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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Maldição do espelho




Este é mais um texto baseado totalmente em comentário anterior, feito em blog de amigo(a).

Indignada com a discriminação, a amiga portuguesa desabafou - Chega de lusofobia.

Portugal nunca foi um grande gerador de oportunidades, por isso, sempre foi um país essencialmente emigrante, com comunidades espalhadas pelo mundo inteiro.

Graças a sua boa infra-estrutura, Portugal sempre ofereceu uma boa educação para os portugueses, formando bons profissionais para o mundo.

"Se Portugal não descobrisse o Brasil, o Brasil nem existiria";

Durante um desabafo, é natural que as pessoas percam a noção dos sentimentos das outras pessoas.

Se Portugal não tivesse descoberto o Brasil, talvez os índios não estivessem todos mortos, como podemos notar nas culturas latino-americanas. Entretanto, a violência como o império Inca foi dizimado, mostra como os conquistadores espanhóis poderiam ter sido violentos.

Não dá para imaginar que as terras ricas em matérias-primas do Brasil iriam ficar abandonadas, muitos povos tentaram explorar essas terras.

Quando se fala em Brasil e em Portugal, fala-se na elite, nos poderosos, o povo não tem nada a ver com isso. Entretanto, o povo também não tem percepção de que esteja sendo usado para lutar por interesses elitizados.

Os holandeses exploraram o abandonado nordeste. Fala-se em invasão, entretanto, eles deixaram  muitos descendentes por lá.

"Há diferenças entre o português do Brasil e o português de Portugal";

Não deveria haver tanta diferença entre as línguas latinas, entretanto, a elite brasileira possui pouca representatividade latina. Latino-americanos são muito discriminados e a elite tenta a todo custo se aproximar dos países ricos, apesar de sofrerem essa mesma discriminação.

Desde a Guerra do Paraguai, quando o Brasil seguia as cartilhas inglesas; durante a Segunda Guerra Mundial, quando Getúlio Vargas ficou entre os EUA e Adolf Hitler; até a dominação definitiva, quando magnatas americanos financiaram a rede de TV que iria monopolizar a informação em seu proveito, Rede Globo; o país sempre esteve muito distante da cultura latina, apesar de algumas comunidades terem prosperado muito no Brasil.

O português do Brasil nunca teve muita influência de indígenas e afros, como faz crer a mídia hipócrita, na realidade, a ditadura fonética nunca deixou espaço sequer para o regionalismo. Apesar dessa ditadura, a cultura sobreviveu, não na língua, já que era controlada pelo estado, mas nas tradições, folclore, religiões, etc.

A discriminação latino-americana só não é maior, porque a nossa infra-estrutura é uma das piores do continente. Entre os mais pobres que poderiam ter algum interesse no Brasil, os bolivianos são vítimas de tráfico de pessoas e, por incrível que pareça, o salário de escravo que eles recebem, está muito próximo de nosso salário-mínimo.

Por sua vez, os paraguaios tem verdadeiro pavor do Brasil, desde que nosso patrono Duque de Caxias dizimou um terço de sua população, caçando seu ditador. Seu pavor só não é maior que sua pobreza.

 "Alguns brasileiros, assim como portugueses, acham que irão ficar rico sem precisar trabalhar,  e logo estão morando embaixo da ponte".

Esta é uma expressão imperialista dos tempos do Império Romano, usada para justificar a miséria, pobreza e abandono pela qual passava a população. Eu não tenho dúvidas da honestidade de quem mora embaixo da ponte, se não fosse honesto, certamente não estaria ali.

Pessoas honestas preferem perder tudo a ter de enganar, dar calote, sonegar impostos, etc.  Com o tempo essa situação vai piorando e acabam ficando sem teto, sem emprego, sem nada. É constrangedor ver pessoas graduadas morando nas ruas da sexta maior economia do mundo.

