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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Sorte no futebol




Só tem sorte no futebol quem merece, ou seja, é preciso ter muita técnica, controle, jogar muito. Entretanto, quando o jogo é um clássico,  entre duas grandes equipes, o resultado é incerto.

Uma equipe pequena pode vencer um time já consagrado, criando um respeito entre os outros.

Também há uma lenda no esporte que faz muito sentido, se for bem analisada: quem vai mal no jogo, tem sorte no amor.

Um atleta  está sempre concentrado, motivado, no futebol, mas quando se apaixona é um problema. As Marias chuteiras passam a fazer marcação e não tem técnico que resolva o problema.

Isso não começou agora, sempre houve esse problema.

Garrincha era um tremendo mulherengo e deixou uma família grande pelo mundo, mas a questão da legitimidade também deve ser considerada.

Só porque uma vagabunda diz ter  um filho com uma celebridade, não quer dizer que de fato tenha,  é preciso provar. A questão da estabilidade no relacionamento é uma questão polêmica: se um homem pode ir preso por não pagar pensão, uma mulher também pode, porque não?

Envolvimento de empresários com vagabundas de luxo tem mostrado o quanto é perigosa essas relações promíscuas.

No caso das Marias chuteiras, é menos grave, mas pode atrapalhar também.

Renato Gaúcho sempre foi um tremendo conquistador e até o Serginho do Santos, pouco falado, também gostava de uma balada.

Os casos mais falados são dos maiores craques da seleção brasileira, como foi a "amizade" entre o rei pelé e a rainha dos baixinhos.

O que me chamou mais a atenção, foi a mordomia de Ronaldo o fenômeno, durante a copa.

Ele chegou a comprar, ou alugar, não me lembro, uma mansão para ficar com a família durante a copa, mas o resultado foi decepcionante e a famosa amarelada ficou para a história.

Ronaldinho Gaúcho e Adriano são dois casos distintos de problemas pessoais e de sorte no amor. Adriano já perdeu a motivação que tinha, a de ser um dos melhores do mundo e nem precisa provar mais nada para ninguém - parece que esse final de carreira não está sendo muito bom para ele.

Ronaldinho Gaúcho tem administrado bem esse problema em sua cabeça e conseguido um relativo rendimento em campo. Ronaldinho não tem os problemas de outros craques em final de carreira, como aumento de peso, o que leva a falta de preparo físico, perda de velocidade, agilidade, etc.

O mais novo ídolo do futebol a entrar nessa seleta lista é Neymar, do Santos. O jogador foi inteligente em recusar a oferta milionária para sair do país, seguindo o seu grande objetivo de chegar a seleção e não queimar o filme antes de chegar ao auge da carreira.

Conseguiu chegar a seleção, conseguiu conquistar os maiores títulos nacionais e internacionais, mas não conseguiu vencer o mundial.

Vale observar as fofocas de namoradas e supostas namoradas do craque. A quantidade de fofocas chega a se igualar a quantidade de gols que ele faz em campo, o problema é quando as fofocas superam o número de gols.

Durante uma copa, a falta de concentração de alguns jogadores, a dependência do time em relação aos craques e as famosas namoradas caça talentos, marias chuteiras, são perigos constantes na luta por uma grande conquista.

By Jânio

A morte da princesa

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Loteria da vida



No Brasil é assim: vivemos no limite onde todo mundo tenta sobreviver, ao invés de criticar o sistema, criticam as pessoas.

Dizem que é feio mentir, prostituir, roubar, matar, etc., e que quem não tem dinheiro é porque não trabalhou, mas quando a situação aperta, não tem jeito, todos perdem a majestade.

A burguesia que deveria ser um exemplo para os mais pobres, são os primeiros a estampar as capas das revistas masculinas e filmes pornôs, além dos frequentes flagras de paparazzi.

Chegamos a um ponto em que a própria burguesia se tornou pobre, mas não aprendeu a ser, pior, demonstra a sua miséria e acredita que ainda está no paraíso dos ricos.

O problema começa quando essa situação se torna insuportável, quando o dinheiro não dá para pagar financiamentos e outras despesas e, mesmo assim, a pessoa acredita que deverá ser honesta.

A falta de dinheiro leva as pessoas às ruas, e não são só as pessoas sem estudo, sem educação, sem família, há muitas pessoas graduadas que não conseguiram controlar as despesas pessoais, foram enganadas por pessoas próximas ou por promessas de bancos e financeiras.

Para controlar a insatisfação das pessoas, as TVs veiculam prêmios de loterias ou de pessoas que eventualmente "venceram na vida" ou que fazem verdadeiros "milagres" para sobreviver. È bom que se diga que esses "milagres" só ocorrem com os afortunados que tem a sorte de sobreviver a todos os problemas que a vida possa lhes oferecer, como doenças, falta de alimentos, dinheiro, família, religião, transporte, segurança, etc.

Já houve casos de sem-terra, indígena, pedreiro e outros, que se deram bem na vida, dessa vez foi um mendigo de Curitiba, ex-modelo, que por causa das drogas acabou nas ruas. Raul Nunes da Silva teve a sorte de encontrar a radialista Indy Zanardo, que tirou sua foto e postou na Facebook, conseguindo um compartilhamento recorde de mais de vinte mil, logo no início.

O sucesso foi tanto que despertou a desconfiança dos usuários da rede e de outros internautas que souberam da história e não acreditaram que não fosse uma armação - está difícil acreditar em alguma coisa, numa sociedade  à base de aparências. Até a Madonna criou uma história parecida no início da carreira.

Mas não foi só isso, basta fazer uma pesquisa por mendigo modelo ou modelo mendigo, com algumas variações de pesquisa, para descobrir como a história foi publicada em todos os grandes portais da internet. Não daria para pagar esses grandes portais, nem mesmo uma top model conseguiria isso, a não ser que haja interesse desses portais em manter  o síndrome da loteria nas pessoas.

Qualquer teoria de manipulação social não seria a pior parte, já que, como eu disse, muitos internautas não engoliram a história, o problema é ainda maior.  O problema é se as mídias se tornarem preguiçosas e passarem a repetir as notícias sem nenhuma crítica ou reflexão, isso seria um grande problema.

Quantos mendigos tem no país e quantos mendigos tem a sorte de vencer na vida? Se você respondeu mil por um, saiba que essa era a perspectiva dos concursos públicos até pouco tempo; Se você respondeu 10.000 por um, bom, aí, já é uma questão de muita sorte, alguns deputados conseguem uma votação assim, depois de muita lábia - 20.000 miseráveis votam em um afortunado. Eu diria que a probalidade dos mendigos está bem pior que 1.000.000 por 1, isso numa visão mais otimista.

Esses números hipotéticos demonstram o quanto é difícil sair de uma situação dessas e como a mídia gosta de mostrar uma esperança, como se quisesse apagar a chama da indignação que arde no peito de uma pessoa pessoa que pensa. Os mesmos jornalistas que ajudam na divulgação dessas notícias, gabam-se de terem vencido na vida e de terem a sua própria quitinete no centro de São Paulo.

By Jânio

Pobre classe média

Burguesia - Ricos modernos

Quinze minutos de fama de um extra-terrestre

O fim das aparências

Solução para os problemas sociais

A crise da PPP