domingo, 30 de agosto de 2015

Algoritmo recria obras de Picasso a Van Gogh



Pesquisadores universitários alemães apresentaram um algoritmo de inteligência artificial que pode aprender a criar imagens no estilo de qualquer artista, e aplicar esta habilidade de modo que  pareça o trabalho de um grande mestre como Picasso ou Kandinsky.

Um novo algoritmo, desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Tuebingen (tubinga), na Alemanha, é capaz de converter fotografias em obras de grandes artistas, e fornece novas pistas para a compreensão de como as pessoas percebem e criam imagens artísticas.
"Nas artes, especialmente pintura, os seres humanos têm dominado a capacidade de criar experiências visuais únicas ao criar uma complexa interação entre o conteúdo e o estilo de uma imagem", escrevem os pesquisadores no estudo publicado pela revista Arxiv '.
No entanto, a base algorítmica deste processo permanece um mistério e não existe um sistema artificial com capacidades semelhantes. Enquanto isso, dizem os pesquisadores,  em outras áreas de percepção visual, como reconhecimento de objetos e rostos,  foi demonstrado recentemente um desempenho quase humanos por uma classe de modelos de visão biologicamente inspirada nas chamadas redes neurais profundas.
No trabalho atual, os cientistas introduziram um novo sistema algorítmico baseado em redes neurais profundas que podem criar imagens artísticas de "qualidade perceptual". O funcionamento do sistema consiste em utilizar as representações neurais  para separar e recombinar o conteúdo e estilo de algumas imagens arbitrárias, proporcionando um algoritmo neural para a criação de imagens artísticas".
Os pesquisadores têm alimentado o sistema com obras de grandes artistas, de modo que o algoritmo seja capaz de transformar uma fotografia tirada na cidade de Tuebingen em imagens ao estilo de pinturas famosas como "La Noche Estrellada" de Vincent van Gogh (1889 ), "El Grito", de Edvard Munch (1893), "Figura dans un fauteuil" por Pablo Picasso (1910), 'Composição VII ", Vasily Kandinsky (1913).
Anteriormente, o Google também havia revelado imagens que mostravam como as redes neurais artificiais aprendiam a reconhecer imagens.
Os cientistas observaram que, dadas as "semelhanças notáveis ​​entre as redes neurais artificiais de desempenho otimizado e a visão biológica", seu trabalho pode servir como um passo no sentido de uma melhor compreensão de algoritmos de como os humanos percebem e criam imagens artísticas.
Fonte: RT-TV

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