terça-feira, 12 de abril de 2011

A história de Wellington Menezes começa a ser contada




A história de Wellington Menezes de oliveira, o psicopata que invadiu uma escola em Realengo e atirou em várias crianças, deixando várias vítimas fatais, começa a ser contada pela imprensa. Como eu já disse, depois de morto fica mais fácil vê-lo como um doente mental.

Esse psicopata lembrou-me de um conhecido antigo, completamente maluco, daqueles que sentem orgulho em dizer que são doidos.

Durante a viagem, o infeliz teve a péssima idéia de sentar-se ao meu lado. Eu sabia que não deveria contrariar um homem de dois metros de altura, por isso fui ouvindo a história dele.

Ele me disse que trabalhava na APAE, depois me contou de todas a religiões às quais havia participado. Fiquei curioso em saber porque ele mudava tanto de religião, o que o levava a esta atitude tão incomum.

Ele me contava os detalhes de cada religião, o empenho feito para desenvolver cada ideologia com as quais tinha contato.

Perguntei-lhe se havia sido expulso de todas elas, em tom de deboche, é claro.

Ele me respondeu que quando não o expulsavam, ele é que expulsava eles, também em tom de deboche.

Ele me falou sobre as viagens que eram feitas em gnose, sobre os espíritas, católicos, protestantes, Assembléia de Deus, Universal, Deus é Amor, Batista, Metodista, LBV, Presbiteriana, e outras, e os detalhes de cada religião pelas quais ele passou.

Não havia uma religião sequer que ele não houvesse conhecido, mas faltou-lhe disciplina para continuar.

Na minha opinião, a história de Wellington Menezes será bem melhor contada, e está me surpreendendo.

No início eu não entendi o porque de se investigar a vida de um morto, será que investigam a vida de todos os malucos homicidas que aparecem? - Claro que não.

O problema é bem mais sério do que parece, a chacina do realengo traz de volta a velha paranóia de conspiração. A idéia de uma pessoa que vence a morte por um ideal, pode ser muito bonita mas, na chacina do Realengo, pode assustar, traumatizar.

Ficou comprovado que Wellington Menezes era uma bomba viva, as perguntas que os poderosos se fizeram foram: Quem criou essa bomba? Será que ela explodiu onde estava programado, ou será que foi um acidente de percurso?

Wellington Menezes era um doido varrido, deveria estar em um hospício, ao invés disso, vivia isolado.

Participava de grupos de malucos na internet e seguia uma cartilha terrorista, cuja procedência ninguém sabe.

Ele foi o fruto de uma sociedade de terceiro mundo, uma sociedade rica capaz de utilizar a força de "animais", sem se importar com a sua individualidade.

Assim como aconteceu nos morros cariocas, a marginalidade se desenvolveu a sua maneira, e a força do estado terminou com ela.

Parece que a "PPP" está traumatizada, eles não imaginavam que o descaso da saúde pudesse trazer consequências tão grandes.

Todos nós sabemos que nada poderá explicar um ato de selvageria como esse, ele era um louco e não há nenhuma conspiração. Ele não estava sendo preparado para matar ninguém.

Agora já falam do referendo do desarmamento e em prebiscito, uma derrota não basta. Eles pensam mesmo que podem manipular a mente das pessoas, criando ainda mais malucos abandonados como esse.

Nem toda a população é insensível como os zumbis, os cidadãos que se sentem "seguros", como eu, continuarão desarmados, aqueles que se sentem acuados, comprarão armas - Não. As pessoas não entregarão suas armas, essa é a única forma que elas conhecem de autodefesa, num país onde é cada um por si, e o Governo contra.

As pessoas não compram suas armas para enfeitar as paredes, nem para vender para os traficantes, como fazem certos policiais. As pessoas compram armas porque tem medo.

Novas chacinas poderão acontecer? - Claro que sim, mas as chacinas não serão tão frequentes quanto outros tipos de homicídios que ocorrem no país.

A quantidade de loucos fora do hospício é menor do que a quantidade de bandidos fora das cadeias e penitenciárias, e os políticos sabem do que eu estou falando. A quantidade de loucos perigosos e agressivos, como foi o caso de Wellington, são raros.

Se Wellington tivesse família, talvez sua família soubesse de seus desvios de comportamento, saberiam que a internet poderia ser perigosa para a sua formação, sem o acompanhamento de um responsável.

Wellington faz parte da era da internet, mas é um caso perdido, uma exceção, um exemplo de como não se deve usar a rede.

Quem eram os seus amigos?

Quem assistiu o vídeo, onde ele conta sua história?

Quem o motivou a continuar a paranóia de assassinar inocentes?

Talvez ninguém tenha assistido ao vídeo.

Talvez ele interagisse consigo próprio.

Talvez ele procurasse apoio pelas religiões por onde ele passou, as mesmas que o convenciam que a doença era do espírito e não da mente.

Será que Wellington atirou naquelas pessoas para se aparecer? - Porque as crianças tinham o que ele nunca teve?

Porque as crianças foram consideradas culpadas na mente dele? - Parece coisa de louco.

Será que os políticos tem medo que surjam loucos mais coerentes que Wellington?

Loucos não são idiotas, são mal direcionados.

Se o povo tiver armas, terá poder e isso não tem nada a ver com Wellington.

O que será da elite se todas as pessoas tiverem acesso ao poder?

A Carta do Psicopata

Psicopata invade escola e atira em crianças

By Jânio
Postar um comentário