Os brasileiros viajam pelo mundo inteiro, lavando privada para ganhar algum dinheiro e, quando os estrangeiros vem para o Brasil, para ganhar dinheiro, quem lava privada somos nós. Num país de m****, lavar privada já é uma atividade comum.

Não tenho nada contra a lavagem de privadas, alguém tem de fazê-lo, mas pelo menos que se respeite essas pessoas.

Apesar da fama de marginais dos brasileiros, é bom que se diga que isso só deveria ser aplicado às elites que se prostituem e não conhecem o sentido da moral, formando uma PPP suja e corrompida. São capazes de qualquer coisa para manter a reputação de ricos, enquanto discursam pelos bons costumes dos pobres.

Eu nunca vi um estrangeiro lavando privada ou trabalhando de servente pedreiro no Brasil, mas é isso que nos é oferecido lá fora.

Nossa maior maldição é ver nossa própria imagem presa no espelho,  nosso temor só não é maior porque é ofuscado pela vaidade através do espelho.

O povo brasileiro e português continuam sendo usado na conspiração das minorias, mas, com a crise mundial, os portugueses serão cada vez mais parecidos com os brasileiros, mais pobres e sem educação. Se é verdade que o mineiro é solidário no câncer, o brasileiro é solidário no câncer e na desgraça do fundo do poço.

Com a crise mundial, a cria e o criador se encontrarão nessa desgraça, quando então o Brasil devolverá o sistema elitizado que recebeu de Portugal há quinhentos anos, mas muito mais desenvolvido.

Para que os portugueses saibam, a vida brasileira se resume a duas tele-novelas e dois tele-jornais ao dia, naturalmente, patrocinados pelo governo. É com essa programação que o nosso cérebro vira mingau e somos transformados em zumbis.

As grandes redes de televisão já começam a entrar na terrinha e parece que os portugueses gostam mais de novelas que os brasileiros.

By Jânio

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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Foreign Policy faz insinuações com o Brasil




A Foreign Policy ignorou a força da globalização da informação e divulgou uma lista para estudantes que não conseguiram entrar em Harvard, devido ao preço ou falta de capacidade intelectual.

Apesar de ter um tom de brincadeira, para os brasileiros, especialmente para as universitárias da USP, não teve muita graça. Eu fiquei na dúvida se é um complô americano, que não consegue entrar no país, ou é um complô brasileiro, que não quer ver a presença de investidores estrangeiros por aqui.

O fato é que essa lista tem a mão de algumas pessoas mal intencionadas, e que a provocação já está se tornando rotina.

Segundo a revista, as melhores universidades do mundo estão divididas segundo o perfil:

Barcelona - The party people, estudantes festeiros

Tóquio - The tree-huggers - defensores do meio ambiente.

Brasil - Jocks - Esportistas, relacionamentos, pouco inteligentes, dumbass athletes who get all the chicks in high school', isto é, atletas burros que ficam com todas as garotas no ensino médio.

No caso de chicks, esse não é um termo que queira dizer exatamente garotas. Se você quiser saber o que significa chicks, basta entrar no google.com clicar em imagens e digitar chicks.

Para quem tem acompanhado o Wikileaks, sabe que os políticos americanos não tem muita simpatia pelos brasileiros,  são anti-brasileiros. O fato de estarem construindo uma relação amigável, deve-se às circunstâncias econômicas, isto para não dizer que eles estão tendo que nos engolir.

Segundo o Wikileaks, os americanos pretendem investir no nordeste, como Carlos Slin, o homem mais rico do mundo, devido às dificuldades em entrar no mercado do Sudeste.

Apesar da brincadeira de péssimo gosto, a revista elogia a estrutura da universidade e sua grandiosidade, quase uma cidade turística dentro de São Paulo.

A revista cita também:

Hong Kong - Astros

Melbourne - Executivos

Cidade do Cabo - Pensadores

Zurique - Instituto Federal de Tecnologia - Nerds

Canadá, Colúmbia Britânica - Multidisciplina

Reino Unido, Escola de Arte e design Cardiff - Artes

Fonte: Estadão