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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Dissociação da mente



Dissociação (psicologia)


Dissociação é um estado agudo de descompensação mental, no qual certos pensamentos, emoções, sensações e/ou memórias são ocultados, por serem muito chocantes para a mente consciente integrar.

História


O psiquiatra francês Pierre Janet (1859-1947) definiu o fenômeno da dissociação no seu livro L'Automatisme psychologique. Segundo ele, o papel deste mecanismo é defensivo, surgindo em resposta a um trauma psicológico. Apesar de considerar a dissociação como um mecanismo de defesa inicialmente efetivo, protegendo o indivíduo psicologicamente do impacto de eventos traumáticos, uma tendência habitual de dissociação pode ser um indício de uma psicopatologia mais profunda.
Nos últimos anos vem crescendo a atenção à dissociação como uma característica clínica, como auxiliar no diagnóstico de Desordem de Estresse Pós-traumático, e para pesquisa com Mapeamento Neural. A dissociação normalmente aparece na mídia em notícias relatando estresse pós-traumático de soldados que vão para guerra, vítimas de estupro que apresentam amnésia a detalhes, e em alguns julgamentos, onde se questiona até que ponto pode uma pessoa que tem Transtorno Dissociativo de Identidade ser responsável pelos seus atos.
Talvez a mais conhecida forma de desordem dissociativa seja o Transtorno Dissociativo de Identidade, conhecido antigamente como Transtorno de múltiplas personalidades. Apesar desta ser a forma mais severa das desordens dissociativas, ela não é aceita por todos os profissionais de saúde mental como genuína.

Diagnóstico


O DSM-IV, da Associação Americana de Psiquiatria, considera alguns sintomas como despersonalização, desrealização e amnésia psicogênica sinais de desordens dissociativas. No entanto, observa-se na população em geral uma alta prevalência de experiências dissociativas, em que aproximadamente 60% a 65% dos pesquisados tiveram algum tipo de experiência dissociativa pelo menos uma vez.


Dissociação psicoativa


Substâncias psicoativas podem, de vez em quando, induzir a um estado de dissociação temporária. Entre as substâncias que tem propriedades dissociativas estão a ketamina, óxido nitroso, tiletamina, DXM, PCP, Salvinorina-A [carece de fontes].

Fonte: Wikipedia

References


sábado, 1 de agosto de 2015

Sintomas de Alzheimer



Sintomas:

Estágios da doença de Alzheimer

Efeitos do envelhecimento na memória, mas que não são Alzheimer

Esquecer-se ocasionalmente das coisas

Perder ocasionalmente objetos

Pequenas perdas de memória a curto prazo

Esquecer-se que ocorreram lapsos de memória

Estágio inicial de Alzheimer:

Estado de distração ou falta de atenção

Esquecer-se de compromissos

Pequenas alterações notadas por familiares próximos

Alguma confusão em ambientes que não sejam familiares

Estágio intermédio de Alzheimer:

Dificuldade acrescida em recordar informações recentes

Confusão crescente num número maior de situações

Problemas na fala

Iniciar repetidamente a mesma conversa

Estágio avançado de Alzheimer:

Maior agressividade ou passividade

Alguma perda de auto-consciência

Défice cognitivo debilitante

Personalidade abusiva, ansiosa ou paranóica

A doença de Alzheimer evolui de forma única em cada pessoa, embora existam sintomas em comum; por exemplo, o sintoma inicial mais comum é a perda de memória. Muitas vezes, os primeiros sintomas da doença são confundidos com os processos normais de envelhecimento ou stress. Quando se suspeita de Alzheimer, o paciente é submetido a uma série de testes cognitivos e radiológicos para confirmar o diagnóstico. Com o avançar da doença vão aparecendo novos sintomas como confusão mental, irritabilidade e agressividade, alterações de humor, falhas na linguagem, perda de memória a longo prazo e o paciente começa a desligar-se da realidade. Antes de se tornar totalmente aparente, a doença de Alzheimer evolui ao longo de um período indeterminado de tempo e pode manter-se assintomática durante anos. A evolução da doença pode ser dividida em quatro fases:

Pré-demência

Os primeiros sintomas são muitas vezes atribuídos, de forma equivocada, ao envelhecimento natural ou ao o stresse. Alguns testes neuropsicológicos podem revelar deficiências cognitivas moderadas até oito anos antes da pessoa cumprir os critérios de diagnóstico de Alzheimer. Estes primeiros sintomas podem afetar algumas das mais complexas atividades do quotidiano. O mais perceptível défice cognitivo na fase inicial é a perda de memória a curto prazo, ou seja, a dificuldade em recordar factos aprendidos recentemente ou em memorizar nova informação.

