidade: a invenção da pilha por Alexandro Volta. A existência de uma fonte de energia elétrica - de corrente elétrica - duradoura mostrar-se-ia essencial para que o físico e químico dinamarquês Hans Christian Ørsted pudesse estabelecer de forma sólida em 1820, via um momento de serendipidade em uma aula e não nos confinamentos de um laboratório de pesquisa, algo do qual já se suspeitava há muito: que os fenômenos elétricos e magnéticos guardam íntima relação. A experiência de Ørsted entrou para os anais da física ao evidenciar que correntes elétricas provocam efeitos magnéticos em sua vizinhança, sendo estas capazes de interferir na orientação de bússolas em suas proximidades.

O passo seguinte no avanço da compreensão do magnetismo em direção ao eletromagnetismo foi dado pelo inglês Michael Faraday e concomitantemente pelo estadunidense Joseph Henry: a descoberta da indução magnética. Trata-se tão somente da resposta experimental afirmativa para uma questão diretamente decorrente da experiência de Ørsted: se eletricidade é capaz de produzir fenômeno magnético, é o inverso também verdade? Devido aos exaustivos estudos realizados por Faraday em detrimento de uma devoção menor por parte de Henry ao assunto - decorrente da sua indisponibilidade de tempo por razões profissionais - historicamente credita-se a Faraday e não a Henry os louros da descoberta.

A Faraday também credita-se o conceito de campo, conceito este imediatamente estendido tanto ao estudo da eletricidade quanto ao do magnetismo e que mostrar-se-ia essencial à síntese realizada por James Clerk Maxwell. Em tal contexto as contribuições de Heirinch Friedrich Emil Lenz (a lei de Lenz); de Wilhelm Eduard Weber, homenageado ao estabelecer-se a unidade S.I. para a grandeza fluxo magnético (o weber), sendo quem primeiro obteve a partir de experimentos relacionados ao eletromagnetismo o valor experimental de uma constante, c = 3,1 x 108 m/s, imediatamente reconhecida como análoga ao valor da velocidade da luz no vácuo; dos matemáticos Franz Ernst Neumann (lei de Faraday-Neumann-Lenz), Carl Friedrich Gauss (lei de Gauss) e demais; não podem deixar de ser mencionadas.

Maxwell, com suas famosas quatro equações - as Equações de Maxwell - conseguiu explicar não apenas todo o conhecimento empírico sob o domínio do magnetismo quando sob domínio da eletricidade - e comuns - conhecidos até a sua época como também conseguiu estabelecer bases teóricas sólidas quanto à existência das ondas eletromagnéticas, o que ao fim da história abriu, junto os trabalhos de Weber, Hertz e outros, o caminho para a integração da ótica ao agora chamado eletromagnetismo. E não demorou muito para evidenciar-se que a igualdade entre o valor teórico da velocidade das ondas eletromagnéticas oriundos das equações de Maxwell, o valor da constante experimentalmente determinado por Weber, o valor da velocidade das ondas eletromagnéticas determinado após a descoberta destas por Hertz, e o valor experimental da velocidade da luz - há algum tempo conhecido com razoável precisão - não se devia, certamente, a uma mera coincidência.

Credita-se à Heinrich Hertz a confirmação experimental da existência das ondas eletromagnéticas e determinação da velocidade dessas.

A principal característica de um objeto em interação magnética atrela-se ao fato de essa interação mostrar-se particularmente intensa em determinadas regiões e menos intensas em outras ao longo de sua extensão ou, em caso de tamanho desprezível, ao redor desse. A cada uma dessas regiões de forte interação dá-se o nome de polo magnético. Evidencia-se que um polo é sempre acompanhado de um polo conjugado, havendo no mínimo dois polos distintos em qualquer objeto magnético. Tais polos são inseparáveis, e juntos formam o que denomina-se dipolo magnético.

Colocando-se uma folha de papel sobre uma barra de ímã e salpicando-se limalhas de ferro sobre a mesma evidencia-se a presença dos polos magnéticos deste: trata-se de um dipolo magnético.

Os polos conjugados de um objeto magnético são nomeados respectivamente polo magnético norte e polo magnético sul.

