Mostrando postagens com marcador Delcídio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Delcídio. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 10 de março de 2017

Carlos Bumlai assume pagamentos a Delcídio, mas nega obstrução à Lava Jato



O pecuarista José Carlos Bumlai confirmou hoje (10) que seu filho, Maurício Bumlai, fez dois repasses de R$ 50 mil ao ex-senador Delcídio do Amaral , mas negou que o dinheiro tenha qualquer relação com a compra do silêncio do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró.

Na ação em que prestou depoimento nesta sexta-feira, Bumlai é réu junto com Delcídio,  o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o banqueiro André Esteves e mais duas pessoas, todos acusados de buscar obstruir as investigações da Operação Lava Jato, ao tentar impedir que Cerveró assinasse um acordo de delação premiada com a Justiça.

O pecuarista,  que já foi condenado a nove anos de prisão na primeira instância em outro caso da Lava Jato, cumpre prisão domiciliar em São Paulo. Ele foi interrogado, por videoconferência,  nesta sexta-feira (10) pelo juiz Ricardo Soares Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília.

Bumlai confirmou que Delcídio de fato falou sobre uma possível delação de Cerveró em uma conversa que teve em 2015 com seu filho, Maurício Bumlai, mas este teria recusado qualquer envolvimento com o assunto.

“Ele [Maurício] falou [que] não, que não ia fazer isso, porque não tínhamos nada a ver com Nestor Cerveró. Depois, ele [Delcídio] voltou e pediu ajuda em caráter pessoal. Para manter o padrão de vida que ele tem, não era com salário de senador”, disse pecuarista.

“Inicialmente o pedido foi R$ 50 mil , e ele [Maurício] deu. Ai teve um segundo pedido de mais R$ 50 mil, e ele deu também, e é só”, afirmou Bumlai, reiterando que as quantias foram entregues por seu filho somente para manter uma boa relação com o então senador, cujo poder poderia prejudicar os negócios da família.

O pecuarista negou qualquer envolvimento com Cerveró, com quem não tinha nenhuma relação antes do ex-diretor da Petrobras ser preso, em 2015. Os dois dividiram uma cela por quase um ano na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. “Se eu tivesse que pedir alguma coisa, teria pedido ali”, disse Bumlai, que classificou a acusação de "absolutamente mentirosa".

À época dos repasses, em 2015, Delcídio chegou a ser preso em pleno exercício do cargo de senador, acusado de tentar montar um esquema para impedir o acordo de colaborlação de Cerveró com a Justiça. Ao Conselho de Ética do Senado, no processo que resultaria na cassação de seu mandato, Delcídio disse que encaminhou R$ 250 mil dados por Bumlai ao ex-diretor da Petrobras a pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em depoimento anterior no mesmo caso, Bernardo Cerveró, filho de Nestor, admitiu ter recebido dois repasses de R$ 50 mil de Delcídio, a título de “ajuda à família”. Segundo Bernardo Cerveró, o então senador chegou a pedir que seu pai não celebrasse acordo de delação premiada.

Na próxima terça-feira (14), às 10h está marcado o depoimento de Lula no caso. O advogado do ex-presidente confirmou que ele comparecerá à audiência. 

A Agência Brasil entrou em contato com a defesa de Delcídio do Amaral, que não quis se manifestar.

Matéria atualizada às 14h44 para acréscimo de informações

Edição: Valéria Aguiar

Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil

Agência Brasil


quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Senador Delcídio e o dono do BTG Pactual são presos



Quarta feira foi um dia histórico para Polícia Federal brasileira, isso porque a polícia prendeu dois dos homens mais "importantes" do Brasíl, o líder do governo no senado, Delcídio do Amaral, e o banqueiro  (isso mesmo, mais um) André Esteves, dono do BTG Pactual.

O Senador Delcídio do Amaral foi diretor da Shell, ministro de Itamar Franco e funcionário de confiança de FHC na Petrobrás, antes de se filiar ao PT. Além disso, é amigo do vice de Aécio Neves e ajudou a livrar José Sarney da forca, quando esse empregava corruptos.

