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quinta-feira, 6 de abril de 2017

Rússia pede na ONU investigação completa sobre o ataque químico na Síria



O representante da Rússia no Conselho de Segurança da ONU, Vladimir Safronkov, pediu hoje (5) na reunião do órgão que qualquer decisão sobre o possível uso de armas químicas na Síria seja adotada apenas após uma completa investigação dos fatos mais recentes e apontou para a suposta responsabilidade de um grupo armado no caso. As informações são da agência espanhola Efe

Safronkov justificou no Conselho sua oposição a um projeto de resolução que buscava condenar o ataque realizado na segunda-feira (3) na cidade síria de Khan Sheikhoun, no norte do país, quando cerca de 70 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas. O diplomata fusso disse que "não seria sério" o Conselho de Segurança aprovar uma resolução sobre estes fatos sem ter feito uma investigação "objetiva" sobre o caso, que só tem "falsos reportes".

"É preciso fazer uma investigação completa para averiguar o que aconteceu e quem foi responsável", reforçou.


O projeto de resolução, que acabou não sendo levado à sessão do Conselho de Segurança, era defendido pelos Estados Unidos, França e Reino Unido e exigia averiguação a fundo do caso. Não estabelecia, no entanto, quem era responsável pela ação, embora os governos dos três países acusassem o regime de Bashar al Assad.

Safronkov mostrou oposição a algumas partes do texto do projeto de resolução, que, segundo ele, deveria condenar "o uso de armas químicas de qualquer tipo". Em sua exposição, ele reiterou relatórios fornecidos por Moscou que dão conta de que a aviação síria realizou um ataque das 11h30 às 12h30 (horário da Síria) da  segunda-feira na parte leste de Khan Sheikhoun.

Segundo a Rússia, esse ataque teve como alvo um estoque de munição e equipamentos de guerra em um território supostamente controlado pelo grupo terrorista Frente Al-Nusra, filial da Al Qaeda.
De acordo com Safronkov, nesse local havia uma instalação para fabricar munição "que usa armas tóxicas" e que aparentemente seria usada no Iraque e na cidade síria de Aleppo.

Dados divergentes

As informações dadas pelo representante russo ao Conselho de Segurança, contudo, não coincidem nem com a hora nem com o local apresentados em relatórios de autoridades locais e organismos de direitos humanos sobre o ataque.

Conforme disse à Agência Efe, Osama al Siada, presidente do Conselho Local de Khan Sheikhoun e uma das testemunhas do ocorrido, o ataque aconteceu por volta das 6h50, no horário local, e os lugares atingidos foram três pontos do norte da cidade e um do centro. De fato, o Observatório dos Direitos Humanos da Síria estava noticiando os fatos duas horas antes da hora que Safronkof mencionou.

Na mesma reunião do Conselho, um representante da Síria, que foi convidado a participar embora seu país não seja membro do órgão, disse que as denúncias eram "invenção" de algumas nações ocidentais. Ele também negou categoricamente que as forças armadas sírias tenham usado armas químicas no conflito iniciado nesse país em 2011. "Nunca usamos e nunca usaremos", assegurou.

Agência Brasil



terça-feira, 2 de julho de 2013

Antileaks ataca site da RT-TV



Site da rt.com foi desativado  temporariamente, cerca de cinco horas, por um ataque DDoS. O ataque coincidiu com o relatório da RT sobre o julgamento de Bradley Manning e os protestos contra o governo da Turquia, como cobertura ininterrupta pelo Twuitter.

O ataque foi reivindicado pelo grupo hacker AntiLeaks, justamente quando a RT atingia um bilhão de visualizações no Youtube, primeira agência de notícias a conseguir tal façanha.

"Sim, nós somos responsáveis pelo ataque da RT.com", dizia um tweet do AntiLeaks, segunda-feira. Os mesmos hackers fizeram anteriormente um ataque utilizando "denial-of-service attack distributed (DDoS) em agosto de 2012, durante o episódio de estréia do show do fundador do WikiLeaks Julian Assange na RT.

Hackers frequentemente utilizam ataques DDoS para desativar sites, sobrecarregando o serviço de hospedagem através de acesso massivo ao servidor do site.

"Esta é uma continuação do nosso protesto contra RT.com pelo apoio do traidor Bradley Manning e  do terrorista cibernético Julian Assange, que eu preciso lembrar seus telespectadores, uma vez ameaçou revelar arquivos do governo, contendo os nomes de espiões, fontes e informantes, mortos ou levados a julgamento",  foi o que o AntiLeaks escreveu em um e-mail para o jornalista Michael Rusch.

O Vazamento de segunda-feira coincide com o primeiro dia do julgamento  de Manning, com o porta-voz do AntiLeaks referindo-se a Manning, que arriscou sua vida para revelar atrocidades cometidas pelas forças armadas dos EUA no Iraque e no Afeganistão, como um "covarde".  O AntiLeaks descreveu anteriormente Assange como "uma nova geração de terroristas" e advertiu segunda-feira que "você vai viver os seus últimos dias aqui na América."

Este ataque no entanto, como o do ano passado, não impedem a cobertura permanente do julgamento Manning ou os protestos na Turquia, pela RT-TV.

