sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Ética legítima




Um leitor alertou para a importância da lei, para que o mundo não retorne à época das cavernas. Esse alerta pode parecer muito importante para burocratas que dependem da "burrocracia" para viver, ou para amigos de políticos que nunca prestaram concurso público, mas, para uma pessoa comum, o excesso de leis, muitas regras, tem atrapalhado muito nossa qualidade de vida.

Mais importante que as leis, a ética não só pode, como deve corrigir o que está errado, sendo inclusive responsável pelo surgimento e correção  de novas leis. A ética deve emanar do povo, através de seus costumes, experiências e pensamentos.

Quando os legisladores servem a interesses elitizados, acima dos interesses da sociedade, o povo deve se mobilizar, não só para punir um político criminoso, infrator, mas para mudar todo o sistema, isso é a evolução.

Uma revolução não precisa ser necessariamente violenta, angariar assinaturas, criar associações ou adotar formas alternativas de protestos, já é um bom começo.

O problema, na minha opinião, começa quando as pessoas que protestam também tem interesses, refletindo o mal que contamina o topo da pirâmide do poder. Se as pessoas tem interesses, assim como os políticos, então o que nos diferencia desses políticos?

Quando elegemos os políticos, esses políticos devem estar sempre atento aos grupos de minorias que somados formam a maioria. Um determinado político, quando discursa, deixa claro que está representando um determinado grupo de pessoas e que não aceitará descaso em relação a elas.

Se as pessoas não ficam atentas e nem protestam contra o que está errado, como consequência teremos um sistema bizarro que passará a ideia de que não somos um povo normal.

Exemplos de atividade éticas:

01 - Foi a ética que levou o delegado da polícia federal a prender o banqueiro Dantas, mesmo sabendo que o banqueiro seria solto. Foi a lei que levou o presidente do STF, Gilmar Mendes, a soltar o banqueiro.

02 - Dois políticos de casos parecidos, Jader Barbalho e Antônio Belinati, Belém e Londrina, respectivamente, foram presos várias vezes por juízes que fizeram o que achavam ser o certo. Depois de presos, eles foram soltos e presos novamente por outros juízes, mostrando a incoerência de nossa legislação.

03 - Paulo Maluf foi preso, ficou apenas quarenta dias na cadeia. De certa forma foi preconceito pelo seu nome.

Maluf não é o único caso de corrupção no país e foi preso devido ao preconceito internacional contra os árabes. Parece que os nossos políticos se borraram de medo que as contas de Maluf comprometesse toda a máfia brasileira dos infernos fiscais.

04 - Pelo menos uma juíza mandou prender um presidente, Fernando Collor, apesar de isso não ser muito comum no país. Isso serviu para demonstrar como funciona nosso sistema de poder, assim que o mandato de prisão foi expedido, um novo pedido de soltura foi emitido no mesmo momento.

No caso da prisão de Dantas, esse mesmo sistema falhou.

05 - Joaquim Barbosa liderou os juízes do STF que iriam condenar os réus do mensalão, enquanto outros juízes foram taxados de advogados do PT. Enquanto isso, já se articulava o que fazer após a condenação dos réus: encaminhar o processo de volta a câmara, como se já não tivesse passado por lá.

Se haviam juízes do PT na história, quem foi o imbecil que acreditou que Carlinhos Cachoeira e José Roberto Arruda estavam de fato doentes, para serem soltos?

Sempre haverá uma forma simples, rápida e barata, para tirar bandidos da cadeia.

By Jânio

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