Entre outros possíveis sintomas dos estágios iniciais de Alzheimer estão também problemas sutis com as funções executivas da atenção, planeamento, flexibilidade, raciocínio abstrato ou problemas na memória semântica (memória dos significados e relações afetivas). Durante este estágio pode também ser observada apatia, que é o mais persistente sintoma neuropsiquiátrico ao longo da evolução da doença. Também são comuns sintomas depressivos, irritabilidade e a diminuição da percepção das próprias dificuldades de memória. Este estágio pré-clínico da doença tem também sido denominado défice cognitivo ligeiro, embora ainda se debata se este termo corresponde a um estágio de diagnóstico distinto ou se identifica o primeiro estágio de Alzheimer.

Estágio inicial

A progressiva degeneração da memória e da capacidade de aprendizagem características da doença permitem, a dado momento, que possa ser realizado um diagnóstico conclusivo de Alzheimer. Embora na generalidade dos casos os problemas de memória sejam o sintoma mais evidente, numa pequena percentagem de pessoas são mais proeminentes as dificuldades de linguagem, funções executivas, perceção (agnosia) ou execução de movimentos (apraxia). A doença não afeta todas as capacidades de memória de igual forma. As memórias mais antigas da vida da pessoa (memória episódica), os factos já aprendidos (memória semântica) e a memória implícita (a memória do corpo para realizar ações, como usar um garfo para comer) são menos afetadas pela doença em comparação com novos factos ou memórias recentes.

Os problemas na linguagem são caracterizados principalmente pela diminuição do vocabulário e pela diminuição na fluência do discurso, o que leva a um empobrecimento geral da linguagem escrita e oral. No entanto, durante este estágio geralmente a pessoa com Alzheimer ainda é capaz de comunicar ideias básicas de forma adequada. As dificuldades de coordenação e de planeamento (apraxia) podem se manifestar durante a realização de tarefas motoras finas, como ao escrever, desenhar ou vestir-se, embora sejam geralmente impercetíveis. À medida que a doença progride, as pessoas com Alzheimer conseguem realizar muitas tarefas de forma autónoma, embora possam precisar de assistência ou supervisão para as atividades de maior exigência cognitiva.

Estágio intermédio

A determinado ponto, a progressiva degeneração cognitiva afeta a independência da pessoa, a qual se mostra incapaz de realizar a maior parte das atividades do dia a dia. As dificuldades na linguagem tornam-se evidentes devido à incapacidade em se recordar de vocabulário, o que leva a substituições incorretas de palavras de forma frequente (parafasia). As capacidades de leitura e de escrita também são progressivamente perdidas. À medida que a doença progride, diminui a coordenação nas sequências motoras mais complexas, pelo que o risco de sofrer uma queda aumenta. Durante esta fase agravam-se também os problemas com a memória e a pessoa pode deixar de reconhecer familiares próximos. Começam também a ser visíveis défices na memória a longo prazo, que em estágios anteriores se mantinha intacta.

Nesta fase, as alterações comportamentais e neuropsiquiátricas tornam-se mais prevalentes. As manifestações mais comuns são um estado geral de confusão e ausência, irritabilidade e episódios incontroláveis de manifestações emotivas, como choro, agressão involuntária ou resistência à prestação de cuidados de saúde. Cerca de 30% das pessoas com Alzheimer desenvolvem sintomas de delírio. As pessoas perdem também a consciência do processo e das limitações da sua própria doença (anosognosia). Pode também aparecer incontinência urinária. Estes sintomas geram stresse para os familiares e cuidadores, que pode ser diminuído inscrevendo a pessoa em apoio domiciliário ou lares de repouso.

Estágio avançado:

Durante a última fase da doença, a pessoa está completamente dependente dos cuidadores. A linguagem é reduzida a frases simples ou até a palavras isoladas, levando eventualmente à perda completa da capacidade de se exprimir verbalmente. Apesar da perda da linguagem verbal, muitas vezes as pessoas continuam a compreender e responder a sinais emocionais. Embora a agressividade ainda possa estar presente, a apatia extrema e o cansaço são sintomas muito mais comuns. Nesta fase, as pessoas com a doença eventualmente acabam por não conseguir realizar sem assistência até mesmo as tarefas mais simples. A massa muscular e a mobilidade degeneram-se ao ponto em que a pessoa não consegue sair da cama e perde a capacidade de alimentar a si própria. Alzheimer é uma doença terminal, em que a causa direta de morte não é a doença em si, mas geralmente um fator externo, como uma infeção por escaras ou pneumonia.

