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segunda-feira, 6 de julho de 2015

Rafinha Bastos continua polêmico no Twitter



Enquanto Rafinha Bastos rescinde contrato com a Rede Bandeirantes, Bussunda prevê que os programas de humor serão banidos da TV aberta. Notem que quando ele diz programas de humor, ele não se refere ao humorismo, o próprio Casseta e Planeta já tem humorista garantido nas novelas, eu diria até que a televisão virou uma palhaçada, apesar de não ter graça nenhuma.

Há uma diferença entre o Casseta e Planeta que mamou nas tetas da Rede Globo durante os últimos vinte e cinco anos e o Rafinha Bastos que segue tentando encontrar um espaço permanente na TV, apesar de seu sucesso na internet, mais de 7 milhões de seguidores no twitter, perdendo só para a Ivete Sangalo que já passou dos 13 milhões. Aliás, a Ivete também tem chamado a atenção dos fofoqueiros por causa de sua amizade com a Xuxa que está na Record. Dizem as más línguas que a Record contratou a Rainha dos Baixinhos só para queimar o filme dela. Por falar em baixinhos, cadê os programas infantis?

Eu diria que a segunda saída de Rafinha Bastos da Bandeirantes foi menos traumática que a primeira, dessa vez ele foi vítima de uma guerra entre duas das maiores redes de TV do país, o que não deixou opção para as pequenas. 

As opções das pequenas redes é clara: programas de baixa audiência voltados para o patrocinador ou programas apelativos voltados para o grande público, mas sem patrocínio. Isso estava dando certo até agora, até que começaram os processos, e a turma do pânico foi a maior vítima. 

Mesmo com rédeas curtas, a turma do pânico tem boa audiência, se bem que agora tem uma nova encrenca para resolver.

A maior encrenca do Rafinha Bastos foi por causa de uma piada, eu não me lembro de nenhuma piada que tenha sido processada na história do humorismo brasileiro, mas foi assim que começou a agonia do CQC, programa do qual ele fazia parte. A perseguição por parte dos próprios companheiros manchou a imagem do CQC que nunca mais se recuperou, apesar da memória curta dos brasileiros.

Eu acho curioso porque até a ditadura era tolerante com o humor. A Dercy Gonçalves se autodenominava "A Maior Artista Marginal do Brasil", pelo menos até os 80 anos, depois eles se cansaram, eles a TV, claro, não os militares.

O humorismo sempre mostrou a cara dos habitantes do país mas, curiosamente, depois que a esquerda chegou ao poder no país, parece meio perdida. A confusão política atingiu até os humoristas, já que a burguesia sempre esteve associada ao sistema comandado pela direita. 

A burguesia anda muito sensível, apesar de ser extremamente racista, principalmente na internet em época de eleições. Enquanto isso, os humoristas tem sofrido para achar a nova veia cômica.

A justiça é elitizada e ignorante quando o assunto é humor, não fazem questão de entender a piada, fazem julgamentos à revelia.

Isso tudo criou uma situação muito curiosa, talvez maior que o fenômeno Dercy Gonçalves, principalmente por causa da internet. Quando Rafinha não acha espaço na TV, ele se torna ainda mais importante na internet, muito mais livre e popular. Nem mesmo a piada polêmica foi suficiente para barrar a sua popularidade. Com mais de sete milhões de seguidores, ele só precisa de alguém para cuidar dos negócios - é claro que eu não estou falando do negócio do humor mas, sim, o que fazer com tanta influência.

Só pra se ter uma ideia, a Rainha dos Baixinhos tem dois milhões e duzentos mil seguidores, antes da estreia do programa, e segue noventa pessoas. Aliás, você sabe quem ela segue?

Lembrando que a MTV Brasil acabou e deixou muito humorista desempregada, e olha que a audiência era boa, cerca de 0,3%, o que demonstra que o povo sabe muito bem o que quer. Infelizmente eu não posso dizer o que o povo quer nesse horário, tem muita criança acordada.

Será que é problema de comunicação ou são as piadas que são mal contadas?

By Jânio

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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Rafinha Bastos é politicamente incorreto



A polêmica de Rafinha bastos estremeceu os pilares do moralismo brasileiro, e me fez lembrar de minha época de infância.