É explicitamente importante aqui que se evite confundir essa nomenclatura com a nomenclatura muito semelhante utilizada para nomearem-se os polos geográficos de objetos em rotação; em particular os polos geográficos do planeta Terra. Associados a um objeto em rotação têm-se os polos geográficos. Fala-se neste caso em polo geográfico norte e polo geográfico sul: considerando-se os dois pontos determinados pelo interseção do eixo de rotação com a superfície do objeto girante, movendo-se os dedos da mão direita sobre o mesmo de forma que os dedos dessa mão, em posição de segurá-lo, acompanhem o seu movimento de rotação, ter-se-á o dedão dessa mão indicando o polo que será então denominado polo geográfico norte; outro dos dois pontos na superfície será o polo geográfico sul.

A definição de qual dos polos magnéticos de um eletroímã será nomeado polo magnético norte e qual será o polo magnético sul também pode, em vista do paradigma científico válido atualmente, ser determinada mediante uma das aplicações da "regra da mão direita"; obviamente não existindo neste caso um eixo de rotação espacial aplicável, contudo. A referência é nesse caso a direção e sentido estabelecidos pela corrente elétrica diretamente associada ao comportamento magnético observado, corrente essa que geralmente percorre o condutor elétrico, espira ou solenoide em consideração. Estabelecido qual é o polo norte e qual o polo sul magnéticos desse, por comparação, estabelece-se qual o polo norte e qual o sul de qualquer outro magneto. Para tal basta observar que, dados dois objetos em interação magnética:

polos de mesma nomenclatura, quando em interação, determinam repulsão;

polos de nomenclaturas diferentes, quando em interação, determinam atração.

É sabido, entretanto, que a nomenclatura magnética em debate antecede cronologicamente o conhecimento necessário ao uso da regra da mão direita para determiná-la. A explicação para a questão derivada passa certamente pela percepção de que a semelhança entre as nomenclaturas para os polos geográficos e para os polos magnéticos talvez não seja, e em verdade não é, mera coincidência. Há muito, conforme citado, sabe-se que dipolos magnéticos, quando suspensos de forma que possam girar livremente, orientam-se espacialmente de forma que um de seus polos magnéticos determine uma direção próxima àquela estabelecida pelos polos geográficos da terra. Tal observação levou à denominação no magneto de polo magnético norte ao polo magnético que orienta-se de forma a indicar o polo geográfico norte, e à de polo magnético sul ao polo magnético do magneto voltado para o sul geográfico da Terra. Essas nomenclaturas conforme estabelecidas são - ao menos na atualidade visto que os polos magnéticos do planeta alternaram suas posições geográficas com o passar das eras - condizentes com as estabelecidas pelos usos antes citados da regra da mão direita.

A Terra porta-se como se fosse um gigantesco ímã. Junto ao polo geográfico norte tem-se o polo magnético sul do planeta, e junto ao polo geográfico sul o norte magnético.

Bússola usada na navegação. Atraído pelo polo magnético sul da Terra, o polo magnético norte da agulha da bússola irá orientar-se sempre de forma a indicar em proximidade o norte geográfico do planeta.

Durante muito tempo procurou-se explicação para a orientação assumida pelos ímãs quando suspensos de forma a girarem livremente. A resposta é em princípio simples quando se propõe que a Terra se comporta como um ímã de dimensões gigantescas, contudo mostra-se bem mais complicada quando evolui para a questão de se saber o porquê da Terra se comportar como um ímã.

Em dias atuais os polos geográficos localizam-se próximos, mas não coincidentes, aos polos magnéticos da Terra. Em vista das considerações na seção anterior, é fácil perceber que próximo ao polo geográfico norte da Terra situar-se-á o polo sul magnético do planeta, e próximo ao polo geográfico sul do planeta encontra-se o polo magnético norte deste. Tal posicionamento leva ao correto funcionamento da bússola: o norte magnético da agulha magnética determina o norte geográfico do planeta por ter sido atraído pelo polo magnético sul do planeta, esse setentrionalmente localizado.

Em termos dos polos geográficos e do eixo de rotação do planeta, fundamentais para se definirem as coordenadas geográficas, as posições geográfica dos polos magnéticos são atualmente as seguinte:

Vale contudo lembrar que a bússola nem sempre irá apontar exatamente para tais pontos. Devido a interferências associadas às condições magnéticas locais, devidas entre outros à presença ou não de materiais magnéticos no solo, mesmo o uso da bússola para a orientação geográfica deve ser feito com cautela, devendo esta ser atrelada a uma correção pontual conhecida por declinação magnética. As cartas de navegação normalmente informam a declinação magnética aplicável e sua área de abrangência.

