sexta-feira, 29 de março de 2013

Preço dos ricos




Os brasileiros lavam pratos no mundo inteiro para manter a reputação dos ricos do Brasil, que lavam nosso dinheiro nos infernos fiscais, mas tudo não passa de aparências, como veremos nos números abaixo.

O Brasil estava, em fevereiro, com 362,5 bilhões de dólares em  reservas cambiais, desses, 347,3 bilhões de dólares obtidos através de emissão de títulos da dívida pública a 7,25% de juros da SELIC. Restando apenas 15,1 bilhões de dólares reais.

Além disso, o Brasil tinha 3,4 bilhões de dólares em reservas com o FMI, 3,9 bilhões BNDES e 3,4 bilhões em ouro - curiosamente, os países mais endividados, como Portugal e Grécia, tem as maiores reservas em ouro.

Para quem acha que 7,25% da SELIC é muito, o mercado de crédito brasileiro está com uma média de 18,5%; recursos livres 26,4% e para pessoas físicas o crédito fica em 35,1% ao ano.

O spreed bancário, diferença entre o custo do crédito e a taxa cobrada pelas instituições financeiras, ficou em 12,1%, espelhando em partes, a inadimplência brasileira, além da ganância dos bancos.

O mercado de crédito brasileiro está com um valor de 53% do total do PIB.

A taxa de 7,25% da dívida pública interna não fica muito longe da taxa que o Brasil já pagou, há alguns anos, pela dívida externa.

O governo está tão otimista que já pensa em aumentar a taxa SELIC, pelo menos na opinião dos especialistas. Se fizer isso, poderá cometer um grande erro, provocando uma estagnação na economia do país que está no limite.

Por mais que o governo destine recursos para a infra-estrutura, sempre haverá uma organização mafiosa pronta para desviar tais recursos, isso não muda desde que o Brasil foi descoberto e adotou esse nome, compatível com nossa condição.

As migalhas que a direita destinava à burguesia, agora é destinada às bolsas de estudo, refeição, etc. Não me surpreendeu saber que um certo ministro estava fazendo curso de inglês nos EUA, justamente quando deveria estar julgando os membros do mensalão e do escândalo de Carlinhos Cachoeira que, aliás, ninguém sabe que fim levou.

Se houve um acordão entre os algozes do mensalão e de Carlinhos Cachoeira, isso explica a votação expressiva que Renan Calheiros recebeu para a presidência do senado.

By Jânio

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