Essa piada do Rafinha é o que poderíamos classificar de piada de moleque de rua, e eu sei disso porque eu era um moleque de rua. Apesar de estar a cinquenta metros da casa da minha avó e da minha tia, naquele campinho de futebol se reuniam a maioria dos meninhos pobres da cidade.

Esse tipo de piada e outros tipos de piadas piores, eram muito comuns. Eu não dizia porquê eu estava na fase do catecismo, igreja e diciplina dura na escola.

A piazada (grupo de piás) repetia esse tipo de piada, mesmo sem sentir absolutamente nada do que estava falando. Na realidade, aquelas famílias eram moralistas.

Essa falta de papa na língua fazia com que todo tipo de informação circulasse muito rápido, fazendo com que a molecada hiperativa amadurecesse e se tornasse moralista também.

Consultando a Wikipedia, eu encontrei a expressão "politicamente incorreto", referindo-se ao oposto de "politicamente correto"

Politicamente correto é uma forma institucional, jornalística, de se expressar, ou pelo menos era, antes da era dos realities shows e da internet.

Os novos tempos trouxeram muita liberdade e realidade à tona, com isso, o mundo bizarro virou moda.

Estamos na era do politicamente incorreto. Enquanto o politicamente correto fala o que não pensa de fato, o politicamente incorreto fala o que não faz - Ou você acreditou que o Rafinha realmente iria c**** o bebê?

Em minha infância, os moleques eram malandros, antes de dizer alguma m****, tudo era testado, experimentado, planejado, para não sair nada errado. A idéia era chocar, provocar, mas sem se machucar.

A piada do Rafinha é um tipo de piada que passaria despercebido num juri, mesmo sendo pejorativa e tendo ofendido alguém.

A verbo c**** apresenta duplo sentido, e é na gíria que ele ofende, além disso, foi dito no futuro do pretérito e referindo-se a alguém que ainda não nasceu.

Eu me lembro da versão adulta de "Chapelzinho Vermelho". A professora criou uma versão adulta, e quando ela disse que o lobo c**** a vovozinha e depois c**** a Chapelzinho Vermelho eu fiquei na dúvida.

Em meio a uma multidão de quase duas mil pessoas, eu perguntei: C**** no bom sentido ou no mal sentido, professora?

E ela respondeu imediatamente - No bom sentido.

Eu respondi - Que coisa horrível! - e lembrei uma frase de um amigo gay que quase me agrediu, mas continuamos amigos - "Em alguns casos, o mal sentido é melhor que o bom sentido, afinal, é melhor ser c***** e continuar vivo, do que não ser c***** e morrer c*****".

A Wanessa Camargo deixou barato, cinquenta mil é o salário que o humorista recebe em um mês, e serviu de alerta, afinal, essas expressões não devem ser ditas em rede nacional. O humorista é que ficou na pior, ao ser suspenso.

Se a produtora argentina aproveitar esse fato para romper o contrato de franquia, isso seria oportunismo, afinal, as outras emissoras estão dispostas a pagar um valor muito maior pela franquia.

O politicamente incorreto de Rafinha Bastos tem como temas principais: Anti-semitismo, homofobia, estupro, racismo e machismo, entre outros temas não menos vulgares.

Todos esses termos são ditos em tom de deboche, quando se trata de humor, e tudo passa a ter duplo sentido. O mais certo seria uma retratação em público, mostrando o bom sendito, que, aliás, é muito pior que o mal sentido, afinal, canibalismo também é crime, não é mesmo?

Toda ofensa exige retratação, já passamos da fase mais primitiva da sociedade, mas o respeito é bom e nós gostamos.

O politicamente incorreto gosta de provocar os mais conservadores, em nome da liberdade de expressão,  mas cinquenta mil (segundo as fofocas de internet) é muito menor que um milhão (segundo fofocas da internet, pedido pela Xuxa, depois de ter sua foto, pelada na Playboy, exibida pela própria Rede Bandeirantes de Televisão.

Os politicamentes corretos alegam que piadas relacionadas ao anti-semitismo, homofobia, estupro, racismo e machismo, degradam as minorias, e mais uma vez os politicamente corretos se esquecem que eles são a minoria e que tudo não passa de uma conspiração contra a liberdade de expressão, ou será que não seria melhor chamar as duas partes envolvidas no fórum, além de exigir uma retratação pública, esclarecendo de vez esse fato e acabando com essa perda de tempo da internet?

By Jânio

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