A explicação do porquê a Terra se comporta como um grande ímã mostra-se bem mais nebulosa ao considerar-se que os registros magnéticos gravados em rochas vulcânicas - nos ímãs naturais, verdadeiros "fósseis" magnéticos - fortemente sugerem que as posições geográficas dos polos magnéticos do planeta mudam não apenas constantemente - conforme corroborado por medidas atuais - como em verdade mudam radicalmente. Nos últimos 17 milhões de anos, tempo não tão significativo perto dos 4,5 bilhões de anos atribuídos à idade do planeta, os polos magnéticos teriam invertido suas posições cerca de 170 vezes. Mesmas considerações sobre o fato de que o manto e o núcleo da Terra sejam constituídos em essência por ferro não são suficientes para estabelecer-se um modelo satisfatório. Sabe-se que o material do manto encontra-se em estado líquido viscoso, em temperaturas bem acima da temperatura de Curie deste elemento, o que o leva a um estado não magnético. A mesma consideração, quando aplicada ao núcleo, mesmo este sendo sólido, mostra-se também pertinente. Até o momento não se tem um modelo cientificamente aceito para explicar o magnetismo terrestre e seu comportamento. Supõe-se que correntes elétricas oriundas de gradientes de temperatura no interior do planeta desempenhem papel importante no processo.

No âmago do fenômeno.

Conforme citado, não se verificou, até os dias de hoje, a existência de cargas magnéticas - de monopolos magnéticos - na natureza. Eis pois que surge a questão: qual a causa primária responsável pelos fenômenos magnéticos observados na natureza? A resposta é simples: cargas elétricas em movimento, ou seja, correntes elétricas.

Quando duas partículas eletricamente carregadas encontram-se estáticas no referencial adotado, há entre elas uma interação de natureza puramente elétrica. Caso apenas uma delas esteja em movimento retilíneo uniforme, ainda haverá entre elas apenas uma interação de natureza elétrica. Contudo, colocando-se ambas em movimento retilíneo uniforme, observar-se-á no referencial adotado que, além da interação elétrica entre as mesmas, uma nova forma de interação - a interação magnética - far-se-á presente. As cargas foram colocadas em movimento retilíneo uniforme por simplicidade, havendo entre as mesmas interação magnética mesmo no caso em que estas encontrem-se aceleradas, desde que ambas, contudo, apresentem velocidades não nulas. A escolha de sistemas envolvendo apenas cargas em movimento retilíneo uniforme é geralmente assumida quando estuda-se o magnetismo em virtude de que em sistemas envolvendo cargas elétricas aceleradas haverá ainda um terceiro fenômeno envolvido: a emissão de ondas eletromagnéticas. Tal fenômeno resume-se geralmente na seguinte sentença: "cargas elétricas aceleradas irradiam". A necessidade de se considerar as interações oriundas da radiação presente em tais sistemas certamente torna-os mais complexos, sendo estes estudos no contexto do eletromagnetismo.

O estudo dos fenômenos associadas à interação magnética em sistemas envolvendo apenas cargas elétricas em movimento retilíneo uniforme - ou em sistemas onde a quantidade total de onda eletromagnética irradiada pode ser desprezada - é geralmente designado por magnetostática.

Em essência, todo magnetismo conhecido atrela-se de alguma forma à presença de cargas elétricas em movimento. Mesmo em ímãs naturais, materiais onde não verifica-se a presença de correntes macroscopicamente mensuráveis em suas estruturas, tal afirmação é valida. O magnetismo em ímãs naturais e demais materiais magnéticos associa-se à cinemática das cargas elétricas - prótons e elétrons, com destaque para os últimos - presentes em suas estruturas microscópicas, ou seja, nos átomos que os compõem. Em essência, em vista dos modelo atômicos de Rutherford-Bohr para o átomo, os elétrons movem-se em órbitas em torno do núcleo - produzindo por tal cada qual um efeito magnético. Mesmo em vista do modelo mais moderno para o átomo - o modelo atômico dos orbitais - derivado de avanços na compreensão da mecânica quântica, tal afirmação ainda é plenamente válida. As propriedades magnéticas de um material são decorrentes da forma como os diversos dipolos magnéticos oriundos das correntes elétricas em suas estruturas atômicas se combinam entre si, tanto em nível interno ao próprio átomo - o que se refere sobretudo à interação magnética entre si dos elétrons que o estruturam - como entre um átomos e seus demais vizinhos. Há de se considerar também em qualquer dos modelos citados que o magnetismo associado a uma partícula carregada em particular, seja esta próton ou elétron - não se deve apenas ao seu movimento relativo no referencial adotado. Há também, de grande relevância à análise do comportamento magnético - e da própria estruturação do átomo como descrito - o momento magnético intrínseco de cada partícula, este diretamente correlacionado ao spin - ao momento angular intrínseco - da referida partícula. É sabido que associar o momento angular intrínseco de uma partícula ao movimento de rotação desta sobre seu eixo não é um dos melhores modelos para se explicar tal propriedade - mesmo porque partículas como o elétron não têm dimensão experimentalmente resolvida (o elétron é até o memento literalmente um ponto) - contudo este modelo serviria de base para justificar a correlação entre os momentos angular e magnético intrínsecos das partículas carregadas: uma partícula carregada que gira sobre si implica carga elétrica em movimento circular e, por tal, em campo magnético. Partículas carregadas como elétrons e prótons são, por si só, pequenos dipolos magnéticos, e os efeitos magnéticos destes são fundamentais tanto à compreensão da estrutura do átomo como do comportamento magnético da matéria como um todo.