Fonte: Wikipedia

Doença de Alzheimer

Epilepsia - quando a mente tem um ataque

Perigos da pressão alta

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Espírito de porco




Espírito de porco é uma expressão idiomática utilizada para se referir a uma pessoa cruel, ranzinza, que se especializa em complicar situações ou em causar constrangimentos.

A origem desta expressão vem dá má fama do porco, embora injusta, sempre associada à falta de higiene, à sujeira e - inclusive - à impureza, ao pecado e ao demônio, conforme alusões feitas no texto bíblico do Antigo e do Novo Testamento.

Segundo o professor Ari Riboldi, essa má fama foi reforçada no período da escravidão, quando nenhum dos escravos queria ter a tarefa de matar os porcos nas fazendas. Nessa época havia uma crença de que o espírito do porco ficava no corpo de quem o matava e o atormentava pelo resto de seus dias.

Então, diz-se que quem comete crueldades está tomado por esse "espírito malévolo".

Autor: Ari Riboldi. O bode expiatório

Fonte: Wikipedia

Amnésia - zona cega do cérebro

Nova invenção permite controlar a mente

O que uma pessoa com epilepsia sente


  • Sonhos Lúcidos


  • Lado obscuro da mente


  • Pesadelos reais


  • Significado dos Sonhos




  • segunda-feira, 25 de março de 2013

    Morte branca




    Uma frase tradicional russa afirma que o sal é "a morte branca". Como acontece com frequência com esses ditados populares, a realidade não difere muito desta afirmação e milhões de mortes anuais poderiam ter sido causadas por consumo excessivo.

    Uma série de estudos apresentados pela associação cardíaca dos Estados Unidos assegura que em 2.010, 2,3 milhões de mortes de pessoas com problemas cardiovasculares, estavam relacionadas ao consumo de sal.

    Outro estudo relaciona o consumo excessivo de sal com 15% de todas as mortes do mundo a cada ano, enquanto  que cerca de 75% dos lanches embalados e alimentos comerciais contém altos níveis de sódio.

    448 cientistas de 303 instituições  em 50 países, realizaram um estudo abrangente sobre o consumo de sódio, classificando por sexo, idade e região, relacionado aos anos de 1.990 e 2.010.

    A pesquisa permitiu determinar como uma quantidade excessiva de sódio, consumida pelas pessoas, aumenta o risco de doenças cardiovasculares, comparando o estado de saúde de pessoas que ingerem menos de 1.000 miligramas  de sódio por dia, com aqueles que consomem mais.

    Segundo os resultados da pesquisa, quase um milhão de mortes nos EUA são causadas por excesso de sal, 40% do total tinham menos de 69 anos de idade e 60% dos mortos eram homens. Os ataques cardíacos causaram 42% das mortes, enquanto derrames cerebrais causaram a morte de 41% das vítimas devido consumo exagerado de sal.

    Entre os 30 maiores países do mundo, Ucrânia tem a maior taxa de morte por consumo excessivo de sódio, com 2.109 mortes por cada um milhão de adultos. A Rússia vem logo atrás, com 1.803, e Egito aparece com 836 mortos.  Os Estados Unidos ocupam o 19º lugar com 429 mortes por cada um milhão de pessoas.

    Os países com as taxas mais baixas de mortes relacionadas ao consumo de sal são: Qatar, com apenas 73 por cada um milhão de pessoas; Quênia, com 78 e os Emirados Árabes Unidos, com 134.

    Fonte: RT-TV

    Tudo o que você pode comer

    Derrame cerebral

    Cuidados com o coração

    O que um epiléptico sente




    domingo, 29 de janeiro de 2012

    Doença contamina trinta por cento dos americanos




    Um em cada cinco americanos tem doenças psicológicas e pelo menos um em cada vinte, sofre de distúrbios psicológicos graves. Pelo menos foi isso o que constatou uma investigação nacional feita pelo departamento de saúde, assitência e previdencia social, dos Estados Unidos.

    O estudo divulgado recentemente, mostra que nos EUA, em 2.010, havia cerca de 46 milhões de adultos com algum tipo de anomalia em seu comportamento ou estado emocional, o que implica em cerca de vinte por cento de toda a população adulta americana. 11,4 milhões de habitantes, 5%, sofriam de transtornos emocionais graves que os impediam de levar uma vida normal.

