terça-feira, 29 de maio de 2012

A morte é só um negócio




Eu estou com receio que o meu blog se torne um espaço dedicado a morte, quando na realidade eu prezo tanto pela vida.

A morte se tornou, ao longo dos anos, séculos e milênios, uma forma de controlar a sociedade, através do terror e do medo. Numa sociedade domesticada, isso não tem sido um grande problema.

Não são apenas as instituições que conhecemos, as grandes patrocinadoras da morte, há todo tipo de organização, sistemas e até de conspirações que se utilizam da morte  como base para os seus propósitos. Ironicamente, apesar da morte propiciar o sucesso estratégico dos poderosos, foi preciso criar também um mecanismo psicológico para organizar as mentes fragilizadas por estes sistemas opressores que desenvolveram tantas formas de tortura psicológica.

Coube a religião a dura tarefa de corrigir os estragos provocados pelas políticas milenares.

Quando analisamos os valores destinados pelas igrejas para campanhas de ajuda humanitária, conscientização e outras atividades, ficamos impressionados com as diferenças em relação aos orçamentos políticos. No início, eu achei que fosse a mão-de-obra gratuita dos voluntários, mas não é só isso.

Num país tão sensível como o Brasil, uma campanha como o "Fome Zero" até que demorou para conquistar o coração da sociedade. Depois de já ter conseguido um certo sucesso, o projeto acabou se perdendo, graças a participação da política - onde tem político, sempre tem corrupção e a corrupção é o maior desmotivacional que existe.

Em países como o Brasil, quanto mais morte, maior a quantidade de pessoas dedicadas às políticas sociais e as religiões. É muito fácil agradar a quem não tem nada, mas é muito difícil agradar a quem tem interesse em qualidade de vida.

Pessoas rebeldes que desafiam o sistema, tornam-se inconvenientes aos poderosos, assim, conspirações são forjadas para que esses rebeldes sejam transformados em monstros, psicopatas, inimigos do estado. Jesus Cristo e outros líderes religiosos foram vítimas dessas conspirações, mostrando como são antigas essas práticas sociais covardes.

Júlio César fazia parte de uma tradição de famílias que conhecia muito bem como funcionava o sistema, mas por maior habilidade que ele pudesse ter, não foi suficiente para evitar que ele protagonizasse uma das maiores tragédias que o mundo já viu, uma versão das tragédias gregas, ambientadas no império romano. Além dele, quase todos os imperadores romanos foram assassinados e apenas três morreram na cama, dormindo.

O império romano deu início às práticas obscuras e mortais, como conhecemos hoje, ligadas ao poder. Até hoje, oligarcas se traem, citando fatos e atitudes imperialistas históricas e, para a sorte deles, poucas pessoas tem a capacidade de ler nas entrelinhas, para interpretar as suas reais intenções.

Os Estados Unidos são vistos como o sistema político mais próximo do império romano, atualmente, e o Brasil segue tão de perto esse estilo que já foi reconhecido pelos próprios como tal.

Assim como na época do império romano, há resistência ao governo norte-americano.

A Alemanha, considerada desde sempre como uma nação dedicada ao desenvolvimento intelectual, viu-se acuada pelo império britânico, a nação idealizadora do sistema imperialista norte-americano. Como a Alemanha já tinha tradição  em defesa de seus direitos internacionais, desde os tempos do império romano, não demorou para que se rebelasse contra as práticas injustas dos ingleses, dando início a Segunda Guerra Mundial.

Naquela época, a Inglaterra já se aproveitava de suas práticas imperialistas para controlar o mundo, assim, sobrava pouco espaço para os outros países crescerem, tudo isso somado as práticas injustas de direito internacional, que tanto mal fazia para os outros países.

Esses problemas internacionais nunca afetaram diretamente o Brasil, um país auto-sustentável, mas afetava todo o resto do mundo.

É no Oriente-Médio  onde podemos constatar o quanto a morte pode ser útil para forjar pseudo-ideologias, criando gerações e gerações de pessoas sem futuro e com um passado que se resume a morte. Em países onde não há petróleo, como nos países africanos, a morte ocorreria naturalmente, se não fosse a fome.

Na África, já ficou difícil esconder o jogo da ONU, uma organização que é controlada pelos países mais ricos do mundo e que já tem despertado a revolta de muitas nações reprimidas pelo poder dos ricos e desenvolvidos.

Todas as maiores guerras dos últimos duzentos tem envolvido grupos capitalistas interessados em comercializar armas e, entre eles, reúnem-se os homens mais ricos do mundo, o Clube de Bilderberg, um grupo que reúne os homens mais ricos do mundo e tem a finalidade de concentrar a maior riqueza possível, mesmo que para isso tenham que provocar várias crises mundiais, guerras, comércio de armas e muitas, muitas mortes.

No Brasil, os bilderbergers brasileiros também não se constrangem em efetuar financiamentos fraudulentos para retirar bilhões da Caixa Econômica Federal, um banco que teoricamente deveria financiar pobres, assim como todos os bancos públicos, mas que é controlado por compadres de políticos e banqueiros, mostrando como somos controlados por bandidos.

Além dos financiamentos fraudulentos, consultorias, lavagem de dinheiro, mensalão e mensalinhos, anões do orçamento e queima de arquivo que são noticiados pelos quatro cantos do mundo, mostram o lado podre de nossos eleitos democraticamente, com a ajuda de redes de tvs que nos passam a ideia de que todos os políticos são bons, exceto aqueles que não os financiam.

O resultado dessa PPP está em filas de hospitais, escolas públicas, vestibulares, concursos, transportes públicos, corrupção policial, máfias de todo tipo, que vão desde contrabando e tráfico até a a terceirização invertida da criminalidade, ou seja, a estatização do crime e, naturalmente, da morte.

Quem já leu o livro "Morte e Vida Severina", pode ter uma ideia do problema chamado Brasil.

Além desse livro, há outros clássicos como "Vidas Secas", "Os Sertões" e até filmes de cangaceiros famosos que já ganharam prêmios internacionais. "O Pagador de Promessas" apresenta perguntas o tempo todo, enquanto as mensagens sublimares apontam para um panorama desolador que ninguém prefere comentar.

De um outro clássico que mostra a guerra de canudos, vem a máxima brasileira: "A ignorância é a mãe de todas as guerras."

... eu diria que é a mãe da morte também.

By Jânio

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