Fonte: RT-TV

Curiosidades sobre o eletromagnetismo

O obscuro universo do átomo

Mistérios científicos sem solução

Mistérios do Universo



quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Teoria da cratera de impacto




Cratera de impacto de Chiemgau

Em 16 de outubro de 2.004, a revista Astronomy publicou um artigo online que discutia um novo campo de crateras de impacto encontrado no sudeste da Baviera, Alemanha. O campo encontra-se numa elipse de 58 por 27 quilômetros, comprimento e largura, com pelo menos 81 crateras de impacto que variam de 3 a 370 metros de tamanho.

Muitos artigos foram publicados na Alemanha, sobre o assunto, inclusive sugerindo que o lago Tuttensee seja a maior cratera do campo espalhado.

Com uma parede de 8 metros de altura, 500 metros de diâmetro, e uma profundidade de 30 metros.

Segundo a equipe de pesquisa das crateras de impacto de Chiemgau, uma pesquisa física e arqueológica calcula que o evento tenha ocorrido entre 700 e 300 ac, na época Holoceno. Essa longevidade pode diminuir para 200 ac, 2.200 anos atrás, devido às observações de anéis de árvores, carvalhos irlandeses, que preservam evidências do evento em 207 ac.

Segundo os cientistas, a baixa densidade teria desintegrado um asteroite ou cometa, seus destroços teriam criado tais crateras, formando, inclusive, o lago Tuttensee.

O maior destroço teria se esmagado no chão com uma força equivalente a 106 milhões de toneladas de TNT, ou 8.500 bombas de Hiroshima.

Foram encontradas na região, artefatos celtas que parecem ter sido queimados, além disso, autores romanos escrevem sobre pedras caindo do céu, nessa época.

Fonte: Listverse

Segundo um autor da Wikipedia, a teoria das crateras de impacto é absoleta. Essa teoria científica não poderia ser levada a sério, já que um estudo na região mostrou um solo de sedimentação inalterada, desde o último período  glacial.

As reivindicações de cratera de impacto foram criadas por uma equipe de cientistas amadores, CIRT (Equipe de pesquisa de impacto de Chiemgau), teoria que se espalhou e é muito discutida entre os turistas na região.

Fonte: Wikipedia

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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Espírito da alma



Origem do nome - Hebraico e Latino

Influências - Teologia, Filosofia

Definição - Um ser vivo distinto do corpo.

Conhecida por ser imortal


Nota: Para outros significados, veja Alma (desambiguação).

Alma é um termo derivado do hebraico nephesh, que significa vida ou criatura, e também do latim animu, que significa "o que anima".

Na religião possui grande importância, sendo o motivo de haver capacidade ao indivíduo a fazer e viver coisas e momentos complexos. Foi discutida e citada na filosofia.

Comentário: "A relação com o hebraico é mais importante, por isso a alma tem muito a ver com religião."


Na Teosofia, a alma é associada ao 5º princípio do Homem, Manas, a Alma Humana ou Mente Divina. Manas é o elo entre o espírito (a díade Atman-Budhi) e a matéria (os princípios inferiores do Homem).

Assim, a constituição sétupla do Homem, aceita na Teosofia, adapta-se facilmente a um sistema com três elementos: Espírito, alma e corpo. Sendo a alma o elo entre o Espírito e o corpo.