    Assim mesmo, segundo as estimativas dos especialistas,  cerca de 8,7 milhões de americanos adultos, admitem a possibilidade do suicídio como possível solução para seus problemas. Destes, 2,5 milhões chegaram a planejar o suicídio e 1,1 milhão chegaram as vias de fato, mas falharam.

    Outros estudos recentes revelaram também que os americanos com mais de 12 anos, consomem  cinco vezes mais antidepressivos que há vinte anos. Cerca de um terço dos americanos  de mais de doze anos apresenta "sintomas depressivos graves" e é atualmente  atualmente tratado com antidepressivos.

    Os estudos relacionados a saúde psíquica americana são realizadas todo ano. O número de pessoas inativas é considerável: 67.500 cidadãos encostados no país.

    Fonte: RT-TV

    Tradução: By Jânio

    Se o país mais rico do mundo se encontra assim, fico pensando nos países mais pobres. Fica claro que todo o dinheiro concentrado, encontra-se nos infernos fiscais, e os americanos, por serem os mais ricos, foram os últimos a sentir os efeitos do Club de Bilderberg.

    O Brasil e a China são dois exemplos de controle, domesticação absoluta da sociedade.

    É muito difícil mudar algo no Brasil, mesmo com a ajuda da internet. Quando os burgueses se mobilizam para derrubar presidentes, como aconteceu com Fernando Collor, é preciso ficar muito atento aos seus interesses.

    By Jânio

    terça-feira, 29 de novembro de 2011

    Corpo e mente insanos



    Na medida em que o tempo passa, nosso corpo envelhece, mas só começamos a sentir isso geralmente a partir dos 65 anos.

    Eu tenho minhas dúvidas se é mais saudável para uma pessoa estar lúcida, num mundo insano, ou viver sua própria loucura adaptando-se a ela. Da mesma forma, penso que a demência poderia poupar nosso sofrimento, no final de nossa vida, mas isso é apenas uma idéia.

    Seguindo esse raciocínio, a demência seria um processo natural de uma pessoa que não consegue se adaptar naturalmente às novas condições impostas pela sua idade. Eu conheci muitas pessoas que tiveram muita saúde até o fim de suas vidas, mesmo no fim, aceitaram tudo naturalmente.

    O diretor de cinema David Cronemberg costumava dizer que, em pessoas saudáveis, não há nada mais bizarro que o envelhecimento. "Nosso corpo envelhece enquando nossa mente assiste a tudo, não envelhecemos a mente", esse era apenas um ponto de vista de um diretor polêmico.

    Outro dia eu vi um médio dizendo: "O ser humano nasceu para viver em pé, andando, ou deitado, por isso, mesmo depois de aposentado, a pessoa deve se preocupar com sua saúde.

    Algumas pessoas fogem a regra e acabam sendo belos maus exemplos para a sociedade, fumando, bebendo, levando uma vida sedentária, descompromissada. Além disso, não lêem livros, não estudam, não vão ao médico e não participam de projetos para veteranos.

    Wikipedia: "Caracteriza-se a Demência quando, em um indivíduo que teve o desenvolvimento intelectual saudável, ocorre a perda ou diminuição da capacidade cognitiva, de forma parcial ou completa, permanente ou momentânea e esporádica. Dentre as causas potencialmente reversíveis estão disfunções metabólicas, endócrinas e hidroeletrolíticas, quadros infecciosos, déficits nutricionais e distúrbios psiquiátricos, como a depressão (pseudodemência depressiva).

    A prevalência média de demência, acima dos 65 anos de idade, é de 2,2% na África, 5,5% na Ásia, 6,4% na América do Norte, 7,1% na América do Sul e 9,4% na Europa."

    Podemos notar nas estatísticas  acima, que os casos de demência aumentam nos países da Europa, pode parecer estranho, mas na Europa o IDH é melhor, a estimativa de vida é maior, portanto há mais pessoas com idades acima de 65 anos. O ideal seria fazer um pesquisa diferenciada, avaliando pessoas com mais de 65 anos, sem a denúncia da qualidade de vida, mas é justamente a vida saudável que previne os quadros de demência.

    Assim como os exercícios físicos são importantes para o corpo, para o coração, os exercícios mentais são importantes para a mente. Nas zonas rurais, a porcentagem de demência chega atingir um número absurdo de 21,9%, entre as pessoas acima de 65 anos.

