terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Poder pleno de Dilma



Dilma Rousseff está se tornando uma entre os presidentes mais populares de todos os tempos, isso não é difícil com a ajuda da mídia, vários outros presidentes já conseguiram isso, mas eu confesso que nunca vi uma oposição tão fraca e um governo tão forte.  Isso se deve em partes a perda de importância da burguesia e, principalmente, ao fato dos pobres estarem votando com a barriga.

Depois de quinhentos anos de direita, isso finalmente aconteceu.

Talvez a vitória da esquerda tenha sido apenas mais um capítulo dentro do sistema bipartidário mas, como eu tenho dito, esse pode ser o capítulo final no sistema que durou quinhentos anos, pior, entre todos os países do mundo, o Brasil é um dos países mais desiguais, trazendo consigo os membros dos BRICs.

O novo grupo de países favoritos dos investidores, MIST, traz um dos países mais violentos do mundo para a elite dos países em captação de recursos, México. O México apresenta o homem mais rico do mundo, demonstrando que a nova era está chegando, nessa nova era, nenhum país estará tão estável quanto o Brasil.

Seguindo os planos dos donos do poder, a esquerda tem a vantagem de deixar a polícia federal trabalhar, mas as vantagens terminam por aí. O escândalo provocado pela morte de PC Farias, a morte prematura de Tancredo e o desaparecimento de Ulisses Guimarães, deixaram vários traumas no subconsciente brasileiro e a esquerda já cedeu ao capitalismo e aos banqueiros.

Se Daniel Dantas levou 2 bilhões, Silvio Santos levou 4,5 bilhões, ou seja, não mudou muito. PC Farias comprou tanta gente que foi preciso ser morto, apesar da esquerda não matar, no escândalo do Carlinhos Cachoeira, que deveria atingir a direita e acabou afetando o governo, pelo menos um policial federal e um escrivão foram mortos.

O maior escândalo da esquerda foi o mensalão, além de deixar a polícia federal trabalhar, a esquerda não queimou nenhum arquivo, o resultado é esse que estamos vendo, um dos governos mais escandalosos da história.

Se antes o governo sofria com o inconveniente de ter a Globo monopolizando o mercado de comunicação, decidindo quem seria o presidente e quem deixaria de ser, isso também mudou. O monopólio foi quebrado na medida em que o governo, maior patrocinador da TV, distribuiu melhor suas cotas de patrocínio.

O resultado foram novos escândalos, agora envolvendo o Panamericano, Grupo Sílvio Santos, dono da rede de TV SBT.

A crise da direita foi útil para que a esquerda se tornasse ainda mais poderosa, como ocorreu nos EUA, onde usaram até as guerras para encobrir as bolhas imobiliárias. No Brasil, os banqueiros ficaram mais expostos, demonstrando seus interesses no governo e sendo desmascarados pela direita que bebeu dessa fonte por quinhentos anos.

Os brasileiros já não tem a memória tão curta, graças a internet, por isso não querem voltar ao que era, mas o que se apresenta também não agrada. Os EUA estão afetando o mundo inteiro com a censura, poupando os políticos, principalmente a esquerda que está no poder, de ter de encarar a democracia.

Enquanto Obama começa a pensar como o antigo presidente Bush, inclusive utilizando a suposta morte de Osama Bin Laden para melhorar sua reputação, e seguindo a cartilha dos banqueiros que não podem perder dinheiro, deixando os americanos na miséria, aqui no Brasil a política ganha ares de unanimidade.

Acontece que o poder da presidente Dilma é tão grande que ela pode se dar ao luxo de criar vetos que serão rejeitados pelo senado e pela câmara, como aconteceu com o projeto do desenvolvimento sustentável, ou como acontece com os royalties do petróleo, agora.

Dilma foi contra a quebra do contrato que já havia sido acordado, naturalmente, o congresso vetou tal projeto, aproveitando que todos são unânimes quanto aos novos contratos do pré-sal. A questão não é tão simples, como quem tem ou não direito, a questão é quem irá roubar o dinheiro.

As cidades com maior PIB per capita do país, não refletem isso em infra-estrutura.

Recentemente, descobriu-se que a cidade com o maior PIB per capta do país, petróleo, não tinha sequer ruas pavimentadas. Ninguém sabe onde foi parar o dinheiro, e nem o que a polícia federal fez a respeito.

Sertãozinho - pólo industrial de máquinas de indústrias de álcool - Paulínea - refinaria - e Macaé - extração de petróleo - tem um grande dilema, não sabem o que fazer com tanto dinheiro. Sabem que não podem deixar o dinheiro para a próxima administração, ou pensam que sabem, por isso criam obras faraônicas, como um Cristo Redentor gigante em Sertãozinho.

Dilma já teve esse problema, quando queria construir várias indústrias de energia  elétrica no Norte, ou seja, torrar todas as reservas antes do fim do mandato.

A copa e as olimpíadas vieram na hora certa, pelo menos para os políticos. Se Palocci que já era uma carta fora do baralho, enriqueceu só prestando consultoria, imaginem quem estava com o poder nas mãos.

Não é à toa que Carlinhos Cachoeira diz ser o "Garganta Profunda" do PT, haja falta de escrúpulos. Acontece que tem muito dinheiro envolvido e, portanto, o envolvimento de políticos de direita é inevitável.

Demóstenes Torres foi só o primeiro, mas Carlinhos Cacheira ficaria mais seguro em uma penitenciária de segurança máxima, a não ser que ele não seja tão frágil assim e tenha mais poder que todos os corruptos de direita, que poderiam matá-lo, juntos.

Vale um velho conselho: "Se tem algo para dizer, que fale agora ou se cale para sempre, ficar fazendo ameaças pode não ser muito bom para a saúde". A esquerda não tem o hábito de queimar arquivos, aqui no Brasil, mas é bom não abusar da sorte, afinal, a esquerda está no poder e, segundo a história, quem está no poder não é de esquerda.

By Jânio


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