Comentário - "A partir da constituição do ser humano completo, corpo, alma e espírito, é difícil não lembrar de Pai, Filho e Espírito Santo. Nessa constituição, Jesus é o corpo, Deus é a alma e o Espírito Santo é o que os une.

A divisão da alma, corpo e espírito, é extremamente complexa, não para o entendimento mas, principalmente, para a crença. Algumas pessoas nem conseguem distinguir o espírito do corpo, quanto mais a alma do espírito, o que seria quase impossível.

Apesar disso, a filosofia popular apresenta constantemente esses conceitos,  e nem há necessidade de distinção, identificação, já que para sermos pessoas íntegras deveremos nos preocupar com as três partes."

De uma forma geral, a ciência moderna estuda o homem sem fazer referências a uma alma imaterial, uma vez que, se existe, não pode ser observada nem medida pelos instrumentos atuais. Apesar disso, alguns cientistas têm tentado encontrar evidências da existência e da natureza da alma humana. Muitas das pesquisas científicas nesse assunto vão em direção das experiências de quase-morte, porém não existem provas conclusivas para a ciência moderna de que realmente os pacientes saíram do próprio corpo, ou se sofreram de alucinações. Há também alguns cientistas como Ian Stevenson e Brian Weiss que conduziram estudos de caso sobre crianças narrando experiências anteriores ao nascimento, e que poderiam sugerir uma possibilidade de reencarnação (portanto, existência da alma), embora não tenham demonstrado pelo processo científico como isto poderia ocorrer. Tampouco descartavam hipóteses como as narrativas serem fruto da imaginação.

Comentário: "Fica claro que a ciência não poderia explicar a existência da alma, principalmente depois que as ciências se distinguiram das ciências ocultas. Talvez fosse o caso das ciências estudarem a si mesmas, procurarem a sua própria alma, nas ciências ocultas.

Na questão da Quarta Dimensão, a ciência conseguiu quebrar essa barreira entre o material e o imaterial, contudo, na questão da alma ela hesita justamente para não ceder espaço para a religião."

A neurociência é um termo que reúne as disciplinas biológicas que estudam o sistema nervoso. Muitas descobertas da neurociência trazem intrigantes fatos a respeito da mente.

Comentário: "A neurociência tem evoluído muito mas está muito limitada, apesar disso, foi importante na humanização dos tratamentos mentais."

O estudo de pessoas que tiveram os dois hemisférios cerebrais separados (o que se chama de calosotomia, resultado de cirurgia para tratar casos graves de epilepsia, ou devido a traumatismos ou derrames) têm trazido importantes implicações para o entendimento do funcionamento da mente. Os hemisférios direito e esquerdo são em muitos aspectos simétricos. O hemisfério direito controla o lado esquerdo do corpo e o hemisfério direito controla o lado esquerdo e as funções mentais são distribuídas nos dois. No entanto, na maioria das pessoas, algumas funções mentais são mais concentrados no hemisfério esquerdo (linguagem, raciocínio linear), enquanto outras são mais concentradas no direito (emoções intensas, intuição espacial do próprio corpo, expressão emocional no rosto), embora essas funções não sejam exclusivas de cada hemisfério. Além disso, o campo visual esquerdo de cada olho é recebido pelo hemisfério direito e o campo visual direito é recebido pelo esquerdo. O corpo caloso permite a comunicação entre os dois hemisférios.

Ocorre que nos pacientes que tiveram seu corpo caloso completamente dividido (calosotomia), os hemisférios perdem a comunicação entre si (embora com o tempo o cérebro tenda a encontrar outras maneiras de estabelecer comunicação entre os dois hemisférios através de outras conexões nervosas que existem no cérebro além do corpo caloso). Com isso, o hemisfério esquerdo, que controla o lado direito do corpo e é especializado na linguagem, passa a funcionar de modo separado do hemisfério direito, que controla o lado esquerdo do corpo e é especializado nas emoções.

Embora o hemisfério direito não tenha acesso aos centros de linguagem e, portanto, não possa falar, ele pode rearranjar cartas com letras dispostas numa mesa com a mão esquerda. Por exemplo, em um estudo, a um sujeito que havia sofrido calosotomia foi perguntado sobre qual é sua profissão ideal. Verbalmente (ou seja, usando o hemisfério esquerdo), o paciente respondeu que ele gostaria de ser desenhista. No entanto, com a mão esquerda (isto é, usando o hemisfério direito), ele rearranjou as letras formando as palavras "corrida automobilística" ("car race", em inglês) sem que seu hemisfério esquerdo (o que fala) tivesse consciência disso.

