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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

PMDB e PSDB - Uma relação perigosa



Enquanto Rodrigo Maia, DEM, sonha com a presidência da república, Temer, PMDB, e Aécio, PSDB, vivem um drama em comum, o risco de perder o cargo e ainda  ir para a cadeia. As reformas pareciam que iriam ser como eles queriam mas o trabalho escravo parece que estragou tudo. Nem a burguesia gostou da história e lembra a guerra civil americana que quase provocou a separação entre norte e sul. No Brasil, a ideia era entregar para os militares,  mas os militares já aprenderam como funciona a política brasileira.

Voltando ao drama Temer/Aécio: Temer tem a vantagem de ser presidente da república, mudar membros do conselho, exonerar ministros para aumentar os votos pro, enfim, para quem já mudou o diretor da polícia federal, ministros do STF e TRE, isso é fácil. No caso do Aécio, parecia uma missão impossível, já que o PSDB não gosta muito de ter o nome na mídia. Apesar disso, Aécio é o presidente nacional do PSDB e correu o risco de ser preso junto ao seu conterrâneo, presidente do PSDB de  MG.  Levando-se em conta que o PSDB praticamente controla o STF, ficou fácil escapar, apesar de Aécio ter perdido sua força política.

A política tornou-se  bizarra: enquanto o PMDB  se mobiliza para livrar a cara de Aécio, o PSDB se divide para derrubar Temer. Pergunta - Será que o áudio de Aécio foi uma vingança?

Eu digo isso porque o PMDB tem apoio da maioria dos partidos aliados, mas precisava agradar o PSDB,   com intensão de aumentar sua influência  e aumentar os votos a favor. O problema é que essa estratégia do PMDB poderá ser fatal para o PSDB. O PMDB já vem enfrentando escândalos há muito tempo, o  PSDB sempre teve pose de correto e sempre controlou a justiça, mas então o áudio foi vingança.

Após as eleições de 2.018,  teremos a maior guerra política que o país já viu, enquanto os corruptos que não conseguirem reeleição entrarão na temporada de caça aos corruptos, quem for eleito, irá para a guerra. 

O PMDB estará só, principalmente Temer, já o PSDB voltará a se juntar ao DEM, iniciando uma guera contra o PMDB, um gigante prestes a cair. Em meio a essa guerra, alguns políticos não correrão risco por terem ajudado a fundar outros partidos, como é o caso de Renan. mas se os pequenos partidos crescerem demais, haverá risco para todos. Com certeza a grande expectativa será em torno do PMDB, pelo menos por enquanto.

Quanto aos escândalos internacionais, o caso da FIFA será engavetado pelos EUA, já que envolve a Globo, e o caso do COB deve seguir o mesmo caminho, com a Globo nos bastidores dos escândalos, sem nenhuma surpresa. A guerra, portanto, será política. elitizada, sem participação do povo.

By Jânio

Senadores que votaram contra Aécio

Políticos que votaram contra denúncia de Temer


quinta-feira, 2 de março de 2017

TSE intima PSDB a explicar doações de empreiteira a Aécio em 2014



Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil

O ministro Napoleão Maia, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que o PSDB se manifeste sobre o depoimento do executivo Otávio Marques de Azevedo, ex-presidente da construtora Andrade Gutierrez, que disse ter feito doações não declaradas à campanha presidencial de Aécio Neves, em 2014.

O magistrado atendeu a uma petição feita pelo PT em dezembro, dentro do processo que julga as prestações de contas da campanha de Aécio Neves. A intimação do ministro do TSE foi feita depois de Azevedo, que é também um dos delatores na Operação Lava Jato, ter prestado depoimento dentro da ação que julga irregularidades da chapa Dilma-Temer, que é relatada pelo ministro Herman Benjamin.

Azevedo deu dois depoimentos perante Benjamin, um em setembro e outro em novembro do ano passado. Na segunda oitiva, o executivo afirmou que as doações eleitorais feitas pela Andrade Gutierrez tanto à chapa Dilma-Temer como à de Aécio Neves não estavam vinculadas a qualquer contrapartida, nem ao pagamento de propina.

No entanto, Azevedo retificou o que havia dito anteriormente, afirmando que o valor total das doações da empresa à campanha de Aécio Neves foi de R$ 19 milhões, maior do que os R$ 12,6 milhões que constam no sistema do TSE, o que motivou a petição do PT e a ordem de esclarecimentos feita agora no processo que julga as contas do então candidato tucano.

Em seu depoimento no TSE, o executivo afirmou ainda que o valor total de doações ao PSDB em 2014 somou R$ 33,2 milhões. No despacho datado de sexta-feira, Napoleão Maia deu prazo de três dias, contados a partir da notificação, para o PSDB explicar as declarações de Azevedo. 


A investigação de possíveis irregularidades nas contas da campanha de Aécio Neves foi determinada em agosto do ano passado pela ministra Maria Theresa de Assis Moura, então corregedora do TSE, após o PT denunciar aparentes inconsistências nas contas do candidato do PSDB à Presidência da República. 

Defesa

À época, o PSDB disse que as alegações do PT eram “desprovidas de qualquer verdade” e que as denúncias tinham “nítido propósito político”.

Em nota divulgada hoje, o PSDB negou que haja contradição no depoimento de Azevedo. Segundo o partido, a Andrade Gutierrez doou R$ 19 milhões a seu diretório nacional, dos quais R$ 12,7 milhões foram destinados à campanha de Aécio, e o restante direcionado a outros candidatos tucanos.

Junto com o texto, o partido anexou cinco recibos de doações da Andrade Gutierrez ao diretório nacional, totalizando R$ 19 milhões. Até o momento, no entanto, o partido não se manifestou a respeito dos R$ 33,2 milhões, que seria o valor total doado ao PSDB, segundo o depoimento de Azevedo na Justiça Eleitoral.

O PSDB informou ainda que pedirá a condenação do PT por “litigância de má-fé”, por “fazer uso de processo para fins exclusivamente políticos”.

Texto atualizado às 18h14 para inclusão de informações

Edição: Luana Lourenço

Agência Brasil