quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Site pornô beneficente




Um novo site de conteúdo pornô pretende revolucionar o setor  com sua vocação de caridade, destinando parte do lucro a diferentes programas ambientais e filantrópicos, porque "pornografia também tem coração", pelo menos no slogan da página virtual.

Esta é a teoria mantida pelos criadores do site come4 ponto org de origem italiana, que consideram que "o modelo atual de consumo de conteúdos pornográficos tem um efeito negativo na sociedade" e "viola os direitos dos consumidores". Por isso "chegou a hora de reconsiderar criticamente a relação entre a pornografia online e a sociedade".

"A palavra SEXO é a mais buscada na internet e o lucro anual de toda a indústria pornográfica é de cerca de cem milhões de dólares", segundo um comunicado da página. Riccardo Zilli e Marco Annoni, fundadores da nova página, pensaram que pelo menos uma parte deste dinheiro poderia servir para ajudar os necessitados.

A nova rede social permite que os usuários privados e empresas do setor pornô criem e hospedem seu próprio conteúdo pornô e permite que esses conteúdos sejam compartilhados. Além das doações dos usuários, será publicado conteúdo patrocinado. "Todo o dinheiro será absolutamente transparente", prometem os criadores, que também garantem que nenhum conteúdo ilegal e de violência será permitido no site.

Fonte: RT-TV

Comentário: Para quem achava absurdo o turismo sexual e os encontros entre casais patrocinado, esse site é só mais uma polêmica criada virtualmente e que não deverá ser a única.

Vamos começar pelo slogan? "Pornô também tem coração" é irônico em relação a hipocrisia social mas, para bom entendedor, é apenas debochado. Na década de oitenta, a indústria pornô utilizava o lema "pornografia também é cultura".

Dizer que a pornografia era marginalizada na década de oitenta, não seria só força de expressão, os textos apresentavam tantos erros bizarros de português que até os palavrões eram escritos erroneamente. Seria como uma pessoa escrever errado o nome da própria mãe.

A questão do sexo já era polêmica antes de surgir a internet, não mudou muito nesse sentido, mas se tornou muito mais complexa.

A nudez, que é tão comentada na sociedade, na internet é muito natural, inclusive em caráter sexual. É visto como normal pelos mais jovens, principalmente se forem casais de namorados ou marido e mulher.

Alguns artistas são vítimas de pessoas criminosas, que tem acesso às imagens privadas, outros fingem que foram vítimas, para criar polêmica e se tornarem mais famosos. No caso da Bruna Surfistinha, tornou-se um marco na história do marketing pessoal.

Geisy Arruda foi outra que teve uma ajudinha da internet para ficar famosa, e nem precisou ficar nua.

Um problema sério é como controlar o acesso das crianças a conteúdos de sexo - é bom lembrarmos que a partir dos 12 anos as crianças já tem muita informação à esse respeito e que antes dos oito ou nove anos, a criança nem tem interesse por esse tema, principalmente em famílias mais tradicionais. A questão é a educação, sempre foi, é e será.

Enquanto as crianças estão em creches, há um certo controle. Talvez a solução fosse a criação de instituições em tempo integral, mas não fechado em uma escola e sim em contato com a natureza ou com o mundo exterior - difícil é imaginarmos como.

A marginalidade tem saído das sombras, enquanto a alta sociedade se esconde nelas, isso porque ser rico, tornou-se sinônimo de ser desonesto.

Condomínios fechados, shoping e clubes, parecem estar dando conta do recado, mas até quando?

A melhor saída seria uma boa educação e distribuição de rendas, mas seria preciso competência para fazermos isso. Cesta básica não é distribuição de renda, assim como não adianta injetar dinheiro na economia, sem baixar os impostos, para que a economia cresça.

Comentário: By Jânio

Site promove encontro entre ricos e pobres

O fim das aparências

Postar um comentário