Roger Sperry, sobre numa pesquisa com pacientes com o cérebro dividido, relata que, quando foi mostrada ao hemisfério direito do paciente (por meio de óculos especiais que bloqueiam o campo visual direito de cada olho) uma foto de uma pessoa familiar, a mão esquerda apontou a primeira letra do nome dessa pessoa, embora o paciente dissesse (o hemisfério esquerdo) que não via foto alguma e que tampouco movia o braço esquerdo. Quando uma foto do próprio paciente foi mostrada ao hemisfério direito, o paciente respondeu com reações emocionais tais como gargalhadas e sorriso autoconsciente, além de frases emocionais simples como "Oh, não! Oh, Deus!". O hemisfério direito também respondeu com polegar para cima ou para baixo de modo socialmente correto para fotos de personalidades famosas tais como Winston Churchill e Hitler. Tudo isso com o paciente dizendo (seu hemisfério esquerdo) que não via foto nenhuma.

O hemisfério direito do cérebro, funcionando independentemente e isolado do esquerdo, demostra inteligência. Ele pode perceber, analisar, lembrar, realizar raciocínio complexo, compreender emoções e expressá-las, demostrar conhecimento cultural e responder criativamente a novas situações.

Essas pesquisas mostram que, em alguns casos de cérebro dividido, o cérebro gera o que parece ser duas consciências separadas. A pesquisa sobre pacientes com cérebro dividido levou o neurocientista e ganhador do prêmio Nobel Roger Sperry a concluir: "Tudo o que vimos indica que a cirurgia deixou essas pessoas com duas mentes distintas, isto é, duas esferas separadas de consciência. O que é experimentado no hemisfério direito parece estar totalmente fora do âmbito do que é experimentado pelo hemisfério esquerdo."

Uma das consequências mais dramáticas e evitadas da calosotomia é a Síndrome da mão alheia. Uma das mãos "ganha vontade própria" (em geral a esquerda) após a cirurgia e se opõe ao que o paciente deseja, desfazendo o que a mão direita faz (conflito inter-manual). Por exemplo, tarefas como abrir uma porta com a mão direita é desfeita pela esquerda. Ao se vestir, a mão esquerda pode se opor, e luta para tirar a roupa que a mão direita por sua vez luta para colocar. Em outro caso, a mão esquerda (hemisfério direito) de um paciente preferia alimentos diferentes e até mesmo programas de televisão diferentes, intervindo contra a vontade expressa pelas ações da mão direita que é verbalizada pelo paciente. Há ainda o caso de um paciente cuja mão esquerda se opunha sempre que o paciente tentava acender um cigarro e fumar, a mão esquerda frequentemente arrancava o cigarro ou o esqueiro e os atirava longe. Outro caso relatado é a de um paciente cuja mão estranha apalpava o seio de todas as mulheres que se aproximavam dele, provocando um grande constrangimento para ele.

De acordo com alguns ideais ateístas, esses estudos científicos colocam sérias questões ao dualismo, pois seus resultados parecem inconciliáveis com a ideia da existência de uma alma individual (isto é, indivisível) independente do cérebro, já que fornecem fortes evidências de que uma divisão física do cérebro produz como que duas almas diferentes que possuem propósitos, gostos, opiniões, personalidade e pensamentos diversos, embora compartilhem lembranças de fatos anteriores à separação dos hemisférios. Se a mente se torna duas mentes ao nível físico do cérebro dividido em dois, como não concluir que, durante o momento da morte física do cérebro e a ruptura cada vez maior das conexões neurais, o que chamamos de mente se multiplica em numeráveis mentes cada vez mais dispersas até que todas as conexões se desfazem?

Porém, do ponto de vista de defensores da alma, isto implica apenas no resultado de um efeito fisiológico do corpo. Sendo o corpo o invólucro temporário da alma, esta fica sujeita as condições que este lhe oferece para se expressar. Sendo a alma do ser humano condizente com o seu grau de evolução, esta também não é perfeita e esta sujeita as suas vontades enquanto no corpo, seguindo os princípios do livre-arbítrio, e também as suas limitações. Acontecimentos como estes podem ser parte de processos reencarnatórios, segundo os princípios da reencarnação. E também simplesmente explicados com o fato de o corpo ser a dualidade de emoção e raciocínio. Se o seu cérebro, órgão condutor e comandante do sistema nervoso, está dividido, o corpo fica passível de suas consequências. O fato de aparente duas consciências surgirem, nada mais é do que o emocional e o racional, que normalmente trabalham em conjunto, quando não em harmonia mas em acordo quando um supera o outro, neste caso ficam totalmente separados, expondo talvez, coisas que um deixava escondido do outro, quando expresso na atitude do ser humano alvo da Calosotomia.

