quarta-feira, 25 de julho de 2012

Show da morte




Um controvertido programa da TV americana vira febre entre os telespectadores, criando uma grande polêmica sobre os direitos humanos e o que as pessoas podem assistir, e o pior, quais são as consequências dessas imagens sobre o cérebro de uma pessoa.

"Death Row" - O corredor da morte - mais Idade Média impossível - promete mostrar as últimas vinte e quatro horas de um condenado a morte.

Mais da metade dos estados dos EUA praticam a pena de morte, o que torna esse tema relevante para a sociedade americana e muito mais polêmica também. Os defensores dos direitos humanos pretendem utilizar a TV para chamar a atenção da sociedade, com um programa exibido pela Discovery, resta saber se isso não trará um resultado contrário, inesperado.

O programa inclui entrevista com as pessoas que trabalham nos chamados corredores da morte e até mesmo com os condenados, atrás de algum detalhe em seu último dia de vida.

Um dos primeiros protagonistas do programa, Michael Price, aguardou pela sua execução durante vinte anos. Desde 1.989, foi aprendendo novos ofícios: Músico, fotógrafo e agora é cozinheiro, recorda Michael.

Segundo as leis americanas, antes de sua execução, todo condenado tem direito a pedir um prato especial que varia de estado para estado, em Oklahoma é de 15 dólares. Além disso, todo condenado tem direito a um banho quente, um telefonema para um dos parentes ou amigo.

Depois disso, só terá direito de falar com um clérigo.

Todo condenado tem direito a escolher a forma como quer morrer: injeção letal, enforcamento ou fuzilamento.

Ao todo, 3.189 pessoas esperam para ser executadas, em prisões americanas, 62 desses condenados são mulheres.

Apesar de toda essa polêmica em torno do programa da TV americana, esse programa não é pioneiro, a China foi a primeira a apresentar um programa de TV com condenados a morte. Foi em 2.006, quando a apresentadora Din u não se importava com expressões como: "Eu lhes dou os parabéns, infames canalhas, por terem sido capturados e por serem executados", assim se dirigiu para um bando de delinquentes que haviam matado uma menina de 12 anos.

A apresentadora entrevistou 226 delinquentes e afirmou não sentir pena deles. Seu objetivo era fazer eles falarem com sinceridade e, se possível, fazer com que se arrependam.

A China executava seus condenados com fuzilamento mas, ultimamente, tem usado também a injeção letal. A execução não é transmitida.

Os defensores dos direitos humanos questionam qual a finalidade da pena de morte e porque não se preocupam mais com as causas da delinquência.

Quando o Estado executa um condenado, esquece-se de sua própria culpa, culpa por não oferecer um sistema competente para evitar graves problemas de violência. Aterrorizando as pessoas com a pena de morte, espera conseguir diminuir a criminalidade e, caso isso não ocorra, outras formas de controle serão testadas, com a ajuda das mídias de massa, que deverão forjar verdades mentirosas.

Fonte: RT-TV

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