André esteves fez muitos negócios desde que começou sua carreira, até se tornar o dono do banco, carreira para Daniel Dantas nenhum botar defeito. Eu destacaria a compra do enrolado Banco Panamericano, aquelo banco do Sílvio Santos que sumiu com 4,5 bilhões, mas que teve sua dívida perdoada quando André Esteves adquiriu o banco, mostrando sua habilidade em livrar a cara dos políticos que estavam envolvidos com o Panamericano.

Eu não sei qual das duas prisões foi a mais espetacular, já que André Esteves tornou-se bilionário aos 40 anos e, apesar de a polícia já ter prendido banqueiros importantes como Caciola, Naji Nahas e o próprio Daniel Dantas, nenhum deles chegava nem perto de André Esteves. Daniel Dantas chegou a ser considerado o homem mais rico do Brasil por uma revista estrangeira mas, aqui no Brasil, ninguém sabia que ele existia, caso bem diferente de André Esteves que é o décimo terceiro homem mais rico do Brasil, mas que sempre se destaca nas publicações do setor empresarial.

Os dois homens "importantes" foram presos da mesma forma, quebra do sigilo telefônico que revelou que ambos queriam atrapalhar as investigações da polícia através de suborno, impedindo a delação premiada.

Se ambos, o Senador e o banqueiro, ficassem muito tempo na prisão, certamente que muitos políticos teriam problemas, inclusive de outros partidos. Entretanto, a ideia é só derrubar a esquerda que parece um zumbi, insistindo em permanecer de pé, melhor para o PMDB que cada dia mais tem o poder de manipulação política nas mãos. 

A derrota mais humilhante do Senador ocorreu durante a votação para decidir se ele continuaria preso. A Polícia Federal tem poder para prender qualquer pessoa que abstrua suas investigações, mas a inconstitucionalidade impede que um político representante do povo e eleito democraticamente seja preso antes de ser cassado. Foi por isso que a votação foi convocada, entretanto, para mantê-lo na prisão, seria preciso verificar sua culpabilidade através de investigação e, em seguida, cassar seu mandato.

Quando optaram pelo voto aberto, ficou claro que o senador perderia na votação, ficava claro que a elite desejava a sua prisão, como ficou comprovado no resultado da votação, 59 a 13, sendo que apenas quatro dos treze que não votaram sim para a prisão do senador  não eram do PT. O número treze deu um azar terrível para Delcídio e André Esteves.

Delcídio tornou-se a partir da quarta-feira, o primeiro senador preso durante o mandato, mostrando que o sistema político brasileiro é quase que totalmente imperfeito, graças à inconstitucionalidade. Dessa vez falhou porque a elite está querendo derrubar o governo, como não consegue, sobra para quem está mais próximo da presidente.

A direita sempre soube da lavagem de dinheiro através da Petrobrás, foi por isso que a empresa nunca foi privatizada, mas a intenção não é acabar com a corrupção, apenas acabar com o PT.

Como um bilionário como André Esteves pôde ser preso, já que ele faz parte do sistema corrupto brasileiro? A resposta está na texto que eu escrevi sobre Daniel Dantas: Á partir do momento em que ele se torna um dos homens mais ricos do Brasil e do Mundo, fica claro que ele não repartiu o bolo com as principais lideranças políticas, principalmente da oposição, por isso ele deveria ser castigado pela elite. Daniel Dantas foi castigado logo que descobriram que ele era um dos homens mais ricos do mundo.

Vale lembrar que nenhum dos processos contra o PMDB seguiu adiante, já que o partido tem a maior bancada do congresso, a maioria juntamente com os aliados, enquanto o PT, apesar de ter a presidente, é apenas um coadjuvante de luxo.

Se os processos contra a oposição não seguem adiante, certamente é porque o PMDB se divide em relação a isso. O que eu não entendo é porque o PT continua aprontando tanto, mesmo depois de tantos líderes do partido term sido presos.

By Jânio

Daniel Dantas - A história da corrupção brasileira

Trinta anos de corrupção brasileira

Máfia do metrô

Máfia do asfalto

Privataria tucana