O ataque foi confirmado pela russa Kaspersky Lab, empresa especialista em segurança de internet:

"O Site da RT esteve sob uma série de DDoS-atack na segunda-feira. Kaspersky Lab tomou as medidas de segurança e repeliu ambos os ataques", disse o provedor de segurança da internet.

"Pouca informação pôde ser adquirida do AntiLeaks, além dos feeds da organização no Twitter. Apesar de apenas algumas dezenas de tweets ao longo de quase um ano, estes são recheados com linhas patrióticos, como  o lema dos Marine Corps. Vários blogs têm especulado que o grupo seria formado por funcionários da Agência de Segurança Nacional, uma organização de inteligência  que já tem décadas,  mas que foi tornada pública sob a administração de George W. Bush, ou poderiam ser especialistas em informática, afiliados com a NSA. Um tweet  em agosto de 2012, revela um pouco mais.

"Você pode me chamar DietPepsi", dizia a mensagem. "Eu sou o líder do AntiLeaks. Nós não estamos fazendo isso para chamar a atenção para nós mesmos. Somos jovens adultos, cidadãos dos Estados Unidos da América e estamos profundamente preocupados com as atividades de Julian Assange e sua tentativa de asilo no Equador".

Fonte: RT-TV

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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Operação Payback




Operação Payback é uma série de ataques coordenados e descentralizados, direcionados contra os inimigos da pirataria e ativistas virtuais.  Essa operação  conta com a participação de hackers de nível avançado, denominado "Anonymous", hackers frequentemente relacionados ao site 4chan.

A Operação Payback começou com uma atividade considerada simples pelos ativistas, ataque em massa de sites alvos, utilizando computadores zubis infectados por programas hackers. Falando em termos técnicos: começou como retaliação a negação de serviço (DDoS) aos inimigos da pirataria.

Uma das primeiras manifestações virtuais do grupo ocorreu quando informaçães americanas importantes vazaram, revelando as intenções dos bancos de barrar transações bancárias do Wikileaks.

Ativistas hackers criaram a Operação Payback em setembro de 2.010, como retaliação contra o plano de empresas em utilizar o software Airplex. O plano era atacar o Software Aiplex diretamente, mas o site havia sido desativado por conta própria.

O grupo redirecionou o alvo para as organizações pró-direitos autorais, Motion Picture Association of America (MPAA) e Federação Internacional  da Indústria Fonográfica, provocando uma inatividade total de 30 horas nos dois sites. Outros sites atacados foram: ACS Law, Davenport Lyons e Dunlap, Grubb & Weaver (direitos autorais dos EUA).

O proprietário da ACS Law disse que não pretendia perder tempo com esse problema, procurando manter as aparências depois do ataque, entretanto, os Anonymous tinham uma surpresa para ele.

Quando o site voltou a ficar online, 350 MB de informações sigilosas estavam visíveis para os internautas, por um curto período de tempo. O backup incluia cópias de e-mails enviados pela empresa, que foi baixado e compartilhado em peer-to-peer (P2P), redes e websites como  "The Pirate Bay". Alguns e-mails continham os nomes e endereços de pessoas que a ACS Law acusou  ilegalmente  de compartilhamento de mídia. Um deles continha mais de 5.300 clientes da Skybroadband (banda larga), clientes acusados injustamente de compartilhar pornografia, enquanto outro continha listas de 8.000 clientes da Sky e 400 da Plusnet, acusado de infringir direitos autorais em redes P2P.

Em setembro de 2.010, o ataque DDoS na Australian Federation Against Copyright Theft (AFACT) derrubou outros 8.000 sites menores.

Em setembro de 2.010, a Associação do Comércio Audiovisual de Portugal (ACAPOR) apresentou uma queixa contra o The Pirate Bay. Em outubro de 2.010 o site da ACAPOR foi atacado com uma mensagem da Operação Payback e um redirecionamento para o "The Pirate Bay". Os Anonymous também consequiram  copiar os emails da ACAPOR, revelando suas insatisfação com a justiça portuguesa.

Outros ataques:

Em 4 de outubro de 2.010, a Operação Payback lançou um ataque contra o Ministry of Sound.

Em 7 de outubro de 2.010, atacaram o site da sociedade de direitos autorais da Espanha.

Em 18 de outubro atacaram o Escritório de propriedade Intelectual do Reino Unido.

As produtoras SatelFilm.at e Wega-Film.at foram atingidos por "drive-by" durante DDoSes em 21 de outubro de 2010, em resposta a seus esforços para obter um mandado judicial contra um ISP que se recusou a bloquear um site de streaming de filmes,  e Operação Payback site, então eles derrubaram o site pornô da Hustler.com deixando-o off-line no dia seguinte.

A condenação da da LimeWire levou ao ataque a RIAA.

Gene Simmons fez uma declaração contra a pirataria e foi alvo de ataque.

Outras empresas atacadas foram: Amazon, Paypal, BankAmerica, PostFiance, MasterCard e visa, por terem rejeitado o Wikileaks como cliente.

Por tudo isso, a Operação Payback tornou-se um dos temas mais censurados da internet.

Fonte: Wikipedia

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