Comentários: "Muita atenção nessa parte do texto pois é nessa parte que a polêmica se torna mais forte. As experiências com Calosotomia podem até insinuar que a religião é só uma crendice ou que a paranormalidade é só alucinação, mas só quem já passou por tais experiências sentiram essas emoções.

O fato é que nosso cérebro não é totalmente desenvolvido, apesar dos ambidestros levarem uma vantagem imensa - nesse ponto, a sociedade passa por uma revolução, já que todos estamos nos tornando involuntariamente ambidestros.

Particularmente, os epilépticos também podem apresentar algumas distinções em relação ao padrão de desenvolvimento mental normal de uma pessoa, podendo ou não se tornar canhoto, ambidestro, empreendedor, autodidata, além de apresentar históricos de sonhos lúcidos, sonambulismo, terror noturno, etc.

Quem tem experiência com epilepsia sabe como isso tudo funciona. Algum tipo de distúrbio leva a mente a um comportamento incontrolável para a ciência padrão, exigindo muito mais do que apenas técnicas científicas.

Nesse caso, a pessoa pode se tornar hiperativa, sua mente acelera e raramente traz consequências indesejáveis, levando a conclusão de que é um processo normal do cérebro.

Acontece que essas experiências podem levar uma pessoa a ter uma percepção maior que as outras, podendo proporcionar experiências inconfessáveis.

Os relatos da Idade Média são os mais corajosos, já que havia uma certa liberdade de culto à morte. Assim, uma pessoa que podia ver os mortos era considerada uma pessoa especial e não uma lunática.

O fato é que os epilépticos são muito sensíveis e certas experiências só pessoas muito sensíveis podem ter. A sensibilidade não era considerado um sentido vital, até há pouco tempo, mas isso tem mudado."


Chegou a uma altura na história da humanidade em que o Homem começou verdadeiramente a assumir a existência de uma alma.

A Alma sempre foi motivo de controvérsia entre as diferentes denominações religiosas e crenças, mesmo porque nunca foi totalmente compreendida, explicada ou observada.

Antes que o homem concluísse que a possibilidade de uma alma em evolução em conjunto com a mente de um indivíduo e com a paternidade de um espírito divino, julgou-se que ela residia em diferentes órgãos físicos – nos olhos, no fígado, nos rins, no coração e, posteriormente, no cérebro. Os selvagens associavam a alma ao sangue, à respiração, às sombras e aos reflexos do seu eu na água.

Mais tarde os hindus conceberam o atman. Os mestres hindus realmente aproximaram-se duma avaliação da natureza e da presença de um espírito, mas houve uma falha provável quando não distinguiram a co-presença da alma em evolução, potencialmente imortal.

Os chineses, contudo, reconheceram dois aspectos num ser humano, o yang e o yin, a alma e o espírito.

Os egípcios e muitas tribos africanas também acreditavam em dois factores, o ka e o ba; e não acreditavam geralmente que a alma fosse preexistente, apenas o espírito. Os antigos habitantes das terras que circundavam o vale do Nilo acreditavam que todo indivíduo favorecido tinha recebido à nascença, ou pouco depois, um espírito protector a que chamavam ka. Eles ensinavam que esse espírito guardião permanecia com o sujeito mortal ao longo da vida e que passava, antes dele, para o estado futuro.

Nas paredes de um templo em Luxor, onde está ilustrado o nascimento de Amenhotep III, o pequeno príncipe está retratado nos braços do deus do Nilo e, próximo a ele, está uma outra criança, idêntica ao príncipe na aparência, que é o símbolo daquela entidade a que os egípcios chamavam ka. Essa escultura foi terminada no décimo quinto século antes de Cristo.

Julgava-se que o ka era um gênio de espírito superior, que desejava guiar o mortal ligado a ele em caminhos melhores na vida temporal; porém, mais especialmente, ele desejava influenciar a sorte do sujeito humano na próxima vida. Quando um egípcio desse período morria, era esperado que o seu ka estivesse aguardando por ele do outro lado do Grande Rio. A princípio, supunha-se que apenas os reis tivessem kas, mas afinal, acreditou-se que todos os homens rectos possuíam-nos.

