quinta-feira, 24 de maio de 2012

Futuro do passado



Leituras sobre civilizações antigas sempre nos inspiram a refletir e entender a nossa própria natureza, não se trata só de política, sociologia, religião, etc., mas, ironicamente, o que mais intriga os pesquisadores, são as suas tecnologias.

Dá-se o nome de civilização a um povo que se desenvolve de maneira distinta, independente de outros  povos. Essa forma criativa de desenvolvimento não é mais possível com a globalização.

Apesar disso, a base da evolução científica da humanidade apresenta muitos elementos em comum. Os hieroglifos e a escrita cuneiforme, na cultura egípcia, mesopotâmica, fenícia, etc., são bons exemplos disso.

Um povo nômade cuja religião é muito importante para nós do ocidente, os hebreus, são o elo de ligação entre vários povos da antiguidade. A maioria desses povos, que não passavam de tribos, o que não os torna menos importantes para a história, foram extintos por falta de organização.

A religião dos Hebreus foi muito importante para as nossas tradições, mantida hoje através dos judeus. Os povos da mesopotâmia são também responsáveis pelas primeiras leis escritas.

O mistério começa quando falamos de política, onde os romanos se inspiraram nos gregos, que possuiam conhecimentos dos egípcios, que possuíam uma organização ultra-secreta.

Por ser ultra-secreta, a civilização egípcia nos privou de praticamente toda a sua tecnologia. Observando os dados relacionados às pirâmides, por exemplo, notamos  muita coisa que até hoje são impossíveis de se conseguir, mesmo utilizando ferramentas modernas.

O pouco que sabemos de sua matemática, geometria, etc., chegou até nós através dos gregos e trata do mais avançado conhecimento que temos até hoje.

As descobertas arqueológicas, apesar de muito importante, não ajudam muito. O que dá para ser estudado ali é a religião, que por sinal era muito importante para os faraós, afinal, era através dela que eles se tornavam deuses.

Naquela época, religião, política, ciências, tudo estava muito próximo. Se foi preciso separar as ciências da religião, durante um longo tempo, para podermos evoluir, os egipcíos não precisaram.

Eles conseguiam fazer todo tipo de cálculo, desde a distãncia da Terra ao Sol, até obras faraônicas, literalmente falando, que nunca serão igualadas, até porque foram eles que inventaram as ciências exatas. Muitas dessas descobertas, hoje, só são possíveis de serem verificadas com tecnologias modernas, como o avião, foguete, telescópio e talvez até o computador venha a esclarecer muito sobre a sua cultura.

Naquela época, a tecnologia era de fato um dom de sábios, homens que sabiam o que estavam fazendo. Combinado com a religião, ficava difícil de sair do controle.

Hoje, o sistema de ensino criou um grupo de robôs que não sabem o que estão fazendo e nem mesmo os maiores gênios da atualidade são capazes de evitar constrangimentos terríveis, como a criação de uma bomba atômica.

Os egípcios fazem parte de um grupo de civilizações antigas que ultrapassaram as fronteiras do mito, são tão interessantes quanto o povo de atlântida, deuses nórdicos, gregos ou romanos.

As dificuldades impostas pelas tecnologias complexas, como a escrita, nunca os limitaram, pelo contrário, tornaram suas mentes ainda mais avançadas.

Outra característica importante a ser destacada, era o valor que essas tecnologias teriam, não em dinheiro mas em reputação, status. Hoje, muita gente escolhe uma profissão baseada no mercado de trabalho.

Além dessas civilizações, só de imaginar outras que possam ter desaparecido, levando com elas o seu conhecimento, imagino o quanto a humanidade perdeu por pura intolerância.

By Jânio

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