    A doença de alzheimer é o tipo de doença mais comum, é mais comum também entre as mulheres. O segundo tipo de demência mais comum são vasculares, mais comum nos homens.

    Entre 70% e 94% dos pacientes com demência, vivem em casa. Nos países desenvolvidos, fica em torno de 65%.

    Metade dos casos de demência no Brasil, são doença de Alzheimer, assim como as mulheres tem uma espectativa maior de vida.

    Os tipos de demências mais comuns são:

    Demência no mal de Alzheimer;

    Demência vascular e;

    Demência com corpos de Lewy.

    Podem ainda ser classificadas internacionalmente como:

    CID 10 - F02.0 Demência da doença de Pick

    CID 10 - F02.1 Demência na doença de Creutzfeldt-Jakob

    CID 10 - F02.2 Demência na doença de Huntington

    CID 10 - F02.3 Demência na doença de Parkinson

    CID 10 - F02.4 Demência na doença pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV)

    O tratamento integrativo que pretendemos avaliar foi proposto no estudo de.[7] A amostra do estudo foi formada por 35 pacientes (20 do sexo masculino, 15 do feminino) com uma idade média de 71,05 anos, diagnosticados com demência moderada e depressão. O tratamento proposto pelos autores incluiu: antidepressivos (sertralina, citalopram ou venlafaxina XR, apenas ou em combinação com bupropiona XR), inibidores de colinesterase (donepezil, rivastigmine ou galantamine), como também vitaminas e suplementos (multivitaminas, vitamina E, ácido alfa lipóico, omega-3 e coenzima Q-10). As pessoas participantes do estudo foram encorajadas a modificar a sua dieta e estilo de vida bem como a executarem exercícios físicos moderados. Os resultados do estudo demonstraram que a abordagem integrativa não apenas diminuiu o declínio cognitivo em 24 meses, mas até mesmo melhorou a cognição, especialmente a memória e as funções executivas (planejamento e pensamento abstrato).

    Atualmente, o principal tratamento oferecido para as demências baseia-se nas medicações inibidoras da colinesterase (donepezil, rivastigmina ou galantamina), que oferecem relativa ajuda na perda cognitiva, característica das demências, porém, com uma melhora muito pequena. Nesse sentido, a melhora das funções cognitivas verificadas no estudo avaliado não pode ser relacionada apenas a esse tipo de medicação.

    Ajudam a diminuir a demência:

    Exercícios físicos

    Uma dieta funcional

    vitaminas antioxidantes (vitamina e C e E, por exemplo)

    Ademais, Shatenstein e identificaram que pessoas com demência tenderam a ter uma alimentação mais pobre em macronutrientes, cálcio, ferro, zinco, vitamina K, vitamina A e ácidos gordurosos. O que pode acentuar o curso degenerativo da doença. Aspecto que justifica a ministração de suplementos alimentares para essa população, devido à dificuldade de se alimentar, um dos sintomas que tendem a fazer parte do quadro de demência.

    Em relação ao ácido alfa lipóico e à coenzima Q10, potentes antioxidantes cerebrais, ou seja, redutores dos radicais livres.

    Metade das demências podem ser prevenidas ou pelo menos adiadas mantendo uma vida social, intelectual e profissional ativa

    Uma vida com compromissos e ativa também revelou melhorar as perdas cognitivas em demências mais moderadas. O uso do fumo também pode vulnerabilizar as pessoas para a demência. Desse modo, a mudança do estilo de vida é um fator fundamental para minimizar o curso das perdas evidenciadas na demência.

    Assim, o diagnóstico precoce da demência é um aspecto importante para que os tratamentos existentes possam diminuir a progressão das perdas cognitivas, funcionais, sociais e profissionais em pessoas com essa patologia. Conforme demonstrou o estudo de Bragin et al. (2005), o tratamento deve ser integrativo, envolvendo uma equipe multidiscliplinar, com medicações específicas e suplementação alimentar, além de uma mudança do estilo de vida que inclui exercícios físicos moderados, cessação do uso do fumo, uma alimentação adequada e uma vida com o máximo possível de atividades.

    É frequente a comorbidade entre depressão, transtornos de ansiedade, distúrbios comportamentais e transtornos delirantes e demências, por isso é importante o acompanhamento psicológico regular.

    Esse acompanhamento inclui os familiares pois a demência causa grande impacto nos cuidadores, especialmente na família nuclear, os deixando vulneráveis a transtornos psicológicos como síndrome de burnout (exaustão física e psicológica).

    Wikipedia

    Introdução: By Jânio