Toda esta rica ideologia cresceu, fomentando as raízes que derivaram posteriormente nos conceitos atuais da alma, base de muitas religiões cujos seguidores acreditam possuir almas, ou serem acompanhados por elas e mesmo até serem eles próprios as almas.

Comentários: "Nessa parte do texto notamos como é variada a relação dos vários povos com o conceito da alma e que, apesar de poucas pessoas dessas sociedades terem sensibilidade suficiente para buscar sua natureza divina, elas foram suficientes para estabelecerem religiões que foram tão importante para as suas culturas e para a evolução da humanidade.

A religião ganha força quando o caos toma conta do mundo, quando crises acontecem, como aconteceu na Idade Média, foi nessa época que o pensamento do ser humano passou por uma espécie de reciclagem, ou seja, foi nessa época que o ser humano voltou sua mente para o passado, para pensamentos, descobertas e criações que não foram reconhecidas, nessa época redescobrimos nossa alma.

Essas crises de época, causadas pela insustentabilidade de sistemas imperialistas ambiciosos, tornam as pessoas mais humanas, sensíveis, conscientes de suas almas. Isso poderá evitar que possamos adorar um artefato como uma bomba atômica, como aconteceu no filme "O Planeta dos Macacos", no futuro."

Comentários: By Jânio

Fonte: Wikipedia

Texto relacionado:

Alma penada






quinta-feira, 22 de março de 2012

Manual para historiador amador




Para quem utiliza a Wikipedia como base para seus textos, tem notado a dificuldade que dá a adaptação de um texto para o blog. 

Alguns textos são muito simples, é verdade, mas há textos que apresentam tantos dados novos, ou técnicos, que fica difícil de se fazer um resumo decente.

Eu encontrei nas obras de Marlene e Silva, um bom manual que poderia ser utilizado por quem gosta de história e aproveita bons textos da Wikipedia para seu blog.

Vamos ao beabá do historiador amador?

01 - Características de um fato histórico:

A)  Repercussão Social - provocar alguma transformação na sociedade.

B)  Singularidade - ocorrer uma única vez; não se repetir.

C)  Localização no tempo e no espaço - onde e quando ocorreu.

D)  É estudado de forma indireta - através de documentos.

Os fatos históricos variam muito e estão presentes na parte teórica de outras área, analisando fatos econômicos, políticos, sociais, religiosos, artísticos e científicos.

Além de conhecer um fato histórico, é preciso interpretá-lo, verificar a sua importância na vida de um povo. 

02) Passo a passo do estudo de um fato histórico:

A) Conhecer o fato -  saber qual o fato histórico que vai ser estudado.

B) Localizá-lo no espaço - onde ocorreu: continente, país, estado, cidade.

C) Localizá-lo no tempo - quando ocorreu: Século, ano, mês dia.

D) Interpretar o fato - saber qual o seu significado: A sua importância para a história.

Todos os elementos que possibilitem ao historiador reconstruir a vida histórica são chamados de fontes históricas. Elas podem ser:

A) Orais: fábulas, provérbios, lendas, canções populares.

B) Escritas: constituições, leis, decretos, diários, cartas, biografias, testamentos, etc.

Vestígios mais importantes: edifícios, monumentos, esculturas, retratos, mapas, moedas, armas, fósseis, etc.

Ciências que dependem da história:

A) Paleografia e Epigrafia: estudam as escritas antigas. A primeira em material leve (papel, pergaminho e papiro) e a segunda em material pesado (pedra, bronze, barro).

B) Numismática: estuda as moedas.

C) Heráldica: estuda os brasões, os escudos, as árvores genealógicas.

D) Sigilografia: estuda os selos e timbres. É muito importante para verificar a validade dos documentos históricos.

E) Diplomática: estuda os documentos oficiais.

F) Cronologia: estuda os diferentes calendários. É uma das mais importantes ciências, pois ajuda a ordenar os fatos históricos no tempo.

Ciências que não dependem da história, mas auxiliam o historiador.

A) Geografia: estuda a paisagem. Ajuda o historiador a localizar o fato histórico no espaço, e a conhecer o meio físico e humano.

B) Economia: estuda as relações de produção, distribuição e consumo.

C) Sociologia: estuda o homem em sociedade.

D) Paleontologia: estuda os fósseis.

E) Antropologia: estuda o homem, física e culturalmente.

F) Arqueologia: Estuda as culturas extintas. 

Fonte: História Geral: Marlene e Silva